André Sá anuncia aposentaria; mineiro se despedirá nos torneios do Brasil

Com 21 anos de carreira profissional, 30 finais e 11 títulos, André Sá anunciou a sua aposentadoria. O mineiro de 40 anos disputará seus últimos torneios no Brasil, jogando o Rio Open, no Rio de Janeiro, e o Brasil Open, em São Paulo.

2017 French Open - Day Five

Foto: Getty Images

Sá, que começou a jogar tênis aos 8 anos, foi o responsável por abrir o caminho para dois grandes pilares do tênis brasileiro atual, Bruno Soares e Marcelo Melo. Semifinalista de Wimbledon nas duplas, o seu torneio favorito, o mineiro também atingiu um grande resultado no Grand Slam da grama em simples, parando nas quartas de final.

Com quatro Jogos Olímpicos disputados, Sá é o recordista do tênis brasileiro de participações, sendo a última no Rio de Janeiro, em 2016, vencendo Andy e Jamie Murray na estreia, ao lado de Thomaz Bellucci. Também representando o Brasil, o mineiro foi medalha de ouro nas duplas nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999, e disputou 18 confrontos de Copa Davis.

“Tomei a decisão no começo de Janeiro. Por várias razões, mas essa oportunidade de treinar o Bellucci ajudou. Foi bem difícil essa decisão, levou alguns meses, somente depois do US Open que realmente comecei a pensar em parar. Sentia que era a hora certa,” revelou o mineiro, que seguirá treinando o paulista Thomaz Bellucci.

Ex-número 17 do mundo, André avaliou bem seus mais de 20 anos de carreira e destacou seus momentos favoritos: “Avalio minha carreira como de sucesso, longevidade nunca é fácil, né? Depende de muita de disciplina e comprometimento. Os pontos altos foram Wimbledon, medalha de ouro no Pan 99, representar o Brasil na Copa Davis e o tanto de amizades que fiz nesses 22 anos de carreira. Ficou faltando mesmo um titulo de Grand Slam, esse era o objetivo quando comecei a jogar duplas.”

Disputando os torneios brasileiros antes de encerrar oficialmente sua carreira, o mineiro deseja deixar uma boa impressão. “Só espero uma última boa apresentação em casa, junto da minha família nesses torneios, e querendo ganhar também. Sem dúvidas serão semanas diferentes e emocionantes para mim”, seguiu.

Ativo também nos bastidores, o brasileiro fazia parte do Conselho dos Jogadores da ATP, além de dar palestras para empresas. Simultaneamente ao trabalho de treinador de Bellucci, Sá atuará como sócio da Linkinfirm, empresa que cuida da carreira de Bruno Soares e outros tenistas brasileiros, além de Bob e Mike Bryan. Apesar de estar se aposentando, o tenista afirma que não vai pendurar a raquete de vez: “Tênis representa tudo, uma paixão que me deu caminho para várias realizações. Conheci minha esposa, o mundo e, principalmente, eu mesmo. Amo tênis e nunca vou parar de jogar. Estou parando de competir, mas parar de jogar só quando bater as botas”, encerrou, brincando e declarando seu amor ao esporte.

Anúncios

Com 44 semanas no topo do ranking, Melo supera marca de Guga

Marcelo Melo conquistou mais uma marca histórica em sua carreira. No ranking individual de duplas divulgado pela ATP nesta segunda-feira, o mineiro manteve a primeira colocação – empatado com seu parceiro Lukasz Kubot – e passou a somar 44 semanas na liderança ao longo da carreira, uma a mais do que Gustavo Kuerten, anteriormente o recordista brasileiro.

330461_763885__s1a2117 (1)

Foto: (Luiz Doro/dorofoto)

“Fico muito feliz, é muito gratificante para mim conquistar mais um fato histórico, mais uma conquista inédita na minha carreira. Realmente essa quantidade de semanas como número 1 do mundo não é fácil. Com certeza todas as pessoas que trabalham comigo, o Daniel (Melo, irmão e treinador), o Chris (Bastos, preparador físico), minha família, meus amigos, fazem muita parte nisso. Compartilho com eles também essa alegria, esse fato, porque sem eles eu não conseguiria, juntamente com os torcedores, que sempre estão junto, independentemente de onde eu estiver, tem sempre alguém torcendo, apoiando. Então eles também são importantes nisso tudo. Por isso, compartilho com todos, mais um feito na minha carreira. Espero continuar conquistando ainda mais e permanecer por mais tempo como número 1”, comemorou Marcelo, que desde que voltou ao topo do ranking, em novembro de 2017, está há 18 semanas como líder.

