Murray/Soares são superados nas quartas do US Open

Não deu para Bruno Soares e Jamie Murray em Nova Iorque. A dupla, que defendia o título no Grand Slam americano, foi superada pelo holandês Jean-Julien Rojer e o romeno Horia Tecau em 6/1 e 6/2, encerrando sua campanha no torneio.

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(Foto: Al Bello/Getty Images North America)

A partida começou disputada, com os quatro primeiros games tendo chances de quebra para os times. Rojer e Tecau se deram melhor, abrindo 5/0 e fechando a parcial poucos momentos depois. O segundo set viu um equilíbrio maior. As duas equipes confirmaram seus serviços até o holandês e o romeno quebrarem o saque de Soares e Murray no quinto game, ganhando os próximos três games e levando a vitória e classificação para a semifinal.

Rojer e Tecau enfrentarão os cabeças de chave 1 Henri Kontinen e John Peers, que venceram Monroe/Smith em sets diretos. No outro lado da chave, os espanhois Feliciano Lopez e Marc Lopez jogarão contra os gêmeos americanos Bob e Mike Bryan por uma vaga na final.

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Soares e Murray vencem e vão às quartas: “Foi o nosso melhor jogo do torneio”

Bruno Soares e Jamie Murray venceram mais uma em Nova Iorque. Em partida pelas oitavas de final do US Open, o último Grand Slam do ano, a dupla venceu o sueco Robert Lindstedt e o australiano Jordan Thompson em sets diretos, com parciais de 6/3 e 6/4.

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Jamie Murray e Bruno Soares vencem nas oitavas de final do US Open (Foto: Richard Heathcote/Getty Images North America)

A partida foi dominada pelo mineiro e britânico do início ao fim, não tendo seus saques quebrados em nenhum dos sets. No primeiro game, Lindstedt e Thompson tiveram uma chance de quebra, que não foi aproveitada. Soares e Murray incomodaram o saque de seus adversários no quarto game, convertendo o terceiro break point disponível e garantindo a liderança no set, confirmando seus serviços nos games seguintes e levando a parcial.

O segundo set viu Bruno e Murray sólidos no saque, perdendo apenas cinco pontos durante toda a parcial. A dupla conseguiu a quebra logo no terceiro game, mantendo a vantagem até o fim e confirmando a vitória no terceiro match point. “Foi, sem dúvidas, o nosso melhor jogo do torneio. Sacamos bem e executamos as nossas jogadas como queríamos. Matamos o jogo em dois sets, que é sempre importante”, avaliou o mineiro, feliz com a vitória.

Garantidos nas quartas de final, Soares e Murray enfrentarão os cabeças de chave 12 Jean-Julien Rojer e Horia Tecau. “Já travamos batalhas duríssimas. É mais uma pedreira e pode cair para qualquer lado, mas estamos preparados e vamos encarar mais essa”, concluiu Bruno.

Quartas de final do US Open:
– [1]Kontinen/Peers x Monroe/Smith
– [4]Murray/Soares x [12]Rojer/Tecau
– [11]Lopez/Lopez x Haase/Middelkoop
– [5]Bryan/Bryan x Benneteau/Roger-Vasselin

Melo cai e volta ao Brasil; dupla de Demoliner avança e enfrenta Soares

O mineiro Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot foram eliminados do US Open. Disputando a segunda rodada do Grand Slam nova iorquino, os cabeças de chave 2 foram superados pelos franceses Julien Benneteau e Edouard Roger-Vasselin em dois sets a zero, com parciais de 6/3 e 7/6. Já o gaúcho Marcelo Demoliner e o neozelandês Marcus Daniell derrotaram os espanhois Pablo Carreno Busta e Fernando Verdasco em 6/3, 6/7 e 6/4, avançando para a segunda rodada do torneio.

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Marcelo Demoliner e Marcus Daniell avançam para a segunda rodada do US Open (Foto: Anthony Au-Yeung/Getty Images AsiaPac)

Na partida de Melo, os franceses começaram dominantes, conseguindo uma quebra no terceiro game. O mineiro e o polonês tiveram a oportunidade de devolver a quebra logo em seguida, mas Benneteau e Roger-Vasselin salvaram e seguiram firmes na partida, quebrando mais uma vez no último game e levando o primeiro set. No segundo, os franceses seguiram dominando e chegaram a abrir 4/1, porém, momentos depois, Melo e Kubot reagiram. A dupla do mineiro devolveu a quebra no sétimo game e voltou para a partida, onde ocorreu mais uma troca de quebras entre os times antes do set ser decidido no tie-break. Lá, Benneteau e Roger-Vasselin controlaram o jogo nas devoluções e levaram a vitória, avançando para as oitavas de final do US Open.

