Melo, Soares e Demoliner refletem o retorno do circuito

Paralisado desde março pela pandemia do coronavírus, o tênis recebeu a notícia de que o retorno já tem data marcada. Nesta quarta-feira, seguindo a confirmação da realização do Masters 1000 de Cincinnati e do US Open, a ATP divulgou o calendário da retomada do circuito, que terá início no dia 14 de agosto com o ATP 500 de Washington. Após Washington, o tênis continuará em Nova Iorque, onde serão realizados os torneios de Cincinnati e o US Open, e depois seguirá para a Europa.

Com mais de três meses parados, Marcelo Melo, Bruno Soares e Marcelo Demoliner tentaram aproveitar a quarentena ao máximo, seja treinando, curtindo a família ou focando em algo novo. Com a incerteza de quando o circuito retornaria, os brasileiros buscaram não perder o foco durante o período. Ao blog, os duplistas refletiram o momento, a notícia do retorno do tênis e mais.

Nesta quarentena estou treinando em quadra três vezes na semana e físico outras três vezes. Todo dia alguma coisa para não ficar parado o dia inteiro e realmente manter a condição física. Agora, com esse retorno dos torneios, vamos voltar com a rotina de treino normal, treinando todo dia e em dois períodos com físico e tênis. É muito difícil manter o treino forte por muito tempo, então a gente focou em manter o condicionamento e esperar saírem as notícias para voltar à rotina de treino pesado e chegar bem nos torneios.

Marcelo Melo

Olha, a vida na quarentena está… estranha? Muito tempo em casa. Eu nunca tinha tido essa oportunidade, então estou aproveitando para passar bastante tempo com a família. E tenho estado bastante ativo, trabalhando nos meus outros projetos paralelos ao tênis, então me mantive bem ocupado… Mas, obviamente, louco pra jogar tênis como todo mundo. Que situação maluca, né? A gente sem saber o dia de amanhã, sem saber no que acreditar, nas notícias, no que falam… O mundo está de cabeça pra baixo. O negócio é a gente fazer a nossa parte e contribuir com as medidas necessárias para que isso aí passe o mais rápido possível.

Bruno Soares

A minha rotina está bem de uma pessoa sedentária… Não, mentira. (risos) Eu tenho aprimorado bastante o meu físico. Estou treinando bastante só físico já tem umas 4 semanas, mas não muito o tênis. Tenho batido uma bolinha apenas uma ou duas vezes por semana. Na semana que vem vou começar com os treinamentos com bola. Ainda temos bastante tempo para treinar e 6 ou 7 semanas já é o suficiente para esta “pré-temporada”. E aproveitei bastante a quarentena para recarregar as energias, que já estavam na reserva depois de tantos anos viajando.

Marcelo Demoliner

O anúncio de que o US Open será realizado veio na última terça-feira e os duplistas comemoraram o retorno do tênis, mesmo que aos poucos e um pouco diferente do normal. Por enquanto, para Cincinnati e US Open, testes do coronavírus serão feitos em todos os atletas antes de suas viagens aos Estados Unidos e também durante a competição, com uma frequência de 1 ou 2 testes semanais, além de uma checagem diária da temperatura corporal. Caso dê positivo, o atleta será eliminado da competição e isolado. As medidas podem mudar conforme a situação em agosto.

É muito legal o tênis poder voltar em agosto. Independente de todos os procedimentos que vamos ter que passar, acho importante estarmos jogando, com os fãs podendo acompanhar pela televisão e movimentar o tênis, mas sempre com segurança. A gente estava sem expectativa e poder ver que existe uma opção para o tênis voltar, pra mim, foi muito legal.

Marcelo Melo

Me sinto bastante feliz em ver o tênis de volta, foi um período longo e muito complicado para todos. Não só para nós do esporte, mas para todo o mundo e realmente estou animado com a volta. Sei que vai ser de uma maneira um pouco diferente, mas acho que no início vai ter que ser assim, com muitas medidas de segurança, e espero que dê tudo certo. Eu e o Mate (Pavic) temos conversado bastante e agora precisamos alinhar as ideias, de se encontrar, treinar antes de começar, etc. Estamos bem empolgados.