Após Melbourne, Melo e Kubot abriram larga vantagem na liderança, vendo Henri Kontinen e John Peers, números 3 e 4 do mundo, se distanciarem por não terem defendido seu título no primeiro Grand Slam do ano. A dupla do mineiro e do polonês volta a jogar no dia 12 de fevereiro, no ATP 500 de Roterdã, na Holanda. Antes, nesta semana, Melo estará defendendo o Brasil na Copa Davis contra a República Dominicana, em Santo Domingo, em parceria com o gaúcho Marcelo Demoliner.

Kubot/Melo caem nas quartas do Australian Open

Não deu para Marcelo Melo e Lukasz Kubot em Melbourne. Na madrugada desta terça-feira, a dupla foi superada pelo japonês Ben Mclachlan e o alemão Jan-Lennard Struff em dois sets a um, com parciais de 6/4, 6/7 e 7/6, caindo nas quartas de final do Australian Open.

Marcelo+Melo+2018+Australian+Open+Day+4+Cua8GqQSrz0x

Foto: Darrian Traynor/Getty Images AsiaPac

A partida começou favorável para Mclachlan e Struff, que ganharam os nove primeiros pontos e quebraram o serviço de Kubot de zero, confirmando a vantagem na sequência. Melo e Kubot conseguiram devolver a diferença no oitavo game, porém o saque do polonês voltou a ser quebrado logo em seguida, com o japonês e o alemão levando o set.

O segundo set foi equilibrado e não contou com quebras, sendo decidido no tie-break. Os quatro primeiros prontos foram exclusivamente de trocas de mini-breaks. Com 3-4, a dupla de Melo e Kubot ganhou os quatro pontos seguintes, empatando a partida. A parcial seguinte foi parecida, também sem quebras e indo para o tie-break. Lá, Mclachlan e Struff saíram na frente primeiro, tendo um mini-break de vantagem até o fim, saindo vitoriosos de quadra.

“Eles jogaram realmente muito bem. Começamos a partida muito abaixo do que vínhamos jogando. Poderíamos ter iniciado muito melhor, para quem sabe já sair dominando e fazer um jogo diferente. A partir do segundo set passamos a jogar melhor, mas eles estavam mais confortáveis na partida, sacando melhor que nós. Então isso acabou sendo determinante. No terceiro set tivemos duas boas chances de break no 4/4, quando o jogo poderia ter sido decidido para o nosso lado. Depois, no tie break, acabou um ponto decidindo para o lado deles”, analisou o mineiro. “Realmente, a dupla acaba definida por um ponto ou outro. Infelizmente hoje foi para eles, que também mereceram muito a vitória por terem jogado muito bem, especialmente nas horas de pressão. Fica mais um aprendizado e lição para nossa dupla. Aumentar novamente os treinos e focar no que acabamos pecando aqui para não acontecer novamente e continuar tendo boas chances de outros títulos grandes pela frente”, finalizou Melo, que tem como próximos compromissos a Copa Davis, na República Dominica, e o ATP 500 de Roterdã, na Holanda.

 

De virada, Melo e Kubot confirmam favoritismo e vão às quartas

Na madrugada desta segunda-feira, Marcelo Melo e Lukasz Kubot derrotaram o americano Rajeev Ram e o indiano Divij Sharan de virada, com parciais de 3/6, 7/6 e 6/4. A vitória avança a dupla do brasileiro e do polonês para as quartas de final do Australian Open, o primeiro Grand Slam do ano.

