Número 1 do mundo, Farah é suspenso por doping

O colombiano Robert Farah, número 1 do mundo no ranking de duplas e atual campeão de Wimbledon e do US Open, anunciou nesta terça-feira que está suspenso após testar positivo para boldenona, substância anabolizante, em um exame antidoping. Ao lado de Cabal, Farah já havia anunciado a desistência do ATP 250 de Adelaide, que acontece nesta semana, e do Australian Open, o primeiro Grand Slam da temporada.

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Foto: Getty Images Europe

Nas redes sociais, Farah explicou que a amostra que assinalou a presença da boldenona foi coletada no dia 17 de outubro de 2019, em Cali, fora de competição. Duas semanas antes, quando o tenista estava disputando o Masters 1000 de Xangai, na China, Farah passou por outro teste, que deu negativo. No comunicado, o colombiano frisou que foi testado cerca de outras 15 vezes durante a temporada passada e que todas resultaram em negativo.

Farah também argumentou que o Comitê Olímpico Colombiano, no ano passado, afirmou que a boldenona é encontrada nas carnes colombianas e que a substância pode afetar os testes de antidoping dos atletas do país. O número 1 do mundo chegou a ir para Adelaide, onde disputou uma exibição ao lado de Cabal, Simona Halep e Angelique Kerber. A dupla colombiana, porém, anunciou a desistência do torneio alegando doença e problemas nas costas de Cabal.

No comunicado, Farah escreveu que já está trabalhando com a sua equipe para provar a inocência e voltar às quadras o mais rápido possível. Com a lista de inscritos já divulgada, resta saber com quem Juan Sebastian Cabal disputará o Australian Open.