Bruno Soares

Estava muito ansioso para saber quando iria competir. Gosto muito de competir, então já estou com muito saudade. A questão da quarentena em si, do vírus, nós temos muitas incertezas e tomara que o pessoal consiga agilizar alguma vacina, mas é muito difícil ser antes de setembro. Estou feliz que vou poder voltar a jogar, mas ainda com um pouco de receio… Nós vamos nos expor bastante se as condições ficarem como agora, até porque Nova Iorque é o maior epicentro da pandemia.

Marcelo Demoliner

Para minimizar a possibilidade de contágio e conseguir executar os torneios, o Masters 1000 de Cincinnati acontecerá no mesmo complexo que o US Open, em Nova Iorque, e ambos os torneios adotarão uma série de outras medidas que incluem estádios sem a presença de fãs, uma quantidade reduzida de tenistas competindo e ajustes em todo o complexo visando a segurança de todos presentes.

As medidas adotadas são as que têm que ter mesmo, estamos lidando com jogadores do mundo inteiro. Essas precauções foram baseadas no jeito em que as coisas estão hoje, então vamos torcer para que esteja melhor daqui dois meses e, de repente, não ser tão restrito assim. Mas essas restrições são coisas que conseguimos fazer tranquilamente, não é nenhum sacrifício. As medições, ficar no hotel e somente ir para o complexo… em prol do tênis, da saúde dos jogadores e de todas as pessoas que vão trabalhar lá, é muito importante que a gente siga essas medidas.

Marcelo Melo

Nós temos feito reuniões do Conselho dos Jogadores a cada 15 dias e teve muita conversa com os torneios, com o US Open… É muito duro o trabalho da ATP de tentar achar soluções, fazer a coisa da melhor maneira possível e tentar ajudar todo mundo. O pessoal do nível Challenger… Hoje, com a situação, existe uma dificuldade muito grande de realizar Challengers com toda a logística, custo e segurança necessários para realizar um torneio deste nível, então eles têm conversado muito com a gente para entender. E, bem, as medidas de segurança do US Open são necessárias. Eles estão pintando um cenário como se o torneio começasse hoje, baseado em como a situação está no momento, já que é difícil prever o futuro. Nós podemos chegar lá no US Open e a situação estar muito melhor, da mesma forma que pode vir uma segunda onda do vírus, a coisa piorar e cancelar o torneio.

Bruno Soares

Acho que eles estão fazendo o possível para diminuir o risco. Achei algumas medidas legais, mas só na hora que a gente vai sentir na pele. O US Open pressionou bastante a ATP para acontecer. Não só eles, mas vários torneios. Enfim, eles fizeram as melhores medidas possíveis no momento. Eu acredito que vai ter muita gente ali do circuito que vai estar em desvantagem e, de certa forma, é uma pena e uma injustiça com esse pessoal de não ter a chance de jogar. Mesma coisa com as duplas, que a chave vai diminuir pela metade. Muita gente que vai ficar fora e é um pouco injusto pra eles. Vou tentar aproveitar essa oportunidade para, primeiro, ter uma receita, já que estamos desde março sem jogar, e também para melhorar o ranking e subir mais, que era e ainda é o meu objetivo em 2020.

Marcelo Demoliner

A diminuição da quantidade de tenistas que disputarão o torneio afetará as duplas, com as chaves masculina e feminina sendo reduzidas de 64 times para 32. As chaves de qualifying, duplas mistas, juvenis e cadeirantes não acontecerão. Nas duplas, apenas tenistas com ranking de duplas poderão disputar o torneio e Melo, Soares e Demoliner não será afetados, mas lamentaram a ausência de companheiros e explicaram o porquê do corte.

Cortar a dupla pela metade foi um dos pré-requisitos para realizar o torneio, tirar essa quantidade de jogadores. Logicamente preferíamos que todos tivessem a oportunidade de jogar, mas é difícil agradar todo mundo nesta situação. Uns acabam saindo favorecidos e outros prejudicados. É importante a ATP tentar afetar a menor quantidade de pessoas possíveis, tanto atletas quanto as pessoas que estão trabalhando, e acho que foi o caminho que eles encontraram. Aliás, a princípio seriam 24 duplas, mas conseguiram colocar 32. Mais pra frente não sei como será, imagino que seja uma medida temporária, só para este torneio. Quase certeza que os outros torneios não serão assim e que Roland Garros será normal, só os pontos, que provavelmente serão reduzidos, mas temos que olhar pro lado positivo de que vamos estar jogando.