Marcelo+Melo+2018+Australian+Open+Day+4+RlMKU2tXzxzx

Foto: Darrian Traynor/Getty Images AsiaPac

No primeiro set, Melo e Kubot quebraram seus adversários no quinto game, mas viram Ram e Sharan reagirem logo na sequência, ganhando quatro games seguidos e levando a parcial em 6/3. O set seguinte foi parelho, com nenhuma das duplas tendo seus saques quebrados. No tie-break, Melo e Kubot conseguiram dois mini-breaks, empatando a partida em um set a um.

Com tudo igual, o jogo foi decidido no terceiro set. Lá, o brasileiro e o polonês cresceram em seus games de saque, não dando chances de quebra pra seus adversários, que conseguiram apenas cinco pontos durante o serviço de Melo e Kubot. A dupla dos número 1 do mundo aproveitaram o break point no sétimo game, quebrando Ram e Sharan e segurando a vantagem até o fim, se garantindo nas quartas de Melbourne.

“Jogo muito duro. Começamos muito bem com um break na frente, mas depois que eles quebraram baixamos muito o nível até a metade do segundo set, quando conseguimos nos reencontrar até fechar o tie break. No início do terceiro set estávamos mais inteiros e tivemos chance de break logo no início e depois quebramos, sempre sacando muito bem. Grand Slam é torneio longo e não dá para jogar muito bem todo dia. O importante é estar confiante e manter a calma para conquistar a vitória, como fizemos hoje”, analisou o mineiro.

Nas quartas, a dupla enfrentará o japonês Ben Mclachlan e o alemão Jan-Lennard Struff, jogo que acontece já na madrugada desta terça-feira, não antes da meia noite, com transmissão da ESPN+.

Com cinco vitórias consecutivas no ano, Melo e Kubot vão às oitavas; Murray/Soares fora

Marcelo Melo e Lukasz Kubot venceram mais uma partida em Melbourne. Disputando o Australian Open, a dupla cabeça de chave 1 derrotou os australianos Max Purcell e Luke Saville em dois sets a zero, com parciais de 6/3 e 7/6, se garantindo nas oitavas de final.

Marcelo+Melo+2018+Australian+Open+Day+4+vKhmrjGi80-x

Foto: Darrian Traynor/Getty Images AsiaPac

Em partida equilibrada, Melo e Kubot aproveitaram as chances melhor do que seus adversários. O primeiro set viu seis dos noves games tendo break points disputados, com a dupla do brasileiro quebrando primeiro e abrindo 4/1. Os australiano conseguiram devolver a diferença, marcando 4/3, mas Melo e Kubot voltaram a ter a vantagem logo no game seguinte, fechando o set em 6/3. Na segunda parcial, o equilíbrio foi ainda maior, com apenas um dos games tendo break points disputados, mas sem nenhuma conversão. Decidido no tie-break, a experiência de Melo e Kubot prevaleceu, com a dupla vencendo em 7-2 e levando a partida.

“Hoje fizemos um dos melhores jogos deste ano. Jogamos muito bem contra uma dupla perigosa, que não conhecíamos, e que se continuar junta vai dar muito trabalho. Conseguimos imprimir nosso ritmo, mesmo sabendo que a dupla australiana era franco-atiradora e que teria o apoio da torcida em uma quadra grande lotada. Fomos bem melhores do que na primeira rodada, o que dá confiança para o próximo jogo”, analisou o mineiro. Nas oitavas de final, a dupla enfrentará o americano Rajeev Ram e o indiano Divij Sharan.

O destino de Bruno Soares e Jamie Murray não foi o mesmo. Enfrentando os indianos Leander Paes e Purav Raja, o mineiro e o britânico foram eliminados do primeiro Grand Slam do ano em dois sets a um, com parciais de 7/6, 5/7 e 7/6. Os indianos enfrentarão os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah na próxima rodada.

Em grande atuação de Leander Paes, a partida viu os indianos crescerem com o passar do tempo. Na primeira parcial, Soares e Murray chegaram a sacar pro set em 5/3, porém Paes e Raja devolveram a quebra, igualando a partida. No tie-break, os cinco primeiros pontos foram mini-breaks, com os indianos tendo a vantagem, segundo até o fim e levando a parcial. No segundo set, os times confirmaram seus saques sem dramas por dez games consecutivos, até Soares e Murray quebrarem logo seus adversários e confirmarem a vitória do set no game seguinte.

