Ross Hutchins elogia o Brasil Open: ‘boa estrutura, bom público e boa atmosfera’

O britânico Ross Hutchins desembarcou no Brasil para acompanhar o Brasil Open, torneio disputado em São Paulo. Há poucos dias, Hutchins também estava no torneio de Roterdã exercendo sua nova função, a de responsável pela relação entre os tenistas e a ATP. Rosco, como é conhecido, está viajando pelo mundo conferindo os torneios e detectando os problemas que estes têm, com o objetivo de melhorá-los.

Pouco antes de assumir a posição na ATP, o britânico era um dos melhores duplistas do mundo, com cinco títulos conquistados e nove vices. Ao ser questionado se sente saudades de jogar tênis, ele admitiu que sim, mas que o cargo atual o satisfaz muito. “Estou muito contente com esta nova profissão. Eu sinto falta de jogar tênis, claro, mas não estou triste por não estar jogando, sabe? Estou muito feliz, adoro trabalhar para a ATP. Este lado de tentar melhorar o esporte e não o meu próprio desempenho é muito interessante e prazeroso.”

Hutchins não frequenta a América do Sul desde 2008, quando jogou o torneio de Viña del Mar. Agora, fazendo parte da ATP, o britânico quis entender como funciona a gira latina e ficou impressionado com o que viu em São Paulo. “A quadra é fantástica, a atmosfera também. Agora, na ATP, vim dar meu apoio para esses torneios, que são muito importantes para nós”, comentou.

Na edição de 2013, o torneio paulista recebeu muitas críticas por parte dos jogadores, mas Hutchins desconhecia até o momento. “Não fiquei sabendo do lado ruim do torneio porque na época estava jogando. Mas realmente fiquei impressionado com o torneio agora, a estrutura é fantástica e os jogadores são tratados muito bem, só tenho coisas positivas a dizer. Claro, algumas mudanças podem ser feitas para melhorar, mas os melhores torneios do mundo também podem melhorar. Este torneio tem meu apoio”, enfatizou.

Rosco também destacou a ótima fama da gira latina pelo mundo. “Existe uma tradição de torneios aqui na América Latina desde 2001, são 14 anos! Nós, da ATP, damos um grande valor a essa gira e toda esta tradição é comprovada com a quantidade de pessoas que assistem o torneio, todos os patrocinadores, as transmissões televisivas e tudo mais. “

Os problemas que as duplas enfrentam atualmente é um assunto diário na vida de Hutchins. “É questão de conversar com as pessoas, procurar os pontos positivos das duplas e pensar se mudanças são realmente necessárias. Sabe, pegamos uma folha em branco e pensamos ‘Onde as duplas estão agora e onde queremos que as duplas cheguem no futuro’, que é o mesmo que pensamos no circuito como um todo”, contou o britânico sobre o planejamento. “Nós damos muito valor às duplas e aqui no Brasil vocês têm duplistas fantásticos, pessoas que me derrotaram muitas vezes e que têm carreiras incríveis”, comentou, rindo ao lembrar das derrotas.

Por fim, o britânico enumerou algumas mudanças que está fazendo para a melhora do circuito de duplas. “Eu, como um grande fã das duplas, estou trabalhando para melhorar o conteúdo no site da ATP e a quantidade de transmissões das partidas na internet. Se olharmos para o último Finals, as duplas foram incríveis! Nós precisamos tentar reproduzir isso mais e mais, porque o produto está lá, e é por isso que estamos estudando para melhorar a distribuição desse produto, o que é um tanto quanto complicado”, finalizou.

Os diálogos mais esquisitos do Brasil Open

Esse post surgiu em uma sugestão aleatória de Alexandre Cossenza, pensei no assunto e bem, por que não fazer? Só coisas estranhas me aconteceram no torneio, eu precisava compartilhar com vocês.

