Fyrstenberg admite ter perdido a vontade de competir: “Tênis virou sinônimo de estresse”

O polonês Mariusz Fyrstenberg finalmente quebrou o silêncio. Após quatro meses sem disputar torneios, o ex-número 6 do mundo revelou para diversos veículos de seu país que está cansado do tênis e que provavelmente não voltará a disputar torneios competitivamente.

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Marcin Matkowski e Mariusz Fyrstenberg ficaram com o vice-campeonato do US Open em 2011. (Foto: Al Bello/Getty Images North America)

Confessando apresentar sinais de burnout, síndrome que gera desgaste físico e mental no atleta, afastando-o do esporte, Fyrstenberg admitiu estar mais feliz fora das quadras. “Não estou oficialmente aposentado, mas sinto que minha vida de atleta profissional já ficou de lado. Me divirto muito mais promovendo o esporte na Polônia e tendo uma vida mais estável. Estou muito feliz no momento, não sei se voltarei a jogar”, afirmou.

Sofrendo com diversas lesões nos últimos três anos, o tenista acha que seu momento já passou. “Tênis virou sinônimo de estresse. As minhas últimas lembranças dentro do esporte profissional são de dor e impossibilidade de treinar e render do jeito que eu queria. Acho que essa decisão, essa vontade de parar, veio tarde, até. Quando você passa tantos anos no tênis e vê seu rendimento cair, o prazer pelo esporte some. Meu motivador sempre foi o sentimento de realização e isso não estava mais acontecendo. 36 anos é muita coisa, meu corpo estava gritando de dor e suplicando pelo fim disso tudo”, declarou, triste com a situação final de sua carreira.

O estresse foi o maior motivo para o incômodo de Fyrstenberg. Longe do esporte profissional por quatro meses, o afastamento já gerou resultados positivos: “Eu gosto da minha situação atual. Durmo melhor, me alimento melhor e não estou mais estressado. A qualidade de vida melhorou muito depois que parei de jogar tênis. Era muito estressante, as pessoas acham que a vida de tenista é fácil e legal, com muito turismo e sempre conhecendo pessoas novas. Pra mim, não era. Era uma rotina muito estressante, do hotel para as quadras e das quadras para o hotel. Você visita pontos turísticos e cidades novas? Sim, mas inconscientemente está pensando nas partidas e nos torneios. Era um estresse constante e presente durante todo o ano. Agora, finalmente sinto que a vida pode ser prazerosa.”

Finalista do US Open em 2011, o polonês chegou a disputar quatro torneios neste ano, sendo o último em Sofia, no início de fevereiro. Questionado se a aposentadoria será oficializada, Fyrstenberg disse que gostaria de fazê-la no challenger de Szczecin, torneio polonês que acontece em setembro. “Szczecin foi onde a minha carreira e a de Marcin Matkowski começou. Queremos jogar juntos lá, só não sei se será uma exibição ou o torneio em si, mas gostaria que fosse lá. Realmente ainda não sei o que farei, mas agora, no presente, vou me concentrar em outras atividades”, revelou, prezando sua parceria com Matkowski, com quem conquistou 15 de seus 18 títulos na ATP.

O tenista, que foi comentarista na televisão polonesa durante Roland Garros, já tem planos para o futuro. “Dentro das quadras é muito estressante, mas fora delas, passando conhecimento sobre o tênis, é prazeroso. A experiência na televisão foi interessante, mas penso em abrir uma academia, talvez virar treinador. Passei muitos anos no tênis e gostaria, de alguma forma, converter tudo em informação”, finalizou, expressando a vontade de contribuir para o crescimento do esporte no país.

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