Game, set and match Brasil, 2 sets a 0.

Duas primeiras semanas de torneio da temporada 2013, dois títulos em duplas de brasileiros. Incrível começo de temporada dos nossos duplistas em preparação para o Australian Open. Marcelo Melo faturou o torneio de Brisbane ao lado de Tommy Robredo, enquanto Bruno Soares levou o caneco de Auckland com Colin Fleming. Pelo fim de temporada que ambos tiveram em 2012, pudemos perceber que coisa boa viria em 2013. E veio cedo, felizmente.

Me perguntaram esses dias sobre a carreira dos duplistas… Virar duplista, na maioria das vezes, é a única opção, se quiser progredir. É difícil escutar um tenista dizer que sempre quis jogar o circuito de duplas. Geralmente a resposta é “não me dei bem em simples” ou “simples me causou muitas lesões”.
Aí você pode estar pensando “então é o meio mais fácil de seguir no tênis?”. Não, de longe isso. O circuito não tem todo o prestígio que simples tem. As premiações são (bem) menores. Um menos entendido de tênis conhece Roger Federer. Mas procure perguntar sobre os irmãos Bryan e receberá uma cara de dúvida.

É um pouco menos desgastante fisicamente do que simples. A média de idade é alta, como podemos ver com Daniel Nestor, 40 anos, firme e forte no top 5 do ranking. Mas muito mais tático, rápido, mental. Você não depende somente de você. Depende também da tática, da rapidez e do mental de seu parceiro. Confiança tem que existir. É um grande jogo de batalha naval, sempre procurando pelo espaço que irá ‘explodir’ o jogo do adversário. Também é técnico. Aliás, muito mais técnico. Muitos simplistas se arriscam em duplas para ganhar um jogo de rede melhor, melhorar o trabalho dos pés e, assim, a mobilidade em quadra.

Dificilmente verá um ‘duplista mal-humorado’. Isso porque viver em conjunto é requisito para uma parceria harmoniosa dentro e fora de quadra. São todos muito amigáveis, brincalhões e super receptivos. Vai ao Brasil Open? Procure conversar com Marcelo Melo, Bruno Soares e André Sá e verá o que estou falando. Diversão garantida.

Essa puxação de sardinha não é à toa. É verdadeira. É apaixonante. Espero que cada um de vocês que estejam lendo esse texto procurem ver um jogo de duplas. Meus amigos brincam que a frase que é a minha cara é “só quem gosta de duplas sabe como é”. E bem, essa é a verdade. Assista. Sei que a atenção que a tv dá é pouca, mas está começando a crescer. E todos podem dar um empurrãozinho, afinal, nossos queridíssimos duplistas merecem todo o prestígio do mundo.

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2 comentários sobre “Game, set and match Brasil, 2 sets a 0.

  1. Uma pena que ainda as duplas não tem tanta visibilidade quanto os jogos de simples, mas tem a sua importância também. São jogos muito legais de se acompanhar e bom que temos ótimos duplistas nos representando nos grandes torneios e trazendo grandes resultados.

  2. Duplas é muito divertido de assistir. Tudo muito rápido, muitas improvisações, transição de fundo pra rede em segundos. Muito mais divertido que muitoss jogos de simples. Mas pra ter mais visibilidade teria que trazer mais emoção, trazida obviamente pela imprensa. Fica tudo muito concentrado nas simples. Um top-4 perder na 3 rodada de um slam virá manchete em todos os lugares, é um acontecimento. Se os Bryans perdem na mesma 3 rodada, é dada uma notinha da derrota e segue o baile.

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