Entry list – Australian Open 2020

POS PLAYER NAME DBS SGL PARTNER NAME DBS SGL TEAM
RANK RANK RANK RANK RANK
1 Cabal, Juan Sebastian 1 Farah, Robert 1 2
2 Herbert, Pierre-Hugues 6 65 Mahut, Nicolas 3 189 9
3 Kubot, Lukasz 5 Melo, Marcelo 7 12
4 Krawietz, Kevin 9 618 Mies, Andreas 11 20
5 Dodig, Ivan 12 Polasek, Filip 13 25
6 Granollers, Marcel 26 109 Zeballos, Horacio 4 30
7 Koolhof, Wesley 18 Mektic, Nikola 14 32
8 Peers, John 25 Venus, Michael 10 35
9 Pavic, Mate 17 Soares, Bruno 21 38
10 Rojer, Jean-Julien 20 Tecau, Horia 19 39
11 Klaasen, Raven 8 Marach, Oliver 32 40
12 Ram, Rajeev 24 Salisbury, Joe 22 46
13 Melzer, Jurgen 36 1310 Roger-Vasselin, Edouard 15 51
14 Kontinen, Henri 16 Struff, Jan-Lennard 56 35 51
15 Bryan, Bob 27 Bryan, Mike 27 54
16 Murray, Jamie 23 Skupski, Neal 31 54
17 Gonzalez, Maximo 34 Martin, Fabrice 29 63
18 Carreno Busta, Pablo 111 27 Sousa, Joao 37 59 64
19 Cuevas, Pablo 124 45 Pella, Guido 57 25 70
20 Krajicek, Austin 41 Skugor, Franko 35 704 76
21 Gille, Sander 46 Vliegen, Joran 38 84
22 Daniell, Marcus 47 Oswald, Philipp 40 87
23 Duran, Guillermo 78 Schwartzman, Diego 39 13 91
24 Bambridge, Luke 51 McLachlan, Ben 43 94
25 Gonzalez, Santiago 49 Skupski, Ken 50 99
26 Demoliner, Marcelo 44 Middelkoop, Matwe 55 99
27 Chardy, Jeremy 30 54 Lindstedt, Robert 70 100
28 Humbert, Ugo 366 56 Tiafoe, Frances 440 47 103
29 Rublev, Andrey 74 23 Vasilevski, Andrei 81 104
30 Nielsen, Frederik 45 Puetz, Tim 62 107
31 Hurkacz, Hubert 247 37 Pospisil, Vasek 443 148 (73) 110
32 Inglot, Dominic 59 Qureshi, Aisam-Ul-Haq 53 112
33 Sharan, Divij 52 Sitak, Artem 61 113
34 Bolelli, Simone 90 402 Paire, Benoit 101 24 114
35 Cecchinato, Marco 451 75 Djere, Laslo 39 114
36 Kecmanovic, Miomir 187 62 Ruud, Casper 223 53 115
37 Andujar, Pablo 64 Lopez, Feliciano 54 61 118
38 Albot, Radu 99 46 Jarry, Nicolas 73 77 119
39 Cacic, Nikola 87 1310 Lajovic, Dusan 115 34 121
40 Fritz, Taylor 120 31 Paul, Tommy 576 90 121
41 Bublik, Alexander 339 55 Kukushkin, Mikhail 138 66 121
42 Seppi, Andreas 294 71 Sonego, Lorenzo 449 51 122
43 Fucsovics, Marton 341 70 Norrie, Cameron 159 52 122
44 Dellien, Hugo 258 73 Londero, Juan Ignacio 342 50 123
45 Molteni, Andres 58 Nys, Hugo 66 438 124
46 Barrere, Gregoire 219 83 Mannarino, Adrian 225 43 126
47 Guccione, Chris (40) Reid, Matt 88 128
48 Johnson, Steve 450 84 Querrey, Sam 76 44 128
49 Jebavy, Roman 64 Zelenay, Igor 65 129
50 de Minaur, Alex 139 18 Vega Hernandez, David 112 1818 130
51 Arevalo, Marcelo 69 351 O’Mara, Jonny 63 132
52 Lopez, Marc 189 (92) Ramos-Vinolas, Albert 289 41 133
53 Delbonis, Federico 125 74 Mayer, Leonardo 60 88 134
54 Bopanna, Rohan 42 Uchiyama, Yasutaka 425 92 134
55 Kwon, Soonwoo 275 86 Millman, John 708 48 134
56 Sandgren, Tennys 255 68 Withrow, Jackson 67 135
57 Arends, Sander 68 Berankis, Ricardas 292 67 135
Alternates
POS PLAYER NAME DBS SGL PARTNER NAME DBS SGL TEAM
RANK RANK RANK RANK RANK
58 Bedene, Aljaz 447 58 Behar, Ariel 77 135
59 Munar, Jaume 168 89 Verdasco, Fernando 190 49 138
60 Hsieh, Cheng-Peng 72 Lu, Yen-Hsun (71) 143
61 Evans, Daniel 147 42 Smith, John-Patrick 103 301 145
62 Nishioka, Yoshihito 285 72 Ymer, Mikael 1050 76 148
63 Arneodo, Romain 80 Erlich, Jonathan 71 151
64 Knowle, Julian (68) Stebe, Cedrik-Marcel 164 (95) 163
65 Pel, David 93 Raja, Purav 86 179
66 Molchanov, Denys 85 Monroe, Nicholas 97 182

Melo faz balanço da temporada: “Só tem coisa positiva”

Com o término do ATP Finals, a temporada de 2019 de Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot também chegou ao fim. Semifinalistas na competição, a dupla encerrou o ano como a segunda melhor parceria, atrás apenas dos colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah. No ranking individual, ambos terminaram no top 10: Marcelo em sétimo, com 4.910 pontos e pela sétima vez consecutiva entre os 10 melhores do ano, e Kubot na sexta colocação, com 5.090 pontos.

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(Foto: James Chance/Getty Images Europa)

“Começamos o ano comigo machucado, então o Lukasz jogou sozinho, com outro parceiro. Depois, até encontrar o ritmo, foi só em Indian Wells. Aí terminando como a segunda melhor dupla do mundo e os resultados que tivemos, acho que foi uma excelente temporada. Resultados, logicamente, vão e vêm. E encerramos o ano muito bem. Fizemos um bom resultado no US Open, três finais seguidas (Pequim, Xangai e Viena), mais a semi no ATP Finals. Foi ótimo”, analisou Marcelo, contente com a temporada.

