Soares e Murray estreiam com vitória no Australian Open

Bruno Soares e Jamie Murray continuam vencendo na temporada australiana. A dupla, que foi campeã no ATP 250 de Sydney na última semana, estreou com vitória no Australian Open ao derrotar o argentino Andres Molteni e o tcheco Roman Jebavy em sets diretos, com parciais de 6/3 e 7/6. Na próxima rodada, Bruno e Murray enfrentarão os britânicos Luke Bambridge e Jonny O’Mara.

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Foto: Darrian Traynor/Getty Images

Em partida equilibrada e decidida nos detalhes, Bruno e Jamie precisaram de 1h45 para  saírem vencedores de quadra. “Acho que jogamos bem. Foi um jogo difícil, eles sacaram bem o jogo inteiro. Conseguimos uma quebra no primeiro set, mas no segundo set não tivemos chance alguma. A porcentagem de primeiro saque deles estava muito alta”, resumiu o mineiro. “Já o tie-break foi dramático, foi set point para um lado, match point para o outro. Ficamos felizes por ter vencido em dois sets porque estava bem duro. Sacamos super bem, mas podemos evoluir na devolução”, completou.

Também presente nas duplas mistas, Soares disputará a chave ao lado da norte-americana Nicole Melichar. A dupla cabeça de chave 2 da competição estreará contra os romenos Horia Tecau e Irina Begu. “Mais uma vez a (Ekaterina) Makarova estava em dúvida se jogaria ou não. Não quis esperar e fechei com a Melichar. A Makarova até me chamou depois, mas era tarde demais”, disse Bruno, dono de três títulos de Grand Slam nas mistas.

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Demoliner/Nielsen viram e vencem na estreia em Melbourne

Marcelo Demoliner e Frederik Nielsen estrearam com vitória no Australian Open. O gaúcho e o dinamarquês viraram e venceram os irmãos Marcel e Gerard Granollers em 4/6, 6/4 e 6/2, com 1h53 de duração, avançando para a segunda rodada do torneio australiano.

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Foto: Marcelo Demoliner/Divulgação

“O jogo foi de alto nível. A gente começou sendo quebrado no 1/1, no vacilo em um game, e eles sacaram muito bem no primeiro set. No segundo set, a gente já estava um pouco mais entrosado. Foi o primeiro jogo nosso como dupla, ainda estávamos nos entendendo em quadra. Começamos a sacar melhor e encaixar umas devoluções melhores, aí a gente conseguiu quebrar no 5/4 e fechar o segundo set”, disse Demoliner, analisando a partida.

“Foi quando nós sentimos que trocou o momento do jogo, veio pra gente. Nós começamos super bem o terceiro set e quebramos no início. Acho que o game-chave foi o que eu saquei no 3/1, porque enfrentamos vários break points e conseguimos salvar. No 4/2, meu parceiro também sacou em 15-40 e salvou. Quando confirmamos aquele saque, sentimos que o jogo era nosso e continuamos super bem. Foi uma boa vitória, dá muita confiança pra gente”, finalizou o gaúcho, feliz com a vitória.

Demoliner e Nielsen devem voltar em quadra no sábado. Lá, a dupla enfrentará os vencedores da partida entre Inglot/Skugor e Daniel/Millman.

Guia das duplas – Australian Open 2019

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Foto: AP

Os campeões
Oliver Marach e Mate Pavic são os atuais campeões do Australian Open. O austríaco e o croata seguiram 2018 em alta, terminando a temporada como a dupla número 1. Na preparação para o Australian Open deste ano, a dupla perdeu na estreia em Doha e chegou na semifinal de Auckland, caindo para os campeões McLachlan/Struff.

Em Melbourne, os cabeças de chave 1 terão um bom jogo de primeira rodada, encarando os italianos Bolelli/Seppi. Após a estreia, o caminho da dupla está parecido com o de 2018, tendo times com qualidades parecidas e podendo voltar a enfrentar Inglot e Roger-Vasselin, com suas respectivas duplas, McLachlan/Struff na semi, e os colombianos Cabal/Farah, cabeças de chave 2, em uma possível final.

