Granollers/Riba vencem Sá/Feijão e avançam para as quartas de final

O Brasil não começou bem nas duplas do Brasil Open. Em uma partida disputada até o último ponto, os convidados André Sá e João Souza, o Feijão, foram eliminados pelos espanhois Marcel Granollers e Pere Riba com parciais de 4/6 6/3 10-7. Esta foi a sexta derrota de Sá em primeira rodada nos seis torneios que jogou neste ano, com seis parceiros diferentes.

No primeiro set, os saques consistentes de Feijão e Sá seguraram seus games perfeitamente, enquanto do lado espanhol, Granollers encontrava problemas. No terceiro game da partida, Marcel Granollers foi quebrado com uma dupla falta, cedendo vantagem aos brasileiros, que fecharam o set com Feijão. Já no segundo set, os espanhois conseguiram uma quebra no quarto game, no qual André Sá sacava, e que foi administrada até o fim.

No set decisivo, o match tie-break, 10 mini-breaks aconteceram e, com uma atuação fantástica de Granollers, que demonstrou sua habilidade na rede, o time espanhol levou a melhor. Granollers e Riba agora enfrentam os vencedores de Cuevas/Zeballos x Cermak/Elgin por uma vaga na semifinal.

Pitacos: O problema de André Sá é claro: muita rotatividade. O último parceiro fixo de Sá foi Franco Ferreiro, parceria que terminou em 2011. De lá pra cá, o brasileiro disputou torneios com 31 parceiros diferentes, ganhando pouca consistência tática e entrosamento com estes. Os que mais vezes jogaram com André foram Jamie Murray e Michal Martinak, ambos com nove torneios. O único título que o brasileiro conquistou desde 2011 foi em Metz com Jamie Murray, torneio que foi o primeiro dos nove disputados com o britânico. Já com Mertinak, André fez quatro finais. Cheguei até brincar e abrir a campanha #AndréSáEMaxMirnyiEm2014 no fim do ano passado, pelo bielorrusso estar passando pela mesma situação que Sá. 

As mudanças de parceiros ocorrem logo após o último grand slam do ano, US Open, o que praticamente zera as opções de um duplista que precisa de um parceiro em qualquer outra época posterior. Além da disponibilidade, é preciso levar em conta o estilo de jogo e seu ranking. 

O jogo de duplas de Pere Riba, apesar de seguir o mesmo conceito tático de Marc Lopez, como ser destro e o lado de preferência, é muito diferente. Com um poderoso saque e um bom jogo de fundo, Riba fez o que pode para segurar atrás. Foi à rede por algumas vezes e falhou em boa parte, por ser mais lento, mas conseguiu se recuperar no match tie-break. Ao contrário de Marc Lopez, que é um verdadeiro paredão, Riba abusou de seus golpes de fundo fortes e segurou as investidas de Feijão, também simplista.

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