Duplas de Melo e Soares avançam às quartas de Cincinnati

A quinta-feira contou com três brasileiros em ação no Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos. Primeiros em quadra, Marcelo Melo e seu parceiro, o polonês Lukasz Kubot, superaram a dupla formada pelo chileno Cristian Garin e o francês Benoit Paire em sets direitos, com parciais de 6/4 e 6/3.

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Foto: Divulgação

“Hoje fizemos um jogo excelente do começo ao fim. Era mais ou menos esperado como eles iriam atuar. Jogadores de simples, que jogam mais de fundo. Acho que foi bastante importante a maneira como vencemos na primeira partida para ter essa confiança toda. Estamos jogando muito bem e realmente felizes com a forma como temos encarado cada rodada”, disse Marcelo após a vitória. Na estreia do torneio, Melo e Kubot derrotaram os sérvios Novak Djokovic e Janko Tipsarevic em excelente partida.

“Agora, o próximo passo, contra uma dupla que também vem jogando muito bem. Com certeza será um excelente jogo e completamente diferente a estratégia diante deles, por serem duplistas, mais saque e voleio. Mas, estamos preparados e vamos com tudo”, completou o mineiro, já se preparando para o próximo duelo, que será contra o croata Ivan Dodig e o eslovaco Filip Polasek.

Pouco tempo depois foi a vez do duelo de brasileiros entre a dupla de Bruno Soares e o croata Mate Pavic e o time de Marcelo Demoliner e o russo Daniil Medvedev. Em partida apertada, Soares e Pavic saíram vitoriosos de quadra, derrotando seus adversários em 7/5 e 7/6, com 1h20 de partida.

O triunfo marcou a primeira sequência de vitórias da dupla de Soares e Pavic, que iniciaram a parceria em junho, no ATP 500 de Queen’s. Em seu quinto torneio juntos, o brasileiro e o croata enfrentarão a perigosa dupla do sul-africano Raven Klaasen e o neozelandês Michael Venus por uma vaga na semi. As partidas de Soares e Melo acontecerão nesta sexta-feira, com transmissão do TennisTV.

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Melo e Kubot param nas quartas

Marcelo Melo e Lukasz Kubot nas quartas de final de Wimbledon. Os franceses Nicolas Mahut e Edouard Roger-Vasselin, cabeças de chave 11 da competição, superaram a dupla em três sets a um, com parciais de 7/6, 6/7, 6/3 e 6/3, para avançar às semifinais do Grand Slam. Lá, os franceses enfrentarão a dupla do croata Ivan Dodig e do eslovaco Filip Polasek por uma vaga na grande final.

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Foto: Divulgação

A partida começou equilibrada, com os dois primeiros sets sendo muito parecidos. As equipes trocaram uma quebra em cada parcial, mas ambas foram decididas no tie-break. No primeiro, Mahut e Roger-Vasselin levaram os últimos quatro pontos para sair na frente, enquanto no segundo apenas um mini-break decidiu o tie-break. Com um set para cada lado, os franceses começaram a crescer na partida, conseguindo duas quebras no terceiro e abrindo 5/1. Melo e Kubot chegaram a devolver uma das diferenças, mas Mahut e Roger-Vasselin confirmaram a vitória na parcial pouco tempo depois, abrindo dois sets a um. Embalados, os cabeças 11 começaram o quarto set com uma quebra acima, mantendo a vantagem até o nono e último game, onde voltaram a quebrar para fechar a partida.

“Hoje faltou um pouquinho para nós. Eles jogaram muito bem, coisa que já estávamos esperando. São dois jogadores experientes, que sabem atuar em qualquer superfície, jogam bem juntos. Já fizemos partidas difíceis contra eles. Acho que faltou um pouquinho nas devoluções. O jogo foi bom, em teoria muito bom, só que eles acabaram sendo um pouco melhores, aproveitando mais as chances. E isso faz parte de um Grand Slam. A gente fez o que pode, fizemos bela preparação, bons jogos, mas fomos derrotados por um time muito duro e experiente”, analisou Marcelo, reconhecendo os adversários.

