Após quatro temporadas, Melo e Kubot encerram a parceria

A vitoriosa parceria de Marcelo Melo e Lukasz Kubot chegou ao fim. Após quatro temporadas, a dupla dona de 15 títulos no circuito, incluindo a conquista de Wimbledon em 2017, encerrou as atividades após a vitória na última partida do ATP Finals. Em 2021, Melo seguirá ao lado do holandês Jean-Julien Rojer, campeão de Wimbledon em 2015 e do US Open em 2017.

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Lukasz Kubot foi a parceria mais bem-sucedida da carreira de Marcelo Melo. Com 165 vitórias conquistadas nestes quatro anos de parceria, a dupla foi campeã em 15 torneios, com destaque para os títulos em Wimbledon, os Masters 1000 de Miami, Madri, Paris e Xangai, e mais sete ATP 500. Juntos, Melo e Kubot chegaram ao topo do ranking de duplas, tanto de times, terminando 2017 como a melhor dupla da temporada, quanto no individual. O time também disputou o ATP Finals em todos os anos de parceria.

Em conversa com o blog, Marcelo revelou que a difícil decisão foi tomada após o último Grand Slam. “Nós decidimos terminar a parceria logo após Roland Garros. Na verdade, foi uma decisão mais do meu lado. Eu achava que a gente precisava de uns ares novos, jogamos quatro anos juntos, e o Lukasz entendeu. Nós conversamos e achamos que seria legal terminar o nosso capítulo como dupla jogando no Finals, até por isso fomos para Colônia e jogamos todos aqueles jogos. Fizemos o possível e o impossível para poder classificar. Os últimos sete jogos que fizemos eram como se fossem sete finais, precisávamos ganhar todos e isso foi gerando uma carga emocional muito forte na gente. Nós lutamos para terminar no Finals”, disse o ex-número 1 do mundo.

Após a derrota na segunda rodada de Roland Garros, Melo e Kubot figuravam na 12ª colocação do ranking de times e precisavam de uma sequência impecável de resultados para se classificar no ATP Finals. A dupla, então, foi vice-campeã no ATP 250 de Colônia, campeã no ATP 500 de Viena e semifinalista no Masters 1000 de Paris, garantindo a sua vaga no torneio que reúne os melhores times do ano em Londres.

“Falei pro Kubi que a gente fez história. Nós chegamos ao posto de número 1 do mundo, ganhamos Wimbledon, etc, e que seria muito legal jogar no Finals. No fim, deu certo. E, no fim das contas, foi um jogo muito emocionante. O Koolhof e o Mektic, que foram os nossos adversários, até chegaram na gente e disseram: ‘É até estranho falar isso, mas fiquei feliz que vocês ganharam da gente, para terminar assim’. Vários jogadores vieram falar com a gente e até umas pessoas da ATP choraram com a gente fora da quadra. Mas é muito bom ver que a gente terminou bem e que conseguimos separar a amizade e o trabalho. Muitas duplas acabam mal e a gente chegou num ponto que, dentro de quadra, o melhor caminho para nós dois seria separar. Mas nós entendemos isso, e por isso acabou causando toda essa emoção”, continuou Marcelo. Visivelmente emocionados, o brasileiro e o polonês choraram em quadra após a última partida.

O experiente Jean-Julien Rojer será o próximo parceiro do mineiro. Aos 39 anos, Juls, como é conhecido, é um dos maiores vencedores do circuito, conquistando 29 títulos em sua carreira e sendo campeão de Grand Slam em duas oportunidades. O holandês também vem de um fim de uma longa parceria, terminando os sete anos ao lado do romeno Horia Tecau. Amigos de longa data, Melo e Rojer jogaram juntos apenas uma vez no circuito, no torneio de Munique, em 2016.

“O Juls conversou com o Horia e decidiu terminar a dupla também. Aí a gente acabou conversando, ele sabia do fim da minha parceria. Nós já tínhamos comentado algumas vezes, na brincadeira, que acabaríamos jogando juntos algum dia e não deu outra”, finalizou o mineiro.

Pavic/Soares encerram o ano como a dupla número 1

Bruno Soares e Mate Pavic finalizaram a parceria com chave de ouro. Neste sábado, a dupla campeã do US Open foi coroada pela ATP como a melhor parceria do ano, terminando 2020 no topo do ranking de times.

