Melo e Soares falam de Rio Open, Jogos Olímpicos e calendário

Em coletiva de imprensa realizada na tarde deste sábado, Bruno Soares e Marcelo Melo deram show de bom humor ao comentar o sorteio da chave de duplas, a situação olímpica e como a dupla decidiu disputar o Rio Open. Principais favoritos ao título, os mineiros enfrentarão os também brasileiros Fabiano de Paula e Orlando Luz, o Orlandinho, na estreia.

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Questionados em como aconteceu a união para a disputa do torneio carioca, Bruno revelou que a decisão foi em cima da hora. “A ideia veio no final do ano passado, mas obviamente não é tão simples assim, porque tem algumas variáveis. Essa ideia ficou no ar e a gente só decidiu em cima da hora. O Marcelo foi pra Roterdã e estava dependendo do Ivan também, já que ele joga simples e não sabia onde conseguiria entrar. Não dava pra ele vir pro Brasil e pra mim, depois do resultado na Austrália, ficou mais fácil de interromper a parceria com o Jamie, deu uma aliviada. No Brasil Open ainda está em aberto, porque o Marcelo defende o título de Acapulco e o Ivan tem a possibilidade de entrar na chave de simples, então ainda está pendente”, comentou o mineiro.

As conquistas de Bruno Soares no Australian Open foram exaltadas por Melo, que disse ter acompanhado a campanha do amigo em casa: “É como eu sempre falo, no tênis é quanto mais título, melhor pra todo mundo. Quando voltei da Austrália, vi a semi e a final do Bruno, eles jogaram muito bem. Eu, particularmente, mandei uma mensagem pro Bruno meio que pressionando ele, dizendo que já tinha chegado a hora dele ganhar um Grand Slam. O tênis é isso mesmo, a gente tem que saber que o único momento em que a gente compete é quando jogamos um contra o outro. Quando estamos separados, é estar sempre junto, então fiquei muito feliz por ele.”

Quanto aos vários jogadores de simples presentes na chave, como Jo Wilfried Tsonga, Jack Sock e Dominic Thiem, o mineiro destaca que o perigo é constante. “Nos torneios de saibro geralmente tem muito mais disso, os jogadores de simples se tornam ainda mais perigosos e eles jogam muito bem duplas nesse tipo de piso. Caras como Fognini, Cuevas e Tsonga são grandes jogadores de duplas e já provaram isso várias vezes, mas acho que os outros que não têm tanta característica de jogar duplas sempre se tornam ainda mais perigosos”, completou Soares.

A primeira rodada contra os brasileiros não é a estreia ideal, mas o mineiro campeão do Australian Open admitiu que ele e Melo precisam fazer sua parte. “Nós pegamos uma chave chata, digamos assim, já que a gente vai ter que enfrentar uma dupla brasileira, mas a gente tem que fazer nosso papel, viemos aqui sabendo que seríamos cabeça 1 e toda vez que a gente tá junto, essa pressão nos acompanha. Sempre buscamos esse lado da motivação e precisamos fazer o nosso. Se a gente entrar e jogar o que temos potencial, nós sempre teremos uma chance legal no torneio, e é isso o que interessa.”

Apesar de ter finalmente conseguido seu título de Grand Slam nas duplas masculinas, o maior objetivo de Soares é chegar ao número 1. “Você vê pelo Marcelo o que ele teve que fazer para ser número 1 do mundo. Ser o primeiro do mundo vem acompanhado de muitas vitórias e títulos importante, pra eu realizar meu sonho tenho que ganhar muitos pontos ainda. Continua sendo um sonho, um objetivo, e agora tem que correr atrás e marcar o Marcelo”, brincou o mineiro.

Com expectativa olímpica enorme em cima da dupla, formada pelo número 1 do mundo e pelo campeão do Australian Open, Melo declarou que os Jogos Olímpicos são o objetivo principal dos mineiros. “A expectativa é muito boa, eu e o Bruno, no meu ponto de vista, estamos jogando o melhor tênis da nossa carreira, mas isso não significa que vamos ter os mesmo resultados juntos. Nosso histórico é muito bom, mas como a gente sempre fala, na dupla os pequenos detalhes decidem, temos que ter o pé no chão e fazer o nosso melhor”, declarou o líder do ranking mundial.

“Não é porque somos cabeça 1, que eu sou o número 1 e que o Bruno ganhou agora no Australian Open que a gente vai chegar ganhando de todo mundo. Se acontecer uma derrota, vai ser bom pra ver o que a gente está errando pra chegar da melhor maneira possível nas Olímpiadas, que é o nosso foco”, disse Melo, mantendo os pés no chão. Sobre o calendário diferente para continuar as preparações para os Jogos Olímpicos, Marcelo falou da dificuldade: “Nós temos parceiros fixos e não é tão fácil assim decidir quais torneios vamos jogar, obviamente não vejo isso acontecendo em torneios muito grandes como os Masters 1000 e Grand Slams, mas com certeza antes de Wimbledon jogaremos alguns torneios menores.”

Por fim, a pergunta de quem fará parceria com a brasileira Teliana Pereira nos Jogos Olímpicos na chave de duplas mistas ainda continua, mas Soares foi categórico. “É muito simples, o critério é o ranking de duplas e o Marcelo está na frente. O número 1 é o cara a ser batido”, finalizou.

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