Agora Melo e Kubot descansam até o início da gira de quadra dura, começando a preparação para o US Open no ATP 500 de Washington, no fim de julho. Em Nova Iorque, a dupla foi finalista no ano passado, caindo para os irmãos Bryan em sets diretos.

 

Melo e Kubot vencem dupla de Demoliner e vão às quartas

Marcelo Melo e Lukasz Kubot se garantiram nas quartas de final de Wimbledon, na Inglaterra. Em partida entre brasileiros, o mineiro e o polonês superaram a dupla do gaúcho Marcelo Demoliner e o indiano Divij Sharan em três sets a um, com parciais de 7/5, 6/7, 7/6 e 6/3. Na próxima rodada, Melo e Kubot enfrentarão os franceses e cabeças de chave 11 Nicolas Mahut e Edouard Roger-Vasselin, que superaram a dupla dos irmãos Bryan nas oitavas.

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Foto: Getty Images

Foi mais uma partida equilibrada de Melo e Kubot. No primeiro set, o mineiro e o polonês começaram dominando, abrindo 3/0. Mesmo com a diferença sendo devolvida pouco tempo depois, Melo e Kubot voltaram a quebrar mais uma vez, fechando a parcial em 7/5. Na segunda, a dupla cabeça de chave 1 chegou a abrir 5/3 e sacar para o set, mas Demoliner e Sharan conseguiram igualar a parcial, indo para um longo tie-break, onde saíram vitoriosos. O terceiro set seguiu igual e também foi decidido no tie-break, com Melo e Kubot levando a melhor. Embalados pelo bom desempenho, a dupla abriu  4/2 e segurou a diferença até o fim, fechando a partida e se classificando para as quartas de final.

“Hoje o jogo foi muito duro, mas ao mesmo tempo o melhor que fizemos. Começamos muito bem e aproveitamos as chances. Tivemos uma ou outra que não aproveitamos, mas faz parte da partida em melhor de cinco. Importante é seguirmos focados e da mesma maneira. Temos realmente um jogo difícil na próxima rodada, mais um, em que precisamos ir com a mesma mentalidade e com o mesmo foco. Montar uma boa estratégia e ir para cima porque as chances vão ser poucas. Eles são grandes amigos, jogam muito bem juntos”, analisou o mineiro.

Marcelo lamentou a partida ter sido contra um amigo, mas frisa que o respeito e a amizade são essenciais. “Temos de estar prontos. Acho que estamos fazendo tudo certo e vamos com tudo. Infelizmente acabamos jogando contra um brasileiro, o Demo. E tivemos muito respeito um pelo outro. Sabemos que dentro da quadra cada um tem de buscar o seu melhor. Mas que a gente continua sendo amigos fora de quadra, o que é muito importante”, completou.

Guia das Duplas – Wimbledon 2019

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Foto: Getty Images

Os campeões
Mike Bryan e Jack Sock são os atuais campeões de Wimbledon. Foi o primeiro Grand Slam que Mike disputou sem seu irmão Bob, que estava se recuperando de uma lesão no quadril, posteriormente operando a região. Agora, com Bob de volta, os Bryan vão em busca de seu primeiro título de Grand Slam em cinco anos. Os norte-americanos, cabeças de chave 7 da competição, estão na chave de Marcelo Melo e Lukasz Kubot, podendo enfrentá-los nas quartas de final. Em seu caminho, os gêmeos também têm os franceses Mahut/Roger-Vasselin numa possível oitava. Já Jack Sock continua sem disputar um torneio desde o Australian Open, com o norte-americano tendo sofrido uma ruptura de ligamento no dedo indicador da mão direita e passando por cirurgia para reparar.