Foto: ATP

“Mais um objetivo alcançado. É um momento muito especial, ainda mais depois de um dia frustrante como ontem. Nada como um dia após o outro. Hoje não pudemos estar dentro de quadra, competindo e brigando pelo título como a gente queria, mas vamos dormir como a dupla número 1 do mundo. E felizmente pude repetir o feito mais uma vez, em 2016 também recebi este título. Sem dúvidas é pra comemorar. É mais um marco da minha carreira que tenho que curtir muito”, comemorou Soares, feliz com a conquista.

O fim de temporada da dupla após a paralisação do circuito pela pandemia do coronavírus foi marcado pelos ótimos resultados. Além do título no US Open, a dupla foi vice-campeã em Roland Garros e no Masters 1000 de Paris. “Acho que o momento mais especial do ano foi o título no US Open. Ainda mais por toda a situação de estar voltando da pausa de seis meses do circuito e também de ter me recuperado do coronavírus nos 45 do segundo tempo pra poder competir”, destacou Bruno.

Esta é a segunda vez que o mineiro recebe o título. Em 2016, ao lado de Jamie Murray, Bruno também terminou a temporada no topo do ranking após conquistar os títulos no Australian Open e no US Open. Em 2021, o brasileiro voltará a ter o britânico como seu parceiro.

Bruno e Pavic ficam de fora da semi; dupla encerra a temporada e a parceria

Bruno Soares e Mate Pavic encerraram a temporada de 2020 nesta sexta-feira. A dupla venceu a sua última partida da fase de grupos do ATP Finals, derrotando o australiano John Peers e o neozelandês Michael Venus de virada, em 6/7, 6/3 e 10-8. Apesar da vitória, Bruno e Pavic não conseguiram garantir uma vaga nas semifinais.

Foto: ATP/Divulgação

O time dependia do resultado da outra disputa do dia, precisando que Marcel Granollers e Horacio Zeballos levassem um set contra Jurgen Melzer e Edouard Roger-Vasselin. Lesionado, Granollers acabou desistindo da partida no 6/6 do primeiro set, dando a vitória e a classificação para os seus adversários. “É uma situação bem frustrante ser eliminado dessa maneira. Estávamos jogando bem e brigando pelo número 1. É bem chato, mas vida que segue mais uma vez. É o segundo baque em duas semanas” disse Soares, visivelmente chateado.

Soares e Pavic, assim, encerram a temporada e a parceria, que rendeu os títulos no US Open deste ano e no Masters 1000 de Xangai, no ano passado, além de finais em Roland Garros, Masters 1000 de Paris e ATP 250 de Estocolmo. Na próxima temporada, Bruno voltará a ter o britânico Jamie Murray ao seu lado, com quem formou uma parceria vitoriosa e conquistou 10 títulos, incluindo o Australian Open e o US Open.

“Agora é descansar, relaxar, recuperar as energias e começar a pré-temporada em Comandatuba. Provavelmente, quando eu estiver lá, já vamos ter um calendário definido dos torneios da Austrália, e aí vai ser analisar e ver quais serão os primeiros passos de 2021 com o Jamie”, finalizou o mineiro.

Melo e Kubot encerram campanha no Finals com vitória

Marcelo Melo e Lukasz Kubot fizeram a sua última partida no ATP Finals e da parceria nesta quinta-feira. A dupla, que já estava fora da briga pela última vaga na semifinal do torneio, encarou os já classificados Wesley Koolhof e Nikola Mektic e venceu em dois sets a um, com parciais de 6/4, 6/7 e 10-8.

“Realmente foi muito emocionante o final do jogo, por várias circunstâncias. Pela maneira que foi, mais um match tie-break. E em especial por ter sido o último jogo meu e do Kubot juntos. Nós que fizemos história nesse tempo todo. Então, é muito emocionante para nós. Uma vida juntos, inúmeras conquistas e a felicidade de terminar aqui no Finals”, afirmou Marcelo, emocionado com o dia.

“Fico muito feliz de ter terminado com essa vitória. Kubot se tornou um grande amigo. Deixamos a parceria, mas seguimos amigos, logicamente, agora do circuito para a vida. Importante é saber que fizemos o máximo que pudemos. Chegamos a número 1 do mundo, tivemos a conquista de Wimbledon. Só coisas positivas na nossa carreira. Mas, agora cada um segue o seu caminho. Kubot sempre agradece o carinho que as pessoas têm com ele, quando foi ao Brasil jogar o Rio Open. Muito obrigado. Por mim, falando por ele, por este momento e pelo apoio e pela torcida nesse tempo todo”, finalizou o mineiro.