“Agora é seguir treinando, com foco na Davis. Nessa segunda rodada do US Open, enfrentamos dois jogadores de alto nível, que jogam muito bem juntos, já tiveram excelentes resultados e acabaram sendo melhores. Tivemos uma chance de voltar ao jogo no segundo set, que não conseguimos aproveitar. Em dupla de alto nível, uma pequena oportunidade pode custar a partida e foi o que ocorreu. Acho que poderíamos ter ido bem em um terceiro set, mas infelizmente não deu”, afirmou o mineiro.

Melo retorna já nesta sexta-feira à noite para o Brasil, onde treina até o embarque para o Japão. Ele representará o país na Copa Davis, que acontecerá entre os dias 15 e 17 de Setembro na cidade de Osaka, em busca de um lugar no Grupo Mundial em 2018, formando dupla com Bruno Soares. Na sequência, em outubro, Melo e Kubot disputarão o ATP 500 de Pequim e o Masters 1000 de Xangai, ambos na China.

No fim da tarde desta sexta, Marcelo Demoliner e Marcus Daniell não tiveram vida fácil contra Busta e Verdasco. O primeiro set viu as duas duplas sacando bem e a única quebra aconteceu logo no início, durante o segundo game, onde Demoliner e Daniell aproveitaram um dos dois break points disponíveis para quebrar o saque de seus adversário, que foi o suficiente para a dupla levar o set. A segunda parcial foi longa, tendo os times trocando uma quebra e contando com o gaúcho e o neozelandês salvando três set points, levando a decisão do set pro tie-break. Os espanhois se saíram melhor e empataram a partida em um set a um.

Demoliner e Daniell foram melhores no terceiro set, perdendo apenas seis pontos em seus games de saque e não sendo ameaçados em nenhuma vez. Firmes na devolução, o time converteu a sétima chance de break point no terceiro match point, quebrando seus adversários e garantindo uma vaga na segunda rodada do Grand Slam. Lá, o brasileiro e seu parceiro enfrentarão a dupla do também brasileiro Bruno Soares e o britânico Jamie Murray, que superaram os austríacos Knowle/Peya na última quinta-feira em sets diretos.