Os brasileiros
[1]Marcelo Melo e Lukasz Kubot
O mineiro e o polonês são os principais favoritos do torneio, encabeçando a chave. Campeões na edição de 2017, a dupla terá um bom desafio logo na primeira rodada, enfrentando o complicado time de Ben McLachlan e Jan-Lennard Struff, dupla a qual já enfrentaram em outras três ocasiões, com Melo e Kubot saindo vitoriosos em duas vezes. Em seu caminho, também há os campeões de Roland Garros Krawietz/Mies nas oitavas, os irmãos Bryan ou Mahut/Roger-Vasselin nas quartas e um possível confronto com Bruno Soares e Mate Pavic na semi, sendo desafios em todas as rodadas.

“A gente vem jogando bem. Fizemos uma sequência muito boa na grama, foi uma boa preparação, e também estamos fazendo bons treinos, então a nossa expectativa é muito boa. Espero que dê tudo certo, temos uma primeira rodada duríssima, acho que a mais dura, pelo fato de eles serem uma dupla estabelecida sem o cabeceamento de chave, mas isso faz parte e a gente sempre tem que estar preparado desde a primeira rodada”, disse Melo, esperando um bom jogo de estreia.

A dupla pode somar muitos pontos no ranking, já que caiu na segunda rodada no ano passado. Por isso, há uma possibilidade de Kubot retornar à primeira posição com uma boa campanha em Wimbledon, visto que o atual campeão, o norte-americano Mike Bryan, tem muitos pontos a defender para se manter na liderança.

Projeção de Kubot/Melo
R1: McLachlan/Struff
R2: De Minaur/Reid ou Delbonis/Molteni
Oitavas: [13]Krawietz/Mies, Demoliner/Sharan
Quartas: [7]Bryan/Bryan, [11]Mahut/Roger-Vasselin
Semi: [4]Pavic/Soares, [6]Mektic/Skugor, [10]Murray/Skupski, [15]Inglot/Krajicek

[4]Bruno Soares e Mate Pavic
Será a estreia de Soares e Pavic em Grand Slams. O time, que disputou seu primeiro torneio em Queen’s, caindo nas quartas, teve mais tempo para treinar e ajustar o entrosamento. Em Londres, o brasileiro e o croata estrearão contra a potente dupla holandesa de Matwe Middelkoop e Sander Arends (aliás, prestem atenção na mecânica de saque de Arends quando acontecer a partida), com outras duplas que possuem a característica do jogo forte e extremamente agressivo também em seu caminho, como Inglot/Krajicek e Mektic/Skugor.

“A expectativa é sempre positiva. Sei que é um clichê, mas é a verdade. Acho que a gente tem um grande desafio, que é o entrosamento. Nós ainda estamos começando a parceria e só jogamos Queen’s. E, bem, não é fácil começar uma parceria na grama, porque o jogo é muito rápido, as coisas não acontecem muito e fica difícil coletar informações, mas o mais importante é que estamos super animados com a parceria. É o início de uma jornada, acho que toda mudança tem essa parte da empolgação, do novo. Nós treinamos muito bem nesta semana, jogamos com várias duplas boas. Acho que estamos jogando em um nível muito bom, mas obviamente treino é treino e jogo é jogo, então nós temos que colocar em prática. A grama é um piso que eu e o Mate jogamos muito bem, e a gente sabe que já temos experiência de ter chegado nos estágios finais desses torneios, então esperamos começar essa parceria já com um primeiro Slam, do mesmo jeito que eu e o Jamie (Murray) começamos”, declarou o mineiro, confiante na qualidade da dupla.