A parcial decisiva contou com as duplas mais sólidas, confirmando os serviços e salvando os break points. No tenso tie-break, Soares e Murray chegaram a ter um match point, que foi salvo pelos adversários. Após um bela curta de Raja, a dupla dos indianos passou a ter um match point, que foi convertido com Raja acertando um winner de devolução no saque de Soares.

Duplas de Melo e Soares vencem na estreia; Demoliner cai

Marcelo Melo e Lukasz Kubot iniciaram a campanha em Melbourne com vitória. No início da madrugada desta quinta-feira, os cabeças de chave 1 eliminaram a dupla formada pelo italiano Paolo Lorenzi e o alemão Mischa Zverev em apenas 51 minutos de jogo, com parciais de 6/2 e 6/2.

Marcelo+Melo+2018+Sydney+International+Day+9wYpxwPCbO-x

Foto: Zak Kaczmarek/Getty Images AsiaPac

O jogo contou com Mischa Zverev apresentando problemas físicos remanescentes de sua estreia na chave de simples, no qual abandonou. Melo e Kubot tiveram o serviço quebrado logo no começo, com os adversários abrindo 2/1. A quebra, porém, foi devolvida logo em seguida, quando o mineiro e o polonês começaram seu domínio, ganhando cinco games seguidos e levando a parcial. No segundo set, Melo e Kubot perderam apenas três pontos em seus games de saque, enquanto quebraram o serviço de seus adversários por duas vezes, garantindo a vitória na estreia.

“Começamos bem, da forma como queríamos. Apesar de termos iniciado com um break abaixo, conseguimos nos recuperar e dominar a partida. Isso foi muito importante para a primeira rodada. Agora é continuar neste ritmo e ir o mais longe possível, mas sempre pensando passo a passo”, declarou Marcelo após a partida. Na segunda rodada, a dupla enfrentará os australianos Max Purcell e Luke Saville.

Bruno Soares e Jamie Murray também venceram em sua estreia no primeiro Grand Slam do ano. Ontem, o mineiro e o britânico superaram os americanos Frances Tiafoe e Donald Young de virada, com parciais de 5/7, 6/4 e 6/4.

O primeiro set viu muito equilíbrio. Soares e Murray tiveram cinco chances de quebra durante o longo quinto game, mas viram os americanos confirmarem seu serviço. O set seguiu complicado até o 12º game, onde Tiafoe e Young quebraram a dupla do mineiro, levando a parcial. No set seguinte, Bruno e Jamie quebraram no quinto set, segurando a vantagem e confirmando o empate de parciais no quinto set point.

No set decisivo, Soares e Murray salvaram um break point no quarto game. Confirmando seus saques, a dupla seguiu jogando bem e conseguiram a quebra no 7º game, abrindo 4/3 e selando a vitória três games depois.

“Foi um jogo duríssimo. As condições de jogo estavam bem complicadas no início, com sol e sombra na quadra. Estava difícil de ver a bola e um pouco frustrante para jogar. Depois veio a sombra, ficou bem melhor de jogar, elevamos o nível, o jogo ficou bom e conseguimos fazer a virada. É um jogo para dar muita confiança pra gente”, analisou o mineiro. Na próxima rodada, a dupla pega os indianos Leander Paes e Purav Raja.

Marcelo Demoliner não teve a mesma sorte. Ao lado do filipino Treat Huey, o gaúcho foi eliminado pelo polonês Marcin Matkowski e o paquistanês Aisam-ul-Haq Qureshi em 7/6 e 6/4. Demoliner e Huey tiveram três chances de quebra durante o jogo, não conseguindo converter. A dupla também contou com um set point no tie-break do primeiro set, mas Matkowski e Qureshi conseguiram impedir, confirmando a vitória do primeiro set poucos pontos depois. No segundo, o polonês e o paquistanês quebraram logo no primeiro game, segurando a vantagem até o fim.