Marcelo Melo

Essas medidas não só afetam as duplas, mas também todo mundo. O US Open tem uma série de restrições que fogem do controle deles, que vêm do governo, de quantas pessoas podem estar no clube e, infelizmente, os jogadores foram afetados. Mas a gente tem que ver o lado de que eles estão tentando executar o torneio e de que vai ter uma ajuda financeira pros jogadores afetados. Além disso, também vão ter Challengers nos EUA e na Europa na mesma época do US Open justamente para criar uma oportunidade pra essa turma também, então eles estão tentando. Tem muita coisa que foge do nosso controle, estamos totalmente presos.

Bruno Soares

Como a entrada será apenas com ranking de duplas, acredito que a maioria dos duplistas que iriam jogar o torneio vão conseguir entrar, então acaba cortando mais simplistas mesmo. Achei bacana e justo que somente permitiram os duplistas na chave, até porque os simplistas já vão jogar a chave de simples e já vão ter uma receita, então a medida acaba ajudando todo mundo que vai conseguir jogar. Já sobre se as duplas terão problemas mais pra frente… Olha, talvez sim, porque só o US Open vai adotar essa medida de apenas ranking de duplas pra entrada na chave, sabe? Acredito que vai ficar mais difícil de entrar nos torneios. É tudo uma incerteza ainda porque só vamos saber mesmo quando começarem os torneios. É aproveitar o que eu conseguir jogar para melhorar o ranking e depois conseguir entrar em mais torneios.

Marcelo Demoliner

Após o US Open, o tênis seguirá para o saibro na gira europeia, começando em Kitzbuhel e terminando em Roland Garros. O calendário após o Grand Slam francês, assim como o futuro, segue incerto, mas com planos de realizar os torneios indoor, incluindo o ATP Finals. O ATP 500 de Tóquio, que faz parte da gira asiática, já anunciou o seu cancelamento. Confira o calendário:

  • 14/08 – ATP 500 de Washington
  • 22/08 – Masters 1000 de Cincinnati
  • 31/08 – US Open
  • 08/09 – ATP 250 de Kitzbuhel
  • 13/09 – Masters 1000 de Madri
  • 20/09 – Masters 1000 de Roma
  • 27/09 – Roland Garros

Melo faz história e chega na semi do Australian Open

Em mais uma dramática partida e fazendo sua melhor campanha, Marcelo Melo e Ivan Dodig seguem firmes no Australian Open. O mineiro e o croata derrotaram o espanhol Feliciano Lopez e o bielorrusso Max Mirnyi em dois sets a um, com parciais de 6/0, 3/6 e 7/6.

O primeiro set, ao contrário do que todos imaginavam, foi tranquilo. Marcelo e Ivan dominaram todos os pontos com devoluções certeiras e bons saques. A dupla perdeu apenas quatro pontos nos games de serviço e ganhou mais de 60% dos pontos nos games de devolução.

Lopez e Mirnyi voltaram para o jogo no segundo set. O espanhol e o bielorrusso conseguiram firmar seus saques e quebraram Dodig e Melo no único game de saque deficiente da dupla, empatando a partida em 1 a 1. Uma quebra para cada lado aconteceu no último e decisivo set, continuando equilibrado e indo para o tie-break. Ali, dois mini-breaks para cada lado e a partida permaneceu na igualdade até o 5-4, quando Dodig pontuou com um lob e Melo fechou a partida em ponto espetacular.

Com esta vitória, Melo e Dodig avançam para semifinal e enfrentam os franceses Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut, que venceram seus compatriotas Julien Benneteau e Edouard Roger-Vasselin, os atuais campeões de Roland Garros, em dois sets a um. Esta é a quarta vez que Melo e Dodig disputam uma semifinal de Grand Slam, sendo duas no US Open (2013 e 2014) e outra em Wimbledon 2013, na qual fizeram final.

Melo avança nas mistas e Peya/Soares são derrotados

Marcelo Melo e Katarina Srebotnik estrearam com vitória na chave de mistas do Australian Open. Na primeira rodada, o mineiro e a eslovena tiveram vida fácil contra os espanhóis Arantxa Parra Santonja e David Marrero, vencendo em 6/1 e 6/4. Na próxima rodada, Melo e Srebotnik enfrentam os australianos Luke Saville e Daria Gavrilova.

