John McEnroe: ‘É um mistério para mim que duplas ainda existam’

Antes de entrar em quadra pelo Statoil Masters, torneio de veteranos disputado no Royal Albert Hall, em Londres, John McEnroe encontrou um tempo para fazer declarações a jornais britânicos e, entre elas, sobre o atual situação das duplas.

Michael Stich e John McEnroe foram campeões das duplas de Wimbledon em 1992.

Michael Stich e John McEnroe foram campeões das duplas de Wimbledon em 1992.

“É um mistério para mim que duplas ainda existam. A maioria de vocês sabem que eu amo duplas, mas eu mal consigo reconhecer o que eles estão jogando,” declarou o detentor de 71 títulos na categoria.

“Se você acabar com as duplas e dar esse dinheiro para os jogadores de simples entre 200 e 1000 no ranking, talvez faça alguma mudança para o sucesso do esporte. Não sei o que duplas está colaborando para o esporte no momento,” continuou o americano.

“A maioria dos duplistas, odeio dizer isso, são os caras lentos que não foram rápidos o suficiente para jogar simples. Os irmãos Bryan teriam tornado-se bons jogadores de simples? Não. Por que você acha que eles jogam duplas? Eu gosto deles e eles estão tentando manter as duplas vivas, mas algumas vezes eu escuto as pessoas dizerem que eles são os melhores duplistas de todos os tempos e eu penso ‘Você está falando sério?’ Se Federer e Nadal jogarem juntos, eu os escolho na hora.”

McEnroe também declarou que deverá conversar sobre o futuro das duplas com a ATP durante esta semana.

Anúncios

11 comentários sobre “John McEnroe: ‘É um mistério para mim que duplas ainda existam’

  1. Aliny, eu sou apaixonado pelo jogo de duplas e estou, inclusive, cada vez jogando mais!
    Acho um baita absurdo isso que ele falou. Mas, te pergunto: há algum fundamento? Ou O McEnroe está simplesmente “usando” a experiência (antiga, diga-se de passagem) para justificar?

    Lucas Wilches (www.gamesetandmatch.com.br)

    • Pra mim, ele só está usando a experiência para justificar. McEnroe tocou neste assunto quando alguém comentou que Federer deveria jogar duplas.

      Acho que o incomoda o fato de que a maioria dos duplistas, hoje, sejam só duplistas e ponto, ao contrário da época dele, em que os simplistas conseguiam jogar as duas tours. Os tempos mudaram e isso incomoda muitos veteranos.

      • Não que eu concorde mas ele também citou o aspecto técnico. Nisso eu sempre pensei que se os jogadores de simples jogassem duplas talvez o ranking de duplas fosse muito modificado. Só para deixar claro, acho, apenas acho, que se os jogadores de simples jogassem duplas o nível seria melhor.

  2. “Os tempos mudaram e isso incomoda muitos veteranos”.
    Perfeita colocação!!! E isso é no geral. O que evoluiu, o que mudou, o “novo tênis”, tudo parece que é “menos importante” que na época deles. Prepotência total, na minha visão!

