Melo e Dodig conquistam o título em Cincinnati

A dupla formada pelo brasileiro Marcelo Melo e o croata Ivan Dodig venceu mais uma vez. Campeões em Toronto, agora o time conquistou o título do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos. Em partida contra o holandês Jean-Julien Rojer e o romeno Horia Tecau, Melo e Dodig ganharam em dois sets a um, com parciais de 7/6, 6/7 e 10-6.

Marcelo+Melo+Western+Southern+Open+Day+9+h-KXa5B14NYx

A final foi equilibrada, com poucas oportunidades cedidas. O primeiro set viu apenas uma chance de break point para cada um dos times, que não foram aproveitadas. No tie-break, o mineiro e o croata saíram na frente após uma esquerda de Dodig desestabilizar os voleios de Rojer, aproveitando e fechando.

No segundo, Rojer e Tecau precisaram de seis set points, sendo três deles durante os games finais, para empatar e levar a partida para o match tie-break. Lá, a disputa seguiu pegada, até que Rojer cometeu uma dupla falta no 11º ponto, dando a liderança para seus adversários, que foi aumentada momentos depois com uma grande devolução de Dodig. Sacando pro jogo, o croata confirmou a vitória com um ótimo segundo serviço.

Esta foi a oitava vitória seguida de Melo e Dodig, que também venceram o Masters 1000 de Toronto, no Canadá, na semana anterior aos Jogos Olímpicos. Melo conquistou o 21º título da carreira, sendo o sexto com Dodig. Agora a dupla segue para Nova Iorque, onde disputarão o US Open, o último Grand Slam do ano.

Embalados, Melo e Dodig vencem a sétima seguida e vão à final de Cincinnati

A pausa pelos Jogos Olímpicos parece não ter afetado Marcelo Melo e Ivan Dodig. A dupla, que retomou a parceria agora em Cincinnati, derrotou os canadenses Daniel Nestor e Vasek Pospisil em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/1.

Marcelo+Melo+Western+Southern+Open+Day+8+57pDS6BuaEUx (1)

O primeiro set foi disputado, com ambos os times tendo chances. Dodig e Melo foram mais felizes no sétimo game, quebrando o saque de Pospisil no primeiro break point disponível. No game seguinte, Melo salvou três chances de quebra em seu serviço para confirmar a liderança, com a dupla fechando o set pouco depois.  Na segunda parcial, porém, o mineiro e o croata abusaram das devoluções e machucaram o jogo de seus adversários, dominando e conseguindo três quebras para levar a vitória.

Esta foi a sétima vitória seguida da dupla, que levou o título no Masters 1000 de Toronto, torneio que antecedeu os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Na final, a dupla enfrentará os vencedores da partida dos gêmeos Bob e Mike Bryan com o holandês Jean-Julien Rojer e o romeno Horia Tecau.

Em Cincinnati, Dodig/Melo vão à semi; Murray/Soares caem nos detalhes

Nesta sexta-feira, os mineiros Marcelo Melo e Bruno Soares tomaram rumos diferentes. Disputando o Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos, Melo e seu parceiro, o croata Ivan Dodig, derrotaram os cabeças de chave 8 Raven Klaasen e Rajeev Ram em sets diretos, com parciais de 7/6 e 7/5.

Marcelo+Melo+Western+Southern+Open+Day+7+fBITmVug98nx

Como o esperado, o confronto foi duro e disputado. Nos únicos break points disponíveis durante o primeiro set, os times trocaram uma quebra e a parcial foi decidida no tie-break. Lá, a partida continuou acirrada e o time de Melo conseguiu fechar no terceiro set point.

No segundo, Dodig e Melo foram mais agressivos na devolução, tendo um match point no décimo game. A vitória, porém, veio no 12º game, onde Melo encaixou um winner de devolução para levar o time à semifinal. O mineiro e o croata enfrentarão os canadenses Daniel Nestor e Vasek Pospisil, que derrotaram os franceses Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut no match tie-break.

Já Bruno Soares não teve o mesmo destino. Ele e o britânico Jamie Murray caíram nos detalhes para a dupla formado pelo holandês Jean-Julien Rojer e o romeno Horia Tecau em 4/6, 6/2 e 11-9.

