Bagnis/Delbonis avançam para a semifinal e Brasil Open conhece os primeiros finalistas

A partida entre os argentinos Facundo Bagnis e Federico Delbonis contra os alemães Andre Begemann e Martin Emmrich divertiu os poucos presentes na quadra 1. O primeiro set contou com três quebras de saque, sendo a primeira a favor dos alemães. Em um dos melhores pontos, se não o melhor do torneio, Bagnis teve seu saque quebrado com um forehand matador de Begemann. A quebra, porém, foi devolvida logo em seguida no serviço de Emmrich. No 5/6, em momento crucial, Emmrich voltou a ser quebrado e os argentinos levaram o primeiro set.

Em meados deste set, Karsten Saniter, um dos técnicos dos alemães, levou advertência de uma das seguranças da quadra por estar filmando a partida. O alemão estava sem entender o que acontecia, então resolvi intervir e traduzir a conversa. Após avisar que a pessoa em questão era o técnico dos atletas, a segurança chamou os responsáveis pela segurança do torneio. Mais uma tradução aqui e ali, seguida de uma grosseria de um dos dois novos integrantes da pequena confusão, o técnico me perguntou se estava tudo bem ele continuar filmando. Avisei que aqueles homens iriam contatar a “produção” (tipo programa de auditório?), mas conclui com o alemão que ele tinha sim, o direito de filmar seus atletas. Desde então, os homens não voltaram.

O segundo set foi bem parelho, terminando em um longo tie-break. Na decisão, os alemães perderam o saque três vezes, a última, no 8-9, sofrida por Begemann, custando a partida.

Begemann, em um momento de extravasar a raiva, quebrou sua raquete na placa de publicidade da quadra, deixando buracos. Assim como seu parceiro, Emmrich buscou um modo de liberar a raiva e, em uma das trocas de lados, gritou, abafando com sua toalha. Os alemães estavam claramente irritados com os erros que normalmente não cometeriam, como o saque de Emmrich, que estava em um dia terrível. 

Os vencedores da partida Facundo Bagnis e Federico Delbonis avançaram para a semifinal da chave de duplas e enfrentarão os campeões do Rio de Janeiro Juan Sebastian Cabal e Robert Farah neste sábado, às 16h30, na quadra central.

Pitacos: Entendo essa proibição da filmagem, assim como a questão do notebook que aconteceu comigo dias atrás, mas não deveríamos separar os profissionais desta regra? Não achei certo o incômodo que causaram ao técnico, que sempre filma as partidas de seus atletas e analisa erros e acertos com ambos logo após o término, até porque não acredito que um profissional do calibre de Karsten Saniter faria algum mal com as imagens que gravou. Questão de senso, pelo menos na minha opinião.

Os finalistas

O austríaco Philipp Oswald e o espanhol Guillermo Garcia-Lopez, algozes de Peya e Soares na primeira rodada, estão na final do Brasil Open. Apesar do saque de Garcia-Lopez não estar afiado durante a semana, os adversários mostraram muitos erros diante de um Garcia-Lopez/Oswald sólidos.

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