Com sucesso no WTT, Melo está ansioso pela IPTL

A temporada de 2015 da ATP chegou ao fim e Marcelo Melo terminou no topo do ranking com seis títulos conquistados, mas o mineiro terá apenas uma semana de descanso no Brasil. O motivo é a International Premier Tennis League, liga de tênis idealizada pelo indiano Mahesh Bhupathi e que reúne as maiores estrelas do esporte em cinco países asiáticos.

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Foto: Marcelo Pereira/M11 Photos

A IPTL terá início no dia 2 de Dezembro, no Japão, e seguirá para as Filipinas, Índia e Emirados Árabes, terminando com a grande final em Singapura. Em formato de draft, como acontece nas ligas americanas esportivas, 80 tenistas se inscreveram e 35 foram selecionados para os cinco diferentes times.

Em entrevista ao Match Tie-Break, o mineiro revelou os motivos de ter escolhido participar do torneio. “O mais importante na IPTL é a maneira como eles fazem a competição. No World Team Tennis (WTT), desde a primeira vez em que eu joguei, gostei muito. Acho que uma competição por equipe é tão diferente, a gente sempre está jogando por nós ou pelo país, lá você joga por uma equipe. São situações diferentes, os melhores jogadores do mundo em quadras enormes e lugares novos.”

O formato é o diferencial
Melo não é estranho às competições por equipes. O número 1 do mundo disputou o WTT pelos Philadelphia Freedoms, time de Billie Jean King, por dois anos consecutivos, sendo eleito o melhor da temporada na sua estreia. Tanto o WTT quanto a IPTL seguem formatos parecidos, com regras diferentes do circuito normal.

Os times disputam cinco sets de diferentes categorias, sendo simples masculino, simples feminino, duplas masculinas, duplas mistas e lendas, com a ordem de disputa decidida pelo time da casa. No sistema no-ad (sem vantagem), o primeiro time a ganhar seis games, vence o set. Caso o set esteja empatado em 5/5, um tie-break de até 13 pontos será disputado. O time que somar mais games no fim dos cinco sets é o vencedor do duelo. Se houver empate, quem disputou o set de simples masculino irá para o super shoot-out, uma espécie de match tie-break. Lá, até 19 pontos são disputados, com o tenista que vencer 10 pontos primeiro dando a vitória ao seu time.

Outros destaques na competição:

  • O relógio precisa ser respeitado para que o time não sofra penalização de ponto
  • 20 segundos é o tempo máximo entre pontos
  • 45 segundos para as trocas de lado
  • 3 minutos de pausa entre sets
  • Os times podem pedir um tempo técnico de 1 minuto por set
  • Caso aconteça o let, o ponto continua, com qualquer tenista podendo receber o saque
  • O power point, que também pode ser chamado uma vez por set, faz o próximo ponto valer por dois
  • Apenas o time que recebe o saque pode chamar o power point e ele só valerá dois se este time concretizar o ponto
  • Uma substituição é permitida por set
  • Duplistas podem ser substituídos por outro duplista, simplista ou lenda. Simplistas podem ser substituídos por outro simplista ou duplista. Lendas só podem ser substituídas por outra lenda
  • Em caso de lesão e sem substituição disponível, o time adversário ganhará o set
  • Os dois melhores times da fase de grupo disputarão a grande final em Singapura

A competição por equipes traz aspectos positivos para o circuito
Parte do Singapore Slammers, time que Bruno Soares fez parte na edição inaugural, Melo será companheiro de equipe de Novak Djokovic, Nick Kyrgios, Carlos Moya, Dustin Brown, Karolina Pliskova e Belinda Bencic, e o mineiro quer aprender com a experiência. “Acho que a IPTL vai ser um evento de proporções maiores, com tenistas do mais alto nível. Ter o Djokovic e esse pessoal na equipe, sentado no banco tem o Moya… vai ser uma oportunidade boa e um momento muito legal, vou tentar desfrutar e aprender o máximo.”

Sobre seu time, o número 1 admitiu não ser muito próximo dos integrantes, mas que a beleza deste tipo de torneio está justamente nisso: “Eu gostei do meu time. Não tinha tanto proximidade com eles, o mais próximo é o próprio Djokovic, os outros eu conheço, mas não tenho tanta proximidade. Isso é outro fato legal, que nem no WTT. Lá, depois que acabou, fiquei amigo do Ginepri, da Taylor (Townsend)… Taylor falou numa entrevista que se não fosse o WTT, ela nunca teria falado comigo, não teria um porquê, e hoje a gente conversa direto, temos até um chat do WTT. A Billie Jean tem essa filosofia, ela não quer que a gente se conheça lá e termine, ela quer que continuemos amigos pela vida e foi isso que aconteceu com a gente. Espero que aconteça o mesmo na IPTL.”

Sua participação no WTT pareceu ser positiva como um todo e que foi levada para o circuito, e o mineiro confirmou, relatando as boas experiências que teve em seus dois anos na liga americana. “Com certeza é positivo, especialmente pelo contato com a Billie Jean. Eu converso com ela praticamente uma vez por semana, seja por mensagem ou por email, e ela está sempre me apoiando. Desde o início ela acreditou que eu seria número 1. Acrescentou e muito pra mim. Por exemplo, esse ano cheguei do WTT e fizemos final em Washington, às vezes criticam dizendo que chegaria cansado, mas acho que cheguei num ritmo de jogo excelente. São experiências novas e acho que só acrescenta se souber planejar o calendário”, declarou.

A polêmica do calendário cheio retorna quando este tipo de torneio é disputado, mas Melo voltou a destacar o discernimento de prioridades. “Não vejo outro momento pra fazer este tipo de competição que não na pré-temporada. O jogador tem que escolher qual é a prioridade dele. Pelo o que eu fiquei sabendo, muitos usam a IPTL já como parte pro treinamento do ano que vem”, disse o mineiro, que terá poucos dias de descanso após a IPTL, indo para a Austrália no dia 6 de Janeiro.

A IPTL voltará a ser transmitida no Brasil
No Brasil, a International Premier Tennis League será transmitida na ESPN+ e o país poderá acompanhar um brasileiro disputando o curioso formato de tênis pelo segundo ano consecutivo. A competição tem início em 2 de Dezembro e irá até o dia 20.

Confira os times e estrelas que disputam o torneio
Indian Aces: Rafael Nadal, Gael Monfils, Agnieszka Radwanska, Sania Mirza, Rohan Bopanna, Ivan Dodig, Samantha Stosur e Fabrice Santoro
(Gael Monfils se lesionou no primeiro confronto e não disputará mais o torneio)
Japan Warriors: Maria Sharapova, Kei Nishikori, Leander Paes, Philipp Kohlschreiber, Marat Safin, Mirjana Lucic-Baroni, Pierre-Hugues Herbert e Kurumi Nara
Philippine Mavericks: Serena Williams, Milos Raonic, Mark Philippoussis, Richard Gasquet, Edouard Roger-Vasselin, Treat Huey, Ajla Tomljanovic e Jarmila Gajdosova
Singapore Slammers: Andy Murray, Stan Wawrinka, Marcelo Melo, Carlos Moya, Nick Kyrgios, Karolina Pliskova, Belinda Bencic e Dustin Brown (Novak Djokovic desistiu das exibições de fim de ano)
UAE Royals: Roger Federer, Ana Ivanovic, Marin Cilic, Tomas Berdych, Goran Ivanisevic, Daniel Nestor e Kristina Mladenovic

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