Sólidos no início, a dupla não deu chances para seus adversários, conseguindo uma quebra logo no fim e fechando no segundo set point. Na parcial seguinte, porém, Rojer e Tecau entraram firmes em quadra e chegaram a ganhar quatro games seguintes antes de levar a partida para o match tie-break. No decisivo set, os times seguiram trocando quebras até que uma direita de Tecau forçou o erro de Soares, dando a liderança para o holandês e o romeno, que aproveitaram e fecharam a partida.

Entry list – US Open

  Player Name DBS SGL Partner Name DBS SGL COMB
1 Herbert, Pierre-Hugues (FRA) 2 78   Mahut, Nicolas (FRA) 1 42 3
2 Bryan, Bob (USA) 5   Bryan, Mike (USA) 6 11
3 Murray, Jamie (GBR) 4   Soares, Bruno (BRA) 7 11
4 Dodig, Ivan (CRO) 12 76   Melo, Marcelo (BRA) 3 15
5 Rojer, Jean-Julien (NED) 14   Tecau, Horia (ROU) 11 25
6 Nestor, Daniel (CAN) 9   Pospisil, Vasek (CAN) 17 109 26
7 Bopanna, Rohan (IND) 15   Mergea, Florin (ROU) 13 28
8 Klaasen, Raven (RSA) 10   Ram, Rajeev (USA) 22 103 32
9 Lopez, Feliciano (ESP) 18 18   Lopez, Marc (ESP) 21 39
10 Huey, Treat (PHI) 19   Mirnyi, Max (BLR) 20 39
11 Kontinen, Henri (FIN) 26   Peers, John (AUS) 16 42
12 Benneteau, Julien (FRA) 36 294   Roger-Vasselin, Edouard (FRA) 8 179 44
13 Kubot, Lukasz (POL) 24 594   Peya, Alexander (AUT) 25 49
14 Johnson, Steve (USA) 43 23   Querrey, Sam (USA) 42 29 52
15 Cuevas, Pablo (URU) 39 19   Granollers, Marcel (ESP) 33 46 52
16 Cabal, Juan Sebastian (COL) 29   Farah, Robert (COL) 29 58
17 Draganja, Marin (CRO) 137(36)   Inglot, Dominic (GBR) 27 63
18 Stepanek, Radek (CZE) 31 112   Zimonjic, Nenad (SRB) 34 65
19 Marach, Oliver (AUT) 37   Martin, Fabrice (FRA) 35 985 72
20 Evans, Daniel (GBR) 630 60   Kyrgios, Nick (AUS) 355 16 76
21 Pavic, Mate (CRO) 38 928   Venus, Michael (NZL) 40 907 78
22 Lindstedt, Robert (SWE) 32   Qureshi, Aisam-Ul-Haq (PAK) 47 79
23 Baghdatis, Marcos (CYP) 838 44   Muller, Gilles (LUX) 148 39 83
24 Butorac, Eric (USA) 45   Lipsky, Scott (USA) 41 86
25 Klizan, Martin (SVK) 277 30   Shamasdin, Adil (CAN) 61 91
26 Marrero, David (ESP) 46   Verdasco, Fernando (ESP) 161 45 91
27 Lajovic, Dusan (SRB) 253 59   Troicki, Viktor (SRB) 112 35 94
28 Delbonis, Federico (ARG) 147 43   Pella, Guido (ARG) 313 52 95
29 Elias, Gastao (POR) 151 61   Sousa, Joao (POR) 99 36 97
30 Matkowski, Marcin (POL) 28   Melzer, Jurgen (AUT) 779(70) 358 98
31 Carreno Busta, Pablo (ESP) 58 48   Garcia-Lopez, Guillermo (ESP) 298 51 99
32 Koolhof, Wesley (NED) 51   Middelkoop, Matwe (NED) 48 587 99
33 Thiem, Dominic (AUT) 96 9   Weissborn, Tristan-Samuel (AUT) 93 1004 102
34 Erlich, Jonathan (ISR) 49   Gonzalez, Santiago (MEX) 54 103
35 Berlocq, Carlos (ARG) 356 71   Ramos-Vinolas, Albert (ESP) 602 33 104
36 Peralta, Julio (CHI) 52   Zeballos, Horacio (ARG) 53 72 105
37 Lu, Yen-Hsun (TPE) 423 67   Tipsarevic, Janko (SRB) 834 253(39) 106
38 Guccione, Chris (AUS) 44   Sa, Andre (BRA) 63 107
39 Kuznetsov, Andrey (RUS) 380 41   Youzhny, Mikhail (RUS) 599 68 109
40 Fognini, Fabio (ITA) 78 38   Seppi, Andreas (ITA) 85 74 112
41 Brown, Dustin (GER) 104 82   Paire, Benoit (FRA) 174 32 114
42 Baker, Brian (USA) 155 338(56)   Daniell, Marcus (NZL) 59 115
43 Cervantes, Inigo (ESP) 130 77   Lorenzi, Paolo (ITA) 232 40 117
44 Knowle, Julian (AUT) 84   Mayer, Florian (GER) 432 73(35) 119
45 Robert, Stephane (FRA) 223 56   Sela, Dudi (ISR) 135 65 121
46 Bellucci, Thomaz (BRA) 103 55   Demoliner, Marcelo (BRA) 66 1225 121
47 Monroe, Nicholas (USA) 64   Young, Donald (USA) 169 57 121
48 Begemann, Andre (GER) 159(62)   Paes, Leander (IND) 62 124
49 Siljestrom, Andreas (SWE) 75   Vesely, Jiri (CZE) 139 50 125
50 Chardy, Jeremy (FRA) 100 53   Groth, Sam (AUS) 72 228 125
51 Molteni, Andres (ARG) 57 1246   Schwartzman, Diego (ARG) 173 69 126
52 Duran, Guillermo (ARG) 50 1225   Gonzalez, Maximo (ARG) 76 145 126
53 Mannarino, Adrian (FRA) 97 58   Mathieu, Paul-Henri (FRA) 435 70 128
54 Haase, Robin (NED) 221 63   Sitak, Artem (NZL) 65 1171 128
55 Dolgopolov, Alexandr (UKR) 37   Stakhovsky, Sergiy (UKR) 254 92 129
56 Jaziri, Malek (TUN) 410 62   Podlipnik-Castillo, Hans (CHI) 67 348 129
57 Almagro, Nicolas (ESP) 838 47   Estrella Burgos, Victor (DOM) 329 83 130