Projeção de Pavic/Soares
R1: Arends/Middelkoop
R2: Djere/Tipsarevic ou Gonzalez/Qureshi
Oitavas: [15]Inglot/Krajicek
Quartas: [6]Mektic/Skugor, [10]Murray/Skupski
Semi: [1]Kubot/Melo, [7]Bryan/Bryan, [11]Mahut/Roger-Vasselin, [13]Krawietz/Mies

Marcelo Demoliner e Divij Sharan
Com três vitórias e quatro derrotas na preparação para Wimbledon, Demoliner e Sharan jogaram muitas partidas antes da chegada em Londres. Apesar dos poucos triunfos, a dupla está entrosada e teoricamente tem a vantagem na estreia contra os alemães Krawietz/Mies, campeões de Roland Garros, pelo seu jogo mais rápido e adaptado à grama. Caso avancem, Demo e Sharan podem ter Kubot/Melo no seu caminho nas oitavas, tendo um grande desafio pela frente.

“Pegamos uma rodada meio casca grossa, né, mas não é nada impossível. Óbvio que não ganhamos muitos jogos na grama, mas… o jogo é jogado e o lambari é pescado. (risos) Acho que a gente consegue fazer um bom torneio se conseguirmos jogar numa intensidade alta. Claro que é difícil fazer isso em cinco sets, mas se tivermos um padrão e não oscilarmos muito, podemos conseguir um belo resultado. Krawietz e Mies são mais jogadores de quadra lenta, nós ganhamos deles em Munique, então sabemos como jogar contra e a grama facilita um pouco mais o nosso jogo. A pressão está toda em cima deles, estão vindo de um título de Grand Slam e também de derrota na estreia na grama, então eles estão bem mais pressionados”, disse Demoliner, que também revelou que será o último torneio da parceria com Sharan e que ainda não sabe qual será o seu próximo parceiro.

Projeção de Demoliner/Sharan
R1: [13]Krawietz/Mies
R2: Gille/Vliegen ou Duran/Londero
Oitavas: [1]Kubot/Melo
Quartas: [7]Bryan/Bryan, [11]Mahut/Roger-Vasselin
Semi: [4]Pavic/Soares, [6]Mektic/Skugor, [10]Murray/Skupski, [15]Inglot/Krajicek

O tal do critério de desempate
Em todos os torneios do circuito os cabeças de chave são definidos pela combinação dos rankings dos tenistas, saindo na frente quem tem o menor número. Em Wimbledon, por exemplo, Marcelo Melo e Lukasz Kubot são os cabeças 1 porque a soma do seu ranking é a mais baixa de todas, com Kubot sendo número 2 do mundo e Melo o quarto, dando 6 no total. Cabal e Farah, os cabeças dois da competição e números 5 do mundo, possuem um ranking combinado de 10, e assim por diante.

O critério de desempate adotado tanto pela ATP quanto pela ITF é o menor número de torneios jogados, e ele foi utilizado nesta chave de Wimbledon justamente na última vaga do cabeceamento. As duplas de Haase/Nielsen e McLachlan/Struff estão ambas com o ranking combinado de 74, mas Haase/Nielsen foram escolhidos para serem os cabeças 16 por terem disputado menos torneios juntos, deixando McLachlan/Struff soltos na chave. Não faz muito sentido premiar uma dupla com o cabeceamento de chave por ter jogado menos torneios juntos, praticamente punindo a dupla que está há mais tempo no circuito. Com tantas regras e incentivos surgindo nos últimos anos para que as duplas fiquem juntas por mais tempo, assim criando um vínculo com o público, o critério não me parece nada atrativo.

As mudanças
Algumas mudanças ocorreram nas duplas em Wimbledon. O fim do qualifying, fase classificatória que apenas o torneio inglês entre os Slams disponibilizava, foi uma delas. As quatro vagas de duplas que se classificavam através da competição foram transformadas em entradas diretas na chave.

O que também mudou foi a extinção do quinto set longo. Assim como nas outras chaves, haverá a disputa do tie-break quando a partida de duplas atingir 12/12. O recorde da partida de cinco sets mais longa em games disputados pertence aos brasileiros Marcelo Melo e André Sá, justamente em Wimbledon, em jogo contra Paul Hanley e Kevin Ullyett, com o placar terminando em 5/7, 7/6, 4/6, 7/6 e 28/26.

