Melo: “Buscamos um novo caminho, acreditamos mais e reduzimos a ansiedade por resultados”

De volta ao Brasil com o título de Wimbledon e o posto de melhor duplista do mundo em mãos, o mineiro Marcelo Melo falou com o Match Tie-Break sobre a parceria com o polonês Lukasz Kubot, que vem rendendo frutos. Além da conquista no Grand Slam londrino, a dupla também foi campeã nos Masters 1000 de Miami e Madri, além dos torneios de ‘s-Hertogenbosch e Halle. Com tantas conquistas, o time já garantiu vaga no ATP Finals, torneio que reúne as melhores duplas da temporada no fim do ano.

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Foto: Marcelo Pereira / Divulgação

Após um início de ano complicado, com quatro vitórias e cinco derrotas nos cinco primeiros torneios do ano, Melo e Kubot foram muito questionados se valia a pena continuar apostando na equipe. O mineiro revelou que foi após a derrota na primeira rodada do ATP 500 de Acapulco, no México, que ele e o polonês tornaram-se mais transparentes: “A gente sempre conversava nos torneios, mas a principal foi em Acapulco, depois que a gente acabou perdendo lá. Nós deixamos mais aberto o que vinha acontecendo. Depois disso, tivemos um tempo preparatório pra botar em prática o que tínhamos conversado no México, de fazer treinos mais específicos, buscar um novo caminho, acreditar mais e reduzir a ansiedade por resultados. E acho que isso deu muito certo, tanto que o próximo torneio foi Indian Wells, quando começamos a jogar bem.”

Sempre motivados e apoiando um ao outro, a união é o grande destaque da dupla em quadra. Melo disse que ele e Kubot são pessoas com rotinas diferentes, o que resulta em algo positivo. “A energia dentro de quadra é muito boa, muito positiva. Sobre fora de quadra, não convivemos muito por questões de rotina mesmo, o Lukasz tem a dele e eu a minha, mas com certeza a gente se encontra pra jantar algumas vezes durante a semana. Nós entendemos que isso é muito importante na dupla, não mudar a rotina do atleta, sabe? Por exemplo, antes da final, o Lukasz aqueceu na quadra coberta porque estava chovendo e porque queria aquecer num horário anterior, enquanto eu aqueci na aberta com o meu irmão porque queria esperar mais pra saber do tempo. Hoje, conseguimos enxergar muito bem o que funciona para cada um e deixamos livre. Outra coisa é que o Lukasz é um cara da manhã, ele acorda mais cedo. Ele segue com a rotina dele e eu com a minha, a gente acha que assim as coisas têm mais chances de dar certo”, declarou o mineiro.

Melo e Kubot também contam com uma equipe especializada, que é parte do sucesso da dupla. Com uma sequência de três títulos, o físico foi essencial para a dupla, que disputou quatro jogos de cinco sets em Wimbledon. “Comecei a trabalhar com o Stefan (Düll, fisioterapeuta) nesse ano. Conheci ele em Estocolmo, quando ainda trabalhava com o Alexander Zverev, daí o trabalho entre eles terminou e nós começamos no Australian Open, isso vem ajudando demais. O Chris (Bastos, preparador físico) judia no físico, o Daniel (Melo, técnico) judia na quadra e o Stefan vem pra recuperar o corpo. Foi crucial lá em Wimbledon, que foram muitos jogos em cinco sets. É muito bom ter esse atendimento especial. Temos uma estrutura muito boa hoje e que conta com apoio para que ela aconteça, já que demanda muito investimento”, finalizou o número 1 do mundo, contente com a estruturação de sua equipe.

O time descansará antes de voltar às quadras. O retorno será no ATP 500 de Washington, nos Estados Unidos, que tem início no dia 31 de Agosto. Na sequência, Melo e Kubot disputarão os Masters 1000 de Montreal e Cincinnati, que acontecem antes do US Open, o último Grand Slam do ano.

Melo e Kubot vencem longa batalha e conquistam o título de Wimbledon

O sonho de Marcelo Melo virou realidade. O mineiro e seu parceiro, o polonês Lukasz Kubot, consagraram-se campeões de Wimbledon após 4h39 de partida, derrotando o austríaco Oliver Marach e o croata Mate Pavic, cabeças de chave 16, por 3 sets a 2, com parciais de 5/7, 7/5, 7/6, 3/6 e 13/11. É o segundo título de Grand Slam do brasileiro, que também foi campeão de Roland Garros em 2015, ao lado de Ivan Dodig.