Guia das duplas – Australian Open 2018

australian-open-2017-doubles-final-kontinen-peers

Foto: Getty Images

Os campeões
Henri Kontinen e John Peers são os atuais campeões do Australian Open. A dupla, que foi um dos principais nomes da temporada de 2017, terminando com o título no ATP Finals, vem forte para a defesa do título na Austrália. O finlandês e o australiano começaram o ano com o título em Brisbane, confirmando a continuação da boa fase dos carrascos da última temporada. Em Melbourne, os cabeças de chave 2 possivelmente enfrentarão nomes como Matkowski/Qureshi, Bryan/Bryan e Rojer/Tecau ou Murray/Soares no caminho. Com grandes duplas em sua chave, Kontinen e Peers serão testados do início ao fim, tendo a difícil missão de defender o título no primeiro Grand Slam do ano.

Projeção de Kontinen/Peers
R1: Dzumhur/Lajovic
R2: Albot/Chung ou Erlich/Nestor
Oitavas: [15]Matkowski/Qureshi, Demoliner/Huey
Quartas: [6]Bryan/Bryan, [12]Cuevas/Zeballos
Semi: [3]Rojer/Tecau, [5]Murray/Soares, [11]Cabal/Farah, [14]Dodig/Verdasco


Os brasileiros
[1]Marcelo Melo e Lukasz Kubot
A melhor dupla da temporada de 2017 continuou o ritmo do último ano ao iniciar 2018 com o título em Sydney. Melo e Kubot, que caíram nas oitavas no ano passado, terão um bom teste nas duas primeiras rodadas, enfrentando simplistas. Nas oitavas, Granollers, um dos responsáveis pela eliminação da dupla em 2017, poderá voltar a ser seu adversário. No geral, a chave parece ser favorável para o mineiro e o polonês, porém o maior perigo se encontra na semi, com Marach/Pavic, campeões de dois torneios neste início de ano e continuando as boas performances de 2017, e Herbert/Mahut no caminho.

Projeção de Kubot/Melo
R1: Lorenzi/M. Zverev
R2: Elgin/Rublev ou Purcell/Saville
Oitavas: [16]Ram/Sharan; Fognini/Granollers
Quartas: [8]Klaasen/Venus, [9]Lopez/Lopez
Semi: [4]Herbert/Mahut, [7]Marach/Pavic, [10]Bopanna/Roger-Vasselin, [13]Gonzalez/Peralta

[4]Bruno Soares e Jamie Murray
Os campeões da edição de 2016 não terão vida fácil em Melbourne. Vindo de vice-campeonato em Doha, os cabeças 4 enfrentarão Tiafoe/Young logo de cara, sendo uma difícil estreia. No caminho, a dupla pode ter os colombianos Cabal e Farah, eternas pedra no sapato dos duplistas brasileiros, Rojer/Tecau, campeões do US Open, e Kontinen/Peers, que estão em excelente fase. Chave dura para Soares e Murray.

Projeção de Murray/Soares
R1: Tiafoe/Young
R2: Paes/Raja ou Basilashvili/Haider-Maurer
Oitavas: [11]Cabal/Farah
Quartas: [3]Rojer/Tecau, [14]Dodig/Verdasco
Semi: [2]Kontinen/Peers, [6]Bryan/Bryan, [12]Cuevas/Zeballos, [15]Matkowski/Qureshi

Marcelo Demoliner e Treat Huey
Ainda sem parceiro fixo para a temporada, o brasileiro foi para Melbourne com o filipino Huey, com quem também disputou o torneio de Auckland, onde caíram na estreia. No Australian Open, a dupla não deu sorte e enfrentará os experientes Matkowski/Qureshi. Caso avancem na chave, Demoliner e Huey podem enfrentar Kontinen e Peers logo nas oitavas, tendo nenhum descanso em Melbourne.

Projeção de Demoliner/Huey
R1: [15]Matkowski/Qureshi
R2: Lindstedt/Skugor ou Jebavy/Vesely
Oitavas: [2]Kontinen/Peers
Quartas: [6]Bryan/Bryan, [12]Cuevas/Zeballos
Semi: [3]Rojer/Tecau, [5]Murray/Soares, [11]Cabal/Farah, [14]Dodig/Verdasco


A ausência
André Sá, que está treinando Thomaz Bellucci, é a grande ausência por parte dos brasileiros no Australian Open. O mineiro de 40 anos anunciará novidades em breve.