“Terminar como a dupla número 2 do mundo, nós dois no top 10, é fenomenal. Acho que só tem coisa positiva. Foram muito mais vitórias que derrotas e isso traz muita confiança para o ano que vem. Agora é descansar que a temporada foi longa e ir com tudo em 2020”, completou.

A dupla encerrou 2019 com seis finais e um título, conquistado no ATP 250 de Winston-Salem, nos Estados Unidos. Foram vice-campeões nos ATP 500 de Halle, Pequim e Viena e nos Masters 1000 de Indian Wells e Xangai, além de semifinalistas no ATP Finals, nos Masters 1000 de Miami e Roma e no ATP 500 de Washington. No total, a dupla já conquistou 13 títulos, com Melo tendo 33 troféus em sua carreira.

Este ano também marcou as 500 vitórias de Melo na ATP, atingidas durante a campanha no ATP 500 de Washington, nos Estados Unidos. O mineiro é o maior vitorioso do tênis brasileiro e o 35º da história das duplas.

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Gráfico das 500 vitórias: Aliny Calejon/Match Tie-Break

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Gráfico das 500 vitórias: Aliny Calejon/Match Tie-Break

A temporada da dupla Melo e Kubot terminou com 46 vitórias em 68 jogos. Marcelo ainda esteve em quatro partidas ao lado do também mineiro Bruno Soares e em um torneio com o britânico Andy Murray, parando na primeira rodada do ATP 250 de Eastbourne, preparatório para Wimbledon. O ATP Finals, que reúne as oito melhores duplas do ano, a edição de 2019, encerrada no dia 17 deste mês, marcou a sétima participação seguida de Marcelo na competição e a terceira ao lado de Kubot.

Franceses superam Kubot/Melo na semi

Marcelo Melo e Lukasz Kubot pararam na semifinal do ATP Finals. No torneio que reúne as oito melhores parcerias do ano na O2 Arena, em Londres, a dupla cabeça de chave 2 foi superadas pelos franceses Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut em sets diretos, com parciais de 6/3 e 7/6(4), encerrando a temporada de 2019.

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(Foto: Getty Images Europa)

Esta foi a sétima participação seguida do mineiro no Finals, recordista entre os brasileiros, e a terceira ao lado de Kubot. Semifinalista este ano, Marcelo foi duas vezes vice-campeão na competição: em 2017 com Kubot e em 2014 com o croata Ivan Dodig.

“Foi mais uma vez decidido no detalhe, especialmente por estar no Finals, todo mundo jogando muito bem. Eles vêm com muita confiança. Ganharam Paris (Masters 1000), uma dupla que nem precisa falar os resultados, venceram os quatro Grand Slams. Jogam realmente muito bem. Foram agressivos. Jogaram melhor que a gente”, disse Melo.

“Tivemos algumas chances, especialmente no segundo set, com um break acima. Mas no primeiro também perdermos três games seguidos no ponto decisivo. Então o jogo poderia ter sido bem diferente. Hoje encaixou mais para eles, faz parte. Temos de sair de cabeça erguida. Classificamos para o Finals, saímos na semifinal, encerrando a temporada com balanço positivo”, completou, contente com a temporada.

Melo e Kubot conquistaram um troféu nesta temporada, no ATP 250 de Winston-Salem, nos Estados Unidos. Com 13 títulos no total, neste ano a dupla foi vice-campeã nos ATP 500 de Halle, Pequim e Viena e nos Masters 1000 de Indian Wells e Xangai.

Melo e Kubot vencem e se garantem na semi do Finals

Marcelo Melo e Lukasz Kubot estão na semifinal do ATP Finals. Na última quinta-feira, o mineiro e o polonês venceram a dupla de Rajeev Ram e Joe Salisbury de virada, com parciais de 6/7, 6/4 e 10-7, somando duas vitórias na fase de grupos e ficando com a segunda colocação do Grupo Jonas Bjorkman, atrás de Klaasen e Venus. No Grupo Max Mirnyi, Herbert e Mahut terminaram em primeiro, com os colombianos Cabal e Farah em segundo.