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Foto: Getty Images

A partida começou com os dois times sacando bem, confirmando todos seus games de serviço até o 11º game, onde Kubot foi quebrado com uma devolução de Marach. O austríaco e o croata confirmaram a vitória do set logo em seguida, saindo na frente na grande final. O segundo set foi parecido com o inicial. As duplas seguiram confirmando seus serviços até o 12º game, no qual Kubot executou um lob para quebrar o serviço de seus adversários, empatando a partida.

O equilíbrio continuou na terceira parcial, que foi decidida no tie-break. Lá, o time do brasileiro abriu dois mini-breaks e não deu mais chances, virando a partida. No quarto set, porém, Marach e Pavic vieram fortes e, após trocarem uma quebra com Melo e Kubot, a dupla do austríaco e do croata quebrou mais uma vez e levou a parcial, empatando e a partida sendo decidida no quinto set.

A parcial decisiva teve o equilíbrio presente, seguindo por onze games com as duplas confirmando seus serviços. Foi no 6/5 que Melo e Kubot tiveram dois match points, com Marach e Pavic salvando e continuando vivos na partida. O mineiro e o polonês ainda salvaram quatro break points no 17º game, mantendo-se no jogo e continuando o drama na quadra central. A partida seguiu até o 11/11, quando foi interrompida para o fechamento do teto da quadra devido à falta de luz natural. Após 10 minutos de espera, a partida retomou com Marcelo confirmando seu serviço bem, colocando pressão em seus adversários. Mate Pavic, que fez uma partida impecável, sofreu a quebra de zero, tendo Melo e Kubot ganhando o título no terceiro match point disponível.

“Não tenho palavras para descrever o sentimento agora, logo após o jogo. Vou precisar de um tempo para entender esse grande feito que tive a sorte de poder conquistar. Agora é aproveitar e curtir esse momento. Meu sonho sempre foi ganhar aqui em Wimbledon, meu foco sempre foi vir aqui e ganhar. Sempre gostei da grama, e a gente foi em ‘s-Hertogenbosch pensando em Wimbledon, independente dos resultados. Quero realmente agradecer todo mundo que torce por mim e que mandou mensagens parabenizando. Ser campeão de Wimbledon, Roland Garros e voltar ao número 1 do mundo é algo fantástico, fico realmente feliz de ter conquistado isso em minha carreira”, disse Melo logo após a conquista do título, tentando entender seu feito.

Melo e Kubot fecharam a temporada de grama invictos, levando os títulos de ‘s-Hertogenbosch, Halle e Wimbledon, sendo 14 vitórias consecutivas. O título no Grand Slam londrino garantiu a dupla no ATP Finals, torneio que reúne as melhores duplas da temporada. Os pontos somados com a conquista colocarão Melo na primeira colocação do ranking, além de Kubot atingir a quarta posição, sendo seu melhor ranking da carreira.

 

Kubot/Melo se garantem na final de Wimbledon; Melo volta ao posto de número 1

Foi com emoção que Marcelo Melo e Lukasz Kubot garantiram a vaga na final de Wimbledon. Após uma partida equilibrada, a dupla do mineiro e do polonês derrotaram os cabeças de chave 1 Henri Kontinen e John Peers em três sets a dois, com parciais de 6/3, 6/7, 6/2, 4/6 e 9/7. Além da disputa pelo título, Marcelo também garantiu o retorno ao posto mais alto do ranking individual de duplas, voltando a ser número 1 do mundo na próxima segunda-feira.

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Foto: Peter Staples/ATP World Tour

Melo e Kubot começaram a partida dominantes. A dupla sacou bem no primeiro set e não deu chances para seus adversários, que sofreram quebra no saque de Peers no sexto game, não conseguindo se recuperar. No segundo set, Kontinen e Peers entraram no jogo. Lá, o finlandês e o australiano abriram 3/1, mas Melo e Kubot devolveram a diferença logo em seguida e a parcial foi decidida no tie-break. O mineiro e o polonês tiveram 4-2, mas seus adversários reagiram e ganharam cinco pontos seguidos, empatando a partida.