ALTERNATES

58 Kukushkin, Mikhail (KAZ) 837 66     Marchenko, Illya (UKR) 601 64 130
59 Fleming, Colin (GBR) 60     Fyrstenberg, Mariusz (POL) 70 130
60 Reid, Matt (AUS) 110 417     Tomic, Bernard (AUS) 296 21 131
61 Raja, Purav (IND) 74 1385     Sharan, Divij (IND) 69 143
62 Brunstrom, Johan (SWE) 71     Marray, Jonathan (GBR) 77 148
63 Cerretani, James (USA) 82     Oswald, Philipp (AUT) 68 150
64 Skupski, Ken (GBR) 73     Skupski, Neal (GBR) 79 152

Momentos olímpicos

Passei dez dias nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e foram os melhores dias que uma fã de tênis e de esportes poderia ter. Durante essa jornada, pude ter momentos muito bonitos e outros totalmente inusitados que gostaria de dividir aqui no Match Tie-Break. E vocês, viveram momentos inesquecíveis no Rio também?

13931676_10205040576533262_625242585_o

  • Poder conhecer meus ídolos
    Foi o ponto alto do Rio: poder ver Horia Tecau e Marin Cilic ao vivo pela primeira vez. Nunca vi torneios de tênis no exterior e apenas Tecau havia jogado um ATP no Brasil, então o Rio era a melhor oportunidade que eu tinha para vê-los e não poderia ter sido melhor. O romeno vi logo quando cheguei no Centro Olímpico de Tênis, já que sua partida abria a rodada. Após a ficha cair e o jogo ser finalizado, tomei a maior coragem do mundo e levantei pra pedir uma foto. Sem dizer nada além de ‘podemos finalmente fazer essa foto acontecer?’, Tecau abriu um sorriso, me deu um abraço e nos ajeitamos pra tal foto. Não consegui dizer mais nada além de parabéns e boa sorte, num daqueles momentos em que o inglês, o português e a noção não eram mais fluentes. Na partida seguinte, depois de mais uma vitória, um homem pede a munhequeira do romeno. Me levanto da arquibancada para sair e Tecau olha pra mim, olha pro moço e… joga a munhequeira pra mim, deixando o cidadão confuso. Só não digo que me senti mal pelo moço porque foi engraçado demais.