Caminho de Marach/Pavic ao título em 2018
R1: Delbonis/Estrella Burgos
R2: Koolhof/Sitak
Oitavas: Bopanna/Roger-Vasselin
Quartas: Daniell/Inglot
Semi: McLachlan/Struff
Final: Cabal/Farah

Projeção de Marach/Pavic em 2019
R1: Bolleli/Seppi
R2: [WC]Purcell/Saville ou Gonzalez/Jarry
Oitavas: [14]Lopez/Lopez
Quartas: [6]Klaasen/Venus, [10]Inglot/Skugor
Semi: [3]Murray/Soares, [8]McLachlan/Struff, [12]Kontinen/Peers, [13]Dodig/Roger-Vasselin

Os brasileiros
Bruno Soares e Jamie Murray
Soares e Murray começaram o ano em alta, voltando a conquistar o título no ATP 250 de Sydney, no qual também ganharam em 2016, ano em que foram campeões em Melbourne. O início de seu chaveamento no Australian Open é bom, com jogos técnicos e que devem testar a dupla. Dodig/Roger-Vasselin são os primeiros cabeças de chave em seu caminho, dupla que já enfrentaram nas quartas de Sydney, vencendo em sets diretos. Nas quartas, podem enfrentar McLachlan/Struff, semifinalistas do Australian Open em 2018, ou Kontinen/Peers, dupla que sempre rende bons jogos contra Murray/Soares.

Projeção de Murray/Soares
R1: Jebavy/Molteni
R2: Bambridge/O’Mara ou Copil/Fucsovics
Oitavas: [13]Dodig/Roger-Vasselin
Quartas: [8]McLachlan/Struff, [12]Kontinen/Peers
Semi: [1]Marach/Pavic, [6]Klaasen/Venus, [10]Inglot/Skugor, [14]Lopez/Lopez

Marcelo Demoliner e Frederik Nielsen
O gaúcho Demoliner disputará o torneio ao lado do dinamarquês e campeão de Wimbledon em 2012 Frederik Nielsen, com quem pretende seguir para a gira sulamericana logo após a Austrália. A dupla não se preparou junta para o Grand Slam, com Demoliner disputando Brisbane e o Challenger da Camberra com outros parceiros, sendo campeão no último. O caminho da dupla é complicado, com os irmãos Granollers logo na estreia. Caso vençam, pegam os cabeças 10 Inglot/Skugor na segunda rodada, uma dupla com um jogo de muita força e que pode causar problemas para Demoliner e Nielsen.

Projeção de Demoliner/Nielsen
R1: Granollers/Granollers
R2: [10]Inglot/Skugor ou Daniel/Millman
Oitavas: Klaasen/Venus
Quartas: [1]Marach/Pavic, [14]Lopez/Lopez
Semi: [3]Murray/Soares, [8]McLachlan/Struff, [12]Kontinen/Peers, [13]Dodig/Roger-Vasselin,

As ausências
Marcelo Melo
Melo é a grande ausência do torneio. O mineiro sentiu uma lesão em suas costas durante a pré-temporada e adiou o início de seu ano para a Copa Davis, em Fevereiro, aproveitando o tempo parado para também retirar um cisto. Com 47 Grand Slams disputados consecutivamente, este é o primeiro que o brasileiro não participa desde que começou a disputar torneios do nível em 2007. O seu parceiro, o polonês Lukasz Kubot, disputará o Australian Open ao lado do argentino Horacio Zeballos.

Nenad Zimonjic
O sérvio de 42 anos passou por uma artroplastia total nos dois lados de seu quadril, estando fora de ação desde o início de Maio de 2018. Já recuperado, o campeão de três títulos de Grand Slam teve o pedido de convite negado pela organização, adiando o seu retorno às quadras para Fevereiro, na Copa Davis. O veterano já foi finalista na Austrália nas duplas masculinas (2010), além dos dois títulos em duplas mistas conquistados em 2004 e 2008.

A organização optou por premiar seis duplas completamente australianas com os convites que estão em seu poder. Os chineses Gong/Zhang, vencedores dos playoffs, completam a seleção.

Alexander Peya
O austríaco finalmente passará por uma cirurgia no seu cotovelo direito, local que o incomodou durante grande parte da última temporada. Peya disputou os torneios de Doha e Sydney ao lado de seu parceiro Mektic e já estava em Melbourne para o Australian Open, mas deixou a cidade na manhã deste domingo. Em 2018, a lesão o deixou afastado do circuito por 3 meses, com Peya optando por um tratamento mais conservador e tentando retornar no ATP Finals, mas desistindo da competição após duas partidas disputadas. Em Melbourne, Mektic disputará o torneio ao lado do alemão Krawietz.