A terceira parcial foi parecida com a primeira, com Marcelo e Kubot sólidos no saque, não oferecendo break points e quebrando o saque de Kontinen e Peers por duas vezes, no segundo e oitavo game. No quarto set, porém, o finlandês e o australiano conseguiram uma quebra, abrindo 4/3 e mantendo o saque em seguida, garantindo a decisão do vencedor na quinta parcial.

O quinto e decisivo set contou com um grande equilíbrio das duplas, que foram confirmando seus saques sem possibilidades de break point, até que durante o 16º game Kontinen teve seu serviço ameaçado, com Melo e Kubot convertendo o primeiro match point disponível e selando a vitória. “Não dá nem para descrever a felicidade com a vitória. Um jogo duríssimo, diante de uma dupla duríssima. Conseguimos manter de novo a calma aqui em Wimbledon, estivemos algumas vezes na frente e, novamente, vencemos no quinto set, jogando muito bem, especialmente no final, e isso é muito importante. Então foi uma conquista jogar tão bem assim, em melhor de cinco, em final de torneio quando já se está um pouco mais cansado. Mostra que estamos muito bem, tanto de físico como no mental. Muita confiança e isso é muito bom para nós”, comemorou Marcelo, que venceu o terceiro jogo em cinco sets na competição.

A vitória também garantiu o retorno de Melo ao posto de número 1 do mundo na próxima segunda-feira. “Fiquei muito feliz também, foram duas vitórias em um mesmo dia, mas ainda falta um jogo para chegar ao sonho que é conquistar o título em Wimbledon. Então, temos de ficar muito focados nesse momento, continuar fazendo o passo a passo. Foi um grande dia. Passamos à final, voltei a número 1, mas agora é acalmar, aproveitar a sexta-feira para dar uma tranquilizada e ir com tudo para a final. Precisamos seguir o que estamos fazendo até aqui, focar o jogo a jogo, e tentar imprimir nosso ritmo desde o começo”, completou o mineiro.

Melo e Kubot descansam na sexta-feira para volta em quadra no sábado, quando enfrentarão a dupla formada pelo austríaco Oliver Marach e o croata Mate Pavic, que derrotaram os croatas Nikola Mektic e Franko Skugor em 4/6, 7/5, 7/6, 3/6 e 17/15. A grande decisão acontecerá após a final feminina, que tem início às 10h, horário de Brasília. O título, além de concretizar o sonho de Melo em conquistar Wimbledon, também garantiria a dupla do mineiro e do polonês no ATP Finals, torneio que reúne os melhores times do mundo em Londres, no final do ano.

Kubot/Melo vão à semi; Melo busca a liderança do ranking

Marcelo Melo e Lukasz Kubot estão nas semifinais de Wimbledon. Nesta quarta-feira, eles derrotaram os irmãos britânicos Ken e Neal Skupski por 3 sets a 0, com parciais de 7/6, 6/4 e 6/4. A dupla segue invicta nesta temporada de grama, conquistando a 12ª vitória consecutiva.

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Foto: David Ramos/Getty Images Europe

Após duas rodadas vencendo jogos em cinco sets, Melo e Kubot conseguiram se garantir na semi após três sets disputados. O primeiro foi o mais equilibrado de todos, com o mineiro e o polonês saindo na frente com uma quebra, abrindo 3/1. Os britânicos, porém, devolveram a quebra logo em seguida e a parcial seguiu empatada, sendo decidida no tie-break. Lá, os times trocaram dois mini-breaks cada e ambos tiveram diversas chances para concretizar, mas Melo e Kubot finalizaram a série no quarto set point disponível.

Confiante, a dupla do brasileiro não deu mais nenhuma chance para Ken e Neal Skupski nos sets seguintes. Melo e Kubot se garantiram no saque, não cedendo mais nenhum break point, e quebraram o saque de seus adversários no primeiro game do segundo e terceiro set, sendo o suficiente para selar a vitória em 2h12 de duração.

