US Open 2013

Saiu a chave de duplas do US Open 2013 e não consegui comentar tudo o que queria no twitter, então decidi vir para o blog. Vamos lá, quarto por quarto da chave, detalhadamente. O post é gigante, quem quiser ver a chave completa, clique aqui. Que time vocês acham que vencerá o US Open? Coloquem seus palpites na caixinha. 🙂

1

Os cabeças de chave:

  • [1] Bob Bryan e Mike Bryan
    Os irmãos buscam completar o Grand Slam, ou seja, conquistar todos os slams no mesmo ano. Sofreram apenas 7 derrotas no ano e vinham de uma incrível sequência de 25 vitórias, até perderem para Lindstedt/Nestor em Montreal. A maior ameaça que enfrentarão no caminho para a semi são os cabeças abaixo…
  • [6] Rohan Bopanna e Edouard Roger-Vasselin
    Apesar de formarem um time novo, com apenas dois torneios juntos, mostraram-se fortes, fazendo semi em Cincinnati e Wimbledon. Roger-Vasselin, aliás, vem fazendo um ano formidável nas duplas. Olho neles.
  • [12] Colin Fleming e Jonathan Marray
    A parceria começou realmente a dar certo depois de Eastbourne. Mesmo assim, o melhor resultado de Fleming no ano foi com Andy Murray, fazendo a final de Montreal contra Peya/Soares.
  • [15] Frantisek Cermak e Filip Polasek
    Talvez o time mais confuso do momento. São dois ótimos duplistas, mas que simplesmente não encaixam mais. Sempre que jogam juntos, é 8 ou 80. Inclusive estão trocando constantemente de parceiros. Só resta saber o desempenho no slam.

Correndo por fora:

  • Eric Butorac e Frederik Nielsen
    Achei essa uma das parcerias mais interessantes da chave. Estrearam em Winston Salem e jogaram bem, parando na semi. É um time bem balanceado tecnicamente e que poderia ir muito longe se tivessem uma boa chave.
  • Daniel Nestor e Vasek Pospisil
    Os canadenses jogam o torneio em preparação para a Copa Davis. Nas duas partidas que fizeram juntos mostraram um ótimo equilíbrio entre experiência e vitalidade.
  • Mahesh Bhupathi e Philipp Petzschner
    O indiano diz desde o ano passado que este é seu último ano na tour e que quer aproveitar o máximo. Espero que volte atrás com essa decisão. Enquanto não dá seu veredito, Mahesh, que jogará de Bangkok até o fim do ano com Robert Lindstedt, disputará o seu último grand slam com o alemão Philipp Petzschner. Boa escolha, tecnicamente falando. Fisicamente, o alemão está deixando a desejar, por problemas que leva desde o começo do ano no joelho e ombro. Se bem fisicamente, devem surpreender.
  • Ryan Harrison e Robert Lindstedt
    Após o fim conturbado de sua parceria com Daniel Nestor, Lindstedt não queria disputar o US Open apenas por jogar. Ele queria alguém em que sentisse confiança, tivesse um bom jogo e principalmente sem parceiro, já que tinha poucos dias para escolher uma pessoa. Ryan jogaria com seu irmão, mas este machucou-se. Uma coisa levou a outra. Pode ser muito bom ou terrivelmente ruim.

2

Os cabeças de chave:

  • [4] Leander Paes e Radek Stepanek
    Os dois estão num ano difícil. Precisaram dar um tempo no meio do ano para renovar a parceria, o que deu muito certo para Wimbledon, atingindo a semi. No hard a história é outra, onde possuem mais derrotas do que vitórias. Leander Paes, aliás, acaba de conquistar o título de Winston Salem com Daniel Nestor. Talvez dê um gás a mais para os dois.
  • [5] Aisam-Ul-Haq Qureshi e Jean-Julien Rojer
    Outro time que está num ano difícil. Após um bom começo, o rendimento parece ter caído significantemente. Além dos maus resultados, terão uma estreia difícil contra os poloneses sacadores Janowicz/Kubot.
  • [11] Santiago Gonzalez e Scott Lipsky
    A maior surpresa do momento, com boas campanhas nos últimos torneios. A dupla atingiu duas semis de Masters 1000 jogados em quadra dura, sendo a última em Cincinnati, em que tiraram Peya/Soares nas quartas em um apertado match tie-break.
  • [14] Michael Llodra e Nicolas Mahut
    Gosto muito do jeito que os dois funcionam. Quem não lembra da final de cortar o coração que eles fizeram contra os Bryan em Roland Garros este ano? Apesar de tudo isso, jogam bem melhor no saibro, enquanto na grama e no hard não mostraram resultados.