O retorno
Após oito meses fora do circuito, Bob Bryan está de volta. O norte-americano passou por um recapeamento na cabeça do fêmur direito, tendo uma recuperação de cinco meses até o seu retorno algumas semanas atrás, em Brisbane. No tempo fora, a metade canhota dos irmãos Bryan viu seu gêmeo conquistar dois títulos de Grand Slam, além do ATP Finals. Com poucos jogos feitos antes do Australian Open, resta saber como Bob chegará em Melbourne.

Aposentadoria ativa
Hewitt foi um dos premiados com um convite para a chave de duplas. O ex-número 1 do mundo, que disputou nove torneios em 2018, apesar de ter anunciado a sua aposentadoria em 2016, disputará o torneio ao lado do compatriota John-Patrick Smith.

Melhores jogos de primeira rodada
[2]Cabal/Farah x Sock/Withrow
[5]Herbert/Mahut x Marrero/M. Zverev
[12]Kontinen/Peers x Gonzalez/Qureshi
[15]Bopanna/Sharan x Carreno Busta/Garcia-Lopez
[16]Haase/Middelkoop x Harrison/Querrey

Onde assistir
A ESPN é a detentora dos direitos de transmissão do Australian Open. Com os canais ESPN e ESPN2, além da plataforma Watch ESPN, que possui todas as quadras disponíveis, o fã de esporte não perderá nenhuma rebatida em Melbourne. O site oficial do Grand Slam também transmite o torneio completo. Confira a chave de duplas completa, estoque comida e energéticos para a madrugada e se prepare para toda a ação do primeiro Grand Slam do ano!

Murray/Soares derrotam colombianos e são os campeões de Sydney

Neste sábado, Bruno Soares e Jamie Murray conquistaram o título no ATP 250 de Sydney, na Austrália. A dupla do mineiro e do britânico superou os colombianos e cabeças de chave 1 Juan Sebastian Cabal e Robert Farah em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/3, para conquistar o seu primeiro título do ano.

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Foto: Brett Hemmings/Getty Images

“Sydney tem sido solidária com a gente. Foi a nossa terceira final, com dois títulos agora. A semana foi muito boa pra gente, uma excelente maneira de iniciar a temporada. Pegamos confiança e ritmo de volta, com a melhor preparação possível para Melbourne. Vamos para lá tendo feito muitos jogos e confiantes. Vamos descansar um pouco e já começar a preparação em Melbourne”, disse o mineiro, que já havia conquistado o título em Sydney em 2016.

Esta foi a quarta vitória consecutiva de Soares e Murray em cima dos colombianos, tendo um histórico de seis vitórias e duas derrotas. Sydney foi o décimo campeonato conquistado pela dupla, que iniciou a parceria em 2016. Com a conquista em Sydney, Bruno aumenta o seu número de troféus para 30, além de ter conquistado pelo menos um título por temporada desde 2008.

Bruno já está em Melbourne, pronto para o primeiro Grand Slam da temporada. Em 2016, o mineiro conquistou dois troféus no Australian Open, saindo de Melbourne campeão das duplas masculinas e mistas. Após o Grand Slam, Soares retornará ao Brasil, onde disputará a Copa Davis e o Rio Open.

Soares e Murray vencem mais uma e decidem o título em Sydney

Bruno Soares e Jamie Murray iniciaram bem a temporada de 2019. A dupla derrotou os irmãos ingleses Ken e Neal Skupski em dois sets a um, com parciais de 7/6, 5/7 e 10-7, avançando à final do ATP 250 de Sydney, na Austrália. Na grande decisão, o mineiro e o britânico enfrentam os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah.

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Foto: Julian Finney/Getty Images Europe

“Tivemos mais um bom jogo aqui em Sydney. Estamos em uma semana bem positiva. Conseguimos capitalizar as chances que estamos tendo. Hoje foi um jogo bem duro, com todo mundo jogando bem. Conseguimos colocar muita pressão nos dois tie-breaks e isso fez a diferença. É muito importante fazer esses jogos logo no início da temporada”, destacou o mineiro, feliz com a performance.