“Conseguimos jogar muito bem desde o início. Começamos com um break na frente, eles recuperaram e aí mantivemos a calma e o foco, especialmente no tie-break, onde eu acho que acabou definindo muito para o nosso lado. Ganhamos mais confiança ainda. Então foi muito importante essa vitória e a saída, logo no início do segundo set, com um break. Pudemos jogar tranquilos, impondo nosso ritmo até o fim. É muito bom ter atuado dessa maneira nas quartas, passando para a semi, é mais uma partida importante. Agora é seguir passo a passo, focado no próximo jogo”, comemorou o mineiro.

Na semifinal, Marcelo e Kubot enfrentarão os cabeças de chave 1 do torneio, o finlandês Henri Kontinen e o australiano John Peers. A partida, além de valer uma vaga na grande final, também decidirá a liderança do ranking individual de duplas entre Melo e Kontinen.

Melo e Kubot viram partida e se garantem nas quartas

Marcelo Melo e Lukasz Kubot lutaram para conseguir uma vaga nas quartas de final de Wimbledon. O time, após estar perdendo a partida por dois sets a zero, virou e derrotou a dupla cabeça de chave 14 formada pelo romeno Florin Mergea e o paquistanês Aisam-ul-Haq Qureshi em 6/7, 4/6, 6/1, 6/4 e 6/2.

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Foto: Peter Staples/ATP

Os dois primeiros sets contaram com o domínio de Mergea e Qureshi. No primeiro, os times trocaram uma quebra e decidiram no tie-break, onde o romeno e o paquistanês venceram com dois mini-breaks. Na segunda parcial, apenas uma quebra foi necessária para dar a vitória do set para Mergea e Qureshi, que também salvaram um break point.

Foi no terceiro que a reação de Melo e Kubot começou. A dupla entrou motivada em quadra e conseguiu abrir 3/0, tendo outra quebra no sexto game e fechando logo em seguida. Da terceira parcial até o fim o time confirmou todos seus saques sem ser ameaçado, enquanto machucava o serviço de seus adversários com ótimas devoluções. No quarto, a confiança do mineiro e do polonês fez toda a diferença, convertendo um dos seis break points que conseguiram durante a parcial logo no fim, no nono game, empatando a partida em dois sets a dois.

A quinta parcial viu Melo e Kubot perderem apenas dois pontos em seus games de serviço. A dupla dominou e quebrou o serviço de Mergea no quinto game e o de Qureshi no sétimo, acabando com as esperanças de seus adversários no primeiro match point disponível e vencendo em 3h22 de duração.

“Não preciso nem dizer como estamos felizes em ter sobrevivido a mais essa batalha, na luta que é tentar ganhar o Grand Slam. Estamos conseguindo jogar bem cinco sets, a segunda seguida que isso acontece. Desta vez tivemos de voltar, sair de 2 a 0 contra, em uma partida em que não começamos tão bem, com tanto ritmo, e eles jogaram muito. Mas conseguimos encontrar a saída e, mesmo sendo em cinco sets, terminar jogando muito bem. Isso nos deixa ainda mais confiantes para a próxima rodada. Agora é fazer o máximo possível de recuperação para voltar firme no próximo jogo. Bem mais ligados desde o começo para, quem sabe, tentar resolver um pouco mais rápido, pois de cinco em cinco sets não é fácil, não. Mas o bom é que estamos preparados e isso mostra todo o trabalho que vem dando certo. E saber que temos físico para seguir firme”, comemorou Marcelo.

Foi a 11ª vitória consecutiva de Melo e Kubot, que foram campeões em ‘s-Hertogenbosch e Halle, seguindo invictos na grama. Nas quartas, a dupla enfrentará os vencedores da partida do brasileiro Marcelo Demoliner e do neozelandês Marcus Daniell contra os britânicos Ken e Neal Skupski.

Melo e Kubot vencem batalha de cinco sets e vão às oitavas em Wimbledon

Neste sábado, Marcelo Melo e Lukasz Kubot garantiram vaga nas oitavas de Wimbledon. Em partida disputada, a dupla derrotou o alemão Philipp Petzschner e o austríaco Alexander Peya em 3 sets a 2, com parciais de 6/2, 5/7, 6/3, 3/6 e 11/9, em 3h44. Esta foi a décima vitória seguida da dupla na temporada de grama.