Olho neles
Os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah não haviam conquistado um título na grama até a semana passada, quando foram campeões de Eastbourne. A dupla, que está no melhor ano de sua carreira, vem quebrando barreiras pessoais e estabelecendo novos limites, sendo os cabeças de chave 2 de Wimbledon, algo inédito para a dupla em um Grand Slam.

Quem também vem forte são os atuais vice-campeões Raven Klaasen e Michael Venus. Sempre ameaçadores com a combinação da velocidade do sul-africano com a força do neozelandês, Klaasen e Venus fizeram uma excelente preparação na grama, conquistando o título em Halle ao derrotar quatro cabeças de chave do Grand Slam inglês no caminho para a vitória.

A grama do vizinho nem sempre é mais verde
A alegria no jardim de Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut parece ter sido um pouco abalada. Herbert, que havia dito que não disputaria torneios de duplas após o Masters 1000 de Monte Carlo para focar em sua carreira de simples, retornando ao lado de Mahut apenas nos torneios preparatórios do US Open, já está em seu terceiro torneio na grama. Após campanhas em Den Bosch e Halle ao lado de Arneodo e Goffin, Herbert aceitou o convite de Andy Murray para disputar a chave de duplas de Wimbledon, deixando Mahut visivelmente chateado. O francês de 37 anos declarou que já expressou sua frustração com Herbert, uma vez que Mahut precisou buscar uma nova parceria para este período por duas vezes, causando algumas mudanças de outras duplas no circuito.

Os quarentões
Wimbledon conta com cinco tenistas acima dos 40 anos na chave de duplas. Além dos irmãos Bob e Mike Bryan, de 41 anos, o torneio britânico também tem Leander Paes, Robert Lindstedt e Jonathan Erlich. Paes e seus 46 anos disputam Wimbledon pela 24ª vez em sua carreira, sendo seu 93º Grand Slam, o maior número de participações no nível entre homens e mulheres. Já Erlich, de 42, acabou de ser campeão no ATP 250 de Antalya após passar toda a temporada disputando torneios do nível challenger. Lindstedt, que já foi vice-campeão de Wimbledon em três ocasiões, disputa seu 58º Grand Slam.

Os melhores jogos de primeira rodada
[1]Kubot/Melo x McLachlan/Struff
[3]Klaasen/Venus x Bambridge/O’Mara
[4]Pavic/Soares x Arends/Middelkoop
[8]Kontinen/Peers x Granollers/Granollers
[10]Murray/Skupski x Dodig/Polasek
[13]Krawietz/Mies x Demoliner/Sharan
Daniell/Koolhof x Bopanna/Cuevas

Onde assistir
Os direitos de transmissão de Wimbledon no Brasil pertencem ao Sportv, com os jogos ficando num único canal, o Sportv3. Para quem quiser assistir algo além da grade do canal, infelizmente não há nenhum modo oficial, sendo o mais seguro o do site de apostas Bet365. Verifique a chave completa de duplas masculinas, sinta o cheiro da grama cortada e venha curtir o terceiro Grand Slam do ano!

Melo e Murray param na estreia em Eastbourne

A dupla de Marcelo Melo e Andy Murray parou na estreia do ATP 250 de Eastbourne, na Inglaterra. Enfrentando os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, cabeças de chave 1 da competição, o mineiro e o britânico foram superados em sets diretos, com parciais de 6/2 e 6/4. Murray, que foi campeão do ATP 500 de Queen’s na última semana ao lado de Feliciano Lopez, está em processo de retorno ao circuito após duas cirurgias no quadril.