No McDonalds ali em frente do Ibira:
Eu: Oi, uma limonada, por favor?
Atendente: Com ou sem limão?
Eu: …

Na quadra 1:
*Eu usando o notebook*
Segurança: Senhora, não é permitido o uso de aparelhos eletrônicos aqui
Eu: (Senhora? Porra…) Nem imprensa?
Segurança: Não, desligue isso
Eu: Ninguém vai cobrir esse jogo, então? Tudo bem. *desligo*
*Segurança voltava de 15 em 15 minutos pra ver se eu estava com o notebook ligado*

*Técnico de Begemann e Emmrich filmando a partida de seus atletas*
A mesma segurança do notebook: Senhor, não é permitido filmar aqui *faz gestos esquisitos com a mão*
Técnico: Sorry, I don’t speak portuguese
Eu: Moça, ele é técnico dos alemães…
Segurança: Oi?
Eu: Ele é TÉCNICO dos ALEMÃES *aponta pra Begemann/Emmrich com gestos igualmente esquisitos, só pela zoeira*
*Segurança sai e chama mais seguranças*
Segurança 2: Senhor, não é permitido filmar aqui
*Técnico olha pra mim com cara de ‘me ajuda’*
*Eu subo para acudir*
Eu pro técnico *em inglês, não vou reproduzir tudo em inglês aqui, né*: Oi, eles estão pedindo para você parar de filmar, mas é, você é o técnico
Técnico: É, eu sou o técnico deles, fala pra eles
Eu pro segurança: Ele é o…
Segurança 2: Essa parte eu entendi, dá licença.
Eu:
Segurança 2: vou falar lá com a produção *começa a falar no rádio*
*Segurança 3 fica em pé na frente do técnico, não deixando-o ver a partida*
*Seguranças vão embora, pra procurar a ~produção~*
Técnico para mim: Então… tá tudo bem eu filmar?
Eu: Oficialmente, ainda não, mas continue filmando, duvido que farão algo. Eles não podem te impedir de filmar seus atletas.

Lá estava eu na quadra 1, assistindo a derrota de Monaco/Gonzalez quando chega Lars Graff e alguém mais novo e sentam atrás.
Eu estava anotando algumas coisas num bloquinho e outras no celular. Quando deixei meu celular em cima da perna, Lars notou a capinha de celular do Lindstedt e vira pro novinho, em sueco
Lars: Caramba, olha o Lindstedt ali. Que merda que aquilo está fazendo ali? Que engraçado. (depois disso, não entendi bulhufas, porque meu sueco é inexistente)
*Lars começa a tirar fotos do meu celular*

Pelo o que eu entendi, ele tirou fotos e mandou pro Robert hahahahaha. ELE ACHA QUE eu não percebi um celular na minha cabeça tirando fotos e gritando LINDSTEDT LINDSTEDT LINDSTEDT. Porra, Lars. Meu radar pro Robert é forte. Tente disfarçar melhor na próxima vez.

(E isso me lembrou do ano passado, que alguém viu o Lars e começou a gritar ‘OLHA, É AQUELE JUIZ DE CADEIRA FAMOSO. O LARS… O LARS GRAEL.)

Yeaaaaah, velejar!

Yeaaaaah, velejar!

No portão da zona mista, Farah passa pelo lado de fora e continua andando para o além
Ariana: Ai, qual é o primeiro nome dele mesmo? Aliny, chama aí!
Eu, a dois portões de distância: ROBEEEEEEEEEEEERT (nota da editora: isso é mal de nome, gente)
*Farah vira feito a marmota dramática*
dramatic-chipmunk-o
Eu: Desculpa… por… ter gritado…
Farah: hahahahahaha

*Quadra 1 cheia e equipe de Monaco e Maximo Gonzalez não sabiam aonde sentar. Um deles senta ao meu lado e o resto fica sem saber aonde ir. Chego pro lado pro resto sentar e eles agradecem*
*Eu mexendo no celular*
*Um deles tentava olhar o que eu estava fazendo.*
*Eu desligo a tela*
*Eu anotando a partida*
*Um deles tentava olhar o que eu estava anotando*
*Eu fecho o bloquinho*

PÔ, GALERINHA. PÔ, MEU. ME DEIXA ANOTAR AS BAGAÇAS. PÔ, MEU. PORRA. CARAMBA, NÉ.

*Moço na arquibancada ao lado da gente começa a miar pro Monaco*
*Staff do Monaco chama o Lars*
Staff: Gente bêbada pode assistir partida???
Lars: Oi?
Eu: GENTE BÊBADA PODE ASSISTIR PARTIDA?
*Lars chama segurança pelo rádio*
*Moço mia de novo*
Monaco: Você tem o que? 38, 40 anos? Miando, miau miau, para mim com 40 anos?
*Do nada, polícia e seguranças aparecem*
Polícia: Vamos, me acompanhem, vamos conversar lá fora
*Moços retirados e a plateia começa a bater palma*

Algozes de Peya e Soares levam o título no Brasil Open

Com transmissão em tv aberta, a final de duplas contou com os cabeças de chave 2, os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, e Guillermo Garcia-Lopez e Philipp Oswald, os campeões do Brasil Open 2014. Conhecidos por eliminarem Bruno Soares e Alexander Peya na primeira rodada do torneio, o espanhol e o austríaco não tiveram uma final fácil.