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Foto: Felipe Castanheira

O mineiro e o polonês começaram dominantes, com o serviço e a devolução em dia. A dupla quebrou seus adversários logo no início, no quarto game, e voltaram a quebrar mais uma vez no fim do set, fechando em 6/2. No segundo set, porém, Petzschner e Peya entraram na partida e dificultaram a vida da dupla do brasileiro. Melo e Kubot não conseguiram aproveitar os cinco break points disponíveis, enquanto o alemão e o austríaco quebraram na única chance que tiveram no set, durante o saque de Kubot, levando a parcial.

O terceiro viu o mineiro e o polonês começarem na frente mais uma vez, abrindo 3/0 e não perdendo a vantagem até o fim. A parcial seguinte contou com o serviço de Kubot sendo quebrado, com Petzschner e Peya confirmando seus saques seguintes e empatando a partida em dois sets a dois. No grande set decisivo, o equilíbrio esteve presente, com Melo e Kubot não dando chances para seus adversários em seu serviço. A dupla do brasileiro e do polonês não enfrentou nenhum break point durante a quinta parcial, enquanto ameaçaram o serviço de seus adversários em quatro games, fechando a partida no quarto match point, em quebra que aconteceu no vigésimo game.

“Estamos muito felizes com a forma como jogamos. Foi uma batalha mental muito forte, uma vez que os dois chamaram o médico duas vezes, mas mostraram que estavam em plenas condições. Conseguimos ficar focados e acabamos ganhando. Terminamos bem fisicamente, por mais que o jogo foi longo. Vencemos mais uma partida duríssima, diante de uma dupla muito experiente, e agora é continuar passo a passo, descansar, recuperar e ficar pronto para o próximo jogo. Devemos voltar à quadra na segunda-feira”, resumiu Marcelo, logo após a partida.

Melo e Kubot, já garantido nas oitavas, terão pela frente a dupla formada pelo romeno Florin Mergea e o paquistanês Aisam-ul-Haq Qureshi, que venceram os austríacos Julian Knowle e Philipp Oswald em três sets a um.

Daniell/Demoliner vão às oitavas de Wimbledon; Murray/Soares caem em cinco sets

Marcelo Demoliner e Marcus Daniell continuam a excelente campanha em Wimbledon. A dupla se garantiu nas oitavas de final após derrotarem os australianos Thanasi Kokkinakis e Jordan Thompson em 6/4, 7/6 e 6/4. Na próxima rodada, o gaúcho e o neozelandês enfrentarão os anfitriões Ken e Neal Skupski, que derrubaram os cabeças 8 Bopanna/Roger-Vasselin.

Demoliner e Daniell chegaram a abrir 5/2 no primeiro set, com seus adversários devolvendo uma das quebras logo em seguida, porém a dupla do gaúcho ficou firme e fechou a parcial momentos depois. O segundo set foi mais nervoso, com os dois times confirmando seus serviços tranquilamente e levando a decisão da parcial para o tie-break, onde o brasileiro e o neozelandês não perderam nenhum ponto. Na terceira parcial, Kokkinakis e Thompson deram um susto e saíram na frente com uma quebra, mas Demoliner e Daniell devolveram alguns games depois, igualando. Outra quebra veio para o time do brasileiro, no décimo game, selando a vitória.

“Fizemos um grande jogo hoje, muito sólidos. A gente se impôs o tempo todo, ficamos atentos o tempo inteiro. E ganhamos em 3 sets, o que é importante pra preservar o físico, porque aqui o quinto set é longo. Quanto antes a gente terminar o jogo, melhor”, declarou Demoliner, comemorando a sólida vitória em entrevista aos canais ESPN.

O gaúcho acredita que pode chegar onde Marcelo Melo e Bruno Soares estão. “Acredito muito no meu trabalho e no meu potencial. Converso muito com os mineiros, eles já são consolidados, então me dão muitas dicas para que eu chegue lá também. Vendo que eles podem, por que também não posso, não é mesmo? Sou novo, ainda estou amadurecendo e aprendendo o jogo”, finalizou.

Demoliner também segue na chave de duplas mistas. Ao lado da espanhola María José Martínez Sánchez, o gaúcho derrotou o time formado pelo australiano John-Patrick Smith e a americana Sloane Stephens. Na segunda rodada, Demoliner e Sánchez enfrentarão os cabeças 14 Marcin Matkowski e Kveta Peschke.