Uma das parcerias mais vitoriosas dos últimos anos, Melo e Kubot seguiram quatro anos juntos. A dupla foi campeã em 15 oportunidades, conquistando títulos como Wimbledon, quatro Masters 1000 e sete ATP 500. Os primeiros troféus, porém, vieram quando a parceria ainda não era oficial, no ATP 500 de Viena em 2015 e 2016. A melhor dupla da temporada de 2017 deu seu último adeus no ATP Finals, torneio que disputaram em todos os anos da parceria.

Bruno Soares retomará parceria com Jamie Murray em 2021

Após pouco mais de um ano ao lado do croata Mate Pavic, Bruno Soares voltará a ter Jamie Murray como seu parceiro em 2021. O mineiro passou três temporadas e meia de sucesso ao lado do britânico, sendo campeões do Australian Open e do US Open em 2016, além de terem encerrado este mesmo ano como a dupla número 1 da temporada. No total, foram 10 títulos conquistados pela parceria.

Foto: Divulgação.

“O Jamie ficou sabendo que a minha parceria com o Pavic havia terminado e pouco tempo depois recebi uma mensagem dele, avisando o interesse em retomar a parceria”, disse o mineiro. A separação da dupla aconteceu após Roland Garros, em 2019. Na época, Bruno contou ao blog que a iniciativa foi de Jamie, sentindo que os resultados da dupla não estavam mais acontecendo, e que ele concordou, já que o ano de 2019 do time não embalou.

Soares, então, iniciou a parceria com o croata Mate Pavic logo na temporada de grama. Com altos e baixos, o time conquistou os títulos do US Open deste ano e do Masters 1000 de Xangai, no ano passado, além de finais em Roland Garros, Masters 1000 de Paris e ATP 250 de Estocolmo. A decisão de Pavic em terminar a parceria, porém, pegou Bruno de surpresa: “Tivemos uma conversa depois da final do Masters 1000 de Paris. O Mate expôs que estava insatisfeito com algumas coisas e que não queria continuar a parceria. Não concordo com nada do que ele expôs, nós estávamos indo muito bem, ainda mais com o título no US Open e a final em Roland Garros, mas vida que segue. Fui pego de surpresa.”

Apesar da situação, Soares e Pavic continuam vivos no Finals e em busca de uma vaga na semifinal. O time enfrentará Peers/Venus nesta sexta-feira para garantir a classificação. “É, vou pensar em 2021 depois. Agora estou focado no Finals e no número 1”, finalizou o mineiro, pensando nos objetivos finais do ano. Além de um título inédito na carreira, o mineiro e o croata podem terminar o torneio como a dupla número 1 do ano.

Pavic/Soares são superados e jogam por vaga na semi

Nos detalhes, Bruno Soares e Mate Pavic sofreram a sua primeira derrota no ATP Finals. Nesta quarta-feira, o brasileiro e o croata abriram a programação do torneio que reúne os oito melhores times da temporada em partida contra a dupla de Marcel Granollers e Horacio Zeballos, sendo superados nos detalhes, com parciais de 7/6, 6/7 e 10-8.

Foto: Ella Ling/ATP

“Foi um jogo no detalhe. Uma pena, porque a gente dominou uma boa parte. Eles não tiveram nenhuma chance nos nossos saques e nós criamos muitas, nos dois sets. Mérito deles, que jogaram super bem nos pontos importantes e também nos dois tie-breaks, foram muito firmes. Mas nós seguimos jogando e sacando bem, agressivos”, analisou Bruno, lamentando o resultado.

Na primeira fase do Finals, os oito times são separados em dois grupos de quatro. Cada dupla faz três partidas e os dois melhores times de cada grupo avançam para as semifinais. Na sexta-feira, Bruno e Pavic farão a sua última partida da fase de grupos em busca de uma vaga na semi contra o australiano John Peers e o neozelandês Michael Venus. “Agora é ir com tudo na sexta. Temos que esquecer que isso é o Finals, fase de grupos, essas coisas, e lidar como se fosse um torneio normal, uma quartas de final”, finalizou o mineiro, focado na vitória.

