Bryans, Dodig/Melo e Peya/Soares caem nas quartas

A campanha do Brasil na chave de duplas masculinas chegou ao fim nesta terça-feira. Bruno Soares e Marcelo Melo, os últimos representantes na chave e que poderiam se enfrentar nas semifinais, foram eliminados nas quartas.

Bruno Soares e Alexander Peya, cabeças de chave 8, foram eliminados pela dupla formada por Jamie Murray e John Peers em sets diretos, com parciais de 6/4, 7/6 e 6/3. O britânico e o australiano cresceram nos pontos importantes, usando seus saques para evitar uma reação de Bruno e Peya. “Um pouco frustrante ter perdido essa. Os caras jogaram bem. Tivemos poucas chances. Eles estavam inspirados no saque e toda pequena oportunidade que a gente teve, eles sacaram muito bem e complicaram a nossa vida”, analisou Bruno.

Já Marcelo Melo e Ivan Dodig começaram bem a partida, mas foram superados pelos qualifiers Jonathan Erlich e Philipp Petzschner em 4/6, 6/2, 6/2 e 6/4. Em dia inspirado de Petzschner, que cobriu toda a rede e fez a diferença para a virada do time, Melo e Dodig tiveram problemas com o saque, enfrentando quinze break points na partida e tendo seis deles aproveitados pelos seus adversários. Com a sexta vitória seguida em Wimbledon, Erlich e Petzschner, campeões de Grand Slam, enfrentarão Murray e Peers na semifinal.

Na outra semi, os romenos Horia Tecau e Florin Mergea se enfrentarão pela quinta vez no ano e lutarão por uma vaga na final. Tecau, ao lado de Jean-Julien Rojer, eliminou a forte dupla Matkowski/Zimonjic em sets diretos, anulando o saque de seus adversários e abusando das devoluções. O romeno foi vice-campeão de Wimbledon em três anos consecutivos com o sueco Robert Lindstedt.

Do outro lado, Mergea, que disputa Wimbledon pela terceira vez na carreira, com quedas na primeira rodada em 2013 e 2014, continua invicto contra os Bryan em 2015. Florin e seu parceiro, o indiano Rohan Bopanna, eliminaram os gêmeos em partida sólida, com três sets a um. Mesmo com adaptações dos americanos, que assumiram o posicionamento de um na rede e outro no fundo para lidar com o excelente jogo de fundo de Mergea, os Bryan não tiveram sucesso e caíram nas quartas. Neste ano, Tecau venceu Mergea em todos os quatro encontros.

Bruno Soares segue nas mistas

Mesmo com a derrota nas duplas, Bruno não se abalou nas mistas e obteve a vitória ao lado de Sania Mirza, sua parceira na conquista da última edição do US Open. O mineiro e a indiana derrotaram os croatas Marin Draganja e Ana Konjuh em 6/3, 6/7 e 6/3 e avançaram para as quartas de final. “É sempre difícil jogar duas partidas no mesmo dia, principalmente quando você perde o primeiro jogo. É complicado. Além do fator físico, tem o fator mental. Baixa a adrenalina e a energia. Mas o importante é que consegui recuperar bem e ganhar a dupla mista. Seguimos vivos em Wimbledon”, comentou o mineiro.

A dupla adversária da próxima rodada curiosamente será o Alexander Peya, parceiro de Bruno, que joga com a chave de duplas mistas com a húngara Timea Babos. “É complicado. É como jogar contra o Marcelo. Ele é um grande amigo. Mas, temos que ir pelo lado profissional e fazer o nosso jogo para estarmos na semi”, finalizou Soares.

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