Philipp Oswald e Guillermo Garcia-Lopez. (Wander Roberto/inovafoto)

Philipp Oswald e Guillermo Garcia-Lopez. (Wander Roberto/inovafoto)

Logo após o aquecimento, Cabal pediu para o fisioterapeuta do torneio tratá-lo no punho. Com a partida iniciada, os colombianos tomaram a vantagem cedo, no quinto game, quando Oswald sacava. Em uma boa devolução de Cabal, o austríaco foi quebrado sem pontuar em seu saque.  Já no oitavo game, Farah sofreu com um péssimo saque e uma belíssima cruzada de Garcia-Lopez devolveu a quebra. Mais três quebras seguiram neste set e Farah confirmou para os colombianos fecharem em 7/5.

O segundo set começou promissor para os colombianos, com a quebra no primeiro game em um erro de Oswald na rede. A quebra foi devolvida no quarto game, em devolução do austríaco no saque de Farah. Cabal, sacando em 4/5 para igualar o set, apresentou muitos erros. Erro na rede, dupla falta e bola para fora custaram o set para os colombianos, dando a oportunidade de Oswald e Garcia-Lopez fecharem em 6/4.

No match tie-break, Cabal e Farah começaram mal e sofreram o primeiro mini-break com uma bola para fora de Farah. O mini-break foi devolvido no saque de Garcia-Lopez que, com um erro de Oswald na rede e bola para fora do companheiro espanhol, deu a vantagem para os colombianos. Porém, logo em seguida, Garcia-Lopez acertou a linha e igualou a partida. Oswald, sacando no 12-12, cometeu dupla-falta, dando match-point para os colombianos. Cabal sacava para a partida, mas Farah errou dois voleios na rede, dando o match-point para os adversários, que aproveitaram e confirmaram o título.

Este foi o primeiro título na carreira do austríaco Philipp Oswald que, na zona mista após a vitória, definiu a partida como muito disputada e destacou a difícil chave. Já Garcia-Lopez, que levantou seu quinto troféu de campeão nas duplas, comemorou o bom começo de ano. Questionado como foi  vencer os dois principais cabeças de chave, o espanhol foi positivo. “Desde o primeiro dia, em que ganhamos de Bruno (Soares) e (Alexander) Peya, fomos melhorando, ganhando confiança e conquistamos o torneio,” declarou.

Garcia-Lopez também confirmou que a parceria irá continuar. “No momento, continuaremos, sim.” Já sobre o Finals, o espanhol foi realista. “Está muito longe ainda.”

Pitacos: Garcia-Lopez e Oswald apresentaram alguns buracos em seu jogo e os colombianos não conseguiram aproveitar. Os campeões não possuíam primeiro saque, trabalhando a maioria dos pontos com o segundo saque. Os colombianos, por sua vez, apresentaram uma grande melhoria na tática do time, sendo notável o efeito que Jeff Coetzee está causando. Ainda sim, é possível ver que o forte de Cabal é na rede e de Farah é no jogo de fundo, além de Farah ser mais estável no saque, quando está se sentindo confiante. Farah é o que se sente mais abalado quando algo dá errado e foi possível notar no match tie-break.

Com sete vitórias seguidas, colombianos chegam a outra final no Brasil

Os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah farão outra final no Brasil. Campeões do Rio Open, o Colombian Power, como são conhecidos, chegou embalado em São Paulo e já soma sete vitórias seguidas. A semifinal, realizada pouco tempo após os três sets de Bellucci e Delbonis, contou com o argentino visivelmente cansado e um Bagnis sufocado com o jogo de rede dos colombianos.

No primeiro set, a quebra veio cedo, no saque de Bagnis, logo no terceiro game. Os colombianos, então, continuaram a confirmar os saques tranquilamente, perdendo apenas três pontos no serviço durante o set inteiro e fechando em 6/4.