Entry list – US Open

POS PLAYER NAME DBS
RANK
SGL
RANK
PARTNER NAME DBS
RANK
SGL
RANK
RANK
SRC
TEAM
RANK
1 Kontinen, Henri 2 Peers, John 3 D+D 5
2 Kubot, Lukasz 4 Melo, Marcelo 1 D+D 5
3 Murray, Jamie 6 Soares, Bruno 7 D+D 13
4 Herbert, Pierre-Hugues 11 63 Mahut, Nicolas 5 106 D+D 16
5 Bryan, Bob 8 Bryan, Mike 8 D+D 16
6 Dodig, Ivan 10 278 Granollers, Marcel 14 110 D+D 24
7 Klaasen, Raven 13 Ram, Rajeev 12 352 D+D 25
8 Marach, Oliver 18 Pavic, Mate 15 D+D 33
9 Bopanna, Rohan 17 Cuevas, Pablo 23 28 D+D 40
10 Harrison, Ryan 26 43 Venus, Michael 16 D+D 42
11 Cabal, Juan Sebastian 20 Farah, Robert 29 D+D 49
12 Lopez, Feliciano 27 34 Lopez, Marc 22 D+D 49
13 Rojer, Jean-Julien 25 Tecau, Horia 24 D+D 49
14 Carreno Busta, Pablo 19 17 Verdasco, Fernando 79 40 S+S 57
15 Baker, Brian 34 478 Mektic, Nikola 32 566 D+D 66
16 Bolelli, Simone 346 (48) 213 Fognini, Fabio 108 25 P+S 73
17 Peralta, Julio 38 Zeballos, Horacio 41 58 D+D 79
18 Gonzalez, Santiago 37 Young, Donald 43 57 D+D 80
19 Groth, Sam 54 174 Qureshi, Aisam-Ul-Haq 28 D+D 82
20 Inglot, Dominic 49 Nestor, Daniel 35 D+D 84
21 Matkowski, Marcin 33 Mirnyi, Max 53 D+D 86
22 Khachanov, Karen 192 32 Rublev, Andrey 577 55 S+S 87
23 Haase, Robin 104 35 Middelkoop, Matwe 55 1212 S+D 90
24 Daniell, Marcus 45 Demoliner, Marcelo 47 D+D 92
25 Kyrgios, Nick 75 23 Reid, Matt 72 1121 S+D 95
26 Knowle, Julian 52 Peya, Alexander 50 D+D 102
27 Huey, Treat 62 Lindstedt, Robert 40 D+D 102
28 Molteni, Andres 46 699 Shamasdin, Adil 57 D+D 103
29 Dutra Silva, Rogerio 94 66 Lorenzi, Paolo 100 38 S+S 104
30 Marrero, David 65 Paire, Benoit 217 41 D+S 106
31 Pella, Guido 282 75 Schwartzman, Diego 159 33 S+S 108
32 Chung, Hyeon 701 49 Lu, Yen-Hsun 347 61 S+S 110
33 Sousa, Joao 175 54 Struff, Jan-Lennard 183 56 S+S 110
34 Delbonis, Federico 284 59 Mayer, Leonardo 220 53 S+S 112
35 Jebavy, Roman 63 Vesely, Jiri 141 52 D+S 115
36 Tipsarevic, Janko 580 69 Troicki, Viktor 83 47 S+S 116
37 Chardy, Jeremy 91 80 Martin, Fabrice 36 S+D 116
38 Youzhny, Mikhail 93 Zverev, Mischa 73 26 S+S 119
39 Benneteau, Julien 88 96 Roger-Vasselin, Edouard 31 828 D+D 119
40 Mannarino, Adrian 230 36 Seppi, Andreas 223 84 S+S 120
41 Pospisil, Vasek 81 78 Zimonjic, Nenad 42 S+D 120
42 Koolhof, Wesley 61 Sitak, Artem 60 D+D 121
43 Berlocq, Carlos 342 98 Ramos-Vinolas, Albert 161 24 S+S 122
44 Monroe, Nicholas 39 Smith, John-Patrick 84 218 D+D 123
45 Podlipnik-Castillo, Hans 67 775 Vasilevski, Andrei 56 960 D+D 123
46 Eysseric, Jonathan 80 287 Skugor, Franko 44 304 D+D 124
47 Elgin, Mikhail 74 818 Medvedev, Daniil 407 51 D+S 125
48 Oswald, Philipp 70 Sa, Andre 58 D+D 128
49 Paes, Leander 59 Raja, Purav 69 D+D 128
50 Basilashvili, Nikoloz 65 Haider-Maurer, Andreas 842 (63) S+P 128
51 Fabbiano, Thomas 634 85 Sugita, Yuichi 615 46 S+S 131
52 Darcis, Steve 877 64 Sela, Dudi 321 70 S+S 134
53 Begemann, Andre 66 Sharan, Divij 68 D+D 134
54 Jaziri, Malek 239 77 Kuznetsov, Andrey 154 68 S+S 145
55 Duran, Guillermo 71 Skupski, Neal 76 D+D 147
56 Giannessi, Alessandro 435 90 Mayer, Florian 254 62 S+S 152
57 Dzumhur, Damir 745 73 Lajovic, Dusan 214 82 S+S 155

Alternates

POS PLAYER NAME DBS
RANK
SGL
RANK
PARTNER NAME DBS
RANK
SGL
RANK
RANK
SRC
TEAM
RANK
58 Cerretani, James 90 Polmans, Marc 78 231 D+D 168
59 Millman, John 378 151 (81) Skupski, Ken 89 P+D 170
60 Ratiwatana, Sanchai 85 Ratiwatana, Sonchat 92 D+D 177
61 Galdos, Sergio 87 Nedunchezhiyan, Jeevan 97 D+D 184
62 Bellucci, Thomaz 215 74 Monteiro, Thiago 660 114 S+S 188
63 Nys, Hugo 99 475 Sancic, Antonio 98 1216 D+D 197
64 Bublik, Alexander 104 Siljestrom, Andreas 110 S+D 214

Melo e Soares vencem suas partidas e garantem um brasileiro na final de Cincinnati

Os times de Bruno Soares e Marcelo Melo venceram seus partidas e se classificaram para a semifinal do Masters 1000 de Cincinnati, onde se enfrentarão, garantindo um brasileiro na final do torneio. Soares e Jamie Murray derrotam Rojer/Tecau em sets diretos, com parciais de 7/6 e 6/4, enquanto Melo e Lukasz Kubot superaram Bopanna/Dodig no match tie-break em 6/1, 6/7 e 10-7.