Já Bruno Soares não teve o mesmo destino. Ele e Jamie Murray foram superados pelo australiano Sam Groth e o sueco Robert Lindstedt em cinco sets, com parciais de 4/6, 6/3, 4/6, 7/5 e 7/5.

A partida foi tensa, com as duas equipes tendo chances. No primeiro set, o único break point disponível foi aproveitado por Bruno Soares e Jamie Murray durante o terceiro game, sendo o suficiente para fechar a parcial. O segundo viu Lindstedt entrar na partida, deixando o time mais perigoso. As duplas tiveram seus serviços ameaçados por duas vezes, com o sueco e o australiano convertendo um no oitavo game e confirmando a vitória do set no game seguinte.

O terceiro set seguiu apertado até os últimos games, onde as duplas tiveram chances de quebra. Apenas uma delas foi aproveitada, logo no décimo e último game, onde Groth cometeu erros em seu saque, dando a vitória do set para Bruno e Murray. Na parcial seguinte, Groth e Lindstedt empataram a partida quebrando logo no fim, levando para o set final. Lá, as duplas seguiram confirmando seus saques, até que Murray teve seu serviço quebrado no 11ª game, com o australiano e o sueco saindo vitoriosos da partida.

“Era um jogo bastante perigoso, com dois caras que sacam muito bem, o que na grama é sempre mais complicado. Foi um jogo perdido no detalhe. Na grande maioria das chances que tivemos no quarto e no quinto set eles sacaram muito bem e, infelizmente, acabaram levando. A gente tinha uma expectativa boa, vinha muito bem e com confiança”, lamentou o brasileiro.

Soares está na chave de duplas mista, na qual disputa com a russa Elena Vesnina, com quem conquistou o título do Australian Open em 2016. O time estreará contra os americanos Jack Sock e Madison Keys.

Duplas de Soares e Demoliner avançam em Wimbledon

Os brasileiros que entraram em quadra nesta quinta-feira se garantiram na próxima rodada. Bruno Soares e Jamie Murray venceram os tchecos Roman Jebavy e Jiri Vesely e por 7/6, 6/2 e 6/4, avançando para a segunda rodada de Wimbledon, onde enfrentarão o australiano Sam Groth e o sueco Robert Lindstedt.

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Foto: Julian Finney/Getty Images Europe

“Foi um jogo disputado. Ganhamos em três sets, mas o primeiro set foi muito importante para ditar o ritmo do jogo. Estava todo mundo jogando bem naquele momento e jogamos um belo tie-break até o 6/2, felizmente conseguimos ganhar e no segundo e no terceiro elevamos o nosso nível”, disse Bruno. “Hoje estava muito quente e úmido, estou feliz de ter passado por esse jogo”, completou. O brasileiro e o britânico, que foram campeões em Stuttgart e Queen’s, continuam invictos na grama, seguindo como uma das duplas favoritas ao título.

Quem também avançou foi Marcelo Demoliner, que ao lado do neozelandês Marcus Daniell derrotou o uruguaio Ariel Behar e o bielorrusso Aliaksandr Bury em 6/4, 6/3, 5/7 e 6/4. Na próxima rodada, a dupla enfrentará os australianos Thanasi Kokkinakis e Jordan Thompson, responsáveis pela eliminação dos cabeças de chave 9 Jean-Julien Rojer e Horia Tecau.

Melo e Kubot vencem na estreia em Wimbledon e seguem invictos na grama

Marcelo Melo garantiu uma vitória brasileira na chave de duplas de Wimbledon. Ao lado do polonês Lukasz Kubot, o mineiro superou os holandeses Wesley Koolhof e Matwe Middelkoop em sets diretos, com parciais de 6/4, 6/0 e 6/3, em 1h20 de partida.

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Foto: Gerry Weber Open

O time aproveitou todos os break points disponíveis na partida, quebrando o serviço de seus adversários por seis vezes durante os três sets. Essa foi a nona vitória consecutiva da dupla do brasileiro e do polonês, que estão invictos na grama. Campeões em ‘s-Hertogenbosch e Halle, a dupla vai em busca do título no terceiro Grand Slam do ano. Na próxima rodada, Melo e Kubot enfrentarão os vencedores de Petzschner/Peya x Haase/Inglot.