“A gente terminou 2018 jogando muito bem e era isso que a gente queria, pegar bastante ritmo. Agora é ir com tudo para final, tentar pegar este caneco e depois focar em Melbourne”, finalizou Bruno, focado na final e já de olho no Australian Open. Esta é a 58ª decisão que Bruno Soares disputa em sua carreira. Campeão em 29 ocasiões, o mineiro busca o seu 10º troféu ao lado de Murray.

Após oito meses fora, Bob Bryan retorna ao circuito com vitória

Após oito meses fora do circuito, a dupla de Bob e Mike Bryan retornou às quadras com vitória. Bob, que passou parte da temporada de 2018 se recuperando da cirurgia realizada em seu quadril, venceu seu primeira partida ao derrotar Jean-Julien Rojer e Horia Tecau no ATP 250 de Auckland, com parciais de 3/6, 7/6(2) e 11-9.

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Foto: Dave Rowland/Getty Images

No início de Agosto, Bob passou por um recapeamento da cabeça do fêmur, no lado direito de seu quadril, após sentir dores durante a final do Masters 1000 de Madri. Com cinco meses de recuperação, a dupla disputou sua primeira partida no ATP 250 de Brisbane, caindo para a dupla de Robert Lindstedt e Milos Raonic na estreia. Nesta semana, em Auckland, os irmãos conseguiram a sua primeira vitória desde o retorno.

Durante a ausência de Bob no circuito, Mike seguiu disputando torneios ao lado do compatriota Jack Sock. Os norte-americanos foram campeões em Wimbledon, no US Open e também no ATP Finals, terminando 2018 como a melhor dupla da temporada.

