Foto: Getty Images

O norte-americano Rajeev Ram e o britânico Joe Salisbury são os atuais campeões do Australian Open. A dupla vem de derrota na estreia do ATP 250 de Melbourne, sofrida justamente contra o britânico Jonny O’Mara, que será um de seus adversários na primeira rodada do Grand Slam. A experiência do time, que entra na sua terceira temporada, é um ponto importante para avançar na chave, já que Ram e Salisbury terão muitas duplas formadas apenas para o torneio em seu caminho. O bom desempenho na última temporada também é favorável para a segunda melhor dupla de 2020, que ganhou confiança e foi longe na maioria dos torneios disputados.

R1O’Mara/Sitak
R2Brkic/Qureshi ou Andujar/Martinez
Oitavas[10]Peers/Venus, Bopanna/McLachlan
Quartas[3]Granollers/Zeballos, [14]Gille/Vliegen
Semi[1]Cabal/Farah, [6]Murray/Soares, [12]Chardy/Martin, [13]Haase/Marach
Os brasileiros

[6]Bruno Soares e Jamie Murray
Eles estão de volta com tudo! Após um ano e meio do fim da parceria, Bruno e Murray voltaram a unir forças e o resultado não poderia ter sido melhor. Na última semana, em seu primeiro torneio do ano, a dupla conquistou o título no ATP 250 de Melbourne 1, voltando a ganhar um troféu após dois anos. O último havia sido no ATP 250 de Sydney, também na Austrália, em 2019.

As primeiras rodadas estão favoráveis para o time, complicando apenas mais pra frente. No caminho, Bruno e Murray podem encontrar os franceses Chardy/Martin nas oitavas, que foram vice-campeões no ATP 250 de Melbourne 2, e os colombianos Cabal/Farah, que foram seus adversários na decisão de Melbourne no último domingo.

A experiência da dupla, que passou três anos e meia junta até o rompimento, é essencial e vantajosa, ainda mais num começo de temporada. Bruno declarou após o título que “já esperava algo assim, nós já provamos que podemos ganhar torneios grandes e estamos mais maduros agora do que antes, além de estar jogando melhor”, estando ciente que a maior arma da dupla é a sintonia e o entrosamento. O título em Melbourne, aliás, trouxe boas lembranças para o mineiro. “Começou bem o nosso déjà vu aqui e espero que siga assim”, disse o tenista, relembrando o início da parceria com Murray em 2016, quando o time conquistou o ATP 250 de Sydney e o Australian Open logo no primeiro mês de dupla.

R1Giron/Norrie
R2[WC]Harris/Popyrin ou Djere/Travaglia
Oitavas[12]Chardy/Martin
Quartas[1]Cabal/Farah, [13]Haase/Marach
Semi[3]Granollers/Zeballos, [5]Ram/Salisbury, [10]Peers/Venus, [14]Gille/Vliegen

[7]Marcelo Melo e Horia Tecau
A parceria fixa de Melo para 2021 é com o experiente Jean-Julien Rojer. O holandês, porém, não viajou para a Austrália para ficar com a sua esposa, que está nos estágios finais da gravidez. O mineiro, então, se uniu ao romeno Horia Tecau, ex-parceiro de Rojer, para a gira australiana de torneio. E aqui vai uma curiosidade: é parcialmente culpa minha que essa dupla se juntou. 😂 Após Rojer avisar que realmente não poderia ir para a Austrália, Marcelo viu que Tecau estava sem dupla… no meu Twitter! Tinder das duplas é só aqui. 👩‍💻

O ATP 250 de Melbourne 2 foi o primeiro torneio que Melo e Tecau jogaram juntos em suas carreiras. As duas partidas que a dupla disputou na última semana foram essenciais para que o time ganhasse entrosamento e entendesse melhor o jogo de cada um. O cenário da gira australiana, aliás, foi ideal para a dupla, que teve mais tempo do que o normal para poderem se habituar. Entrosamento é essencial nas duplas e o mineiro e o romeno tiveram a oportunidade de conhecerem melhor o jogo do outro também durante o período de quarentena.