Já no segundo set, que também terminou em 6/4, os argentinos conseguiram pressionar mais o serviço dos colombianos, resultando em seis pontos perdidos. Porém, um cansado Delbonis e o inspirado Colombian Power levou à quebra de serviço do argentino no sétimo game. Cabal e Farah chegaram a ter um match point no game seguinte dos argentinos, mas a devolução de Cabal ficou na rede, deixando para Farah fechar a partida.

Robert Farah, na zona mista, definiu os adversários como muito agressivos. O colombiano também contou como Jeff Coetzee, ex-número 12 do ranking de duplas, conheceu a dupla e começou a treiná-los. “No final do ano passado estávamos procurando um técnico, então perguntamos para o técnico do Bruno (Soares), que é nosso amigo, se conhecia alguém e ele nos indicou Jeff Coetzee. Então, nós falamos com Jeff e sua esposa e acabou acontecendo.”

Cabal e Farah enfrentarão na final Guillermo Garcia-Lopez e Philipp Oswald, algozes de Peya e Soares na primeira rodada do Brasil Open, às 14h na quadra central.

Com derrota de Soares, Brasil perde o último representante nas duplas

Com a derrota de Bruno Soares e Alexander Peya na primeira rodada do Brasil Open para Guillermo Garcia-Lopez e Philipp Oswald, o Brasil não possui mais representantes na chave de duplas. Com parciais de 3/6 6/4 10-7, a dupla formada pelo espanhol Garcia-Lopez e o austríaco Oswald levou a melhor.

No primeiro set, Bruno e Peya estavam afiados na devolução, machucando o jogo do espanhol e do austríaco. O saque de Garcia-Lopez não estava muito bom, o que favoreceu a dupla austro-brasileira. Mas no segundo set os adversários começaram a sacar bem e a devolução, arma principal de Peya/Soares, não estava funcionando, prejudicando-os. Este ritmo continuou no match tie-break, levando-os à derrota. “Eles começaram a sacar muito no segundo set. São Paulo é complicado pela altitude, o saque faz muita diferença aqui,” declarou Bruno na zona mista.

Questionado se a derrota foi inesperada, Bruno disse que não. “Faz parte. A gente sabe que nem sempre nós dois vamos jogar o nosso melhor a todo momento. Errar, jogar mal, esse tipo de coisa, faz parte. Eu acho que o mais importante é a atitude que a gente toma, o que a gente faz, a estratégia que a gente toma. Se a coisa vai dá certo ou não, é outro ponto.”

Sobre os colombianos campeões do Rio Open Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, Bruno destacou a boa fase, mas também lembrou que os resultados precisam aparecer em torneios maiores.

Peya e Soares deverão desembarcar neste fim de semana em Indian Wells para o Masters 1000.

Pitaco: É importante não confundir derrotas com má fase. Estamos muito mal acostumados com vitória atrás de vitória que qualquer derrota desestabiliza o torcedor.

Os outros resultados da rodada de ontem
Bracciali/Mayer 7/6 6/4 Lorenzi/Volandri
Begemman/Emmrich 7/5 6/3 Kas/Haase
Cuevas/Zeballos 6/2 6/3 Cermak/Elgin
Cabal/Farah 6/4 3/6 10-6 Monroe/Stadler
Gonzalez/Monaco 6/7 7/6 10-3 Clezar/Demoliner

Brasil Open aprende com os erros

O primeiro dia da chave principal do Brasil Open ainda está rolando, mas pude acompanhar um pouco da atmosfera do torneio nesta tarde. O torneio deixou má impressão pelos problemas da edição passada, tumultuada com a participação de Rafael Nadal.

Com uma superlotação, devido à venda de ingressos maior do que o número de assentos do Ginásio do Ibirapuera, muitos do público presente assistiram à final sentados nas escadas ou até mesmo em pé. Outros problemas que a edição anterior apresentou foram 1) o calor dentro do ginásio, reclamação feita tanto pelos jogadores quanto pelo público; 2) a precariedade do Mauro Pinheiro, ginásio que abrigava as duas quadras secundárias e que apresentava goteiras que pingavam no meio da quadra; 3) a qualidade do saibro utilizado, que aparentou perigoso para os atletas; 4) as bolas utilizadas.

Mas a organização aprendeu com os erros. Ou foi essa a impressão que tive. Ao entrar na quadra central, dá para perceber que a climatização prometida pelos organizadores foi cumprida. O Ibirapuera está com um clima agradável e não ouvi reclamações da temperatura durante as horas que fiquei na quadra.

