Brasil Open aprende com os erros

O primeiro dia da chave principal do Brasil Open ainda está rolando, mas pude acompanhar um pouco da atmosfera do torneio nesta tarde. O torneio deixou má impressão pelos problemas da edição passada, tumultuada com a participação de Rafael Nadal.

Com uma superlotação, devido à venda de ingressos maior do que o número de assentos do Ginásio do Ibirapuera, muitos do público presente assistiram à final sentados nas escadas ou até mesmo em pé. Outros problemas que a edição anterior apresentou foram 1) o calor dentro do ginásio, reclamação feita tanto pelos jogadores quanto pelo público; 2) a precariedade do Mauro Pinheiro, ginásio que abrigava as duas quadras secundárias e que apresentava goteiras que pingavam no meio da quadra; 3) a qualidade do saibro utilizado, que aparentou perigoso para os atletas; 4) as bolas utilizadas.

Mas a organização aprendeu com os erros. Ou foi essa a impressão que tive. Ao entrar na quadra central, dá para perceber que a climatização prometida pelos organizadores foi cumprida. O Ibirapuera está com um clima agradável e não ouvi reclamações da temperatura durante as horas que fiquei na quadra.

Já o Mauro Pinheiro foi extinto. Não veremos mais o balde pendurado no teto que evitava que as gotas de água caíssem diretamente na quadra. A quadra secundária foi para uma área perto do estacionamento e do portão 9, mais perto para o público e jogadores chegarem. Ainda não tive a oportunidade de visitar a nova quadra, mas é possível ver na foto abaixo que está em boas condições. Assistir uma partida no Mauro Pinheiro era impossível, uma vez que a altura da arquibancada e as grades de isolamento atrapalhavam a visão.

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Foto: Marcello Zambrana/InovaFoto

As bolas e o saibro foram inspecionados pela ATP, para garantir que nenhum erro do tipo aconteceria novamente. O Brasil Open contou com a presença do presidente da ATP Chris Kermode neste segunda-feira, que aprovou as novas condições do torneio. Em uma mesa redonda com a imprensa, Kermode declarou: “Desde que cheguei o Gayle Bradshaw (vice-presidente executivo de regras e competição da ATP) me contou que todos os problemas tinham sido resolvidos, que haviam feito um trabalho incrível e me falou de uma maneira muito positiva. E eu fiquei impressionado pela disposição que todos têm mostrado, muito proativos. Os jogadores estão incrivelmente felizes.”

A área interativa para o público do lado de fora aumentou. Com vários stands como das lojas Pro Spin, Tennis4Life e a oficial do torneio, é possível adquirir artigos esportivos e de moda, além de comer e beber na área de alimentação. Também há uma área para diversão, que conta com mini-tênis e tênis de mesa. Dica: em uma rápida olhada na área de alimentação, pude notar que o stand que oferece bebidas só aceita dinheiro vivo. Não sei quanto aos outros, então venham preparados.

Capas para chave de Roger Federer, Serena Williams, Rafael Nadal e Maria Sharapova. Estão à venda no stand da Tennis4Life.

Capas para chave de Roger Federer, Serena Williams, Rafael Nadal e Maria Sharapova. Estão à venda no stand da Tennis4Life.

Mini-tênis, tênis de mesa e loja oficial do torneio.

Mini-tênis, tênis de mesa e loja oficial do torneio.

Falando sobre duplas, há uma exigência da ATP que obriga os torneios a colocarem pelo menos uma partida de duplas na quadra central (e uma série de exceções que podem anular esta ‘regra’), que já foi colocada em prática. Amanhã, por volta das 20h30, André Sá e João Souza, o Feijão, enfrentarão os espanhóis Marcel Granollers e Pere Riba na quadra central. É a chance dos brasileiros conhecerem melhor e apoiarem as duplas, além da promoção da modalidade.

Por fim, hoje tive a impressão de que o público não compareceu por diversos motivos, como chuva, segunda-feira, talvez uma programação fraca de primeiro dia, o que é comum, mas o mais forte por receio dos problemas que o torneio passou na edição de 2013. Pelas poucas horas que passei no Ginásio do Ibirapuera, deu para notar todas as melhoras que a organização buscou fazer, visando uma melhor experiência para o público e para os jogadores. É válido dar uma segunda chance ao torneio e comparecer, como fez Christopher Kas, duplista, que também jogou a edição anterior.

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Um comentário sobre “Brasil Open aprende com os erros

  1. A minha primeira preocupação foram sanadas. Agora vem a segunda que é o público. Na edição de 2012 e 2013, salvo engano, foi muito bom. Vamos ver agora. Com certeza passarei por lá.

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