Espetacularização, herois e palcos

Com a crescente espetacularização das modalidades, outros segmentos além da prática em si chamam a atenção, como a gestão, o marketing e a administração das grandes ligas e associações, temas recentes e muito pesquisados no âmbito esportivo. O esporte, tratado como um fenômeno de massa, depende de figuras centrais, tidas como heróis, para que consiga despertar a atenção do público e, assim, permaneça no cenário mundial.

O tênis é uma das modalidades mais populares do mundo e que atrai milhões de espectadores e praticantes todos os anos com suas grandes estrelas, os tais herois que a literatura da psicologia esportiva aponta, disputando os principais campeonatos. Com torneios em todas as semanas do ano e em diferentes partes do mundo, tanto o público presente quanto o marketing e a venda de transmissões televisivas para as emissoras locais, internacionais e internet são essenciais para o crescimento do esporte.

O primeiro ponto a ser abordado é a promoção da imagem dos principais atletas através de campanhas, essencial para a venda do produto e figura pouco presente no mundo das duplas, dificultando o crescimento do interesse em um possível público. Um bom marketing busca certos aspectos atrativos do produto em questão para aumentar sua visibilidade e gerar identificação do público com os personagens principais, sendo o das duplas a dinamicidade do jogo e a maior prática entre os tenistas amadores.

Essa promoção aumentou com o passar do tempo, mas permanece até hoje focada no top 10 de simples, o que foi notado por Bruno Soares: “Eles promovem mais os jogadores no top 4, top 10, o resto fica muito pra trás. Obviamente tem que ter uma atenção maior no top 4, já que eles atraem e levam coisas boas pro esporte, mas eu acho que tem que ter uma promoção dos jogadores de menos destaque, que não tem um ranking alto mas estão no top 50, e o pessoal da dupla, pois compõem o circuito.”

Um maior conhecimento do público apagará a imagem distorcida que estes possuem do resto do circuito. O foco exagerado em Nadal e Federer, por exemplo, acaba direcionando a visão do esporte apenas para um seleto grupo de atletas, limitando ou até mesmo diminuindo o interesse do público em geral. É comum escutarmos que a qualidade de jogo fora do top 10 de simples e nas duplas é muito abaixo e que não é interessante ou não vale a pena prestar atenção, já que o parâmetro do público são as derrotas que os outros tenistas sofreram para os principais figurões.

Outro ponto importante e levantado por Marcelo Melo é a questão da organização dos torneios. Uma simples montagem de programação pode fazer uma grande diferença a longo prazo. “Eu acho que os torneios podem ajudar muito mais, especialmente na promoção das duplas‎. Algumas vezes o torneio tem duplas entre as 5 melhores do mundo e não promove para o público. Quando acontece a promoção das duplas, como no caso do torneio de Auckland, em que todos os dias tem uma dupla na quadra central, os jogos ficam cheios. O público gosta de assistir duplas, porém precisam organizar bem na hora de programar”, opinou o mineiro.

O caso de Auckland é interessante. A presença de um jogo de duplas todos os dias e no horário nobre virou tradição e atração no torneio, sendo abraçada pelo público local, que adquiriu a cultura de assistir as duplas. Esta cultura, aliás, mostra-se essencial, sendo ela já presente, como é visto nos Estados Unidos, ou sendo adquirida, como no Brasil, em que seus melhores resultados se apresentam nas duplas. Bruno comentou o caso: “A organização influencia sim, tem alguns lugares em que o público local gosta de duplas, como é o caso de Auckland, que coloca duplas no horário noturno, antes de simples, está sempre cheio. Nos EUA também, vai de cada lugar. Tem torneio que não gosta. O Finals também ficou bacana, com duplas seguido de simples em cada sessão, isso ajuda a ficar sempre cheio.”

Londres está sendo o maior exemplo disso. Adotando a mesma estratégia de Auckland, com a disposição da programação apresentando as duplas antes de simples, o último torneio do ano, disputado nesta semana, tornou-se um palco de promoção do esporte. O público geral do tênis, com acesso a todas as partidas de duplas na internet e na televisão, pareceu surpreso com a qualidade de jogo. Com a acessibilidade e o poder de escolha, o público mostrou-se curioso e interessado em acompanhar mais o circuito, uma vez que as partidas apresentaram uma maior agilidade e qualidade quando comparado com simples.
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A questão da transmissão continua de pé. A dinamicidade do jogo mudou e foi alterada com a implementação de encurtadores de partida, como o match tie-break e o ponto decisivo. Apesar da duração raramente passar de 1h20, o que beneficia os canais de televisão, a transmissão continua inexistente. Isso, é claro, envolve uma parte burocrática nos bastidores, já que as transmissões televisivas e online foram terceirizadas pela ATP, sendo de posse de uma empresa independente.