Já o Mauro Pinheiro foi extinto. Não veremos mais o balde pendurado no teto que evitava que as gotas de água caíssem diretamente na quadra. A quadra secundária foi para uma área perto do estacionamento e do portão 9, mais perto para o público e jogadores chegarem. Ainda não tive a oportunidade de visitar a nova quadra, mas é possível ver na foto abaixo que está em boas condições. Assistir uma partida no Mauro Pinheiro era impossível, uma vez que a altura da arquibancada e as grades de isolamento atrapalhavam a visão.

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Foto: Marcello Zambrana/InovaFoto

As bolas e o saibro foram inspecionados pela ATP, para garantir que nenhum erro do tipo aconteceria novamente. O Brasil Open contou com a presença do presidente da ATP Chris Kermode neste segunda-feira, que aprovou as novas condições do torneio. Em uma mesa redonda com a imprensa, Kermode declarou: “Desde que cheguei o Gayle Bradshaw (vice-presidente executivo de regras e competição da ATP) me contou que todos os problemas tinham sido resolvidos, que haviam feito um trabalho incrível e me falou de uma maneira muito positiva. E eu fiquei impressionado pela disposição que todos têm mostrado, muito proativos. Os jogadores estão incrivelmente felizes.”

A área interativa para o público do lado de fora aumentou. Com vários stands como das lojas Pro Spin, Tennis4Life e a oficial do torneio, é possível adquirir artigos esportivos e de moda, além de comer e beber na área de alimentação. Também há uma área para diversão, que conta com mini-tênis e tênis de mesa. Dica: em uma rápida olhada na área de alimentação, pude notar que o stand que oferece bebidas só aceita dinheiro vivo. Não sei quanto aos outros, então venham preparados.

Capas para chave de Roger Federer, Serena Williams, Rafael Nadal e Maria Sharapova. Estão à venda no stand da Tennis4Life.

Capas para chave de Roger Federer, Serena Williams, Rafael Nadal e Maria Sharapova. Estão à venda no stand da Tennis4Life.

Mini-tênis, tênis de mesa e loja oficial do torneio.

Mini-tênis, tênis de mesa e loja oficial do torneio.

Falando sobre duplas, há uma exigência da ATP que obriga os torneios a colocarem pelo menos uma partida de duplas na quadra central (e uma série de exceções que podem anular esta ‘regra’), que já foi colocada em prática. Amanhã, por volta das 20h30, André Sá e João Souza, o Feijão, enfrentarão os espanhóis Marcel Granollers e Pere Riba na quadra central. É a chance dos brasileiros conhecerem melhor e apoiarem as duplas, além da promoção da modalidade.

Por fim, hoje tive a impressão de que o público não compareceu por diversos motivos, como chuva, segunda-feira, talvez uma programação fraca de primeiro dia, o que é comum, mas o mais forte por receio dos problemas que o torneio passou na edição de 2013. Pelas poucas horas que passei no Ginásio do Ibirapuera, deu para notar todas as melhoras que a organização buscou fazer, visando uma melhor experiência para o público e para os jogadores. É válido dar uma segunda chance ao torneio e comparecer, como fez Christopher Kas, duplista, que também jogou a edição anterior.

[tweet https://twitter.com/KasiTennis/status/438124305726312448]

O guia das duplas – Brasil Open

O guia voltou com informações do Brasil Open. Saiba tudo sobre os tenistas que disputarão a chave de duplas, curiosidades e as melhores partidas para acompanhar. Simbora prestigiar as duplas e torcer muito pelos brasileiros no Ibira? Vejo vocês lá!

As melhores partidas da primeira rodada
Peya/Soares x Garcia-Lopez/Oswald
Begemann/Emmrich x Haase/Kas
Cabal/Farah x Monroe/Stadler
Sá/Souza x Granollers/Riba
Cuevas/Zeballos x Cermak/Elgin

O tenista com mais títulos
Frantisek Cermak, com 29 títulos

O mais novo
Guilherme Clezar, 21 anos

O mais velho
Frantisek Cermak, 37 anos

O país com mais tenistas
Argentina, 6 (Gonzalez, Monaco, Zeballos, Bagnis, Delbonis e Mayer)

O tenista com mais vitórias
Frantisek Cermak, 385

Os tenistas com o melhor ranking na carreira
Bruno Soares e Alexander Peya, 3

O total de títulos
83 ATP 250 + 18 ATP 500 + 3 Masters 1000 +  1 Grand Slam duplas masculinas + 2 Grand Slam mistas + 1 Finals = 108