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Foto: Peter Staples/ATP World Tour

Bruno e Murray foram os primeiros em quadra, numa partida nervosa contra o holandês Jean-Julien Rojer e o romeno Horia Tecau. O primeiro set viu sete dos 13 games disputados tendo break points jogados, com uma troca de quebras entre as equipes. A igualdade foi mantida e a parcial foi decidida no tie-break, onde Rojer e Tecau tiveram 6-3, mas Soares e Murray salvaram três set points, ganharam cinco pontos seguintes e levaram o set.

No segundo, a história foi diferente, com poucas chances de quebra. O brasileiro e o britânico conseguiram a vantagem no décimo game, confirmando a vitória no game seguinte. “Foi mais um jogão hoje em Cincinnati. Conseguimos jogar super bem e fizemos um primeiro set muito importante, salvando alguns break points e depois conseguimos a vitória em dois sets, que é sempre bom”, analisou o brasileiro.

Depois foi a vez de Melo e Lukasz Kubot, que derrotaram o indiano Rohan Bopanna e o croata Ivan Dodig, ex-parceiro do brasileiro. No primeiro set, o brasileiro e o polonês não deram chances para seus adversários, vencendo cinco games seguidos e fechando em 6/1. Já no segundo, o indiano e o croata deram mais trabalho, ficando firmes no saque e levando para o tie-break, onde venceram no segundo set point.

Com tudo igual, a decisão foi  para o match tie-break. Lá, uma troca de mini-breaks aconteceu, até Melo e Kubot abrirem 6-4, vantagem que foi segurada até o fim. “Foi mais um belo jogo que conseguimos fazer, uma bela vitória. Jogamos muito bem, do começo ao fim. O segundo set foi bem duro e eles acabaram levando no tie-break. Importante é que começamos dominando, como deveria e aí, depois, mantivemos o controle, especialmente no match tie-break, quando jogamos muito bem de novo”, afirmou Marcelo. O mineiro também ressaltou a dificuldade de enfrentar o ex-parceiro: “É difícil jogar contra o Ivan, que foi um grande parceiro durante cinco anos. Fizemos muitas coisas juntos, mas sabemos que cada um tem de buscar o seu melhor.”

As vitórias de Melo e Soares garantiram suas duplas na semifinal do torneio, onde se enfrentarão por uma vaga na final. “Já nos enfrentamos inúmeras vezes, todo mundo sabe. Importante manter o ritmo e entrar bem focado, em mais uma difícil partida para nós. Estamos bem felizes com a maneira como temos jogado”, completou Melo, preparado para o duelo contra o amigo. As duplas se enfrentaram por duas vezes nesta temporada, ambas com vitória da dupla do atual número 1 do mundo.

“Em termos táticos a gente se conhece muito bem, mas eles vem de um grande momento e são a melhor dupla da temporada, então temos que levar em conta o fator confiança. A gente também está em uma grande semana também, esperamos mais um jogo duro e teremos mais uma vez um brasileiro na final de um Masters 1000”, disse Soares, animado com a garantia de um brasileiro na decisão. A partida acontecerá neste sábado, às 14h, horário de Brasília.

Duplas de Melo e Soares avançam às quartas de Cincinnati

Os brasileiros Marcelo Melo e Bruno Soares venceram suas partidas do dia. Disputando o Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos, os mineiros e seus parceiros estrearam com vitória no último torneio que disputarão antes do US Open, se classificando para as quartas de final.

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Foto: Peter Staples/ATP World Tour

Soares entrou primeiro em quadra. Ao lado do britânico Jamie Murray, o mineiro venceu a dupla formada pelos espanhois Pablo Carreno-Busta e Fernando Verdasco em sets diretos, com um duplo 6/3. O brasileiro e o britânico não tiveram o saque ameaçado em nenhuma vez, enquanto tiveram 10 break points disponíveis, quebrando o saque de seus adversários em três ocasiões.