Já Bruno Soares entrou em quadra na madrugada deste sábado para disputar a segunda rodada da chave de duplas. Ao lado do austríaco Alexander Peya, Bruno passou por apuros contra a dupla formada por Oliver Marach e Michael Venus, sendo derrotados em sets diretos, com parciais de 6/4 e 7/6.

Marach, austríaco e ex-parceiro de Peya, foi o destaque da partida, colocando pressão nos saques dos adversários e ganhando pontos com seus golpes potentes. No terceiro game, Marach e Venus conquistaram a única quebra do primeiro set no saque de Bruno. O segundo contou com uma melhora na performance de Bruno e Peya, até então apagados. O mineiro melhorou o serviço e a partida ficou equilibrada, levando para o tie-break, no qual contou com muitas mini-quebras e vantagem para os adversários nos últimos pontos.

Na próxima rodada, Marach e Venus enfrentam os italianos Simone Bolelli e Fabio Fognini, responsáveis pela eliminação de Raven Klaasen e Leander Paes.

Bruno e Peya vencem e avançam para a semi de Auckland

Bruno Soares e Alexander Peya venceram mais uma em Auckland. A dupla derrotou os espanhois Pablo Carreño Busta e Guillermo Garcia Lopez em dois sets a um, com parciais de 6/3 e 6/4.

Foto: Anthony Au-Yeung/Getty Images
Foto: Anthony Au-Yeung/Getty Images

A partida foi tranquila, com o mineiro e o austríaco aproveitando as únicas oportunidades de quebra dos dois sets e fechando a partida de modo fácil. Com a vitória, Bruno e Peya estão classificados para as semifinais e enfrentarão Raven Klaasen e Leander Paes, que derrotaram Ye-Hsun Lu e Oliver Marach em dois sets a um nesta quinta-feira.

Com possibilidade de final brasileira, o também mineiro Marcelo Melo e o bielorrusso Max Mirnyi venceram contra Begemann/Haase e esperam os vencedores do confronto Sitak/Venus x Inglot/Mergea.

Melo e Mirnyi avançam em Auckland

O mineiro Marcelo Melo e seu parceiro da semana, o bielorrusso Max Mirnyi, venceram mais uma em Auckland, na Nova Zelândia. A dupla derrotou o alemão Andre Begemann e o holandês Robin Haase em sets diretos, com parciais de 7/6(9) e 7/5.

Foto: Chris Symes
Foto: Chris Symes

A partida foi disputada até o último ponto. No primeiro set, o time de Melo conquistou a primeira quebra, abrindo 3-1, mas Begemann e Haase devolveram a diferença no game seguinte, com o jogo continuando acirrado e sendo decidido no tie-break. Marcelo e Mirnyi conquistaram o primeiro set na quinta oportunidade e administraram a vantagem obtida no décimo primeiro game do set seguinte, saindo vitoriosos.

Os adversários de Melo e Mirnyi na semifinal sairão da partida do britânico Dominic Inglot e o romeno Florin Mergea contra os neozelandeses Artem Sitak e Michael Venus.

Bruno e Peya estreiam com vitória em Auckland

Após início de temporada afetado por lesão, Bruno Soares e Alexander Peya venceram a primeira. Em partida contra o sueco Johan Brunström e o americano Scott Lipsky, o mineiro e o austríaco triunfaram em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/3.

Mantendo sua característica principal, Peya e Soares abusaram das devoluções e conseguiram a quebra em duas oportunidades. O time também salvou quatro chances de quebra dos adversários, fechando a partida com segurança.

Com a vitória, Bruno e Peya enfrentarão os vencedores da partida entre os espanhois Pablo Carreño Busta e Guillermo Garcia-Lopez e o time formado pelo polonês Mariusz Fyrstenberg e o mexicano Santiago Gonzalez.

Melo e Soares vencem o Prêmio Brasil Olímpico na categoria tênis

Marcelo Melo e Bruno Soares participaram da premiação anual realizada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na última terça-feira e receberam o prêmio de melhores do ano no tênis. O prêmio contou com a presença dos melhores atletas de diversas modalidades e teve Arthur Zanetti, Martine Grael e Kahena Kunze eleitos como melhores do ano no geral.