Os times que disputarão o torneio

bruno alex

Alexander Peya Bruno Soares
País: Áustria   País: Brasil  
Ranking: 3   Ranking: 3  
Títulos: 10 Títulos: 16  

A DUPLA
Títulos: 8
Segunda melhor parceria de 2013
Finalistas do US Open 2013
Campeões do Masters 1000 de Montréal
Bruno foi campeão de mistas no US Open 2012 com a russa Ekaterina Makarova

colombian power

Juan Sebastian Cabal Robert Farah
País: Colômbia   País: Colômbia  
Ranking: 42   Ranking: 47  
Títulos: 1 Títulos: 1  

A DUPLA
Títulos: 1
Os colombianos saíram do zero no Rio de Janeiro
Final em Viña del Mar, Brisbane e Nice
Campeões do challenger de Bucaramanga deste ano
Cabal já fez final em Roland Garros

beg emm

Andre Begemann Martin Emmrich
País: Alemanha   País: Alemanha  
Ranking: 49   Ranking: 41  
Títulos: 2 Títulos: 3  

A DUPLA
Títulos: 2
Campeões de Dusseldorf e Vienna
Final em Chennai e s-Hertogenbosch

cuevas zeballos

Pablo Cuevas Horacio Zeballos
País: Uruguai   País: Argentina  
Ranking: 53   Ranking: 40  
Títulos: 4 Títulos: 2  

A DUPLA
Títulos: 0
Final em Kuala Lumpur
Semifinal em Roland Garros
Cuevas já foi campeão de Roland Garros

ggl oswald

Guillermo Garcia-Lopez Philipp Oswald
País: Espanha   País: Áustria  
Ranking: 163 (53 em simples)   Ranking: 72  
Títulos: 1 Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
É o quarto torneio de disputarão juntos
Oswald fez uma parceria de 4 anos com o também austríaco Martin Fischer que rendeu 10 títulos em challengers
Garcia-Lopez fez quatro finais de duplas em ATP 250

gonzalez pico

Maximo Gonzalez Juan Monaco
País: Argentina   País: Argentina  
Ranking: 137   Ranking: 190 (42 em simples)  
Títulos: 1 Títulos: 2  

A DUPLA
Títulos: 1
Conquistaram o ATP 500 de Valencia em 2008
Foram finalistas em Viña del Mar também em 2008

demo clezar

Marcelo Demoliner João Souza
País: Brasil   País: Brasil  
Ranking: 96   Ranking: 230 (163 em simples)  
Títulos: 0 Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
É a primeira vez que jogam juntos
Em challengers, Demoliner possui 10 títulos nas duplas
Clezar possui 7 títulos de duplas em futures

cermis elgin

Frantisek Cermak Mikhail Elgin
País: República Tcheca   País: Rússia  
Ranking: 71   Ranking: 68  
Títulos: 29 Títulos: 1  

A DUPLA
Títulos: 0
Cermak é campeão de 24 ATP 250, 5 ATP 500, um Grand Slam de mistas (em Roland Garros com Lucie Hradecka) e finalista em outros 22 torneios
Elgin foi campeão do torneio de Moscou com o usbeque Istomin

marcel riba

Marcel Granollers Pere Riba
País: Espanha   País: Espanha  
Ranking: 24   Ranking: 451 (122 em simples)  
Títulos: 9 Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
É a segunda vez que jogam juntos, sendo a primeiro em 2011, no ATP de São Petersburgo
Granollers é dono de nove títulos, sendo um deles o ATP Finals de 2012
Riba jogou este ano com o irmão de Granollers, Gerard

andre feijao

André Sá João Souza
País: Brasil   País: Brasil  
Ranking: 69   Ranking: 134 (123 em simples)  
Títulos: 7 Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
É a primeira vez que jogam juntos
André já fez semifinal em Wimbledon com Marcelo Melo
Feijão é campeão em duplas em 6 challengers

santi alejo

Santiago Giraldo Alejandro Gonzalez
País: Colômbia   País: Colômbia  
Ranking: 461 (40 em simples)   Ranking: 202 (76 em simples)  
Títulos: 0 Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
É o terceiro torneio juntos
Giraldo fez final em Gstaad com o compatriota Robert Farah
Gonzalez fez final no challenger de Bogotá com o compatriota Juan Sebastian Cabal

bagnis delbonis

Facundo Bagnis Federico Delbonis
País: Argentina   País: Argentina  
Ranking: 100   Ranking: 250 (61 em simples)  
Títulos: 1 Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
Jogaram alguns challengers juntos em 2013
Bagnis foi campeão com Thomaz Bellucci em Stuttgart

robin kas

Robin Haase Christopher Kas
País: Holanda   País: Alemanha  
Ranking: 294 (44 em simples)   Ranking: 50  
Títulos: 1 Títulos: 5  