“Estreamos muito bem. Jogamos e sacamos muito bem. Dominamos o jogo e deixamos o jogo ofensivo, que era o que a gente precisava fazer,” contou o brasileiro, que aproveitou os últimos dias para intensificar o treinamento e a preparação física. “Depois de uma estreia como essa a expectativa aqui é sempre boa, apesar de estarmos em um Masters 1000 em que só tem pedreira”, finalizou Soares. Nas quartas, a dupla enfrentará os vencedores de Klaasen/Ram x Rojer/Tecau.

Poucos momentos depois foi a vez de Marcelo Melo e Lukasz Kubot, que venceram o argentino Diego Schwartzman e o alemão Mischa Zverev em partida com início complicado, terminando em 7/5 e 6/2. O primeiro set viu o mineiro e o polonês saírem atrás, perdendo de 2/4, mas foi no oitavo game que a dupla se recuperou, devolvendo a quebra e igualando o set em 4/4. Outra quebra aconteceu em favor de Melo e Kubot no décimo segundo game, fechando a parcial em 7/5.

Embalados e confiantes, a dupla voltou melhor no segundo set, sacando melhor e dominando a parcial, quebrando seus adversários por duas vezes e fechando a partida em 6/2. “Fizemos um belo jogo. Ficamos muito felizes com nossa atuação. Primeira rodada, uma partida complicada e conseguimos imprimir o nosso ritmo, a partir da chance que tivemos de quebrar de volta. E isso foi muito bom, ficamos firmes no jogo. Por mais que começamos com um break abaixo, continuamos firmes e terminamos jogando muito bem, o que é muito importante na estreia. Agora é treinar e esperar os próximos adversários para jogar na sexta-feira”, afirmou Melo, que enfrentará Bopanna/Dodig ou Cabal/Fognini nas quartas.

Melo: “Seguimos contentes com nossa campanha. Se continuarmos assim, outros títulos virão”

A sequência de 17 vitórias e três títulos conquistados de Marcelo Melo e Lukasz Kubot foi encerrada neste domingo. Disputando o ATP 500 de Washington, nos Estados Unidos, a dupla do brasileiro e do polonês foi superada pelo finlandês Henri Kontinen e o australiano John Peers em 2 sets a 0, com parciais de 7/6 e 6/4.

Untitled 3O primeiro set foi equilibrado, com as duas duplas tendo duas chances de quebra durante a parcial, que não foram convertidas. A decisão foi para o tie-break, onde Kontinen e Peers conseguiram um único mini-break, abrindo 4-2 e vencendo a primeira parcial. O segundo set seguiu tenso e os dois lados foram confirmando seus serviços até o nono game, onde Kubot e Melo perderam o saque, vendo Kontinen e Peers confirmarem a vitória e o título no game seguinte.

“Infelizmente desta vez não deu. Dupla é assim, uma batalha por dia e todo jogo é duríssimo. Foi uma partida praticamente decidida em dois pontos. Um no tie-break, em um reflexo impressionante do Kontinen, e outro no segundo set. Nós também, durante estas semanas, nessas 17 vitórias seguidas, passamos várias vezes por isso. Faz parte. Nós estamos muito felizes com o resultado, foi mais uma final de um torneio grande e belas vitórias na semana. Chegamos, independente da derrota, muito confiantes para os dois Masters Series, que são agora nosso principal foco. Seguimos contentes com nossa campanha, com nosso estilo de jogo, a maneira como estamos atuando e temos certeza que, se continuarmos assim, outros títulos virão”, destacou Marcelo.

Após o vice em Washington, a dupla segue para o Canadá, onde disputa o Masters 1000 de Montreal. Após o torneio canadense, Melo e Kubot voltam para os Estados Unidos, disputando o Masters 1000 de Cincinnati e o US Open, o último Grand Slam do ano.

Kubot/Melo vencem a 17ª seguida e disputam a final em Washington

A história se repete para Marcelo Melo e Lukasz Kubot, que conquistaram a 17º vitória seguida e disputam a quarta final consecutiva. Campeões em ‘s-Hertogenbosch, Halle e Wimbledon, agora a dupla tentará o troféu do ATP 500 de Washington, nos Estados Unidos. Neste sábado, o brasileiro e o polonês derrotaram os irmãos Bob e Mike Bryan em sets diretos, com parciais de 7/6 e 6/4.

