#NestorForever

Sonhei com Daniel Nestor na noite passada e decidi escrever algo sobre ele. Juntar algumas frases e contar um pouco do que é essa lenda viva. Simples assim.

Daniel Mark Nestor

  • Nascido em Belgrado, na antiga Iugoslávia, mudou-se aos 4 anos para o Canadá.
  • 40 anos e contando. 
  • 8 Grand Slams – Australian Open (2002), Roland Garros (2007, 2010, 2011, 2012), Wimbledon (2008, 2009) e US Open (2004).
  • 2 Grand Slams nas mistas – Australian Open (2007, 2011).
  • 4 vezes campeão do ATP Finals.
  • 25 Masters 1000. Sim, VINTE E CINCO. E conquistou todos os 9 torneios. Gênio.
  • 80 títulos na carreira.

Tudo isso é só um pouco do que Daniel Nestor é para o tênis. Ele nunca quis ser um especialista em duplas. E o motivo é que não há um respeito adequado ao jogo, o que resultou em uma das minhas frases favoritas, dita pelo canadense: “As pessoas te chamam de tenista se você joga simples. Se você joga duplas, eles te chamam de duplista.” Sacada genial.

Gosto muito da visão realista que Nestor tem sobre o circuito de duplas. Quando perguntado sobre o marketing, é direto: “A televisão quer mostrar os jogos de simples e não há tempo para mostrar os de duplas. E quando há esse tempo, as pessoas, obviamente, não reconhecem os atletas. O trabalho de marketing poderia ser melhor. Sabe, como colocar os times na revista do torneio, tentar colocar o máximo de partidas que conseguirem na quadra central… Acho que até quando jogamos na central, e a partida é televisionada, as pessoas não sabem muito bem o que estão assistindo. Então as pequenas coisas, como fazer parte da revista do torneio, ou uma propaganda no site… coisas que você vê que fazem em simples, mas não com as duplas.”

Quando começou a jogar, em 1991, seu estilo jogo, baseado no saque e voleio, era muito diferente do que estava acontecendo na época. Enquanto a maioria jogava no fundo, ele subia excessivamente à rede. “Eu queria ter focado mais no estilo fundista no começo da minha carreira para ajudar no meu jogo de simples. Sou rápido com as mãos mas lento com os pés.” declarou certa vez. Apesar de ser totalmente diferente, seu poderoso saque, combinado ao excelente jogo de rede o fez chegar ao posto de 58º no ranking de simples. Derrotou, inclusive, Gustavo Kuerten em 2003, num confronto crucial pela Copa Davis.
Mas uma lesão no ombro fez com que Daniel repensasse na carreira e mudasse para o jogo de duplas, o que agora, para ele, foi um benção. E não se arrepende da mudança. “Me arrependo de algumas coisas que talvez eu não tenha feito quando era mais novo, para ser um melhor simplista. Mas quando eu parei, não, eu não me arrependo de ter tornado duplista. Foi a coisa certa a fazer.” Isso porque ele sentiu que amadureceu como atleta, que é mais completo agora e que o rumo que sua carreira tomou foi excelente.

Tendo 40 anos nas costas e 22 anos de carreira, é natural que pensem em quando o canadense aposentará. Mas ele não pensa no assunto. Quer apenas continuar a ganhar Slams e diz que o segredo da longevidade é perseverança. Alguns companheiros de circuito, como Robert Lindstedt, brincam que o sonho de todos é arrombar o armário de Nestor para descobrir o segredo de sua vitalidade. Outros, como Mahesh Bhupathi, declaram que Daniel Nestor é o melhor duplista do mundo e ponto.

Por fim, Danny é do tipo neurótico no dia antes das partidas, que se distrai fácil com pequenas coisas que não estão do jeito que deveriam estar. Se a luz do corredor sai pela fresta da porta, ele não consegue dormir. Tem que se levantar e bloquear toda a luz para que, aí sim, consiga descansar. Diz que isso se deve ao fato de colocar muita pressão em suas costas, por querer jogar bem as partidas para a família e amigos. O que não é de todo mal, pois “Sendo um cara neurótico, me desafio constantemente a conquistar coisas positivas.” E que conquistas. Um viva para Daniel Nestor. 

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Um comentário sobre “#NestorForever

  1. É bom esse tal de Nestor. Sabia obviamente da sua extensa coleção de títulos nas duplas, mas não que havia sido 58 do mundo em simples, embora com 27 anos, ao que pesquisei aqui.

    Não é a primeira vez que vc levanta esse fato, e muitos jogadores também, sobre as poucas transmissões em duplas. Ontem o Bruninho na semi de um Masters 1000 e o jogo não teve transmissão pela TV…e obviamente era no estádio principal. Aqui no Brasil se o Bruno não chega na final poucos teriam o visto jogar, enfim. Poderiam (deveriam) passar no MINIMO as finais dos Masters e Slams. Nem no ATP Finals, que estão todas as melhores duplas reunidas há transmissão pela TV, ao menos aqui no Brasil, não sei em outros paises.

    Enquanto isso, passam Kerber X Wozniacki em pleno mês de março.

    Mas muito bom post, com curiosidades sobre o Nestor, e sobre seus sonhos com ele, hueuue.

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