(Foto: André Durão)
(Foto: André Durão)

Os juvenis Marcelo Zormann e Orlando Luz também estavam presentes e receberam homenagens pelo desempenho nos Jogos Olímpicos da Juventude, conquistando ouro nas duplas e prata em simples com Orlandinho. Outros brasileiros vitoriosos na competição, como a ginasta Flávia Saraiva, vencedora de três provas, também receberam o prêmio.

(Foto: André Durão)
(Foto: André Durão)

O evento aconteceu no Theatro Municipal do Rio de Janeiro com apresentação de Fernanda Gentil e Otaviano Costa e premiou 46 atletas em 43 modalidades, além da presença de ilustres nomes do esporte.

Sá inicia pré-temporada e define Australian Open como seu primeiro torneio

André Sá, número três do Brasil, iniciou a pré-temporada em Blumenau e definiu seus primeiros torneios para a próxima temporada.

O mineiro manterá a parceria com o croata Mate Pavic e iniciará 2015 no Australian Open, seguindo com o croata para o ATP 250 de Montpellier, na França. O embarque do tenista está previsto para o dia 15: “Vamos manter a parceria. Deu certo em 2014 e vamos seguir jogando quando o calendário casar, já que ele pretende jogar simples também em 2015”, disse Sá, que fez oitavas de final em Roland Garros e Wimbledon com Pavic.

Sá, ex-17º do mundo e dono de sete títulos na ATP, destacou seus planos para as próximas etapas: “A primeira meta é voltar ao grupo dos 50 melhores nessa primeira parte de 2015 e meus planos do futuro seguem para disputar os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro”, finalizou.

Retrospectiva 2014: Bruno Soares

Alexander Peya e Bruno Soares em Toronto (Foto: Ronald Martinez/Getty Images North America)
Alexander Peya e Bruno Soares em Toronto (Foto: Ronald Martinez/Getty Images North America)


Ranking:
 10
Títulos: 2
Finais: 5
Partidas disputadas: 70
Vitória/Derrota: 45/25
Premiação: $507,173
Pontos acumulados no ano: 4970
Times que mais foram vencidos: 3 vitórias – Huey/Inglot; 2 vitórias – Rojer/Tecau, Butorac/Klaasen, Nestor/Zimonjic, Dodig/Melo, Murray/Peers
Times que mais causaram derrotas: 3 derrotas – Cabal/Farah; 2 derrotas – Bryan/Bryan, Pospisil/Sock
Times enfrentados durante o ano: 51

Vitórias:
29 em 2 sets
14 em 3 sets
2 em 5 sets

Derrotas:
12 em 2 sets
12 em 3 sets
1 em 4 sets

Desempenho em 2014
*Os pontos do mês entre parênteses pertencem ao mês equivalente no ano de 2013, apenas para efeito de comparação

Dezembro/Janeiro – ranking: 3º
30/12: Doha – final, derrota para Berdych/Hajek
06/01: Auckland – final, derrota para Knowle/Melo
13/01: Australian Open – terceira rodada, derrota para Llodra/Mahut
Pontos do mês: 480. (340 em 2 torneios em 2013)
Vitória/Derrota: 8/3

Fevereiro – ranking: 3º
17/02: Rio de Janeiro – semifinal, derrota para Cabal/Farah
24/02: São Paulo – primeira rodada, derrota para Garcia-Lopez/Oswald
Pontos do mês: 180. (660 em 4 torneios em 2013)
Vitória/Derrota: 2/2

Março – ranking: 3º
06/03: Indian Wells – final, derrota para Bryan/Bryan
19/03: Miami – quartas de final, derrota para Cabal/Farah
Pontos do mês: 780. (360 em 2 torneios em 2013)
Vitória/Derrota: 6/2

Abril – ranking: 3º
04/04: Copa Davis – vitória, derrotando Escobar/Lapentti
13/04: Monte Carlo – quartas de final, derrota para Mirnyi/Youzhny
21/04: Barcelona – primeira rodada, derrota para Fognini/Melzer
Pontos do mês: 180. (545 em 3 torneios em 2013)
Vitória/Derrota: 2/2

Maio – ranking: 3º
04/05: Madri – quartas de final, derrota para Nestor/Zimonjic
11/05: Roma – segunda rodada, derrota para Dimitrov/Rosol
26/05: Roland Garros – segunda rodada, derrota para Begemann/Haase
Pontos do mês: 270. (1320 em 3 torneios em 2013)
Vitória/Derrota: 2/3