Entry list – Australian Open 2019

POS PLAYER NAME DBS SGL PARTNER NAME DBS SGL TEAM
RANK RANK RANK RANK RANK
1 Marach, Oliver 4 Pavic, Mate 3 7
2 Cabal, Juan Sebastian 5 Farah, Robert 5 10
3 Murray, Jamie 7 Soares, Bruno 7 14
4 Bryan, Bob 14 Bryan, Mike 1 15
5 Herbert, Pierre-Hugues 12 55 Mahut, Nicolas 11 190 23
6 Mektic, Nikola 13 Peya, Alexander 17 30
7 Klaasen, Raven 15 Venus, Michael 16 31
8 Kubot, Lukasz 9 Zeballos, Horacio 29 173 38
9 McLachlan, Ben 18 Struff, Jan-Lennard 22 57 40
10 Rojer, Jean-Julien 19 Tecau, Horia 27 46
11 Inglot, Dominic 20 Skugor, Franko 28 357 48
12 Kontinen, Henri 26 Peers, John 23 49
13 Ram, Rajeev 21 Salisbury, Joe 30 51
14 Dodig, Ivan 35 Roger-Vasselin, Edouard 24 59
15 Lopez, Feliciano 32 64 Lopez, Marc 31 63
16 Cuevas, Pablo 44 88 Verdasco, Fernando 80 28 72
17 Haase, Robin 38 50 Middelkoop, Matwe 36 74
18 Berrettini, Matteo 125 54 Cecchinato, Marco 20 74
19 Krajicek, Austin 41 444 Sitak, Artem 34 75
20 Bopanna, Rohan 37 Sharan, Divij 39 76
21 Gonzalez, Maximo 43 439 Jarry, Nicolas 50 43 86
22 Skupski, Ken 55 Skupski, Neal 33 88
23 Sock, Jack 2 106 Withrow, Jackson 87 89
24 Ebden, Matthew 106 46 Lindstedt, Robert 46 92
25 Daniell, Marcus 51 Koolhof, Wesley 42 93
26 Johnson, Steve 89 33 Kudla, Denis 183 63 96
27 Copil, Marius 544 60 Fucsovics, Marton 241 36 96
28 Jebavy, Roman 49 Molteni, Andres 48 97
29 Gonzalez, Santiago 53 Qureshi, Aisam-Ul-Haq 47 100
30 Mayer, Leonardo 75 56 Sousa, Joao 45 44 100
31 Ivashka, Ilya 426 91 Medvedev, Daniil 389 16 107
32 Albot, Radu 66 98 Jaziri, Malek 99 45 111
33 Oswald, Philipp 52 Puetz, Tim 60 317 112
34 Harrison, Ryan 102 62 Querrey, Sam 72 51 113
35 Arevalo, Marcelo 54 220 Cerretani, Jamie 61 115
36 Mannarino, Adrian 278 42 Mies, Andreas 73 115
37 Duran, Guillermo 98 Schwartzman, Diego 105 17 115
38 Daniel, Taro 458 77 Millman, John 285 38 115
39 Granollers, Gerard 92 414 Granollers, Marcel 25 96 117
40 Klizan, Martin 245 41 Matkowski, Marcin 76 117
41 Bambridge, Luke 56 O’Mara, Jonny 62 118
42 Paes, Leander 63 Reyes-Varela, Miguel Angel 57 120
43 Gojowczyk, Peter 357 59 Ramos-Vinolas, Albert 277 65 124
44 Chardy, Jeremy 135 40 Martin, Fabrice 86 126
45 Pella, Guido 136 58 Podlipnik-Castillo, Hans 69 127
46 Demoliner, Marcelo 70 Nielsen, Frederik 58 433 128
47 Carreno Busta, Pablo 78 23 Garcia-Lopez, Guillermo 131 105 128
48 Klahn, Bradley 212 76 Kukushkin, Mikhail 451 53 129
49 Nys, Hugo 79 510 Paire, Benoit 137 52 131
50 Marrero, David 64 Zverev, Mischa 91 69 133
51 Bolelli, Simone 97 141 Seppi, Andreas 213 37 134
52 Basic, Mirza 226 87 Dzumhur, Damir 148 47 134
53 Molchanov, Denys 67 636 Zelenay, Igor 68 135
54 Monroe, Nicholas 65 Nedunchezhiyan, Jeevan 74 139
55 McDonald, Mackenzie 230 78 Sandgren, Tennys 152 61 139
56 Fritz, Taylor 208 49 Norrie, Cameron 182 90 139
57 Bedene, Aljaz 67 Marterer, Maximilian 286 74 141
ALTERNATES
POS PLAYER NAME DBS SGL PARTNER NAME DBS SGL TEAM
RANK RANK RANK RANK RANK
58 Carballes Baena, Roberto 276 73 Rublev, Andrey 127 68 141
59 Mmoh, Michael 476 103 Tiafoe, Frances 186 39 142
60 Krajinovic, Filip 223 94 Lajovic, Dusan 240 48 142
61 Andreozzi, Guido 117 79 Delbonis, Federico 132 80 159
62 Andujar, Pablo 267 82 Munar, Jaume 216 81 163
63 Gille, Sander 82 574 Vliegen, Joran 85 167
64 de Minaur, Alex 406 31 Hewitt, Lleyton 142 173
65 Hsieh, Cheng-Peng 83 Rungkat, Christopher 93 176
66 Duckworth, James 234 (105) Thompson, Jordan 296 72 177
67 Kokkinakis, Thanasi 198 146 Kyrgios, Nick 139 35 181
68 Behar, Ariel 103 Garin, Christian 501 84 187
69 Raja, Purav 90 Sancic, Antonio 104 194
70 Gong, Mao-Xin 100 Zhang, Ze 96 208 196
71 Reid, Matt 115 Smith, John-Patrick 81 193 196
72 Arneodo, Romain 88 Vasilevski, Andrei 122 210

 

Com lesão nas costas, Marcelo Melo desiste do Australian Open

A temporada 2019 do mineiro Marcelo Melo terá início em Uberlândia (MG), integrando a equipe do Brasil na Copa Davis. Marcelo está se recuperando de uma lesão nas costas, que impediu a sua preparação para o Australian Open, primeiro Grand Slam do ano, neste mês de janeiro. Assim, a volta às quadras, após as disputas de 2018, será nos dias 1 e 2 de fevereiro, diante da Bélgica, quando o Brasil estará em busca de uma vaga no Grupo Mundial. Aproveitando o tempo parado, Marcelo também retirou um cisto por causa de uma infecção que teve no ano passado, em Acapulco, no México.

“Infelizmente, não me recuperei a tempo para disputar o Australian Open. Mas já voltei aos treinos na preparação para a Copa Davis”, explicou MarceloNo ano passado, ao lado do parceiro polonês Lukasz Kubot, Marcelo começou a temporada na Austrália com o título do ATP 250 de Sydney, disputando na sequência o Australian Open, em Melbourne, chegando às quartas de final.