    Com Cilic, fui aos prantos. Pude vê-lo jogar duas vezes antes, pelas estreias nas chaves de simples e duplas, mas o encontro aconteceu em partida contra Radu Albot na segunda rodada, que foi disputada na pequena quadra 7 do complexo. Passei a partida torcendo e ele comemorando em minha direção, já que era a única ali torcendo pelo croata, em meio de tantos moldavos (eis um fim de frase que nunca achei que escreveria). Não tinha entendido que ele sabia quem eu era até o fim da partida, quando começou a distribuir bolinhas para o público. As bolinhas acabaram e o croata olhou pra mim, pedindo que esperasse. Então veio, tirou fotos e perguntou como estava e até quando ficaria no Rio. Respondi feito uma mulher das cavernas, mais mole que maria mole, e então o vi abrindo a raqueteira e procurando algumas coisas. Eis que ele tira uma camiseta e uma toalha e me entrega, agradecendo por todos os anos de torcida. Saí dali em choque, ainda sem entender o que tinha acontecido e então a ficha caiu e chorei. Chorei muito. Meus ídolos são os melhores.

  • A vez em que Catalina Ponor puxou papo comigo
    A ginasta romena e trocentas vezes medalhista olímpica Catalina Ponor passou a primeira semana dos Jogos acompanhando os tenistas romenos e, bem, eu também. Na segunda vez em que nos vimos fazendo parte da mesmíssima torcida, a ginasta perguntou de que parte da Romênia eu era. Ri e disse que não, era brasileira mesmo e que gostava do tênis romeno. Ela e o técnico ficaram surpresos e agradeceram o apoio ao esporte do país, dando um tapinha na minha perna. Já posso dizer que sou best friend da Ponor?
  • A sensação de vazio após Melo/Soares x Mergea/Tecau
    Não lembro de ter sentido isso na vida. Foi um vazio enorme, meu estômago parecia um poço. Não sabia o que fazer, o que dizer ou como agir. Saí desorientada do complexo. É engraçado como o esporte, uma forma de entretenimento e fonte de tantas alegria, pode ser tão cruel também. Muita gente me perguntou para quem eu estava torcendo nessa partida e não titubeei: sim, foi para os mineiros. Horia Tecau pode ser meu tenista favorito, mas se tem uma coisa que prezo nessa vida é gratidão e isso tenho muito pelos mineiros. O tanto que eles me ajudaram e ter a chance de poder acompanhá-los nos últimos anos foi muito especial, mudou muita coisa na minha vida e nada disso seria possível sem eles. Tornaram-se incentivadores, ídolos e amigos. Foi duro ver o sonho olímpico deles sendo adiado por um time formado pelo meu tenista favorito. Foi duro ver a tristeza. Foi duro. Mas o sonho segue.
  • Quando vi uma partida de tênis olímpico com mais outras cinco pessoas
    Sexta-feira, pouco antes da meia noite, Begu/Tecau x Hradecka/Stepanek acontecia na Quadra 1 com seis espectadores, sendo três deles eu e mais dois amigos. Havia mais voluntários, boleiros ou juízes de linha do que torcida presente. Com os voluntários, aliás, fizemos uma mini ola, que contou com a participação dos técnicos de geração de imagens que estavam logo ao nosso lado. Uma ola de cerca de 13 pessoas. O ápice foi quando todos nós acompanhamos a disputa de pênaltis entre Brasil x Austrália do futebol feminino pelo celular de minha amiga.

