Guia das Duplas – Rio 2016

A chave de duplas masculinas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foi sorteada na manhã desta quinta-feira. Aqui no guia das duplas você confere quem joga, o caminho dos brasileiros e dos principais favoritos, os melhores confrontos e mais.

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Foto: Wander Roberto/Exemplus/COB

Os atuais medalhistas
Dos medalhistas de Londres, apenas Jo Wilfried Tsonga estará competindo na chave de duplas. Na última edição, os irmãos Bob e Mike Bryan conquistaram o ouro, enquanto os franceses Tsonga/Llodra e Benneteau/Gasquet ficaram com a prata e o bronze, respectivamente. No Rio, os americanos desistiram da disputa por problemas familiares, enquanto Llodra está aposentado, Benneteau joga em Atlanta e Gasquet ainda sofre com uma lesão nas costas. Tsonga jogará com Gael Monfils e a dupla cabeça de chave 4 enfrentará os americanos Brian Baker e Rajeev Ram na estreia, podendo ter Lopez/Nadal nas quartas.

Os brasileiros e os principais favoritos que estarão pelo caminho
Marcelo Melo e Bruno Soares 
R1: Ratiwatana/Ratiwatana
R2: Djokovic/Zimonjic ou Cilic/Draganja
Quartas: [5]Mergea/Tecau
Semifinal: [1]Herbert/Mahut
Final: [2]Murray/Murray, [4]Tsonga/Monfils, [6]Lopez/Nadal, [7]Nestor/Pospisil

Os mineiros, que vêm de título e final em Toronto (Dodig/Melo campeões e Murray/Soares vices), terão uma boa estreia pela frente. Enfrentando os irmãos tailandeses Sanchai e Sonchat Ratiwatana, Bruno e Marcelo podem ter um certo desafio logo de cara. Os gêmeos, ratos de challengers, com 39 títulos conquistados neste nível, são entrosados e uma estreia ideal para os brasileiros, que conhecem bem o estilo de jogo dos irmãos e sabem que serão exigidos, dando ritmo. Na segunda rodada, um verdadeiro teste. Os times formados por especialistas em simples e duplas são os que mais incomodam dois duplistas pelo estilo completo e agressivo de jogo, sempre tendo um bom fundista e um voleador nato. O destaque vai para os croatas, que fizeram uma boa e surpreendente campanha em Toronto, eliminando os franceses Benneteau/Roger-Vasselin e caindo no match tie-break para Dodig/Melo.

Então, o caminho começa a ficar cada vez mais nebuloso. Pela frente, duas das mais perigosas duplas e candidatos ao pódio:

Florin Mergea e Horia Tecau
Os romenos possuem uma história de vida muito parecida com a dos mineiros. Se conhecem desde pequenos, mesma faixa de idade, jogaram juntos por muitos anos e agora retornam para o sonho olímpico. Formado por Tecau, campeão de Wimbledon em 2015 com o holandês Jean-Julien Rojer, e Florin Mergea, um dos duplistas mais talentosos e completos do circuito, com um jogo de fundo sólido e uma direita poderosa, o time é um dos principais favoritos. Focados no Rio, tendo dedicado boa parte do ano aos Jogos Olímpicos, os romenos estão com sede de medalha. Olho neles.

Caminho até os mineiros
R1: Delbonis/Duran
R2: Fleming/Inglot ou Gonzalez/Reyes-Varela

Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut
Os franceses, principais favoritos, vieram para o Rio tentar continuar o excelente ano. Com apenas quatro derrotas até agora e cinco títulos conquistados em todos os pisos (Masters 1000 de Indian Wells, Miami e Monte Carlo, ATP 500 de Queen’s e Wimbledon), Herbert e Mahut mostram o porquê de serem temidos pelo circuito com seu estilo rápido e técnico de jogo, que ganha muito com a jovialidade do primeiro. A estreia dos franceses, porém, é ingrata: os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah estarão pela frente, uma equipe que se sente bem no Brasil, sempre conseguindo bons resultados. Nas quartas, muitas pedreiras pelo caminho, incluindo os poloneses Kubot/Matkowksi, uma dupla que é fixa no circuito, e os indianos Bopanna/Paes que, apesar dos problemas de relacionamento e treinamento, podem fazer um estrago se mostrarem tudo o que são capazes.

Caminho até os mineiros
R1: Cabal/Farah
R2: Peralta/Podlipnik-Castillo ou Johnson/Sock
Quartas: Bautista Agut/Ferrer, Rosol/Stepanek, Kubot/Matkowski, Bopanna/Paes

Thomaz Bellucci e André Sá
Do outro lado da chave, Bellucci e Sá, que possuem seis vitórias e seis derrotas juntos na carreira, enfrentarão os britânicos Andy e Jamie Murray logo de cara, cabeças de chave 2 da competição. Em difícil estreia, os brasileiros terão que lidar com um dos times que mais jogam bem nessas condições. Os irmãos são a dupla de confiança da equipe britânica, ganhando os últimos quatro confrontos de Copa Davis que disputaram. Em 2012, ambas as duplas caíram na primeira rodada e querem se redimir, com as carreiras em rumos totalmente diferentes de quatro anos atrás. O destaque vai para Jamie Murray, que em 2012 sofreu uma queda para o top 80 e recentemente atingiu o posto de número 1 do mundo por algumas semanas, fruto de duas finais e um título de Grand Slam. O britânico, aliás, declarou que ele e seu irmão estão jogando o melhor tênis de suas vidas, tanto juntos quanto separados, e que o entrosamento nunca foi melhor.

Os melhores jogos de primeira rodada
Aquelas partidas pra não perder por nada, com balde de pipoca na mão e tudo.

  • Kubot/Matkowski x Bopanna/Paes
  • Herbert/Mahut x Cabal/Farah
  • Bellucci/Sá x Murray/Murray
  • Cilic/Draganja x Djokovic/Zimonjic
  • Lopez/Nadal x Haase/Rojer

Outros destaques

  • Ao contrário do circuito normal, em que os cabeças de chaves das duplas são feitos usando apenas o ranking de duplas, nos Jogos Olímpicos o ranking de simples também vale na hora de fazer a combinação.
  • Este é o sétimo Jogos Olímpicos que Leander Paes disputa. O indiano foi bronze de simples em Atlanta (1996).
  • Outros veteranos são Daniel Nestor (ouro em duplas masculinas – Sydney 2000), que jogará pela sexta vez, e Max Mirnyi (ouro em duplas mistas – Londres 2012), que estará em sua quinta participação.
  • Dos brasileiros, o recorde é de André Sá, que irá pela quarta vez.
  • De Londres pra cá, apenas seis duplas repetirão a parceria: Melo/Soares, Bellucci/Sá, Nestor/Pospisil, Bury/Mirnyi, Murray/Murray e Haase/Rojer.
  • O mais velho da chave é Daniel Nestor, com 43 anos.
  • O mais novo é Jack Sock, com 23 anos.
  • Oito medalhistas olímpicos estão na disputa: Paes, Mirnyi, Nestor, Tsonga, Djokovic, Nadal, Del Potro e Murray.
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3 comentários sobre “Guia das Duplas – Rio 2016

  1. Só não entendi o que aconteceu com o Gasquet no 1o parágrafo, ele vai jogar 2016 ou não? Chatices à parte, muito bom o post! E apesar de torcer bastante por Melo/Soares, acho que Herber/Mahut levam a parte de cima da chave =/ Aí só Deus sabe o que rola contra Murray/Murray…

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