Correndo por fora:

  • Jarkko Nieminen e Dmitry Tursunov
    O inusitado time ganhou o torneio de Munique sem perder set, inclusive derrotando Peya/Soares no caminho. Essa vai ser a terceira vez que jogarão juntos, a primeira no hard.
  • Paul Hanley e John-Patrick Smith
    Donos daquela partida interminável de 5 sets contra Peya/Soares em Wimbledon. Outra que combina muito bem experiência e vitalidade.
  • Jonathan Erlich e Andy Ram
    Os israelenses estão de volta! Após várias lesões de Andy Ram, eles se prepararam para o último slam jogando Atlanta e ganhando dois challengers. Do pouco que vi, parecem estar em boa forma e animados.

3

Os cabeças de chave:

  • [3] Marcel Granollers e Marc Lopez
    Após muitos altos e baixos, parecem ter finalmente reencontrado seu melhor tênis em Cincinnati.
  • [8] Mariusz Fyrstenberg e Marcin Matkowski
    Um dos times mais sólidos da temporada, sempre alcançando bons resultados em grandes torneios. Talvez tenham um pouco de dificuldade na primeira rodada, mas seus maiores adversários dessa chave são Dodig/Melo.
  • [10] Ivan Dodig e Marcelo Melo
    Pegaram uma ‘boa’ estreia. Digo ‘boa’ porque enfrentarão Monroe/Stadler, que são bons duplistas, mas bem melhores e eficazes no saibro.
  • [16] Treat Huey e Dominic Inglot
    Acabam de sair da final de Winston Salem com bastante confiança. E justamente, já que jogaram bem durante a semana. De maio pra cá, estão demonstrando melhores resultados. 

Correndo por fora:

  • Julian Knowle e Jurgen Melzer
    Decidiram jogar Winston Salem como preparação para US Open, mas não deram sorte no sorteio, pegando Nestor/Paes logo na primeira rodada. Ainda sim, os austríacos são ótimos duplistas.
  • Juan Sebastian Cabal e Robert Farah
    O poder colombiano não entra em quadra faz um mês e são claramente melhores no saibro, mas não são descartáveis.

4

Os cabeças de chave:

  • [2] Alexander Peya e Bruno Soares
    Acho que não preciso falar dos dois em termos de resultados. Pegaram a estreia mais perigosa dos brasileiros e terão pela frente times imprevisíveis. O que pode significar nada se a confiança estiver lá em cima, o que deve estar.
  • [7] Julien Benneteau e Nenad Zimonjic
    Foram os campeões de Washington e a motivação só cresce, em busca de um título ainda maior, pelas declarações que Benneteau dá em seu twitter.
  • [9] David Marrero e Fernando Verdasco
    Se olharmos o que fizeram durante o ano, daria para dizer coisas boas. Mas em Winston Salem não passaram nenhuma confiança, além de Verdasco estar voltando de lesão.
  • [13] Max Mirnyi e Horia Tecau
    Sabe aquele ritmo de ‘não vamos durar até o próximo ano’? Eles parecem estar nesse ritmo. Estão dando a entender que este foi o primeiro e último ano juntos, o que é bastante justificável pelos poucos resultados apresentados. Mas ainda estão na briga do Finals, o que os motiva a terminarem bem o ano.

Correndo por fora:

  • Feliciano Lopez e André Sá
    Após jogarem Roland Garros juntos, André Sá, ainda sem parceiro fixo, volta com Feliciano Lopez. Enfrentam Dolgopolov/Malisse, os campeões de Indian Wells 2011, na estreia. Impossível prever algo dessa partida, já que faz mais de um ano que Dolgopolov/Malisse não jogam juntos. Por parte de Lopez/Sá, fizeram bons jogos em Roland Garros, principalmente contra Fleming/Marray.
  • Jamie Murray e John Peers/Christoper Kas e Oliver Marach
    Posso muito bem repetir o texto de Cabal/Farah aqui: não jogam há um mês e são muito melhores do saibro. Mas quem sou eu para descartá-los?
  • James Blake e Jack Sock
    Eles se tornaram aquele time que nenhum cabeça de chave deseja pegar. Mostraram resultados muito bons quando juntos, principalmente em quadra dura e em casa, como em Delray e Washington.

Confrontos interessantes da R1:
Butorac/Nielsen x Brunstrom/Klaasen
Nestor/Pospisil x Bhupathi/Petzschner
Paes/Stepanek x Nieminen/Tursunov
Gonzalez/Lipsky x Erlich/Ram
Qureshi/Rojer x Janowicz/Kubot
Fyrstenberg/Matkowski x Stakhovsky/Youzhny
Huey/Inglot x Knowle/Melzer
Cabal/Farah x Guccione/Tomic
Marrero/Verdasco x Murray/Peers
Peya/Soares x Blake/Sock.

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2 comentários sobre “US Open 2013

  1. Ótimos post. Pena que as transmissões são raras, já que só tem estrutura para TV no Ashe, Armstrong, Grandstand e nas quadras 11, 13 e 17. Vai afetar o Thomaz e o Rogerinho, inclusive, para os jogos de amanhã.

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