Os melhores jogos de primeira rodada
[9]Lopez/Lopez x Mergea/Zimonjic
Carreno Busta/Garcia-Lopez x Haase/Middelkoop
[8]Klaasen/Venus x Lipsky/Marrero
[10]Bopanna/Roger-Vasselin x Harrison/Pospisil
[5]Murray/Soares x Tiafoe/Young
Dodig/Verdasco x Johnson/Querrey
Monroe/Smith x Kyrgios/Reid
[15]Matkowski/Qureshi x Demoliner/Huey


Onde assistir
A ESPN é a detentora dos direitos de transmissão do Australian Open. Com os canais ESPN e ESPN+, além da plataforma Watch ESPN, que possui todas as quadras disponíveis, o fã de esporte tem muitas opções para acompanhar a ação em Melbourne. Além da ESPN, o site oficial do Grand Slam também transmite o torneio completo. Veja a chave de duplas completa e curta muito tênis em dobro!

Entry list – Australian Open 2018

1 Kubot, Lukasz 2 Melo, Marcelo 1 D+D 3
2 Kontinen, Henri 3 Peers, John 4 D+D 7
3 Rojer, Jean-Julien 7 Tecau, Horia 8 D+D 15
4 Herbert, Pierre-Hugues 13 81 Mahut, Nicolas 6 103 D+D 19
5 Murray, Jamie 9 Soares, Bruno 10 D+D 19
6 Bryan, Bob 11 Bryan, Mike 11 D+D 22
7 Marach, Oliver 19 Pavic, Mate 17 936 D+D 36
8 Klaasen, Raven 25 Venus, Michael 15 D+D 40
9 Dodig, Ivan 5 336 Verdasco, Fernando 66 35 D+S 40
10 Fognini, Fabio 96 27 Granollers, Marcel 14 177 S+D 41
11 Lopez, Feliciano 24 36 Lopez, Marc 20 D+D 44
12 Bopanna, Rohan 18 Roger-Vasselin, Edouard 26 D+D 44
13 Cabal, Juan Sebastian 23 Farah, Robert 27 D+D 50
14 Gonzalez, Santiago 28 Peralta, Julio 29 D+D 57
15 Johnson, Steve 167 44 Querrey, Sam 57 13 S+S 57
16 Cuevas, Pablo 21 32 Zeballos, Horacio 38 66 D+D 59
17 Ram, Rajeev 22 353 Sharan, Divij 47 D+D 69
18 Matkowski, Marcin 40 Qureshi, Aisam-Ul-Haq 31 D+D 71
19 Lorenzi, Paolo 85 43 Zverev, Mischa 52 33 S+S 76
20 Haase, Robin 81 42 Middelkoop, Matwe 36 1177 S+D 78
21 Carreno Busta, Pablo 44 10 Garcia-Lopez, Guillermo 84 70 S+S 80
22 Mektic, Nikola 32 937 Peya, Alexander 54 D+D 86
23 Mergea, Florin 53 Zimonjic, Nenad 35 D+D 88
24 Daniell, Marcus 37 Inglot, Dominic 51 D+D 88
25 Krajinovic, Filip 781 34 Troicki, Viktor 110 55 S+S 89
26 Pella, Guido 816 64 Schwartzman, Diego 148 26 S+S 90
27 Mirnyi, Max 41 Oswald, Philipp 50 D+D 91
28 Monroe, Nicholas 30 Smith, John-Patrick 68 218 D+D 98
29 Demoliner, Marcelo 34 Huey, Treat 65 D+D 99
30 Koolhof, Wesley 46 Sitak, Artem 55 D+D 101
31 Dzumhur, Damir 368 30 Lajovic, Dusan 319 75 S+S 105
32 Mayer, Leonardo 155 52 Sousa, Joao 236 57 S+S 109
33 Chardy, Jeremy 93 78 Martin, Fabrice 33 S+D 111
34 Duran, Guillermo 64 993 Molteni, Andres 48 1180 D+D 112
35 Lindstedt, Robert 72 Skugor, Franko 42 294 D+D 114
36 Kyrgios, Nick 75 21 Reid, Matt 97 S+D 118
37 Podlipnik-Castillo, Hans 58 1089 Vasilevski, Andrei 61 D+D 119
38 Jebavy, Roman 59 Vesely, Jiri 135 62 D+S 121
39 Basilashvili, Nikoloz 59 Haider-Maurer, Andreas 451 63 S+P 122
40 Paes, Leander 63 Raja, Purav 60 D+D 123
41 Harrison, Ryan 16 47 Pospisil, Vasek 179 108 D+S 124
42 Mclachlan, Ben 73 Struff, Jan-Lennard 190 53 D+S 126
43 Benneteau, Julien 45 56 Eysseric, Jonathan 82 479 D+D 127
44 Tiafoe, Frances 367 79 Young, Donald 49 61 S+D 128
45 Andujar, Pablo 1690 105 Ramos-Vinolas, Albert 149 23 P+S 128
46 Shamasdin, Adil 62 Skupski, Neal 67 D+D 129
47 Gojowczyk, Peter 60 Mayer, Florian 205 69 S+S 129
48 Nys, Hugo 91 647 Paire, Benoit 172 41 D+S 132
49 Erlich, Jonathan 78 Nestor, Daniel 56 D+D 134
50 Elgin, Mikhail 95 843 Rublev, Andrey 317 39 D+S 134
51 Donskoy, Evgeny 259 72 Medvedev, Daniil 348 65 S+S 137
52 Istomin, Denis 400 63 Kukushkin, Mikhail 818 74 S+S 137
53 Fabbiano, Thomas 500 73 Sela, Dudi 176 67 S+S 140
54 Albot, Radu 211 87 Chung, Hyeon 399 58 S+S 145
55 Polmans, Marc 70 323 Whittington, Andrew 76 226 D+D 146
56 Lipsky, Scott 69 Marrero, David 77 D+D 146
57 Delbonis, Federico 401 68 Estrella Burgos, Victor 339 83 S+S 151