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Foto: ATP World Tour

“Foi uma experiência fenomenal ter jogado ao lado do Andy, especialmente aqui na Inglaterra. Então, fiquei muito feliz. Acho que consegui aproveitar o momento, de ter tido essa chance”, disse o mineiro, contente com a oportunidade. “Infelizmente não deu para nós aqui. Enfrentamos a atual dupla número 1 do mundo, eles vêm jogando muito bem. Sabíamos que era um jogo duro. Pudemos bater bola meia hora só antes de jogar o torneio. Mas, acho que foi uma coisa positiva. Mais um jogo competitivo para chegar bem em Wimbledon”, completou Melo.

Eastbourne foi o terceiro torneio preparatório de Marcelo para Wimbledon, que foi vice-campeão de Halle e chegou nas quartas de final de ‘s-Hertogenbosch. Nesta quarta-feira, Melo irá para Londres, onde iniciará os treinos para o terceiro Grand Slam do ano ao lado de seu parceiro, o polonês Lukasz Kubot. Lá, a dupla já foi campeã em 2017, superando a dupla de Oliver Marach e Mate Pavic em cinco sets.

Melo e Kubot ficam com o vice em Halle

A sequência de Marcelo Melo e Lukasz Kubot em Halle foi quebrada. Após 11 vitórias consecutivas da dupla do mineiro e do polonês no torneio, Raven Klaasen e Michael Venus terminaram campeões em dois sets a um, com parciais de 4/6, 6/3 e 10-4. Este foi o primeiro titulo de Klaasen e Venus no ano e o segundo da parceria, que se iniciou no ano passado.

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Foto: Noventi Open/KET

A partida começou a favor de Melo e Kubot, que quebraram seus adversários logo no primeiro game. O mineiro e o polonês sacaram bem durante toda a parcial, cedendo apenas seis pontos e confirmando a vitória do set. No segundo, Marcelo e Kubot chegaram a ter dois break points, mas Klaasen e Venus salvaram e aproveitaram a chance que tiveram durante o oitavo game, levando o set e igualando a partida. No decisivo match tie-break, as duplas começando trocando quebras, mas os confiantes adversários tomaram o rumo da partida, ganhando seis dos últimos sete pontos da partida e saindo campeões de quadra.

“Acho que hoje, apesar da derrota, foi um bom jogo. No primeiro set aproveitamos a chance que tivemos logo no início e, depois, no segundo, eles aproveitaram um game que não jogamos tão bem. No match tie-break abriram uma vantagem, no meio da disputa, e não conseguimos voltar. É realmente uma dupla que vem jogando muito bem, mas acabou sendo decidido no detalhe”, analisou Marcelo. “De qualquer maneira foi uma grande semana, conseguimos fazer boas partidas e evoluir nosso jogo para chegar bem no mais importante, que é Wimbledon”, finalizou o mineiro, contente com o desempenho na semana.

Esta foi a 58ª decisão disputada por Melo em sua carreira e a 19ª ao lado de Kubot, com a dupla sendo campeã em 12 ocasiões. Agora, Marcelo segue para o ATP 250 de Eastbourne, na Inglaterra, onde disputará ao lado de Andy Murray.

Melo e Kubot buscam o tricampeonato em Halle

Marcelo Melo e Lukasz Kubot continuam invictos na Alemanha. Campeões nas edições de 2017 e 2018, a dupla chegou em mais uma final do ATP 500 de Halle ao derrotar o japonês Ben McLachlan e o alemão Jan-Lennard Struff num duplo 6/4, em pouco mais de uma hora de partida. Na grande decisão, que será disputada neste domingo, Melo e Kubot enfrentarão os cabeças de chave 2 Raven Klaasen e Michael Venus.

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Foto: Noventi Open/KET

A dupla jogou bem do início ao fim, dominando a partida. Firmes nos seus games de serviço, Melo e Kubot não permitiram a reação de seus adversários em nenhum momento, cedendo apenas 11 pontos enquanto sacavam e não dando nenhuma chance de quebra para McLachlan e Struff. Bem na devolução, o mineiro e o polonês tiveram seis break points disponíveis, convertendo um em cada set e levando a vitória.