Bruno, que disputa o Finals pela sexta vez, já foi semifinalista no torneio em quatro ocasiões. Aos 38 anos, o mineiro, que é dono de 33 títulos, e nesta temporada conquistou o US Open e foi vice de Roland Garros, vai em busca de superar o seu melhor resultado no campeonato e trazer um título inédito para casa. Outro objetivo é terminar a temporada como a melhor dupla de 2020.

Kubot/Melo são superados por Krawietz/Mies

Na manhã desta terça-feira, Marcelo Melo e Lukasz entraram em quadra para o seu segundo jogo do Grupo Mike Bryan. Enfrentando os alemães Kevin Krawietz e Andreas Mies, o mineiro e o polonês em superados em 6/2 e 7/6(5), atingindo a sua segunda derrota no ATP Finals, torneio que reúne as oito melhores duplas da temporada na O2 Arena, em Londres.

Foto: Clive Brunskill/Getty Images Europe

“Hoje eles começaram bem, dominaram o primeiro set. No segundo conseguimos entrar em jogo, tivemos algumas poucas chances. Porém, eles foram melhores no geral”, resumiu Marcelo, admitindo a superioridade dos adversários na partida.

Para manter a esperança de classificação viva, Melo e Kubot dependiam de uma vitória de Ram/Salisbury contra Koolhof/Mektic, partida que aconteceu na tarde desta terça-feira. Koolhof/Mektic, porém, superaram Ram/Salisbury, garantindo a sua classificação na semifinal do Finals e também eliminando as chances de Kubot/Melo. O mineiro e o polonês voltarão em quadra na quinta-feira. Em horário a ser definido, a dupla enfrentará Koolhof/Mektic na sua última partida do torneio.

Esta é a oitava participação consecutiva de Melo no ATP Finals e a quarta ao lado de Kubot. O brasileiro é o tenista com a sequência ativa mais longa entre os jogadores, tanto em simples quanto nas duplas. Marcelo já foi vice-campeão do torneio em 2014, ao lado do croata Ivan Dodig, e em 2017, com Kubot.  

Pavic/Soares reagem e estreiam no Finals com vitória

Com uma grande reação, Bruno Soares e Mate Pavic estrearam com vitória no ATP Finals, em Londres. Nesta segunda-feira, a dupla campeã do US Open, que está disputando o torneio que reúne os melhores times da temporada, superou o austríaco Jurgen Melzer e o francês Edouard Roger-Vasselin de virada, com parciais de 6/7(6-8), 6/1 e 10-4.

Foto: ATP/Divulgação

“O jogo foi muito bom desde o início. Nós criamos algumas oportunidades no set, mas eles salvaram e jogaram muito bem sob pressão. No tie-break nós jogamos muito firmes, mas no 6-5 o Melzer fez três mágicas para fechar o set. Mérito total deles, foram belíssimas devoluções. O mais importante é que a gente continuou com a energia alta e não deixou se abalar pela derrota no primeiro set. Já fomos para o segundo com essa energia toda e quebramos logo no início. No match tie-break foi a mesma coisa, voltamos firmes pro jogo e aproveitamos a confiança”, resumiu Bruno, contente com a confiança resgatada da dupla.

Na próxima rodada, o brasileiro e o croata enfrentarão a dupla do espanhol Marcel Granollers e do argentino Horacio Zeballos, que venceram Peers/Venus na estreia. “Vai ser pedreira, mas não dá para esperar outra coisa aqui no Finals, é só porrada. São dois caras que já sabemos o que esperar, fizemos dois confrontos duríssimos contra eles neste ano, no US Open e em Roma. Agora é tentar jogar com a nossa agressividade e fazer o nosso jogo”, finalizou o mineiro, já de olho no próximo confronto, que acontecerá na quarta-feira.

Na primeira fase, os oito times são separados em dois grupos, onde os quatro times se enfrentam. São três partidas e as duas melhores duplas de cada grupo avançam para as semifinais. Bruno, que disputa o Finals pela sexta vez, já foi semifinalista no torneio em quatro ocasiões. Aos 38 anos, o mineiro, que é dono de 33 títulos, vai em busca de superar o seu melhor resultado no campeonato e trazer um título inédito para casa.