  3. Frágil esse argumento do McEnroe de que os duplistas são “caras lentos que não conseguiram jogar simples”, tanto que quando os simplistas jogam duplas, acontecem partidas extremamente equilibradas, provando que essa ideia de “escolheria Federer ou Nadal na hora” não é tão realista.
    Tentando mostrar isso, fiz uma pesquisa dos confrontos dos simplistas que terminaram o ano no top 15 contra duplistas que terminaram o ano no top 50 do ranking individual. Resultado: em 88 confrontos, os duplistas venceram 45. Abaixo, a lista completa:
    Rafael Nadal: um jogo (vitória contra Cermak/Dlouhy, em Viña del Mar)
    Novak Djokovic: um jogo (vitória contra Bhupathi/Lindstedt, em Pequim).
    David Ferrer: nenhum jogo
    Andy Murray: oito jogos (6-2) Vitórias: Lindstedt/Zimonjic, em Indian Wells; Benneteau/Zimonjic, Paes/ Stepanek, Qureshi/Rojer e Lindstedt/Nestor, em Montreal; Dodig/Pavic, na Copa Davis. Derrotas: Huey/Janowicz, em Indian Wells e Peya/Soares, em Montréal.
    Juan Martin Del Potro: dois jogos (1-1) Vitória: contra Lindstedt/Nestor, em Queen’s. Derrota: Benneteau/Zimonjic, em Queen’s.
    Roger Federer: um jogo (derrota para Dodig/Melo, em Shanghai).
    Tomas Berdych: quatro jogos (3-1) Vitórias: Qureshi/Rojer, em Roma, Berlocq/Zeballos e Bozoljac/Zimonjic, na Copa Davis. Derrota: Peya/Soares, em Montréal.
    Stanislas Wawrinka: oito jogos (4-4) Vitórias: Bopanna/Ram, Klaasen/Monroe e Begemann/Emmrich, em Chennai e Bhupathi/Lindstedt em Pequim. Derrotas: Cabal/Farah, em Acapulco; Knowle/Polasek, em Casablanca; Dodig/Stepanek, em Monte Carlo; Fyrstenberg/Matkowski em Montréal.
    Richard Gasquet: quatro jogos (2-2) Vitórias: Qureshi/Rojer, em Roterdã e Fyrstenberg/Matkowski, em Indian Wells. Derrotas: Kubot/Tipsarevic, em Indian Wells e Bhupathi/Nestor, em Miami.
    Jo-Wilfried Tsonga: três jogos (2-1) Vitórias: Berlocq/Sijsling e Begemann/Emmrich, em Metz. Derrota: contra Brunstrom/Klaasen, em Metz.
    Milos Raonic: nove jogos (6-3) Vitórias: Klizan/Lipsky, em Brisbane; Bhupathi/Nestor, em Indian Wells; Cilic/Melo, Fyrstenberg/Matkowski e Lindstedt/Nestor, em Monte Carlo; Qureshi/Rojer, em Halle. Derrotas: Butorac/Hanley, em Brisbane; Bryan/Bryan, em Monte Carlo; Haas/Stepanek, em Madrid.
    Tommy Haas: doze jogos (5-7) Vitórias: Marrero/Verdasco, em San Jose; Mirnyi/Youzhny, em Miami; Melzer/Paes, em Madrid; Dolgopolov/Fognini, em Montréal; Marrero/Verdasco, em Valencia. Derrotas: Falla/Farah, em San Jose; Bryan/Bryan, em Memphis; Fleming/Hanley, em Indian Wells; Brunstrom/Levine, em Houston; Begemann/Emmrich, em Munich; Bryan/Bryan, em Madrid; Bryan/Bryan, em Valencia.
    Nicolás Almagro: nove jogos (3-6) Vitórias: Cabal/González e Bhupathi/Nestor, em Miami; Bryan/Bryan, em Tóquio. Derrotas: Granollers/López, em Indian Wells; Qureshi/Rojer, em Miami; Murray/Peers, em Houston; Lindstedt/Nestor, em Barcelona; Fyrstenberg/Matkowski, em Madrid; Murray/Peers, em Tóquio.
    John Isner: dez jogos (2-8) Vitórias: Benneteau/Zimonjic, em Madrid; Marray/Sijsling, em Paris. Derrotas: Falla/Farah, em San Jose; Bryan/Bryan, em Indian Wells; Huey/Inglot, em Miami; Bryan/Bryan, em Madrid; Inglot/Marray, em Roma; Nestor/Paes, em Pequim; Peya/Soares, em Valencia; Bopanna/Vasselin, em Paris.
    Mikhail Youzhny: dezessete jogos (7-10) Vitórias: Peers/Smith, no Australian Open; Lindstedt/Tecau, em Zagreb; Granollers/López, em Dubai; Bryan/Bryan, em Miami; Kubot/Tipsarevic, em Monte Carlo; Chardy/Kubot, em Montréal; Fyrstenberg/Matkowski, no US Open. Derrotas: Brown/Marray, em Doha; Bracciali/Dlouhy, no Australian Open; Lindstedt/Zimonjic, em Dubai; Lindstedt/Nestor, em Monte Carlo; Chardy/Kubot, em Madrid; Lindstedt/Nestor, em Roland Garros; Bryan/Bryan, em Montréal; Bopanna/Vasselin, em Cincinnati; Dodig/Melo, no US Open; Fleming/Marray, em Pequim.

    Bryan/Bryan: 7 vitórias em 9 jogos
    Peya/Soares: 3 vitórias em 3 jogos
    Dodig/Melo: 2 vitórias em 2 jogos

  4. Pingback: Leander Paes: ‘Os Bryan são melhores do que McEnroe e Peter Fleming foram’ | Match Tie-Break

  5. Pingback: ‘Desculpe-me, McEnroe, mas vou ter que discordar de você’, diz Stepanek | Match Tie-Break

  6. Pingback: Bryans rebatem declaração polêmica de John McEnroe | Match Tie-Break

  7. Pingback: John McEnroe sugere criação de uma tour para as duplas | Match Tie-Break

  8. Pingback: Dick Gould, ex-técnico de John McEnroe e irmãos Bryan, comenta sobre polêmica | Match Tie-Break

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s