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(Foto: Julian Finney/Getty Images Europa)

“Vamos com tudo nesta semifinal, depois de um jogo duríssimo para garantir a classificação. Tivemos um dia para recuperar. Agora, mais uma partida que deve ser decidida nos detalhes, contando novamente com o apoio da torcida, que foi impressionante no jogo anterior, bastante brasileiros, uma energia muito boa”, disse Marcelo.

Na competição que reúne as oito melhores duplas da temporada, o mineiro e o polonês vão em busca da vaga na final às 15h contra os franceses Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut. No outro jogo, às 9h, estarão em quadra o sul-africano Raven Klaasen e o neozelandês Michael Venus diante dos colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah.

Marcelo busca a terceira final no torneio e a conquista do primeiro título: foi vice-campeão em 2017, com Kubot, e em 2015, com o croata Ivan Dodig. Esta é sua sétima participação seguida no Finals, recordista entre os brasileiros, e a terceira ao lado do parceiro polonês.

Melo e Kubot decidem vaga para a semifinal nesta quinta

Marcelo Melo e Lukasz Kubot vão decidir a classificação para a semifinal do ATP Finals nesta quinta-feira diante do norte-americano Rajeev Ram e do britânico Joe Salisbury pela terceira e última rodada do Grupo Jonas Bjorkman. Depois de estrear na competição com vitória, nesta terça-feira, pela segunda rodada, Melo e Kubot não passaram pelo sul-africano Raven Klaasen e pelo neozelandês Michael Venus, que superaram a dupla do mineiro e do polonês em sets diretos, com parciais de 6/3 e 6/4, em 1h10min.

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Foto: Getty Images Europa

Com Klaasen e Venus já classificados em primeiro lugar, a última vaga do grupo sairá dos vencedores da partida entre Kubot/Melo e Ram/Salisbury. Nesta terça, no jogo que deu início à rodada, Ram e Salisbury ganharam do croata Ivan Dodig e do eslovaco Filip Polasek por 2 a 1, com parciais de 3/6, 6/3 e 10-6, eliminando a dupla da competição.

“Hoje faltou um pouquinho para nós. Começamos com a quebra abaixo já no início do jogo, o que não é muito bom, especialmente contra uma dupla que saca muito bem. Tivemos de correr um pouco atrás, com algumas chances, mas estava faltando uma pegada, uma conexão melhor”, explicou Marcelo. “O bom do Finals é que temos mais uma chance na quinta-feira. Está na nossa mão a classificação. Quem ganhar, segue. Então amanhã (quarta) é colocar em prática, nos treinos, o que poderíamos ter melhorado hoje para chegar com tudo. Espero que dê tudo certo. Agora é fazer uma boa preparação para o último jogo do grupo”, completou.

O Finals reúne as oito melhores duplas da temporada. Na primeira fase, elas são divididas em dois grupos, jogando todas contra todas dentro dele. As duas melhores de cada um disputam as semifinais, neste sábado (16). A decisão será neste domingo (17).

Marcelo faz sua sétima participação seguida (desde 2013) no Finals, recordista entre os brasileiros e a terceira ao lado do parceiro polonês (2017, 2018 e 2019). O mineiro já foi duas vezes vice-campeão na competição: com Kubot, em 2017, e com Dodig, em 2015.

Melo e Kubot estreiam com vitória no ATP Finals

Com uma vitória de virada, neste domingo, o mineiro Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot deram o primeiro passo na edição 2019 do ATP Finals, em Londres, na Inglaterra. Na rodada inicial do Grupo Jonas Bjorkman, Melo e Kubot – que jogam como segunda melhor dupla classificada do torneio – estrearam derrotando o croata Ivan Dodig e o eslovaco Filip Polasek em dois sets a um, com parciais de 4/6, 6/4 e 10-5.

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No primeiro set, Melo e Kubot quebraram no sétimo game, 4/3, mas os adversários devolveram logo em seguida e igualaram em 4/4. Com um novo break, no décimo game, Dodig e Polasek ganharam a série por 6/4. Melo e Kubot iniciaram o segundo set com tudo para empatar o jogo e quebraram logo no game inicial, abrindo na sequência 2/0 e administrando a vantagem. No nono game, tiveram a chance de quebrar novamente e fechar, mas os adversários salvaram o break. Em seguida, devolveram o 6/4, levando a decisão para o match tie-break. Com domínio desde o começo, Melo e Kubot marcaram 10-5 para comemorar a primeira vitória no ATP Finals.

