Demoliner fala da parceria com Daniell: “Somos que nem irmãos”

Marcelo Demoliner e Marcus Daniell estrearam com vitória no Brasil Open. Na tarde desta quarta-feira, a dupla derrotou Dusan Lajovic e Eduardo Russi Assumpção em sets diretos, com parciais de 6/3 e 6/1.

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Foto: DGW Comunicação

Após a vitória, Demoliner, que sofreu com lesões nas últimas semanas, mostrou-se aliviado com a performance de hoje. “Foi o primeiro dia que me senti 100%. Tive uma lesão grave em Montpellier, durante a semifinal. Foi uma distensão na coxa de grau 2 e hoje foi o primeiro dia que joguei sem a proteção. Foram duas semanas me recuperando, perdi muito ritmo de jogo. Fiquei 12 dias sem tocar na raquete. Enfim, agora estou 100%, esse jogo foi pra ganhar confiança de novo.”

Recuperado e confiante, o gaúcho espera aproveitar a oportunidade no Brasil Open. “Agora só tenho a somar, só defendo pontos no final de maio, junho. O que vier, vai ser lucro. Sabemos que somos capazes de fazer um grande torneio, de ganhar, estamos aqui pra isso. Estamos jogando cada vez melhor, ganhando grandes jogos e os duplistas do nosso nível estão começando a nos respeitar. Estamos confiantes, foi bom ter firmado essa parceria para o ano inteiro, isso me dá uma tranquilidade para trabalhar e esse é o caminho”, afirmou.

A parceria com Marcus Daniell segue para o terceiro ano, sendo 2017 o primeiro fixo. Com uma estabilidade maior no circuito, Demoliner comemora a evolução do time: “Estamos mais maduros que nos anos anteriores, entendendo melhor o jogo de duplas, que é muito complicado. Estamos muito motivados, queremos as mesmas coisas, e somos jovens para as duplas, temos só 28 anos. Estamos confiantes, agora temos um treinador também, o sul-africano David Sammel, além da Tennis Route, que me dá um suporte. Estamos cientes que estamos no caminho certo.”

Importante dentro e fora das quadra, o entrosamento é o destaque da dupla. “Eu e o Daniell somos quase que nem irmãos, muito parecidos. Somos muito relax fora da quadra, é como se fosse marido e mulher mesmo, um relacionamento. Tem que ter um bom relacionamento fora da quadra pra que a gente atinja resultados dentro da quadra”, disse o gaúcho, que comemorou a grande amizade.

O time, que começou a disputar torneios junto em 2015, surgiu por uma coincidência. “Dois anos atrás eu estava jogando com um mexicano (Reyes Varela) e fomos pra um challenger grande em Sarasota, mas não conseguimos entrar. O Marcus também não conseguiu entrar com o parceiro dele e de na última hora assinamos juntos, entramos e jogamos bem naquele torneio. A gente gostou, principalmente a conexão fora da quadra. Decidimos firmar a parceria fixa no ano passado, depois de Roland Garros.”

O gaúcho, que teve um bom começo de ano, com campanhas em Auckland e no Australian Open, prefere manter os pés no chão, com metas realistas. “Estamos focados em consolidar a nossa dupla. Se a gente entrosa do jeito que queremos, do jeito que estamos montando, os resultado vão ser consequência. A nossa meta era fazer umas quartas em grand slam e já batemos na trave no Australian Open. Quem sabe um top 40, top 30 esse ano?”, finalizou Demoliner, que na próxima rodada enfrentará a dupla formada pelo peruano Sergio Galdos e o chileno Hans Podlipnik-Castillo.

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