Alternates

58 Fucsovics, Marton 369 85 Nishioka, Yoshihito 166 66 S+P 151
59 Ebden, Matthew 233 76 Millman, John 227 128 81 S+P 157
60 Karlovic, Ivo 80 Sancic, Antonio 79 1177 S+D 159
61 Cerretani, James 89 Skupski, Ken 87 D+D 176
62 Dutra Silva, Rogerio 90 101 Lacko, Lukas 1251 92 D+S 182
63 Bolt, Alex 86 189 Mousley, Bradley 98 322 D+D 184
64 Ratiwatana, Sanchai 92 Ratiwatana, Sonchat 101 D+D 193
65 Copil, Marius 731 93 Nedunchezhiyan, Jeevan 102 S+D 195
66 Daniel, Taro 1192 99 Sandgren, Tennys 440 96 S+S 195
67 Ebden, Matthew 233 76 Millman, John 227 128 S+S 204

Confira os melhores pontos e momentos das duplas de Melo e Soares em 2017

Marcelo Melo e Lukasz Kubot:

Bruno Soares e Jamie Murray:

Marcelo Melo: “As duplas estão num nível que nunca vi antes”

O brasileiro Marcelo Melo, número 1 do mundo no ranking de duplas e parte da melhor dupla da temporada, recebeu a imprensa em São Paulo para um bate-papo. Em entrevista ao Match Tie-Break, o mineiro fez um balanço do ano de 2017, além da amizade com Alexander Zverev, mudanças no tênis e o equilíbrio do circuito de duplas atual.

327879_755532_061217_centauro_marcelomelo_0560

Foto: Marcelo Pereira / Divulgação

Após cinco anos ao lado do croata Ivan Dodig, Melo disse que mudanças causam, sim, insegurança, mas que sempre acreditou na parceria com o polonês Lukasz Kubot. “Depois de mais de 5 anos com o Ivan, que foi um jogador com o qual comecei a conquistar os títulos maiores, como Masters 1000 e Grand Slam, toda mudança gera uma certa insegurança, uma certa dúvida, em especial pelo começo de ano que tive com o Lukasz. Mas no fundo sempre acreditamos que poderíamos formar uma bela dupla, o Kubot também já tinha conquistado vários resultados em torneios grandes . É como eu falei no início do ano, que era só encontrar um equilíbrio de jogo entre a gente, porque sabíamos que tínhamos o nível técnico necessário”, declarou o mineiro.