Kubot/Melo caem nos detalhes na estreia do Finals

Em um jogo equilibrado, Marcelo Melo e Lukasz Kubot foram superados nos detalhes na estreia do ATP Finals. Neste domingo, a dupla foi caiu para o norte-americano Rajeev Ram e o britânico Joe Salisbury, os atuais campeões do Australian Open, no match tie-break, com parciais de 7/5, 3/6 e 10-5.

Foto: ATP/Divulgação

“O jogo começou bem disputado. Contamos com algumas chances, mas tivemos uma baixa porcentagem de primeiro saque, o que acabou dando a chance deles quebrarem duas vezes no primeiro set. No segundo set jogamos muito bem. Eles abaixaram um pouco e nós mantivemos o ritmo, jogando até melhor. Mesmo assim perdemos um saque. E isso pra mim foi decisivo no match tie-break, onde eles estiveram bem, mas ao mesmo tempo nós demos a oportunidade não jogando muito com primeiro saque. Enfim, acontece. Eles aproveitaram as poucas chances”, analisou Marcelo.

“Uma das vantagens do Finals é que temos uma segunda oportunidade. Então é aprender com os erros de hoje, treinar amanhã e ir com tudo de novo no próximo jogo do grupo, depois de amanhã, que ainda temos chances de classificar”, finalizou o mineiro. A dupla voltará em quadra nesta terça-feira, quando enfrentarão os alemães Kevin Krawietz e Andreas Mies, que também sofreram uma derrota na estreia.

Esta é a oitava participação consecutiva de Melo no ATP Finals e a quarta ao lado de Kubot. O brasileiro é o tenista com a sequência ativa mais longa entre os jogadores, tanto em simples quanto nas duplas. Marcelo já foi vice-campeão do torneio em 2014, ao lado do croata Ivan Dodig, e em 2017, com Kubot.  

Sorteio do Finals coloca duplas de Melo e Soares em grupos diferentes

Nesta sexta-feira, os grupos de duplas do ATP Finals foram definidos. Bruno Soares e Mate Pavic lideram o Grupo Bob Bryan, que também conta com Granollers/Zeballos, Peers/Venus e Melzer/Roger-Vaselin. Já no Grupo Mike Bryan, liderado pelos campeões do Australian Open Ram/Salisbury, estão Marcelo Melo e Lukasz Kubot, além de Krawietz/Mies e Koolhof/Mektic.

Foto: ATP/Divulgação

O sorteio dos grupos de duplas não foi realizado na quinta-feira, com o de simples, pela possibilidade de Jurgen Melzer e Edouard Roger-Vasselin assumirem a sexta colocação na corrida, o que mudaria o cenário do sorteio. Para isso, a ATP precisou aguardar o fim do ATP 250 de Sofia, em que Melzer/Roger-Vasselin e a dupla de Jamie Murray e Neal Skupski disputavam a classificação para Londres. A austríaco e o francês subiriam para sexto com um título na Bulgária, mas a dupla optou por desistir da final e partir para Londres, já que os jogos na O2 Arena terão início neste domingo, terminando em sétimo na corrida.

Ao conhecer os seus adversários, Bruno Soares reconheceu a dificuldade, mas ficou feliz por não ter a dupla de Marcelo Melo no grupo. “Aqui é pedreira para qualquer lado, não tem jeito. São as melhores duplas do ano. A única coisa legal desse sorteio foi que caímos num grupo diferente da dupla do Marcelo e não teremos um confronto entre brasileiros logo de cara”, disse Bruno. O mineiro e o croata farão a sua estreia nesta segunda-feira, às 15h, horário de Brasília, contra o austríaco Jurgen Melzer e o francês Edouard Roger-Vasselin. Os times se enfrentaram apenas uma vez, no Masters 1000 de Paris, com vitória de Bruno e Pavic.

Esta é a sexta participação de Soares no ATP Finals, que foi semifinalista em quatro edições. Dono de 33 troféus, Bruno vai em busca de encerrar o ano com um título inédito em sua carreira e com o número 1 do ranking de times da temporada.

No outro grupo, Marcelo Melo e Lukasz Kubot farão a sua estreia no domingo, às 15h, contra Rajeev Ram e Joe Salisbury, os campeões do Australian Open. “De volta a Londres, para a disputa de meu oitavo Finals seguido. Muito feliz por estar aqui. Vamos que vamos, em busca dos resultados”, disse Marcelo, animado com o último torneio do ano. O mineiro fará sua oitava participação seguida na competição e a quarta ao lado de Kubot. Melo foi vice-campeão em duas oportunidades, em 2014 (com Ivan Dodig) e em 2017 (com Kubot). No ano passado, a dupla do brasileiro com o polonês chegou na semifinal.