    Tecau tinha perdido a partida do ouro uma hora antes e foi abatido para as mistas, com direito a três foot faults (realizei um sonho de ver isso ao vivo, aliás) e um warning após isolar a bola para fora do estádio. Quando a partida chegou ao fim, o romeno me deu um tchau e um joinha, agradecendo pela semana. Tudo termina bem, não é mesmo?:)

  • Coisas que ninguém merece ouvir
    Todo bom fã de tênis sabe que irá ouvir alguns absurdos nos torneios e no Rio não foi diferente. Na sexta-feira, um grupo de amigos conseguiu protagonizar uma sequência sensacional de comentários. Durante a partida de Kerber, a alemã virou ‘essa loirinha gostosa’. Na de Thomaz Bellucci, todos eles faziam questão de apontar o que o paulista deveria fazer, enfatizando cada erro que cometia. Sobre Maria Esther Bueno, um deles disse que não sabia o que ela tinha feito na carreira para ser comentarista na televisão. Uma pena que não existe tecla mute no dia a dia.
  • Ver André Sá encerrando seu ciclo olímpico do melhor jeito
    O que André Sá jogou no Rio não está escrito na bíblia. Como foi incrível ver o tênis que o mineiro produziu nos Jogos Olímpicos, de arrepiar. Sempre na bola, pressionando os adversários e cobrindo toda a quadra. Em sua quarta participação nas Olimpíadas, parecia estar jogando pela primeira vez. Emocionante ver o experiente tenista parecer um garoto em quadra.
  • O significado das irmãs Williams na vida de muitas pessoas
    Durante a estreia de Venus Williams e Rajeev Ram pela chave de duplas mistas, uma simpática americana sentou ao meu lado. Negra, em seus 40 e poucos anos, torcia fervorosamente pela Venus. Em algum momento, começamos a falar sobre a Williams mais velha. “O que ela fez por nós, mulheres negras, não sei dizer em palavras. Se estou aqui torcendo por ela, é por tudo o que ela e a Serena fizeram pela gente. Pela igualdade que tanto lutaram, pela representação da raça e pela dominância no esporte.” Nunca apagarei isso e os outros vários momentos da memória.

Guia das Duplas – Rio 2016

A chave de duplas masculinas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foi sorteada na manhã desta quinta-feira. Aqui no guia das duplas você confere quem joga, o caminho dos brasileiros e dos principais favoritos, os melhores confrontos e mais.

13923356_1197145950335536_4311879409559015215_o

Foto: Wander Roberto/Exemplus/COB

Os atuais medalhistas
Dos medalhistas de Londres, apenas Jo Wilfried Tsonga estará competindo na chave de duplas. Na última edição, os irmãos Bob e Mike Bryan conquistaram o ouro, enquanto os franceses Tsonga/Llodra e Benneteau/Gasquet ficaram com a prata e o bronze, respectivamente. No Rio, os americanos desistiram da disputa por problemas familiares, enquanto Llodra está aposentado, Benneteau joga em Atlanta e Gasquet ainda sofre com uma lesão nas costas. Tsonga jogará com Gael Monfils e a dupla cabeça de chave 4 enfrentará os americanos Brian Baker e Rajeev Ram na estreia, podendo ter Lopez/Nadal nas quartas.

Os brasileiros e os principais favoritos que estarão pelo caminho
Marcelo Melo e Bruno Soares 
R1: Ratiwatana/Ratiwatana
R2: Djokovic/Zimonjic ou Cilic/Draganja
Quartas: [5]Mergea/Tecau
Semifinal: [1]Herbert/Mahut
Final: [2]Murray/Murray, [4]Tsonga/Monfils, [6]Lopez/Nadal, [7]Nestor/Pospisil

Os mineiros, que vêm de título e final em Toronto (Dodig/Melo campeões e Murray/Soares vices), terão uma boa estreia pela frente. Enfrentando os irmãos tailandeses Sanchai e Sonchat Ratiwatana, Bruno e Marcelo podem ter um certo desafio logo de cara. Os gêmeos, ratos de challengers, com 39 títulos conquistados neste nível, são entrosados e uma estreia ideal para os brasileiros, que conhecem bem o estilo de jogo dos irmãos e sabem que serão exigidos, dando ritmo. Na segunda rodada, um verdadeiro teste. Os times formados por especialistas em simples e duplas são os que mais incomodam dois duplistas pelo estilo completo e agressivo de jogo, sempre tendo um bom fundista e um voleador nato. O destaque vai para os croatas, que fizeram uma boa e surpreendente campanha em Toronto, eliminando os franceses Benneteau/Roger-Vasselin e caindo no match tie-break para Dodig/Melo.