Melo saiu satisfeito de quadra após a boa atuação contra um time que está em alta. “Foi um belo jogo de tênis. Muito alto nível desde o início. Começamos com break na frente, aí eles aproveitaram dois ou três vacilos para quebrar de volta e depois jogaram muito bem até o final do primeiro set. O importante para nós foi começar muito bem o segundo, mostrando que estávamos firmes no jogo ainda, iniciando com a quebra no primeiro game. E especialmente, também, o final do segundo set. Fechamos muito bem, muito sólidos e aí acabou dando mais confiança para jogar o match tie-break. Foi um jogo realmente muito bom, uma bela estreia contra um time que vem jogando muito bem”, resumiu o mineiro, analisando a atuação.

Na próxima terça, Marcelo e Kubot enfrentarão a dupla de Raven Klaasen e Michael Venus, que também estrearam no Finals com vitória após superarem Ram/Salisbury em rápidos 6/3 e 6/4.

Melo e Kubot ficam com o vice em Viena

Foi por pouco na final de Viena. Neste domingo, num jogo marcado pelo equilíbrio, o mineiro Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot foram os vice-campeões do ATP 500 austríaco. A dupla, que disputava sua terceira final em Viena, foi superada pelo time do norte-americano Rajeev Ram e o britânico Joe Salisbury, cabeças de chave 4, em dois sets a um, com parciais de 6/4, 6/7 e 10-5.

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(Foto: e|motion/Bildagentur Zolles KG)

A partida foi decidida nos detalhes. O primeiro set contou com apenas uma chance de quebra para cada lado, com Ram e Salisbury convertendo a sua oportunidade no terceiro game e evitando que seus adversários devolvessem a vantagem no game seguinte, vencendo o set. Na segunda parcial, o equilíbrio seguiu sem nenhuma quebra, tendo o set decidido no tie-break. Lá, após uma troca de mini-breaks, Melo e Kubot conseguiram mais uma vantagem no sexto ponto, sendo o suficiente para levar o set e empatar a partida. Com tudo igual, a decisão foi para o match tie-break. Ram e Salisbury saíram na frente logo cedo, abrindo 3-0 e mais tarde 8-3. Apesar do mineiro e do polonês conseguirem salvar dois match points, não foi o suficiente para impedir a vitória de seus adversários, que fecharam a partida em 10-5.

“Hoje fizemos dois bons sets, o primeiro e o segundo. Eles quebraram o Lukasz logo no começo e depois conseguimos manter, tivemos algumas poucas chances. No segundo set jogamos muito bem o tie-break e aí, o match tie-break foi, infelizmente, decidido no começo. Mas, fizemos um belo torneio, jogamos muito bem. Acho que só temos coisas positivas, três finais seguidas. Muito bom. Agora é ir com tudo em Paris, nosso próximo desafio”, disse Marcelo, contente com os últimos resultados. A dupla foi vice-campeã em Pequim, Xangai e Viena, chegando em três finais nas últimas três semanas.

Esta foi a terceira final de Melo e Kubot em Viena, sendo campeões nas edições de 2015 e 2016. No total, foi a 23ª final da dupla, que já conquistou 13 títulos. Agora, Melo e Kubot seguem para a França, onde disputarão o Masters 1000 de Paris. Lá, estrearão contra o argentino Máximo Gonzalez e o norte-americano Austin Krajicek.

Melo e Kubot buscam o tri em Viena

Marcelo Melo e Lukasz Kubot continuam sua ótima campanha em Viena. O mineiro e o polonês fizeram mais uma grande atuação contra os franceses Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut, vencendo num duplo 6/4 e avançando à final do ATP 500 da Áustria.

Erste Bank Open 500

(Foto: e|motion/Bildagentur Zolles KG)

“Mais uma final aqui em Viena. Acho que hoje o jogo foi excepcional. Conseguimos jogar muito bem contra uma dupla muito dura, que são os dois franceses. Isso dá uma uma confiança enorme para nós, consolida a maneira como a gente vem jogando. Então, foi realmente muito bom. Jogamos bem os dois sets. Aproveitamos as chances. Excelente. Já temos dois títulos aqui. Vamos tentar aproveitar essa confiança toda, toda essa energia, para tentar conseguir mais um amanhã”, resumiu Marcelo.