Agora, em 2019, além da Davis, em Uberlândia, Marcelo estará também no Rio de Janeiro, para o Rio Open, entre os dias 18 e 24 de fevereiro, nas quadras de saibro do Jockey Club Brasileiro. Será sua sexta participação no torneio, que disputa desde a primeira edição, em 2014.

Marcelo Melo confirma presença no Rio Open

O mineiro Marcelo Melo disputará pela sexta vez o Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul, realizado nas quadras do Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro. Presente em todas as edições, o brasileiro ainda não possui um parceiro definido, com o polonês Lukasz Kubot ainda para confirmar se estará no Brasil no próximo ano. Juntos, a dupla atingiu as quartas de final do torneio em duas oportunidades.

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Foto: Fotojump

Marcelo buscará seu primeiro título no Rio Open nesta edição 2019. O principal resultado até agora foi o vice-campeonato, conquistado em 2014, jogando com o espanhol David Marrero. Em 2015, formou dupla com o austríaco Julian Knowle, parando na estreia. Em 2016, foi às semifinais com o também mineiro Bruno Soares.

“Vai ser um prazer jogar novamente o Rio Open, um torneio tão importante no calendário mundial e especialmente por ser no Brasil. É uma oportunidade de jogar diante da torcida que apóia a gente o ano todo, mas nem sempre tem a oportunidade de ir para fora. Fico muito feliz com essa chance de jogar mais uma vez no Rio, espero todo mundo lá, não só para apoiar a nossa dupla, seja com quem for, mas todos os brasileiros que jogarão o torneio”, afirmou o mineiro.

Antes de ir para o Rio, Marcelo estará em Uberlândia (MG), integrando a equipe do Brasil que enfrentará a Bélgica, na Copa Davis, em busca de vaga no Grupo Mundial. Os jogos também serão no saibro, no ginásio Sabiazinho, nos dias 1 e 2 de fevereiro. “Muito feliz em mais uma vez ser convocado para fazer parte da equipe. Todos sabem a importância que dou para a Copa Davis, um orgulho enorme em defender o Brasil”, finalizou.

Bruno Soares comemora conquistas no Conselho dos Jogadores: “O nosso objetivo é criar mais oportunidades”

2018 foi um ano de vitórias para Bruno Soares. Campeão do Masters 1000 de Cincinnati e dos ATP 500 de Washington e Acapulco, o mineiro também conseguiu bons resultados do lado de fora da quadra, no Conselho dos Jogadores da ATP. Membro desde 2014 e representando as duplas ao lado de seu parceiro Jamie Murray, Bruno busca por uma igualdade maior no circuito. Em entrevista ao Match Tie-Break, o atual número 7 do mundo contou os seus objetivos no lado político do tênis e as principais mudanças que acontecerão já em 2019.

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Foto: Getty Images Europa

A busca por igualdade de oportunidade entre os tops e os de ranking mais baixo é o foco do trabalho de Bruno Soares e Jamie Murray na diplomacia entre os jogadores e a ATP: “O nosso principal objetivo no Conselho é criar mais empregos e oportunidades, para que o pessoal consiga jogar os maiores torneios e com uma premiação melhor. Outro objetivo é deixar o ranking e o circuito de uma forma mais justa. O ranking é uma meritocracia, você tem que ganhar jogos para subir no ranking. Mas certas regrinhas como o bye para os principais cabeças de chave, por exemplo, dão uma vantagem muito grande para os tops, e o nosso objetivo é criar mais oportunidades, deixar tudo um pouco mais igual e mais justo.”

A principal mudança nas duplas masculinas aborda justamente a questão dos cabeças de chave e entrará em vigor já na temporada de 2019. Antes exclusividade de Indian Wells e Miami, agora todos os Masters 1000 passarão a ter uma chave de 32 times, acabando com o bye para as oito melhores duplas. “É uma grande oportunidade que eu e o Jamie estávamos buscando no Conselho há algum tempo. É muito bom conseguir quebrar essa barreira que existe entre o top 25 e a turma dos 25 ao 45 do mundo, que é uma parte do ranking que não tem a oportunidade de jogar esses eventos. O torneio fica mais justo sem os cabeças de chave. Aliás, na minha opinião, sempre achei que o pessoal que está no top 8, que já tem a possibilidade de jogar os Masters 1000 o ano inteiro e ainda sai de cabeça de chave, leva uma vantagem muito grande em cima do resto da turma.”