Então, o caminho começa a ficar cada vez mais nebuloso. Pela frente, duas das mais perigosas duplas e candidatos ao pódio:

Florin Mergea e Horia Tecau
Os romenos possuem uma história de vida muito parecida com a dos mineiros. Se conhecem desde pequenos, mesma faixa de idade, jogaram juntos por muitos anos e agora retornam para o sonho olímpico. Formado por Tecau, campeão de Wimbledon em 2015 com o holandês Jean-Julien Rojer, e Florin Mergea, um dos duplistas mais talentosos e completos do circuito, com um jogo de fundo sólido e uma direita poderosa, o time é um dos principais favoritos. Focados no Rio, tendo dedicado boa parte do ano aos Jogos Olímpicos, os romenos estão com sede de medalha. Olho neles.

Caminho até os mineiros
R1: Delbonis/Duran
R2: Fleming/Inglot ou Gonzalez/Reyes-Varela

Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut
Os franceses, principais favoritos, vieram para o Rio tentar continuar o excelente ano. Com apenas quatro derrotas até agora e cinco títulos conquistados em todos os pisos (Masters 1000 de Indian Wells, Miami e Monte Carlo, ATP 500 de Queen’s e Wimbledon), Herbert e Mahut mostram o porquê de serem temidos pelo circuito com seu estilo rápido e técnico de jogo, que ganha muito com a jovialidade do primeiro. A estreia dos franceses, porém, é ingrata: os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah estarão pela frente, uma equipe que se sente bem no Brasil, sempre conseguindo bons resultados. Nas quartas, muitas pedreiras pelo caminho, incluindo os poloneses Kubot/Matkowksi, uma dupla que é fixa no circuito, e os indianos Bopanna/Paes que, apesar dos problemas de relacionamento e treinamento, podem fazer um estrago se mostrarem tudo o que são capazes.

Caminho até os mineiros
R1: Cabal/Farah
R2: Peralta/Podlipnik-Castillo ou Johnson/Sock
Quartas: Bautista Agut/Ferrer, Rosol/Stepanek, Kubot/Matkowski, Bopanna/Paes

Thomaz Bellucci e André Sá
Do outro lado da chave, Bellucci e Sá, que possuem seis vitórias e seis derrotas juntos na carreira, enfrentarão os britânicos Andy e Jamie Murray logo de cara, cabeças de chave 2 da competição. Em difícil estreia, os brasileiros terão que lidar com um dos times que mais jogam bem nessas condições. Os irmãos são a dupla de confiança da equipe britânica, ganhando os últimos quatro confrontos de Copa Davis que disputaram. Em 2012, ambas as duplas caíram na primeira rodada e querem se redimir, com as carreiras em rumos totalmente diferentes de quatro anos atrás. O destaque vai para Jamie Murray, que em 2012 sofreu uma queda para o top 80 e recentemente atingiu o posto de número 1 do mundo por algumas semanas, fruto de duas finais e um título de Grand Slam. O britânico, aliás, declarou que ele e seu irmão estão jogando o melhor tênis de suas vidas, tanto juntos quanto separados, e que o entrosamento nunca foi melhor.

Os melhores jogos de primeira rodada
Aquelas partidas pra não perder por nada, com balde de pipoca na mão e tudo.