Esta será a terceira decisão que a dupla disputará em Viena e a sexta na temporada. Campeões nas edições de 2015 e 2016, Kubot e Melo enfrentarão o time formado pelo norte-americano Rajeev Ram e o britânico Joe Salisbury neste domingo. As equipes já se enfrentaram em duas ocasiões nesta temporada, com uma vitória para cada lado.

Após Viena, a dupla seguirá para o Masters 1000 de Paris, na França, e depois terminará a temporada no ATP Finals, torneio que reúne os oito melhores times do ano em Londres. Além de Kubot e Melo, Cabal/Farah, Klaasen/Venus, Krawietz/Mies e Herbert/Mahut já estão garantidos no Finals, restando três vagas.

Demoliner analisa temporada e comemora nova parceria: “É bom ter um parceiro fixo de novo”

Marcelo Demoliner encerrou a temporada de 2019 com chave de ouro. Na última semana, o gaúcho e o seu parceiro, o holandês Matwe Middelkoop, foram os campeões do ATP 250 de Moscou, na Rússia, ao derrotarem a dupla do italiano Simone Bolelli e o argentino Andres Molteni em rápidos 6/1 e 6/2. Neste ano, Demoliner também fez finais nos ATPs 250 de Zhuhai, na China, e Munique, na Alemanha, além de uma conquista no challenger australiano de Camberra. Satisfeito com o fim de ano e dentro do top 50, o gaúcho conversou com o Match Tie-Break, avaliando o momento e o futuro de sua parceria.

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(Foto: Divulgação)

Ao lado de Middelkoop, Marcelo disputou quatro torneios, saindo com um título e uma final. “Essas duas semanas com o Matwe, que a gente fez duas finais, foram bem boas. Ele cobre os meus defeitos e eu cubro os dele. Estamos bem entrosados e também com um técnico, então está bem profissional. E com esses resultados, depois que acabou Moscou, nós conversamos e decidimos jogar o ano que vem juntos, então é só coisa boa”, comemorou o brasileiro.

De 2016 até o momento, Demoliner teve 40 parceiros diferentes, fixando algumas parcerias no caminho, mas com pouca estabilidade. Ainda com as idas e vindas de duplas fixas e de momento, o gaúcho fez onze finais nos últimos quatro anos, com dois títulos e nove vices. “É bom ter um parceiro fixo de novo. Eu estava buscando isso, alguém que me complementasse, que cobrisse meus defeitos. Ele joga muito bem de fundo, devolve muito bem e também tem um saque muito sólido. Precisa melhorar bastante na rede, mas ali eu compenso. A gente forma uma dupla boa, perigosa”, enfatizou Marcelo, ciente das armas mais perigosas de seu parceiro.

Atuais 47 e 54 do mundo, Demoliner e Middelkoop sabem que a entrada direta ainda é complicada e que não será possível disputar toda a temporada de 2020 juntos: “Vão ter torneios que não vamos entrar juntos ainda, por causa do ranking, então vamos ter que entrar com outros parceiros ali no momento, mas isso é normal.” Nos Masters 1000, o ranking combinado fica na casa dos 60, enquanto nos ATP 500s a entrada na chave principal gira por volta dos 80, com a possibilidade de disputar o qualifying.

Já de olho no ano que vem, o brasileiro está otimista para a próxima temporada. “Com parceiro fixo e esses resultados de fim do ano, a expectativa pra 2020 é boa. Se a gente conseguir subir ainda mais o nível e ir pros torneios maiores, vamos ser mais perigosos. Precisamos manter uma regularidade boa nos 250, o que vai ajudar bastante no ranking. E, óbvio, temos muito que melhorar e treinar. Estou tentando trazer o Matwe pro Rio por umas duas semanas na pré-temporada pra gente treinar juntos, ainda estamos vendo”, finalizou Demoliner, visando a melhor preparação possível para o sucesso da dupla.