Outras pequenas mudanças também foram acrescentadas na entrada das duplas nos Masters 1000. Os 13 melhores times no ranking da temporada e que permaneceram juntos durante todo o período possuem a garantia de classificação nos cinco primeiros Masters 1000 do próximo ano, além de um bônus parecido acontecer também após Wimbledon, com as 13 melhores duplas que jogarem juntas em todas as semanas da temporada garantidas nos quatro últimos Masters do ano, sendo mais um modo de assegurar a continuação das parcerias em mais temporadas.

“Esse bônus foi mais uma das coisas que acrescentamos, mas, na minha opinião, a regra da chave de 32 praticamente vai anular isso aí, porque essa turma, com esse novo cenário, vai conseguir entrar direto. Fica mais como uma ‘super garantia’ para algum caso extraordinário, de alguém que fez muitos pontos numa parte específica da temporada e não jogou bem no resto. É mais um incentivo para que as duplas continuem juntas”, disse o mineiro. Um dos benefícios de uma maior continuidade nas principais parcerias é a conexão com o público, que poderá acompanhar e criar uma maior identificação com certos times.

Mas Bruno também destaca que é necessário ter um cuidado maior com o calendário e o ranking. Os pontos do ranking são formados pela somatória dos 18 melhores resultados do tenista no espaço de um ano. Porém, quando o jogador é aceito na chave de um Masters 1000 obrigatório (são oito no total, com Monte Carlo sendo exceção), os pontos conseguidos nos torneios deste nível entrarão obrigatoriamente na soma dos 18 melhores resultados, mesmo que o tenista tenha perdido na primeira rodada, zerando a semana.

“Acho que vai causar muito efeito na oportunidade que essa turma vai ter. Mas vale lembrar, e a gente tocou muito na tecla com o pessoal, o seguinte: esses torneios, em caso de derrota na primeira rodada, dão zero pontos no ranking e, muitas vezes por isso, você perde pontos de outros torneios jogados. No início, quando eu estava nesta mesma situação em que eles irão passar, tive 5 ou 6 zeros no meu ranking e isso afetava. Eu tinha que ter um cuidado para estruturar meu calendário de uma forma que não tomasse esses zeros, e aí tinha que avaliar se valia a pena jogar certos Masters 1000 ou esperar evoluir um pouco mais no ranking”, destacou Soares.

A implementação das chaves de 32 nos Masters 1000 é a maior mudança no circuito de duplas desde 2007, quando o formato atual de disputa de partidas foi introduzido na ATP. As alterações no formato, porém, poderiam ter acontecido de outra forma caso os duplistas da época, liderados por Bob e Mike Bryan, não tivessem se unido. A ATP havia proposto o fim da categoria de duplistas, deixando apenas que tenistas com ranking de simples disputassem as chaves de duplas. Outras mudanças incluíam um grande corte na duração das partidas, com o formato sugerido contando com ponto decisivo, tie-break no 4/4 e match tie-break no terceiro set. Foi necessário que Bob, Mike e mais de 40 duplistas movimentassem um processo contra a ATP para que a entidade desistisse da maioria de suas propostas. A circuito de duplas, porém, também precisou ceder, e o formato com ponto decisivo e match tie-break foi implementado.

A participação de duplistas em lideranças políticas na ATP vem sendo de grande importância desde então, e Bruno já sentiu o impacto positivo da novidade através de seus companheiros de circuito. “Fazer parte dessas mudanças é muito legal, teve um impacto muito bacana mesmo. A turma enxergou que nós (os tops) estávamos nos prejudicando, digamos assim, porque estamos saindo de uma condição segura, de ser cabeça de chave o ano inteiro e de estar diretamente na segunda rodada, com premiação garantida, para nos colocar no meio do bolo, saindo atrás com todo mundo, mas fazendo isso para um bem maior. Acho que o pessoal valorizou demais o nosso movimento e esforço muito em função disso, porque mostrou a nossa pegada, que é trabalhar para um bem maior, e não para o nosso interesse. Ver o que é melhor para o esporte, para o tênis e para a turma que estamos representando, que no nosso caso são os duplistas. Essa foi a primeira grande mudança que conseguimos executar nos últimos 5 anos diretamente para os duplistas, e acredito que terá um benefício muito grande para o circuito”, finalizou o mineiro, feliz com o trabalho e pronto para mais desafios.