A estreia no Australian Open será interessante para Melo e Tecau, que terão dois simplistas pela frente, sendo uma ótima maneira de medir forças e pegar ritmo. O caminho da dupla, aliás, está recheado de tenistas e times baseados em potência, como Dodig/Polasek, Koolhof/Kubot e os simplistas.

R1Krajinovic/Lajovic
R2Albot/Evans ou Molteni/Nys
Oitavas[9]Dodig/Polasek
Quartas[4]Koolhof/Kubot, [15]Purcell/Saville
Semi[2]Mektic/Pavic, [8]Herbert/Mahut, [11]Kontinen/Roger-Vaselin, [16]Skupski/Skupski

Marcelo Demoliner e Santiago Gonzalez
Mais uma dupla que também está de volta. Demoliner e Gonzalez tiveram uma primeira passagem na temporada de 2018, onde o gaúcho conquistou o seu primeiro título da carreira ao lado do mexicano, no ATP 250 de Antalya, na Turquia. A dupla, porém, parou a colaboração após uma final no ATP 250 de Antuérpia naquele mesmo ano. Demoliner, desde então, teve alguns parceiros diferentes e também esteve fixamente ao lado do holandês Matwe Middelkoop.

Foi com Middelkoop que o gaúcho formou a parceria mais vitoriosa de sua carreira, conquistando os títulos dos ATP 250 de Moscou e Córdoba, e também fazendo final no ATP 250 de Zhuhai e no ATP 500 de São Petersburgo. Mas como muitos dos dramas que aconteceram na dança das cadeiras das duplas em 2020, o holandês decidiu encerrar a parceria abruptamente e Demoliner se reencontrou com Gonzalez, já fazendo uma semi no ATP 250 de Melbourne 2. E como o mundo gosta de ironias, Demoliner e Middelkoop se enfrentarão logo na estreia do Australian Open.

R1Arevalo/Middelkoop
R2[13]Haase/Marach ou Kecmanovic/Ruud
Oitavas[1]Cabal/Farah
Quartas[6]Murray/Soares, [12]Chardy/Martin
Semi[3]Granollers/Zeballos, [5]Ram/Salisbury, [10]Peers/Venus, [14]Gille/Vliegen

Thiago Monteiro e John Millman
A surpresa brasileira na chave foi Thiago Monteiro. O Australian Open será o primeiro Grand Slam de duplas que Thiago disputará em sua carreira, tendo como melhor resultado no circuito de duplas uma semifinal no Rio Open 2020, jogando ao lado de Felipe Meligeni. Com o anfitrião Millman, o brasileiro terá os argentinos Coria e Schwartzman pela frente. Caso passem, os entrosados irmãos Skupski podem estar em seu caminho logo na segunda rodada.

R1Coria/Schwartzman
R2[16]Skupski/Skupski ou Auger-Aliassime/Hurkacz
Oitavas[2]Mektic/Pavic
Quartas[8]Herbert/Mahut, [11]Kontinen/Roger-Vasselin
Semi[4]Koolhof/Kubot, [7]Melo/Tecau, [9]Dodig/Polasek, [15]Purcell/Saville
As ausências

A dupla de Kevin Krawietz e Andreas Mies, os atuais campeões de Roland Garros, não estará presente nesta edição do Australian Open. Mies foi para a Austrália incerto de sua condição física, sofrendo com uma séria lesão no joelho nos últimos meses. O alemão não conseguiu competir na ATP Cup, um dos torneios preparatórios para o Australian Open, e precisou desistir da disputa dos torneios australianos. Assim, Krawietz estará ao lado do compatriota Yannick Hanfmann, com quem disputou alguns challengers antes de iniciar a parceria com Mies.

Raven Klaasen é outra grande ausência do torneio. O sul-africano contraiu o coronavírus poucos dias antes de sua viagem para Melbourne e não conseguiu se recuperar a tempo. Klaasen iria iniciar a sua nova parceria ao lado do japonês Ben McLachlan, mas precisou ficar no seu país, onde disputará dois challengers na cidade de Potchefstroom neste mês de fevereiro. McLachlan jogará o torneio com o indiano Rohan Bopanna, que também ficou sem seu parceiro original, o português João Sousa, pela testagem positiva para coronavírus do mesmo antes da viagem para a Austrália.