“Conseguimos jogar mais uma vez muito bem e aproveitar nosso ritmo na grama. Era uma dupla perigosa e tivemos de ficar muito atentos desde o começo e, depois que vencemos o primeiro set, saímos já aproveitando as chances e com a liderança pudemos concluir. É muito importante uma atuação assim na primeira rodada, que geralmente é uma partida mais complicada, especialmente com uma dupla como essa. Estamos muito felizes pela forma com que temos atuado. Demos o primeiro passo. Agora é seguir firme, pensando jogo a jogo”, afirmou Melo após a vitória.

Já os outros brasileiros em ação não tiveram a mesma sorte. André Sá, que inicialmente jogaria ao lado do espanhol David Marrero, viu seu parceiro desistir do torneio a poucos dias do início, indo para a competição com o israelense Dudi Sela. A dupla enfrentou o americano Nicholas Monroe e o neozelandês Artem Sitak, fazendo boa partida, mas levando a virada e sendo derrotados em três sets a dois, com parciais de 3/6, 3/6, 7/5, 7/6 e 6/3.

“Sentimos o gostinho da vitória, tínhamos dois sets a zero, mas infelizmente não aproveitamos as oportunidades. Eles pegaram mais confiança depois do tie-break do quarto set e acabaram com a vitória. Mas tênis é isso, bola pra frente que tem mais nas semanas que vem por aí”, disse Sá, lamentando a derrota. A dupla de Thomaz Bellucci e Rogerio Dutra Silva também entrou em quadra e foi superada pelos cabeças de chave 13 Fabrice Martin e Daniel Nestor em 6/2, 7/6 e 6/2.

Guia das duplas – Wimbledon 2017

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Os campeões
Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut são os atuais campeões de Wimbledon. Defendendo o título em Londres, a dupla vem de uma temporada de grama apagada, com Herbert vindo de lesão nas costas, causando a desistência do time na estreia do único torneio que disputaram no piso, o ATP 500 de Queen’s. Em Wimbledon, os franceses enfrentarão Santiago Gonzalez e Donald Young na estreia, os finalistas de Roland Garros. O caminho de Herbert e Mahut também inclui Marach/Pavic, dupla que também vem de lesão, e os irmãos Bryan, campeões de Eastbourne.

Projeção de Herbert/Mahut
R1: Gonzalez/Young
R2: Donald/Nedunchezhiyan ou [WC]Clarke/Willis
Oitavas: [16]Marach/Pavic
Quartas: [5]Bryan/Bryan, [11]Lopez/Lopez
Semi: [3]Murray/Soares, [7]Klaasen/Ram, [12]Cabal/Farah, [15]Peralta/Zeballos


Os brasileiros
[3]Bruno Soares e Jamie Murray
O mineiro e o britânico vêm confiantes para o Grand Slam da grama após os títulos conquistados em Stuttgart e Queen’s. A dupla está em uma parte da chave com muitos especialistas de saibro, sendo uma ótima oportunidade para avançar no torneio. Na estreia, enfrentarão os tchecos Jebavy/Vesely, com Peralta/Zeballos e os colombianos Cabal/Farah também no caminho. Seu problema, porém, pode vir na segunda rodada, com a possibilidade de enfrentarem Robert Lindstedt e Sam Groth, dupla que pode ameaçar as chances do brasileiro e do britânico no torneio.

Projeção de Murray/Soares
R1: Jebavy/Vesely
R2: Groth/Lindstedt ou Duran/Molteni
Oitavas: [15]Peralta/Zeballos
Quartas: [7]Klaasen/Ram, [12]Cabal/Farah
Semi: [2]Herbert/Mahut, [5]Bryan/Bryan, [11]Lopez/Lopez, [16]Marach/Pavic

[4]Marcelo Melo e Lukasz Kubot
Melo e Kubot também fizeram uma temporada de grama fantástica, levando os títulos em ‘s-Hertogenbosch e Halle. Em Londres, a chave está extremamente desafiadora para a dupla, que será testada do início ao fim. Na estreia, enfrentarão os sempre perigosos holandeses Koolhof e Middelkoop, com a possibilidade de Petzschner/Peya na segunda rodada, lembrando que o alemão já foi campeão do Grand Slam londrinho. No caminho também há Mergea/Qureshi, com o paquistanês vindo de título em Antalya, e Rojer/Tecau, os campeões de Wimbledon em 2015. Na preparação para o Grand Slam, a dupla fez jogos muito sólidos e se aproveitaram bem dos momentos importantes, vencendo muitos jogos de virada. O bom momento da dupla, que vem com o jogo e o mental em dia, será importante na capital inglesa.

