Guia das duplas – US Open 2018

rojer-tecau-us-open-2017-final

Foto: Getty Images

Os campeões
Jean-Julien Rojer e Horia Tecau são os atuais campeões do US Open. Assim como no ano passado, o time venceu o ATP 250 de Winston-Salem antes de ir para Nova Iorque, tendo um bom ritmo de jogo e aumentando a confiança da dupla para a defesa do título. Ritmo mais do que necessário para Tecau, que ficou fora do circuito por quatro meses após uma lesão no pé direito, tendo retornado à competição no Masters 1000 de Toronto.

Donos de dois títulos de Grand Slam, Rojer e Tecau precisarão suar para conquistar o terceiro. O holandês e o romeno poderão encontrar os cabeças de chave 10 Marc Lopez e Feliciano Lopez logo nas oitavas, dupla que foi sua adversária na final do ano passado. Nas quartas, mais pedreira pela frente, com Bruno Soares e Jamie Murray, cabeças 4 e invictos nos torneio americanos da US Open Series desta temporada, sendo seus possíveis adversários.

Projeção:
R1: Arends/Sancic
R2: Carreno Busta/Garcia-Lopez ou Skupski/Skupski
Oitavas: [10]Lopez/Lopez
Quartas: [4]Murray/Soares, [14]Haase/Middelkoop
Semi: [1]Marach/Pavic, [7]Kubot/Melo, [9]Herbert/Mahut, [13]Peralta/Zeballos

Os brasileiros
[4]Bruno Soares e Jamie Murray
Soares e Murray estão em grande fase. A dupla se deu bem na preparação para o US Open, sendo campeões do ATP 500 de Washington e do Masters 1000 de Cincinnati antes de pousarem em Nova Iorque. No último Grand Slam do ano, o mineiro e o britânico terão uma segunda rodada complicada, com Mirnyi/Oswald ou Daniell/Koolhof pela frente. Os primeiros cabeças de chave em seu caminho são os holandeses Robin Haase e Matwe Middelkoop, que já conquistaram três títulos neste ano, com dois deles sendo em quadra dura. Nas quartas, podem enfrentar os atuais campeões Rojer/Tecau ou os vices Lopez/Lopez, com mais três duplas campeãs de slam sendo os possíveis adversários de semi.

Projeção:
R1: Pella/Ramos-Vinolas
R2: Daniell/Koolhof ou Mirnyi/Oswald
Oitavas: [14]Haase/Middelkoop
Quartas: [6]Rojer/Tecau, [10]Lopez/Lopez
Semi: [1]Marach/Pavic, [7]Kubot/Melo, [9]Herbert/Mahut, [13]Peralta/Zeballos

[7]Marcelo Melo e Lukasz Kubot
Melo e Kubot não tiveram bons resultados na preparação, caindo na estreia em três dos quatro torneios que disputaram na chuvosa gira pré-US Open. Os jogos, porém, foram bons, com três das quatro derrotas acontecendo no match tie-break. Com aquele fator decisivo característico da dupla faltando, Melo e Kubot vão em Nova Iorque em busca da redenção. Além da busca pela confiança, Melo também luta por resultados melhores no US Open. Nos últimos três anos, o mineiro não passou da segunda rodada, tendo feito duas semifinais anteriormente.

A dupla definitivamente não terá vida fácil no torneio, mas poderá ganhar a confiança necessária logo no começo, já que enfrentam o perigoso time formado por Vasek Pospisil e Fernando Verdasco na estreia. Nas oitavas, podem enfrentar os franceses Herbert/Mahut, que não tiveram resultados expressivos após o título em Roland Garros, mas que sempre devem ser considerados candidatos ao campeonato. As quartas podem contar com Marach/Pavic, que lideram a corrida pra Londres, ainda tendo Murray/Soares e Rojer/Tecau entre os times mais perigosos na possível semi.

Projeção:
R1: Pospisil/Verdasco
R2: Sharan/Sitak ou Redlicki/Zhu
Oitavas: [9]Herbert/Mahut
Quartas: [1]Marach/Pavic, [13]Peralta/Zeballos
Semi: [4]Murray/Soares, [6]Rojer/Tecau, [10]Lopez/Lopez, [14]Haase/Middelkoop

Marcelo Demoliner e Santiago Gonzalez
Após um mês disputando o WTT, onde foi campeão com os Springfield Lasers, Demoliner voltou ao circuito regular da ATP. O gaúcho e Gonzalez jogaram apenas o ATP 250 Winston-Salem na sua preparação para o US Open, vencendo Kubot/Melo na estreia e caindo na rodada seguinte para Qureshi/Sitak. Em Nova Iorque, Demo e Gonzalez terão os franceses Nys/Paire na estreia, podendo enfrentar os colombianos Cabal/Farah logo na segunda rodada, dupla que vem embalada da final no Masters 1000 de Cincinnati. O time será constantemente desafiado, mas sabe que pode bater de frente e incomodar os grandes nomes do circuito.