A DUPLA
Títulos: 0
O time iniciou a parceria neste ano
Chegaram na segunda rodada do Australian Open
Haase fez final no Australian Open em 2013 com Igor Sijsling
Kas foi semifinalista em Wimbledon 2011 com Alexander Peya

bracciali leo mayer

Daniele Bracciali Leonardo Mayer
País: Itália   País: Argentina  
Ranking: 65   Ranking: 709 (59 em simples)  
Títulos: 5 Títulos: 1  

A DUPLA
Títulos: 0
É a primeira vez que jogam juntos
O melhor resultado de Bracciali em grand slam é quartas de finais em Roland Garros, Australian Open e Wimbledon
Leo Mayer foi campeão de Buenos Aires em 2011 com o austríaco Oliver Marach

lorenzi volandri

Paolo Lorenzi Filippo Lorenzi
País: Itália   País: Itália  
Ranking: 133 (110 em simples)   Ranking: 437 (81 em simples)  
Títulos: 1 Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
Melhor resultado: quartas em Viña del Mar
Lorenzi foi campeão de Viña del Mar em 2013 com Potito Starace
Volandri foi vice em Acapulco também com Starace

nick simon

Nicholas Monroe Simon Stadler
País: Estados Unidos   País: Alemanha  
Ranking: 54   Ranking: 52  
Títulos: 1 Títulos: 1  

A DUPLA
Títulos: 1
A parceria iniciou em 2012
Campeões de Bastad
Final em Umag e Buenos Aires

Experiências.

Pude acompanhar todos os dias do Brasil Open e claro que assisti o máximo de partidas de duplas que consegui. Se no ano passado rolou um post com as minhas experiências no Sheiloka Fala de Tênis, esse ano também não poderia faltar. Mas foi algo menos doentio, mais contido e focado hahaha.  Vamos a uma pequena galeria de fotos do que eu e meu celular vimos pelos jogos de duplas na semana do Brasil Open:

Christopher Kas e Dustin Brown insatisfeitos com a quadra após Brown tropeçar nas linhas que estavam se soltando do saibro.

Christopher Kas e Dustin Brown insatisfeitos com a quadra após Brown tropeçar nas linhas que estavam se soltando do saibro.

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Bruno Open.

Bruno Soares e Alexander Peya. (Wagner Carmo / Inovafoto)

Bruno Soares e Alexander Peya. (Wagner Carmo / Inovafoto)

Com os três títulos de Nicolás Almagro no torneio brasileiro, brincávamos que o nome verdadeiro era Nico Open. Até hoje. Bruno Soares consagrou-se campeão do Brasil Open pela terceira vez consecutiva (Melo 2011, Butorac 2012 e Peya 2013) hoje no Ginásio do Ibirapuera. Diante de um bom público, Bruno e seu parceiro, o austríaco Peya, mostraram uma boa química e força mental durante toda a partida. Bruno Open então. Continuar lendo

Out.

Definitivamente não existe valorização do torneio de duplas. Temos três excelentes duplistas que defendem com orgulho o país e nos representam mais do que bem pelo mundo e que recebem em troca no único ATP do país o ‘direito’ de jogar nas quadras secundárias enquanto ‘competem’ na programação com a maior estrela do torneio.

Bruno reafirmou seu lugar entre os melhores nos últimos sete meses. Lindas vitórias e títulos não faltaram ao mineiro. E nesse curto ano, Bruno já conquistou um título de ATP e figura entre um dos mais temidos no circuito.
Marcelo Melo não é diferente. Também é embolsou um ATP este ano e, mesmo sem estar ao lado da mesma pessoa pelos torneios, mostra que é bom em qualquer situação.
André Sá representa as duplas como ninguém. Boas campanhas, simpatia de sobra e vários títulos na estante resumem. Continuar lendo