Projeção de Kubot/Melo
R1: Koolhof/Middelkoop
R2: Petzschner/Peya ou Haase/Inglot
Oitavas: [14]Mergea/Qureshi
Quartas: [8]Bopanna/Roger-Vasselin, [9]Rojer/Tecau
Semi: [1]Kontinen/Peers, [6]Dodig/Granollers, [10]Harrison/Venus, [13]Martin/Nestor

André Sá e Dudi Sela
O mineiro vem de uma temporada de grama muito positiva, com semifinal em ‘s-Hertogenbosch ao lado de Michael Venus e final em Eastbourne com o indiano Rohan Bopanna. Em Wimbledon, Sá disputará o torneio ao lado do israelense Dudi Sela, tendo uma difícil estreia contra Monroe/Sitak. O caminho se dificultará mais ainda logo após, com Marc e Feliciano Lopez na segunda rodada.

Projeção de Sá/Sela
R1: Monroe/Sitak
R2: [11]Lopez/Lopez ou Reid/Smith
Oitavas: [5]Bryan/Bryan
Quartas: [2]Herbert/Mahut, [16]Marach/Pavic
Semi: [3]Murray/Soares, [7]Klaasen/Ram, [12]Cabal/Farah, [15]Peralta/Zeballos

Marcelo Demoliner e Marcus Daniell
A melhor campanha de Demoliner e Daniell na grama foi em Queen’s, onde furaram o quali e pararam na quartas. Em Londres, a dupla terá os especialistas em simples Kuznetsov/Tipsarevic na estreia e possivelmente Rojer/Tecau na segunda rodada, não sendo um caminho fácil para o gaúcho e o neozelandês.

Projeção de Daniell/Demoliner
R1: Kuznetsov/Tipsarevic
R2: [9]Rojer/Tecau ou Kokkinakis/Thompson
Oitavas: [8]Bopanna/Roger-Vasselin
Quartas: [4]Kubot/Melo, [14]Mergea/Qureshi
Semi: [1]Kontinen/Peers, [6]Dodig/Granollers, [10]Harrison/Venus, [13]Martin/Nestor

Thomaz Bellucci e Rogerio Dutra Silva
Após a excelente campanha em Roland Garros com Paolo Lorenzi, Rogerinho disputará Wimbledon ao lado de Thomaz Bellucci, sendo a primeira vez que jogarão juntos em mais de 10 anos. O time enfrentará os experientes cabeças de chave 13 Fabrice Martin e Daniel Nestor na estreia, estando na mesma seção de chave que Kontinen/Peers, cabeças 1 do torneio.

Projeção de Bellucci/Dutra Silva
R1: [13]Martin/Nestor
R2: Basilashvili/Haider-Maurer ou Nys/Sancic
Oitavas: [1]Kontinen/Peers
Quartas: [6]Dodig/Granollers, [10]Harrison/Venus
Semi: [4]Kubot/Melo, [8]Bopanna/Roger-Vasselin, [9]Rojer/Tecau, [14]Mergea/Qureshi


Importante lembrar
Diferentemente dos outros três Grand Slams, as partidas de duplas em Wimbledon são disputadas em melhor de 5 sets, no sistema sem vantagem e com o quinto set longo.


Os melhores jogos de primeira rodada
[1]Kontinen/Peers x Fognini/Seppi
[4]Kubot/Melo x Koolhof/Middelkoop
[8]Bopanna/Roger-Vasselin x Brown/Zverev
Petzschner/Peya x Haase/Inglot
Sá/Sela x Monroe/Sitak


Onde assistir
Wimbledon é transmitido pelos canais Sportv3, ESPN e ESPN+. Os streams também são opções disponíveis, tanto piratas como em sites de aposta, sendo que o último necessita de cadastro para assistir os vídeos ao vivo.  Veja a chave de duplas completa e divirta-se em dobro! 🙂