Junho – ranking: 3º
09/06: Queen’s – campeão, derrotando Murray/Peers
16/06: Eastbourne – final, derrota para Huey/Inglot
24/06: Wimbledon – quartas de final, derrota para Pospisil/Sock
Pontos do mês: 760. (580 em 3 torneio em 2013)
Vitória/Derrota: 10/2

Julho – ranking: 3º
14/07: Hamburgo – final, derrota para Draganja/Mergea
28/07: Washington – quartas de final, derrota para Rojer/Tecau
Pontos do mês: 390. (300 em 2 torneios em 2013)
Vitória/Derrota: 4/2

Agosto – ranking: 3º
04/08: Montreal – campeão, derrotando Dodig/Melo
10/08: Cincinnati – quartas de final, derrota para Pospisil/Sock
25/08: US Open – quartas de final, derrota para Granollers/Lopez; campeão de duplas mistas (com Sania Mirza)
Pontos do mês: 1540. (2380 em 3 torneios em 2013)
Vitória/Derrota: 8/2

Setembro – ranking: 6º
12/09: Copa Davis – vitória, derrotando Lopez/Marrero
29/02: Pequim – primeira rodada, derrota para Cabal/Farah
Pontos do mês: 10. (10 em 1 torneio em 2013)
Vitória/Derrota: 1/1

Outubro – ranking: 6º
05/10: Xangai – quartas de final, Benneteau/Roger-Vasselin
13/10: Viena – primeira rodada, derrota para Melzer/Petzschner
20/10: Valencia – primeira rodada, derrota para Mayer/Sousa
27/10: Paris – segunda rodada, derrota para Cuevas/Giraldo
Pontos do mês: 180. (1145 em 3 torneios em 2013)
Vitória/Derrota: 1/4

Novembro – ranking: 8º
09/11: ATP World Tour Finals – fase de grupos, derrotas para Kubot/Lindstedt e Bryan/Bryan
Pontos do mês: 200. (400 em 1 torneio em 2013)
Vitória/Derrota: 1/2

Marcelo Melo e Bruno Soares jogam juntos em Florianópolis

O Correios Brasil Masters Cup será uma grande oportunidade para conferir ao vivo os tenistas mineiros Marcelo Melo e Bruno Soares, duplistas que encerraram pelo segundo ano consecutivo a temporada entre os 10 melhores do ranking mundial da ATP.

Marcelo Melo encerrou sua temporada competitiva no último domingo com o vice-campeonato do ATP Finals ao lado do croata Ivan Dodig, uma final inédita para o tênis brasileiro nas duplas. O único que conseguiu ir à final do torneio antes de Melo foi Gustavo Kuerten em 2000.

Melo conquistou este ano o título ATP de Auckland, na Nova Zelândia, jogando ao lado do austríaco Julian Knowle. Com o resultado em Londres, ele fecha o ano como número 6 do mundo.

Bruno Soares também fechou o ano competitivo no ATP Finals ao lado do parceiro austríaco Alexander Peya, na fase de grupos. Ao lado de Peya, ele conquistou este ano o ATP de Queen’s, na Inglaterra, e o Masters 1000 do Canadá, em que sua dupla enfrentou a de Marcelo Melo na final, marcando a inédita disputa entre dois brasileiros pelo títulos de um Masters 1000.

Uma das duplas mais cotadas para os Jogos Olímpicos Rio-2016, Marcelo Melo e Bruno Soares também foram decisivos para o Brasil na Copa Davis deste ano, vencendo suas partidas contra Equador e Espanha para ajudar a equipe a retornar ao Grupo Mundial. Em Copa Davis, eles têm oito vitórias e apenas uma derrota, sendo o único revés há quatro anos.

Bruno Soares e Marcelo Melo se juntam no Costão do Santinho, em Florianópolis, na sexta-feira, dia 21 de novembro, às 21h (de Brasília) para enfrentar no Desafio Olímpico a dupla formada por André Sá e Thomaz Bellucci, outro tenista que foi fundamental na vitória do Brasil diante da Espanha no Ginásio do Ibirapuera, vencendo suas duas partidas de simples. A partida será transmitida ao vivo pelo Sportv2.