A novidade desta sexta-feira foi o retorno da parceria de Marcelo Melo e Ivan Dodig. Pegando os fãs de surpresa, a dupla dona de seis títulos no circuito já iniciará as atividades no próximo mês de outubro, no Masters 1000 de Indian Wells. Em conversa com o blog, o mineiro contou os motivos para não continuar ao lado de Lukasz Kubot e a retomada ao lado de Dodig.

Foto: ATP World Tour/Peter Staples

Melo esteve ao lado de Kubot por quase cinco temporadas. A dupla tentou um retorno no meio deste ano, jogando entre Roland Garros e o US Open, mas decidiu seguir caminhos diferentes definitivamente. “A gente tinha combinado de jogar até Wimbledon. Depois nós acabamos prolongando até o US Open. Acho que os resultados não vieram iguais aos de Wimbledon, sabe. A gente jogou bem lá, mas depois não conseguimos colocar em prática tudo o que a gente já jogou junto. Nós tivemos muitos resultados aquém do nosso nível real. Não estávamos conseguindo encaixar muito bem e, por isso, nós resolvemos cada um buscar o seu caminho, em busca de melhores resultados”, disse o mineiro.

Com Dodig, Marcelo atingiu novos níveis em sua carreira. A dupla esteve em atividade entre as temporadas de 2012 e 2016, conquistando Roland Garros em 2015, os Masters 1000 de Xangai, Paris, Toronto e Cincinnati, e o ATP 500 de Acapulco. Foi também com o croata que Melo chegou ao número 1 do mundo no ranking individual de duplas, além de ter feito mais outras oito finais, com destaque para Wimbledon (2013) e o ATP Finals (2014).

Cinco anos após o encerramento da parceria, a dupla resolveu retomar as atividades. “A ideia do retorno surgiu de uma combinação de fatores. O Ivan encerrou a parceria com o Polasek e tinha combinado de jogar com o Bopanna até o US Open, estando sem parceiro para o restante do ano. Depois que eu e o Kubot decidimos não seguir adiante, acabei convidando o Ivan para jogar. Eu acho que ele é um jogador que sempre se comprometeu muito e todo mundo sabe o tanto que a gente jogou bem junto. Independentemente da maneira que a gente terminou ou não a parceria, eu acho que nós mudamos muito de lá para cá. Nós evoluímos bastante. A conversa que nós tivemos foi muito legal, foi positiva de todas as maneiras”, continuou.

Nas cinco temporadas que não estiveram juntos, Melo jogou ao lado de Kubot e conquistou Wimbledon em 2017. O mineiro voltou ao posto de número 1 naquele mesmo ano e também terminou a temporada no topo do ranking de times. Dodig também conquistou outro Grand Slam, sendo campeão do Australian Open deste ano com Polasek.

A primeira partida de Melo e Dodig será daqui um mês, no torneio de Indian Wells, que acontece na segunda semana de outubro. Animado com o futuro, Marcelo celebrou a evolução da carreira de ambos durante estes cinco anos. “Nós vemos essa retomada de parceria com bons olhos. Ele teve outras opções de parceiros, assim como eu também tive, mas nós acabamos nos escolhendo. É importante a gente resgatar as memórias das coisas boas que fizemos juntos, independentemente do término da parceria. E quando terminamos, nós tínhamos acabado de ganhar dois Masters 1000 seguidos. Muita coisa mudou e a nossa experiência é muito maior hoje em dia. Ele até falou pra gente que hoje entende muito mais as coisas quando comparado com antigamente, quando ainda estava focado em simples. Tenho convicção que a gente vai fazer um bom retorno. Eu complemento o jogo dele muito bem, assim como ele complementa o meu. Além disso, ele vem jogando muito bem, está muito sólido mesmo”, finalizou.

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