  • Kubot/Matkowski x Bopanna/Paes
  • Herbert/Mahut x Cabal/Farah
  • Bellucci/Sá x Murray/Murray
  • Cilic/Draganja x Djokovic/Zimonjic
  • Lopez/Nadal x Haase/Rojer

Outros destaques

  • Ao contrário do circuito normal, em que os cabeças de chaves das duplas são feitos usando apenas o ranking de duplas, nos Jogos Olímpicos o ranking de simples também vale na hora de fazer a combinação.
  • Este é o sétimo Jogos Olímpicos que Leander Paes disputa. O indiano foi bronze de simples em Atlanta (1996).
  • Outros veteranos são Daniel Nestor (ouro em duplas masculinas – Sydney 2000), que jogará pela sexta vez, e Max Mirnyi (ouro em duplas mistas – Londres 2012), que estará em sua quinta participação.
  • Dos brasileiros, o recorde é de André Sá, que irá pela quarta vez.
  • De Londres pra cá, apenas seis duplas repetirão a parceria: Melo/Soares, Bellucci/Sá, Nestor/Pospisil, Bury/Mirnyi, Murray/Murray e Haase/Rojer.
  • O mais velho da chave é Daniel Nestor, com 43 anos.
  • O mais novo é Jack Sock, com 23 anos.
  • Oito medalhistas olímpicos estão na disputa: Paes, Mirnyi, Nestor, Tsonga, Djokovic, Nadal, Del Potro e Murray.

Melo e Dodig conquistam o título em Toronto

A dupla formada por Marcelo Melo e Ivan Dodig sagrou-se campeã neste domingo. Na disputa pelo título do Masters 1000 de Toronto, no Canadá, o mineiro e o croata saíram vitoriosos de quadra em partida contra o brasileiro Bruno Soares e o britânico Jamie Murray, que terminou com um duplo 6/4.

Marcelo+Melo+Rogers+Cup+Toronto+Day+7+SQYZit5ZF_Xx

Os dois sets foram parecidos, com uma quebra acontecendo no saque de Soares no primeiro e no de Murray no segundo. Melo e Dodig estavam em um dia sólido, agredindo o jogo de seus adversários pela rede e nas devoluções. O saque do mineiro e do croata não chegou a ser ameaçado, perdendo apenas oito pontos enquanto serviam.

“Foi realmente um jogo muito duro. O mais importante foi o manter o nível que a gente apresentou no primeiro set, mesmo depois de ter parado por causa da chuva e termos que mudar de quadra. Eu e o Ivan jogamos muito bem, tanto hoje quanto no torneio ganhamos de duplas duríssimas, muito feliz de ter conseguido esse título com ele”, disse Melo.

Este é o quarto Masters 1000 da carreira de Melo, que também foi campeão em Paris e tem um bicampeonato em Xangai. A conquista do 20º título da carreira deixará o brasileiro na terceira colocação do ranking, ultrapassando os irmãos Bryan. Canadá também marca o décimo ano seguido de Melo conquistando pelo menos um título por temporada.

Agora, Melo e Soares seguem para o Brasil, onde continuarão os treinos para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que terão início no dia 6 de Agosto. O sorteio da chave de duplas masculina acontece no dia 4.

Melo e Soares se enfrentarão na final de Toronto

A parceria de Marcelo Melo e Ivan Dodig segue com tudo no Canadá. Em partida contra os romenos Florin Mergea e Horia Tecau, responsáveis pela eliminação dos irmãos Bryan nas quartas, o mineiro e o croata venceram em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/3.

toronto-2016-saturday-melo-dodig2

O jogo foi duro, mas o saque de Melo e Dodig seguiu firme, além das ótimas devoluções que desestabilizaram seus adversários. Uma quebra logo no início, durante o saque de Mergea no terceiro game, foi o suficiente para levar o primeiro set, enquanto no segundo, o mineiro e o croata levaram três games consecutivos no fim da partida para selar a vitória.

Esta é a sexta final de Masters 1000 de Marcelo Melo, que é bicampeão em Xangai, além de um troféu em Paris. Na decisão, o mineiro encontrará o compatriota Bruno Soares que, ao lado de Jamie Murray, derrotou os canadenses Daniel Nestor e Vasek Pospisil em 6/4, 6/7 e 10-7.

Em partida complicada, o mineiro e o britânico precisaram suar para vencer a dupla olímpica canadense, que tem Nestor disputando o torneio canadense pela 28ª vez na carreira. No primeiro set, uma quebra no nono game foi o necessário para que Bruno e Murray ganhassem a parcial.

