Ano novo, vida nova.

Finalmente decidi começar um blog sobre tênis. Depois de muito pensar, vi que não precisava pensar tanto assim. Bastava falar sobre o que mais gosto. Pois então, gosto de duplas. Sei que o público não é grande, mas eu gostaria muito de mostrar o lado mais divertido do circuito da ATP para vocês.

E nada mais justo do que começar falando um pouco sobre as mudanças e as permanências de 2012 para cá. Confiram:

  • Leander Paes e Radek Stepanek: continuam. – Uma das parcerias mais bem-sucedidas de 2012 continua. Os atuais campeões do Australian Open e vice do US Open possuem uma química de dar inveja a muita dupla, mas preocupa na defesa do título na Austrália, já que Stepanek desistiu de disputar Sydney, alegando lesão nas costas.
  • Robert Lindstedt e Horia Tecau: não continuam. – A dupla três vezes vice-campeã de Wimbledon sentiu o desgaste, decidiu desatar o nó e seguir caminhos diferentes. Lindstedt disputará 2013 ao lado do sérvio Nenad Zimonjic, um dos grandes nomes do circuito. A dupla não começou bem o ano, perdendo na primeira rodada dos dois torneios preparatórios para o Australian Open, Doha e Sydney. Já Tecau escolheu o tetracampeão de Roland Garros, Max Mirnyi. Estão disputando Sydney e obtiveram a primeira vitória contra Kas/Seppi. São a minha grande aposta para 2013.
  • Michael Llodra e Nenad Zimonjic: não continuam. – A parceria foi desfeita no segundo semestre de 2012, quando Llodra decidiu focar no circuito de simples. Llodra continua sem parceiro fixo e sem foco específico em simples ou duplas. Jogou Sydney com o compatriota Julien Benneteau, mas foram eliminados na segunda rodada pelos irmãos Bryan.
  • Max Mirnyi e Daniel Nestor: não continuam. – Por dois anos foi uma das duplas mais temidas do circuito. Ambos decidiram que era hora de respirar novos ares. Daniel Nestor escolheu o indiano Mahesh Bhupathi, que jogou no ano 2010 com Mirnyi, como seu parceiro para 2013. O indiano, detentor de quatro Grand Slams, parece ser a escolha certa para Nestor. Ambos são experientes e possuem estilos de jogo que complementam.
  • Marcel Granollers e Marc Lopez: continuam.  Para mim, a maior surpresa do ano passado. Apesar de terem jogado juntos antes, finalmente encaixaram e são o time mais temido no saibro, mas mostram um altíssimo nível em outros pisos. O maior exemplo é a semifinal alcançada no US Open, perdendo para Paes/Stepanek. Granollers também mostrou que tem vigor físico, disputando simples e duplas normalmente e sendo o tenista que disputa ambos os circuitos com o melhor ranking (33º e 10º, respectivamente).
  • Bruno Soares e Alexander Peya: continuam. – O mineiro Bruno Soares foi o grande destaque brasileiro do ano passado, que, entre os vários títulos conquistados, consagrou-se campeão de duplas mistas no US Open. Começou 2012 ao lado do americano Eric Butorac, conquistando o Brasil Open, mas após alguns torneios jogados e partidas perdidas, perceberam que não daria certo. Bruno, então com austríaco Peya, ganhou três títulos e formou uma das parcerias mais perigosas do segundo semestre.
    Nota: Bruno Soares não está disputando Auckland com Peya porque o austríaco está se recuperando de lesão.
  • Colin Fleming e Ross Hutchins: não continuam. – A dupla britânica melhor ranqueada não continuará até que Hutchins se recupere do Linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que ataca o sistema linfático. Fleming está disputando Auckland com o brasileiro Bruno Soares e não tem previsão de parceiro fixo até que Hutchins volte.
  • Sobre os brasileiros Marcelo Melo e André Sá:
    Ambos não possuem parceiros totalmente fixos. Marcelo Melo continuará no mesmo esquema de 2012: jogará com os croatas Ivan Dodig e Marin Cilic na maioria dos torneios. Em 2013 começou vitorioso, com a conquista de Brisbane ao lado de Tommy Robredo. Já André Sá costuma disputar os torneios com Jamie Murray, irmão de Andy Murray, e começou o ano ao lado do campeão de Wimbledon Jonathan Marray, sendo derrotados por Malisse/Moser na primeira rodada de Auckland.
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10 comentários sobre “Ano novo, vida nova.

  1. Eu poderia comentar qualquer coisa relevante(ou não), mas não consigo parar de rir disso: “Apesar de terem jogado juntos antes, finalmente encaixaram ” HAHAHAHAHAHAHA.

    • Oi, Renan. Eles não se expressaram sobre a parceria ser fixa, mas, ao que parece, jogarão a maioria dos torneios junto sim. Já confirmados no Australian Open!

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