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Foto: Michael Steele/Getty Images

No primeiro set, Melo e Kubot chegaram a abrir 5/3, sacando para o set no game seguinte. Os gêmeos, porém, devolveram a diferença e levaram a decisão da parcial para o tie-break, onde saíram na frente, abrindo 5-3. O brasileiro número 1 do mundo e o polonês reagiram e ganharam os quatro pontos seguintes, fechando o set.

A segunda parcial viu Marcelo e seu parceiro abrirem quebra no terceiro game, a qual mantiveram até o fim, salvando quatro break points durante o set e confirmando a vitória no primeiro match point. “Mais uma grande vitória, mais um jogo muito sólido. Foi muito importante ficar firme em todos os momentos, mesmo tendo chances perdidas no primeiro set. No segundo, conseguimos dominar desde o início. Jogamos contra aquela que é considerada por muito como a melhor dupla da história, uma partida sempre muito difícil, em todos os aspectos, dois jogadores que erram muito pouco, mudam muito o jogo. Tivemos de jogar o nosso melhor mesmo para ganhar”, analisou Melo.

Na grande final, a dupla enfrentará o finlandês Henri Kontinen e o australiano John Peers. “Agora, esperamos fazer o mesmo na final, que é mais um jogo muito duro que teremos pela frente, contra Kontinen e Peers. Fizemos cinco sets com eles em Wimbledon. Ganharam duro na semifinal aqui do Bruno e do Jamie. Estamos muito bem preparados para fazer mais um belo jogo neste domingo”, finalizou o mineiro, que tem grandes expectativas para a decisão.

Melo: “Buscamos um novo caminho, acreditamos mais e reduzimos a ansiedade por resultados”

De volta ao Brasil com o título de Wimbledon e o posto de melhor duplista do mundo em mãos, o mineiro Marcelo Melo falou com o Match Tie-Break sobre a parceria com o polonês Lukasz Kubot, que vem rendendo frutos. Além da conquista no Grand Slam londrino, a dupla também foi campeã nos Masters 1000 de Miami e Madri, além dos torneios de ‘s-Hertogenbosch e Halle. Com tantas conquistas, o time já garantiu vaga no ATP Finals, torneio que reúne as melhores duplas da temporada no fim do ano.

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Foto: Marcelo Pereira / Divulgação

Após um início de ano complicado, com quatro vitórias e cinco derrotas nos cinco primeiros torneios do ano, Melo e Kubot foram muito questionados se valia a pena continuar apostando na equipe. O mineiro revelou que foi após a derrota na primeira rodada do ATP 500 de Acapulco, no México, que ele e o polonês tornaram-se mais transparentes: “A gente sempre conversava nos torneios, mas a principal foi em Acapulco, depois que a gente acabou perdendo lá. Nós deixamos mais aberto o que vinha acontecendo. Depois disso, tivemos um tempo preparatório pra botar em prática o que tínhamos conversado no México, de fazer treinos mais específicos, buscar um novo caminho, acreditar mais e reduzir a ansiedade por resultados. E acho que isso deu muito certo, tanto que o próximo torneio foi Indian Wells, quando começamos a jogar bem.”

Sempre motivados e apoiando um ao outro, a união é o grande destaque da dupla em quadra. Melo disse que ele e Kubot são pessoas com rotinas diferentes, o que resulta em algo positivo. “A energia dentro de quadra é muito boa, muito positiva. Sobre fora de quadra, não convivemos muito por questões de rotina mesmo, o Lukasz tem a dele e eu a minha, mas com certeza a gente se encontra pra jantar algumas vezes durante a semana. Nós entendemos que isso é muito importante na dupla, não mudar a rotina do atleta, sabe? Por exemplo, antes da final, o Lukasz aqueceu na quadra coberta porque estava chovendo e porque queria aquecer num horário anterior, enquanto eu aqueci na aberta com o meu irmão porque queria esperar mais pra saber do tempo. Hoje, conseguimos enxergar muito bem o que funciona para cada um e deixamos livre. Outra coisa é que o Lukasz é um cara da manhã, ele acorda mais cedo. Ele segue com a rotina dele e eu com a minha, a gente acha que assim as coisas têm mais chances de dar certo”, declarou o mineiro.