Projeção:
R1: Nys/Paire
R2: [5]Cabal/Farah ou Rublev/Shapovalov
Oitavas: [11]Dodig/Granollers
Quartas: [2]Kontinen/Peers, [15]Bopanna/Roger-Vasselin
Semi: [3]Bryan/Sock, [8]Klaasen/Venus, [12]McLachlan/Struff, [16]Inglot/Skugor

As ausências
Alexander Peya é a novidade na lista de ausências. O austríaco sofreu rompimento de ligamento e tendão no cotovelo direito enquanto disputava o Masters 1000 de Cincinnati e precisará ficar fora do circuito. Ele optou por um tratamento mais conservador, que o deixará fora de ação por pelo menos dois meses, na mais otimista das previsões, com o tenista conseguindo voltar a tempo de disputar o ATP Finals com Mektic. Peya, que teve um 2018 fantástico ao lado do parceiro croata, não sabe se precisará passar por uma intervenção cirúrgica. Caso aconteça, ficará fora por cerca de seis meses, custando o fim desta temporada e o início da próxima.

Bob Bryan, dono de cinco títulos do US Open, segue se recuperando de uma cirurgia no lado direito do quadril, sendo o primeiro US Open que o americano não disputa desde 1995. Seu irmão Mike jogará ao lado de Jack Sock mais uma vez, com quem conquistou o título em Wimbledon no mês passado. Bob espera se recuperar totalmente em 6 meses.

bob-bryan-hip-2018

O novo quadril de Bob Bryan, que passou por uma artroplastia parcial na cabeça de seu fêmur direito

Quem também operou o quadril é Nenad Zimonjic. O sérvio passou por uma artroplastia total nos dois lados de seu quadril dois meses atrás e já aparece treinando levemente, focado no seu retorno às quadras.

Bola fora
Mais um ano se passou e o US Open continua pisando na bola com as duplas. No mesmo dia em que o torneio celebrou o “dia das duplas”, no qual crianças puderam ter um contato maior com o jogo e com os maiores duplistas da atualidade, o US Open mandou um comunicado para os tenistas avisando que “os jogadores que terão os jogos começando na quarta-feira”, também conhecido como duplistas, precisarão se adaptar às falhas do torneio nos dois primeiros dias. Os duplistas não poderão marcar seus treinos entre 9h e 14h, além de terem transporte negado das 6h45 às 13h. O torneio orienta que os tais “tenistas que começarão a jogar na quarta” utilizem o transporte público da cidade ou peguem um táxi. Pagar para tentar treinar em um Grand Slam, que tal?

O problema do transporte para os duplistas é recorrente, com o torneio recebendo muitas reclamações em todos os anos e nunca procurando resolvê-lo para que todos os tenistas disputando o US Open possam receber um tratamento igualitário. Para um Grand Slam que se orgulha em divulgar todo santo ano uma premiação exorbitante em simples, com o campeão de 2018 levando 3,8 milhões de dólares, é de se imaginar o porquê de não investirem em um sistema mais eficiente para todos. É muito legal a divulgação das duplas antes do torneio começar, mas quando o bicho pega, sempre fica mais cômodo excluir os duplistas. É pra se pensar, ainda mais vindo de um país em que os maiores títulos na ATP nos últimos 15 anos continuam acontecendo na chave de duplas.

Pela última vez
Daniel Nestor disputa seu último Grand Slam da carreira, restando apenas a Copa Davis em setembro para o veterano finalmente pendurar a raquete. O canadense, campeão do US Open em 2004, está na chave com o americano Bradley Klahn, enfrentando os irmãos Harrison na estreia. Sem parceiro fixo na temporada, Nestor caiu na primeira rodada em 13 dos 19 torneios que disputou em 2018. Já em ritmo de despedida, a lenda de 45 anos deixará saudades no coração dos amantes de duplas.

Os melhores jogos de primeira rodada

  • [5]Cabal/Farah x Rublev/Shapovalov
  • [7]Kubot/Melo x Pospisil/Verdasco
  • [15]Bopanna/Roger-Vasselin x Baghdatis/Zverev
  • [16]Inglot/Skugor x Lindstedt/Ram
  • Daniell/Koolhof x Mirnyi/Oswald
  • Carreno Busta/Garcia-Lopez x Skupski/Skupski
  • Cerretani/Paes x Chardy/Martin

Onde assistir
Não faltam opções para o fã de tênis poder acompanhar cada ponto disputado no US Open. O Sportv3 é o canal de escolha da Globosat, enquanto a ESPN estará transmitindo pelos canais ESPN e ESPN+, além da plataforma WatchESPN, que transmite todas as quadras através do site ou do aplicativo. Confira a programação do dia, a chave de duplas completa e torça muito pelo seu time favorito!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s