Out.

Definitivamente não existe valorização do torneio de duplas. Temos três excelentes duplistas que defendem com orgulho o país e nos representam mais do que bem pelo mundo e que recebem em troca no único ATP do país o ‘direito’ de jogar nas quadras secundárias enquanto ‘competem’ na programação com a maior estrela do torneio.

Bruno reafirmou seu lugar entre os melhores nos últimos sete meses. Lindas vitórias e títulos não faltaram ao mineiro. E nesse curto ano, Bruno já conquistou um título de ATP e figura entre um dos mais temidos no circuito.
Marcelo Melo não é diferente. Também é embolsou um ATP este ano e, mesmo sem estar ao lado da mesma pessoa pelos torneios, mostra que é bom em qualquer situação.
André Sá representa as duplas como ninguém. Boas campanhas, simpatia de sobra e vários títulos na estante resumem.

Duas semanas atrás o país inteiro estava vibrando pela vitória de Melo e Soares contra os irmãos Bryan na Copa Davis. Foi noticiado em todos os lugares, até mesmo quem não gosta de tênis parou para acompanhar, era claramente um momento de euforia e… parece que tudo isso foi esquecido no Brasil Open. Foram jogados para as quadras secundárias, que são bem menores que a central e, assim, possuem uma menor capacidade. Além disso, ficam mal localizadas, afastadas da central, onde a maioria se quer sabe chegar. Nem mesmo os seguranças conseguiam informar com precisão no início. E não os culpo.

E bem, focando nas duplas em geral, temos excelentes parcerias presentes no torneio. Antigos campeões voltaram, como os tchecos Frantisek Cermak e Lukas Dlouhy. Os italianos Fabio Fognini e Simone Bolelli acabaram de sair de uma semifinal no Australian Open e uma belíssima vitória na Copa Davis contra a Croácia… e somente as quadras 1 e 2 que apresentam alguns problemas e geraram desconforto nos atletas que jogaram no piso foram oferecidas.

A preferência por simples é clara. Tanto da organização quanto do público. Mas quando uma partida de semifinal em que o único brasileiro vivo no torneio vai para as ‘outras’ quadras, enquanto Montañes x Bolelli, na qual não é um duelo entre cabeças de chave nem nomes ‘comercialmente chamativos’ está na central, é para se pensar. Nem a quase completamente brasileira disputa entre Bellucci/Feijão x Melo/Bracciali ganhou atenção. Ninguém quer e não dá para competir com Rafael Nadal na programação.  O público quer sim ver brasileiro em quadra (e às vezes acaba se exaltando mais do que devia e acaba vaiando…). Quer torcer pelo seu país e apoiar o maior tenista brasileiro atualmente. Mas só uma parcela deste público poderá acompanhar no longínquo Mauro Pinheiro.
Claro que não importa aonde nem quando, estaremos apoiando nossos tenistas, mas um destaque seria mais do que merecido pelo esforço, pelo o que eles vem fazendo pelo nome do Brasil afora. Eles merecem sim atenção, palmas e principalmente apoio.

Fico sim triste por isso. Não é justo. Não mesmo. É como se duplas fosse outro esporte, alheio ao torneio. Como se o que eles conquistaram até agora não fosse nada, e sim uma brincadeira. A única partida de duplas que ganhou destaque foi a estreia de Rafael Nadal na terça-feira, o que é totalmente justificável. Mas venho comentando com alguns amigos desde o começo do torneio: “e Bruno, Marcelo e André… quando pegam central?” Pelo jeito, só na final mesmo.

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2 comentários sobre “Out.

  1. Continuo gostando deste blog. Queria que, um dia, algum maluco-estilo-Larry-Ellison montasse um torneio pagando US$ 2 milhões para a dupla campeã e com premiação padrão de ATP 250 para as simples. Invertendo tudo. Duplas na central e simples numa quadra 17 da vida. Seria bem mais divertido.

  2. Fiquei chateada, pois fui ver os jogos de duplas e não consegui. Não dá para assistir nada no Mauro Pinheiro. Falta de respeito colocar jogadores e público naquela quadra horrorosa. Os duplistas merecem muito mais. E digo: Vi um bocado de gente interessada em ver o jogo do Bruninho, mas como fariam isso se nas secundárias só dá para enxergar um dos lados da quadra? O torneio esse ano foi muito, mas muito pior do que no ano passado. Quero só ver se farão a mesma palhaçada ano que vem, aliás, com o torneio no Rio pode ser que ninguém perca o tempo vindo para aquele local totalmente inadequado.

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