Mas, como aponta Bruno Soares, o problema também assombra o resto do circuito: “Se você parar pra pensar, o único local que tem cobertura mesmo é a quadra central. É a única quadra que, em todos os torneios, você vai ter certeza que terá transmissão.” Todos são afetados diretamente com a falta de atenção para as quadras secundárias. Sem a cobertura necessária, tenistas como Thomaz Bellucci podem ser mal vistos. “No fim do ano, a pessoa que vê esses caras do nível do Thomaz e do Nieminen perdendo acaba pensa algo que não é verdade. Ela vai e pensa ‘pô, sempre me dizem que o Thomaz e o Nieminen são grandes jogadores, mas eles só perdem’. Aí nos outros 50 jogos do ano em que o cara joga bem ninguém transmitiu e ninguém está sabendo”, completa o mineiro.

Câmeras em todas as quadras resolveria boa parte do ponto apresentado acima. Apesar da maioria dos torneios possuírem três ou quatro quadras, o que é pouco e aparentemente fácil de resolver, contratos, altos cargos e os demais problemas legais mais uma vez aterrorizam o circuito.

Enquanto os tenistas, o conselho e os fãs tentam remar contra a maré, a papelada continua impedindo o progresso no âmbito internacional, mas com pequenas brechas como as que acontecem no Finals, as duplas sobem no maior palco do tênis e aproveitam cada minuto de seu show, reconstruindo sua história e atraindo novos aliados.

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Melo e Dodig garantem vaga na semifinal

Em uma partida de alto nível, decidida nos detalhes e em dois tie-breaks emocionantes, o brasileiro Marcelo Melo e o croata Ivan Dodig derrotaram nesta terça-feira os espanhóis Marcel Granollers e Marc Lopez por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7-5) e 7/6 (14-12), após 1h55 de jogo. A vitória garante, pelo segundo ano consecutivo, a parceria do mineiro na semifinal do ATP Finals, torneio disputado em Londres e que reúne as oito melhores duplas da atualidade.

Melo teve o saque pressionado logo no terceiro game, mas se saiu bem. No game seguinte, a dupla do mineiro forçou nas devoluções e conseguiu uma quebra em cima de Lopez. Os rivais deram o troco no sétimo game, no serviço do brasileiro. Com as forças equilibradas, a parcial foi levada para o tie-break. Granollers e Lopez garantiram um minibreak logo no começo e chegaram a abrir 5 a 2. Melo e Dodig reagiram vencendo os cinco pontos seguintes, fechando em 7-5.

No segundo set, os papéis se inverteram. Dodig cedeu o serviço no sexto game, mas no seguinte devolveu a quebra no saque de Lopez. Outro tie-break foi disputado, com pontos emocionantes e erros dos dois lados, dando um drama a mais na partida. No fim, o brasileiro e o croata finalizaram em 14-12.

“O importante desta vitória foi seguir o mesmo ritmo do primeiro ao último ponto. O Ivan estava jogando muito bem, eu estava com dificuldades de encontrar o jogo, mas a dupla é assim, um ajudando ao outro. Eu melhorei no segundo set e isso ajudou o Ivan a continuar forte”, destaca Melo.

O brasileiro também comentou os dois tie-breaks disputados. “Independente do resultado do ponto anterior nos mantivemos focados. Eles (espanhóis) tiveram match point, nós também. Então, foi muito bom para a gente vencer esses pontos, o que mostrou que estávamos atentos, querendo ganhar”.

Com o resultado obtido sobre a sexta melhor dupla do ranking, Melo e Dodig assumem a liderança do Grupo B, com duas vitórias e nenhum set cedido na competição.

Na quinta-feira, o brasileiro e croata retornam à quadra para sacramentar o primeiro lugar da chave. Eles enfrentam os franceses Edouard Roger-Vasselin e Julien Benneteau. “É muito legal estar novamente na semifinal e poder representar o Brasil. No ano passado perdemos jogando bem. Então, espero jogar ainda melhor para tentar avançar à final, mas ainda temos o jogo de quinta. Não é porque estamos classificados que vamos deixar de jogar focados. Estamos mais tranquilos, isso é verdade, mas vamos entrar em quadra com todas as nossas forças”, complementa o brasileiro.