Grupo Bob Bryan

[1] Mate Pavic e Bruno Soares
[4] Marcel Granollers e Horacio Zeballos
[6] John Peers e Michael Venus
[7] Jurgen Melzer e Edouard Roger-Vasselin

Grupo Mike Bryan

[2] Rajeev Ram e Joe Salisbury
[3] Kevin Krawietz e Andreas Mies
[5] Wesley Koolhof e Nikola Mektic
[8] Lukasz Kubot e Marcelo Melo

Alternates
  1. Jamie Murray e Neal Skupski
  2. Max Purcell e Luke Saville
Domingo (15/11)

9h: Krawietz/Mies x Koolhof/Mektic
15h: Kubot/Melo x Ram/Salisbury

Segunda-feira (16/11)

9h: Granollers/Zeballos x Peers/Venus
15h: Pavic/Soares x Melzer/Roger-Vasselin

Transmissão

O Sportv3 tem os direitos de transmissão do torneio. A fase de grupo das duplas, porém, será ignorada pelo canal, que começará a transmitir a competição por equipes a partir das semifinais. Mais uma bola fora do canal campeão. A TennisTV, plataforma da ATP, transmite todos os confrontos.

Destaques
  • Normal: Ao contrário de simples, a classificação para o ATP Finals nas duplas seguiu normalmente, contando os resultados do ano
  • Baque: Campeões do US Open e vice-campeões de Roland Garros, Pavic/Soares vêm de uma excelente fase. A dupla, porém, sofreu uma derrota dolorosa na final do Masters 1000 de Paris, perdendo cinco match points. Após a virada, Bruno disse que o maior desafio da dupla no Finals será esquecer essa partida e recuperar a energia positiva.
  • Decisivos: Marcelo Melo e Lukasz Kubot precisaram dar um gás no fim da temporada para garantir a classificação. Necessitando de uma boa sequência de resultados, o mineiro e o polonês foram finalistas em Colônia, campeões em Viena e semifinalistas em Paris. Além da classificação, a boa sequência também levantou os ânimos da dupla, que jogou bem nos torneios em que passaram.
  • Azar: Os campeões do Australian Open Ram/Salisbury disputaram apenas uma partida na temporada de quadra dura indoor. Na segunda rodada de Viena, a dupla desistiu por uma lesão do norte-americano no calcanhar. Já em Paris, o time foi retirado da chave após Salisbury ter tido contato com um caso positivo de coronavírus.
  • Departamento médico: Sofrendo com lesões, Marcel Granollers e Horacio Zeballos, os reis do saibro de 2020, não disputam um torneio juntos desde Roland Garros. O argentino sentiu dores nas costas durante a competição em Paris, e logo após foi a vez de Granollers, que lutou contra o relógio e as lesões para chegar no Finals.
  • Embalados: Kevin Krawietz e Andreas Mies seguiram embalados após a conquista do bicampeonato em Roland Garros. Na temporada de quadra dura indoor, os alemães fizeram final em Colônia e semi em Viena, superando duplas como Pavic/Soares e Peers/Venus no caminho.
  • Palco: Wesley Koolhof e Nikola Mektic cresceram nesta temporada nos maiores torneios de disputaram, fazendo final no US Open e semi em Roland Garros. Seria o Finals o próximo?
  • Perigosos: Consistentes e sempre perigosos neste piso, John Peers e Michael Venus são a dupla pra ficar de olho. Campeões em Dubai, Hamburgo e Antuérpia, os dois têm ótimos retrospectos em Londres. O australiano foi campeão do torneio em duas oportunidades, enquanto Venus é o atual vice-campeão.
  • Nos 45 do segundo tempo: Melzer e Roger-Vasselin garantiram a sua classificação ao chegar na final do ATP 250 de Sofia, o último torneio do calendário regular. Era o objetivo principal do austríaco na temporada, que irá se aposentar após o Australian Open.
  • Desempate: Empatados com Kubot/Melo em pontos, Murray/Skupski ficaram foram do Finals pelo critério de desempate. O time dos britânicos disputou três torneios a mais que a dupla do mineiro e do polonês, ficando de fora da competição.