Em ritmo de despedida, o austríaco Jurgen Melzer também não estará presente em Melbourne. O tenista tinha a intenção de se aposentar no início deste o ano na Austrália, ao lado da lenda indiana Leander Paes, mas precisou mudar os seus planos após o anúncio da quarentena obrigatória na Austrália, que conflitaria com a sua agitada agenda. Melzer assumiu recentemente um papel coorporativo na federação austríaca de tênis, além de ter se tornado o técnico da compatriota Barbara Haas, a tenista número 1 da Áustria. Porém, nem tudo está perdido na tour de despedida do tenista, que agora tem planos de se aposentar em Roland Garros ou Wimbledon ao lado do alemão Philipp Petzschner, com quem conquistou os títulos do Grand Slam da grama (2011) e também do US Open (2011).

e AÍ, JUVENTUDE?

O austríaco Julian Knowle, de 46 anos, se aposentou oficialmente no ano passado. A última temporada completa do tenista, porém, foi em 2017, apesar de ter feito uma partida em 2020 no ATP 250 de Montpellier. Agora técnico de Krawietz/Mies, Knowle não imaginava que voltaria a disputar um Grand Slam, mas com a ausência de alternates que não estejam disputando as outras chaves do torneio (medida tomada para evitar que mais gente viaje para a Austrália) e algumas desistências colocaram o experiente tenista na chave com o sul-africano Lloyd Harris, que estava em busca de um parceiro. Aos 46 anos e 9 meses, Knowle será o tenista mais velho a disputar uma chave de duplas masculina de um Grand Slam, superando até mesmo Daniel Nestor, que disputou o US Open em 2018 prestes a completar 46 anos. Apenas uma pessoa pode superar esta marca do austríaco e todos nós sabemos quem é: Leander Paes! Será que o indiano de 47 anos voltará a disputar um Grand Slam em breve?

Dança das cadeiras

Grandes mudanças aconteceram nas principais duplas do circuito, e algumas até vieram com um barraco digno de novela mexicana de brinde. É facada nas costas e gritaria!

Bruno Soares e Jamie Murray retomaram a vitoriosa parceria após o término do brasileiro com Mate Pavic. O croata, logo após a final do Masters 1000 de Paris, argumentou com Bruno que não estava satisfeito com a dupla, o que deixou Soares surpreso. Pavic e Soares conquistaram o título do US Open em 2020, além do vice-campeonato de Roland Garros, e terminaram a temporada como a melhor dupla do ano.

Pavic, porém, já estava com tudo pronto. O croata havia fechado uma parceria com o seu compatriota Nikola Mektic, que também terminou a dupla com Wesley Koolhof de maneira abrupta. Pavic e Mektic começaram a temporada de 2021 da melhor maneira possível, conquistando os títulos dos ATP 250 de Antalya e Melbourne. É aqui o bingo da amizade?

Falando em Koolhof, assim como Bruno e Pavic, ele também foi pego de surpresa com a quebra da parceria por parte de Mektic e ficou bem chateado, já que o holandês e o croata já haviam combinado que continuariam a jogar juntos em 2021. Isso tudo aconteceu na época do Masters 1000 de Paris e do ATP Finals, em novembro. Coincidentemente foi quando Marcelo Melo e Lukasz Kubot anunciaram que romperiam a parceria de quatro anos. O mineiro já havia acertado com o holandês Jean-Julien Rojer, mas o polonês ainda estava procurando um novo parceiro. Após uma conversa no ATP Finals, Koolhof e Kubot, então, uniram forças para 2021 e prometem ser uma das duplas mais explosivas da temporada.

Onde assistir

A ESPN é dona dos direitos de transmissão do torneio no Brasil. Além de jogos no canal ESPN, a emissora também disponibiliza todas as quadras na plataforma WatchESPN. Confira a chave completa das duplas masculinas, pegue uma xícara de café e venha acompanhar toda a ação do Australian Open!

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