Os resultados da dupla começaram a aparecer em Indian Wells, onde foram vice-campeões. Antes do torneio californiano, Melo e Kubot tinham conquistado apenas quatro vitórias e cinco derrotas, causando rumores de separação na imprensa esportiva. “Tivemos uma conversa muito boa em Acapulco e que foi praticamente um clique para nós. Acho que um dos fatores pra gente não ter se encontrado antes foi essa falta de equilíbrio e a ansiedade por resultados. Já tínhamos sido campeões no torneio de Viena por duas vezes seguidas, então gerou uma ansiedade no início do ano. Quando fomos campeões lá, o Lukasz não tinha parceiro fixo e eu estava com o Ivan, não tinha pressão. Então era questão de acalmar os ânimos e colocar as coisas em ordem, tentar encontrar um caminho e sempre ter conversas positivas, o que acho que foi o principal para a gente. E deu no que deu!”, continuou o mineiro, destacando a positividade da dupla.

Melo também teve um destaque fora das quadras. A amizade do brasileiro com o alemão Alexander Zverev, número 4 do ranking de simples, foi muito comentada nas redes sociais, e o mineiro explicou que o respeito é a base de tudo. “Tênis é um esporte extremamente competitivo e, na maioria das vezes, individualista. Em teoria, não tenho nenhuma competição com o Sascha (Zverev). É difícil um simplista ter tanta amizade com outro simplista, eles se enfrentam o tempo todo. Bom, não sei como que isso funciona lá do lado da simples, mas nós, duplistas, estamos mais acostumados a ter amizades no circuito, acho que pra eles é um pouco diferente. Com o Sascha, o principal foi o respeito que temos entre nós, especialmente vindo do meu lado, por ele ser mais novo. Nós conversamos bastante do circuito e jogamos os mesmos torneios, então trocamos muita informação. Começamos a ter um relacionamento mais próximo quando comecei a treinar um pouco mais com ele, que estava aprimorando a vinda pra rede e um de voleios, então acabou culminando nessa proximidade”, afirmou Melo.

Zverev, que disputou uma exibição no Next Gen Finals, torneio que reuniu as maiores promessas do tênis em Milão, contou com Marcelo como seu técnico na capital italiana. O mineiro avaliou as regras propostas pela ATP, concordando com algumas das medidas: “Foi bem interessante e acho que algumas mudanças acontecerão no tênis. A do relógio marcando os 25 segundos para o saque deveria começar desde já, é bom para todos os tenistas saberem quanto tempo demoram e evitar reclamações. A chamada eletrônica de linha tem que aprimorar um pouquinho, mas acho que é o futuro do tênis e também eliminaria qualquer tipo de erro. Agora, a do treinador poderia ser um pouco diferente. Podiam deixar o treinador no box e permitir que ele se comunique com o jogador, mas sem o microfone. Acho que as informações que o técnico passa para o atleta são muito particulares, as estratégias de jogo não deveriam ser compartilhadas na televisão.”

Em um ano marcado pela forte competitividade, Marcelo encerrou a entrevista avaliando a temporada, que contou com grandes duplas brigando pelos títulos. “A dupla, hoje, é muito competitiva. Os principais duplistas têm um nível de treinamento muito intenso. Cinco ou seis anos atrás você não via duplista viajando com treinador particular, preparador físico e fisioterapeuta, com uma equipe igual ou até com mais pessoas do que um jogador de simples. De tão competitiva que as duplas estão, com muitos jogadores de simples no circuito também, você tem que estar 100% em forma. Pra mim, o Finals desse ano foi o mais forte que já joguei. Sem querer desmerecer as duplas que não estavam lá, mas só tinham times que tiveram resultados excelentes o ano inteiro, constantes e com vários títulos conquistados. A dupla está num nível que nunca vi antes, e é por isso que temos que estar em constante evolução.”