O set seguinte viu os canadenses terem quebra na frente, que foi devolvida logo em seguida e tendo a parcial decidida no tie-break. Lá, Nestor e Pospisil saíram na frente com um único mini break, empatando a partida e levando ao match tie-break. No set decisivo, a dupla do mineiro saiu na frente logo cedo e manteve a vantagem até o fim, indo até a final.

“É muito legal enfrentar o Marcelo em mais uma final de Masters 1000. Esse resultado vem em uma semana muito importante pra gente, para chegarmos com confiança nas Olimpíadas. Domingo nós somos rivais, mas domingo à tarde já somos parceiros em um busca de um objetivo maior para as nossas carreiras. É muito legal chegar com essa energia positiva, essa confiança e determinação, para levar tudo para o Rio. Independente do resultado, isso vai ser muito positivo para gente. Nós dois estamos jogando em um alto nível”, declarou Soares.

Por problemas pessoais, Bob e Mike Bryan desistem do Rio

Neste sábado, os irmãos Bob e Mike Bryan anunciaram a desistência dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Medalhistas de ouro em Londres, os americanos citaram problemas pessoais como o motivo do abandono.

Bob+Bryan+2016+French+Open+Day+Fourteen+GkjQ54MHwZyx

“Após muitas horas de discussão, Mike e eu decidimos não participar dos Jogos Olímpicos do Rio. Apesar de querermos muito ir, como maridos e pais, a saúde da nossa família é a nossa maior prioridade do momento”, disse Bob em declaração.

“Representar os Estados Unidos é um dos nossos momentos de maior orgulho e ganhar a medalha de ouro em 2012 sempre será o auge de nossa carreira. Nós desejamos sorte para todos que vão disputar e esperamos que o Rio seja uma experiência positiva para todos”, finalizou o canhoto.

De virada, duplas de Melo e Soares vencem e vão à semi de Toronto

O dia foi de virada para os mineiros. Disputando o Masters 1000 de Toronto, no Canadá, Bruno Soares e Jamie Murray foram os primeiros em quadra, reagindo e derrotando a dupla formada pelo sul-africano Raven Klaasen e o americano Rajeev Ram no match tie-break, com parciais de 3/6, 7/5 e 10-4.

Bruno+Soares+2016+French+Open+Day+Seven+pHASdDgcvbRx

O britânico e o mineiro tiveram um início complicado, com seus adversários forçando os erros e conseguindo uma quebra no quarto game, que não foi revertida. No segundo set, Bruno e Murray chegaram a salvar três break points em um game de saque, antes de quebrarem Ram no último game, que chegou a cometer duas duplas faltas, e levarem a parcial. No match tie-break, Klaasen e Ram pareciam abatidos pelo desempenho no game anterior e o mineiro e o britânico souberam aproveitar, dominando do início ao fim.

“Foi uma grande vitória, o jogo era complicado. Eles jogaram super bem e dominaram a maior parte do jogo, mas continuamos mantendo o nosso saque e, no fim do segundo set, jogamos um belo game para quebrar e o match tie-break foi excelente”, declarou Soares. Na semifinal, a dupla enfrentará os vencedores de Berdych/Stepanek x Nestor/Pospisil.

Logo em seguida, foi a vez de Marcelo Melo e Ivan Dodig virarem uma partida. Em jogo contra Henri Kontinen e John Peers, o mineiro e o croata superaram os cabeças de chave 8 em 3/6, 6/4 e 10-8. Os adversários da semi serão os romenos Florin Mergea e Horia Tecau, que superar os irmãos Bryan em sets diretos.

O primeiro set viu o finlandês e o australiano ganharem após uma única quebra, que aconteceu no saque de Melo. Na segunda parcial, porém, a dupla do mineiro foi firme no saque, perdendo apenas dois pontos e vindo quebrar Kontinen no 12º game, ganhando o set e decidindo o resultado no match tie-break. Lá, as duplas seguiram saque a saque até que Dodig e Melo conseguiram dois mini breaks, com o croata sacando para o jogo em 9-7. Kontinen e Peers chegaram a salvar dois match points, mas uma ótima devolução do croata no saque do finlandês selou a vitória para o time de Melo.