Melo e Kubot também contam com uma equipe especializada, que é parte do sucesso da dupla. Com uma sequência de três títulos, o físico foi essencial para a dupla, que disputou quatro jogos de cinco sets em Wimbledon. “Comecei a trabalhar com o Stefan (Düll, fisioterapeuta) nesse ano. Conheci ele em Estocolmo, quando ainda trabalhava com o Alexander Zverev, daí o trabalho entre eles terminou e nós começamos no Australian Open, isso vem ajudando demais. O Chris (Bastos, preparador físico) judia no físico, o Daniel (Melo, técnico) judia na quadra e o Stefan vem pra recuperar o corpo. Foi crucial lá em Wimbledon, que foram muitos jogos em cinco sets. É muito bom ter esse atendimento especial. Temos uma estrutura muito boa hoje e que conta com apoio para que ela aconteça, já que demanda muito investimento”, finalizou o número 1 do mundo, contente com a estruturação de sua equipe.

O time descansará antes de voltar às quadras. O retorno será no ATP 500 de Washington, nos Estados Unidos, que tem início no dia 31 de Agosto. Na sequência, Melo e Kubot disputarão os Masters 1000 de Montreal e Cincinnati, que acontecem antes do US Open, o último Grand Slam do ano.

Melo e Kubot vencem longa batalha e conquistam o título de Wimbledon

O sonho de Marcelo Melo virou realidade. O mineiro e seu parceiro, o polonês Lukasz Kubot, consagraram-se campeões de Wimbledon após 4h39 de partida, derrotando o austríaco Oliver Marach e o croata Mate Pavic, cabeças de chave 16, por 3 sets a 2, com parciais de 5/7, 7/5, 7/6, 3/6 e 13/11. É o segundo título de Grand Slam do brasileiro, que também foi campeão de Roland Garros em 2015, ao lado de Ivan Dodig.

ATP

Foto: Getty Images

A partida começou com os dois times sacando bem, confirmando todos seus games de serviço até o 11º game, onde Kubot foi quebrado com uma devolução de Marach. O austríaco e o croata confirmaram a vitória do set logo em seguida, saindo na frente na grande final. O segundo set foi parecido com o inicial. As duplas seguiram confirmando seus serviços até o 12º game, no qual Kubot executou um lob para quebrar o serviço de seus adversários, empatando a partida.

O equilíbrio continuou na terceira parcial, que foi decidida no tie-break. Lá, o time do brasileiro abriu dois mini-breaks e não deu mais chances, virando a partida. No quarto set, porém, Marach e Pavic vieram fortes e, após trocarem uma quebra com Melo e Kubot, a dupla do austríaco e do croata quebrou mais uma vez e levou a parcial, empatando e a partida sendo decidida no quinto set.

A parcial decisiva teve o equilíbrio presente, seguindo por onze games com as duplas confirmando seus serviços. Foi no 6/5 que Melo e Kubot tiveram dois match points, com Marach e Pavic salvando e continuando vivos na partida. O mineiro e o polonês ainda salvaram quatro break points no 17º game, mantendo-se no jogo e continuando o drama na quadra central. A partida seguiu até o 11/11, quando foi interrompida para o fechamento do teto da quadra devido à falta de luz natural. Após 10 minutos de espera, a partida retomou com Marcelo confirmando seu serviço bem, colocando pressão em seus adversários. Mate Pavic, que fez uma partida impecável, sofreu a quebra de zero, tendo Melo e Kubot ganhando o título no terceiro match point disponível.

“Não tenho palavras para descrever o sentimento agora, logo após o jogo. Vou precisar de um tempo para entender esse grande feito que tive a sorte de poder conquistar. Agora é aproveitar e curtir esse momento. Meu sonho sempre foi ganhar aqui em Wimbledon, meu foco sempre foi vir aqui e ganhar. Sempre gostei da grama, e a gente foi em ‘s-Hertogenbosch pensando em Wimbledon, independente dos resultados. Quero realmente agradecer todo mundo que torce por mim e que mandou mensagens parabenizando. Ser campeão de Wimbledon, Roland Garros e voltar ao número 1 do mundo é algo fantástico, fico realmente feliz de ter conquistado isso em minha carreira”, disse Melo logo após a conquista do título, tentando entender seu feito.

Melo e Kubot fecharam a temporada de grama invictos, levando os títulos de ‘s-Hertogenbosch, Halle e Wimbledon, sendo 14 vitórias consecutivas. O título no Grand Slam londrino garantiu a dupla no ATP Finals, torneio que reúne as melhores duplas da temporada. Os pontos somados com a conquista colocarão Melo na primeira colocação do ranking, além de Kubot atingir a quarta posição, sendo seu melhor ranking da carreira.