“Fizemos hoje um jogo excepcional do começo ao fim. Foi muito parecido com a primeira rodada aqui. Conseguimos executar praticamente tudo o que quisemos. Aproveitamos todas as chances possíveis. Foi realmente 100%. Estamos muito felizes de passar para a final e é aproveitar toda essa energia positiva, todas essas vitórias que temos aqui, para colocar amanhã em quadra e, quem sabe, conquistar mais um título. Foi muito legal. A quadra estava lotada e isso motiva muito a nós jogadores”, afirmou Marcelo, feliz com mais uma final.

O brasileiro e o polonês possuem um ótimo aproveitamento na grama, com 25 vitórias conquistadas em 28 jogos disputados. Campeões em quatro torneios na superfície, a dupla briga pelo terceiro seguido em Halle. Além do tri na Alemanha, Melo também busca o seu 33º título da carreira e o 13º ao lado de Kubot.

Pavic/Soares caem nas quartas de Queen’s

Após estrearem a parceria com uma vitória na primeira rodada, Bruno Soares e Mate Pavic caíram no ATP 500 de Queen’s, na Inglaterra. O mineiro e o croata foram superados pelo norte-americano Rajeev Ram e o inglês Joe Salisbury num duplo 6/4, com 1h03 de partida.

Soares, que encerrou a sua parceria de mais de três anos com Jamie Murray após Roland Garros, conquistou um título antes de ir para a Inglaterra. Ao lado do australiano John Peers, o brasileiro foi campeão no ATP 250 de Stuttgart, conquistando o troféu do torneio alemão pela segunda vez em sua carreira.

Agora, a dupla terá uma semana de treinamentos antes de seguir para Wimbledon, o terceiro Grand Slam do ano. Soares e Pavic buscam a classificação para o ATP Finals, torneio que reúne os oito melhores times da temporada na O2 Arena, em Londres. Bruno se encontrava na 12ª colocação do ranking de times com Jamie Murray, enquanto Pavic e o austríaco Oliver Marach estavam na 9ª posição.

Soares e Pavic estreiam parceria com vitória

A nova parceria de Bruno Soares e Mate Pavic iniciou com vitória. Disputando o ATP 500 de Queen’s, na Inglaterra, o mineiro e o croata derrotaram Lucas Pouille e Stan Wawrinka de virada, com parciais de 5/7, 6/3 e 10-5, se garantindo nas quartas de final do torneio preparatório para Wimbledon, o terceiro Grand Slam do ano.

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Foto: Outside the Ball

A nova dupla do circuito surgiu de maneira inusitada, com duas das parcerias mais bem sucedidas da temporada se separando em uma época pouco comum. Pavic, que estava com o austríaco Oliver Marach, deixou a dupla para se juntar a Bruno, que jogava ao lado de Jamie Murray. “Nós somos amigos de circuito há muito tempo e ele ficou pensando por uns dias na proposta antes de me retornar. Ele achou, como eu, que poderíamos fazer uma boa dupla e que o nosso jogo combina”, comentou o mineiro

Para Soares, a primeira partida da dupla foi satisfatória. “Claro que a estreia de uma parceria nunca é fácil, mas deu para ver o nosso potencial nesse primeiro jogo. A gente até jogou melhor do que eles no primeiro set, mas acabaram finalizando melhor. Porém seguimos firmes e conseguimos a vitória. É importante começar a parceria com vitória para animar e motivar”, completou Bruno, que vem de título em Stuttgart ao lado de John Peers.

Na próxima rodada, a dupla enfrentará o norte-americano Rajeev Ram e o inglês Joe Salisbury. A partida de quartas de final acontecerá nesta sexta-feira, por volta das 9h30, horário de Brasília.