Melo e Dodig estreiam com vitória no ATP Finals

Marcelo Melo e Ivan Dodig deram um passo gigante rumo à semifinal no ATP Finals, último torneio do ano que reúne as oito melhores duplas do mundo, em Londres. O brasileiro e o croata venceram com autoridade os experientes Daniel Nestor, canadense de 42 anos, e Nenad Zimonjic, sérvio de 38, neste domingo, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/5, após 1h16min de partida.

Melo e Dodig entraram muito confiantes em quadra e logo no início mostraram que estavam ali para surpreender os atuais número 2 do mundo. Sem dar chances aos rivais, eles conseguiram duas quebras de saque e abriram 4 a 0 no placar do primeiro set. Depois, foi só administrar a vantagem e fechar em 6 a 3.

Na segunda parcial, a resistência de Nestor e Zimonjic foi maior. Ambas as duplas confirmavam os respectivos serviços e o jogo parecia caminhar para o tie-break. Porém Melo e Dodig conseguiram uma quebra providencial no 11º game e, em seguida, decretaram a vitória em 7 a 5.

Com a vitória por 2 sets a 0, Melo e Dodig agora lideram o grupo B do ATP Finals. Anteriormente, os espanhóis Marcel Granollers e Marc Lopez derrotaram os franceses Julien Benneteau e Edouard Roger-Vasselin, também por 2 sets a 0. Entretanto, o saldo de games coloca a dupla do brasileiro na ponta da classificação.

Melo aposta em jogo agressivo para vencer estreia no ATP Finals

O brasileiro Marcelo Melo e o croata Ivan Dodig já estão preparados para o ATP Finals, torneio que reúne as oito melhores duplas do mundo, entre os dias 9 e 16 de novembro, em Londres. O mineiro aposta em jogo agressivo na estreia para vencer os experientes Daniel Nestor, canadense de 42 anos, e Nenad Zimonjic, sérvio de 38, no domingo, por volta das 16h (horário de Brasília).

“Começar com uma vitória vai nos dar muita confiança para os outros jogos, especialmente por enfrentarmos uma dupla tão forte como eles. Precisamos ser agressivos para surpreendê-los desde o início. Nós sabemos como eles jogam, então temos de manter essa estratégia”, diz Melo.

O ATP Finals dividiu as oito duplas em dois grupos (A e B) e as duas melhores de cada chave avançam para as semifinais. Além de Melo/Dodig e Nestor/Zimonjic, os espanhóis Marcel Granollers e Marc Lopez, e os franceses Julien Benneteau e Edouard Roger-Vasselin completam o grupo B.

“Cada dupla do nosso chaveamento tem um estilo de jogo diferente, mas todos estão jogando muito bem. Teremos que mostrar nosso melhor tênis para avançar. Estamos muito confiantes”, garante o brasileiro, que se classificou para o ATP Finals pelo segundo ano seguido.

Para Melo, jogar um torneio dessa importância, apenas para os oito melhores do mundo, é especial e gratificante. “A estrutura é incrível. É como se fosse um Grand Slam, mas para poucos jogadores. A quadra central é demais e a maneira como cada jogo acontece faz parecer que aquilo tudo é um verdadeiro show”, completa.

Neste ano, Melo alcançou a sua melhor marca na carreira no ranking individual dos duplistas da ATP. Após o vice-campeonato no ATP 500 de Tóquio (Japão), no começo de outubro, ele foi para a terceira posição, atrás apenas dos irmãos gêmeos norte-americanos Bob e Mike Bryan.

Finals é sorteado e mineiros caem em grupos diferentes

O ATP Finals, torneio que reúne as oito melhores equipes da temporada em Londres, na Inglaterra, teve seus grupos sorteados na tarde desta segunda-feira. 

O brasileiro Bruno Soares e seu parceiro, o austríaco Alexander Peya, estão no grupo A, que também conta com os irmãos Bryan, o holandês Jean-Julien Rojer e o romeno Horia Tecau, e o polonês Lukasz Kubot e o sueco Robert Lindstedt. Já Marcelo Melo e Ivan Dodig estão no grupo B, junto ao canadense Daniel Nestor e o sérvio Nenad Zimonjic, os franceses Julien Benneteau e Edouard Roger-Vasselin, e os espanhois Marcel Granollers e Marc Lopez.

O torneio terá início no domingo com dois jogos de simples e dois jogos de duplas por dia e transmissão do Sportv.

Confronto direto:
Grupo A
Bryan/Bryan x Peya/Soares 7-1
Bryan/Bryan x Rojer/Tecau 3-0
Bryan/Bryan x Kubot/Lindstedt 2-0
Peya/Soares x Rojer/Tecau 1-1
Peya/Soares x Kubot/Lindstedt 0-0
Rojer/Tecau x Kubot/Lindstedt 1-0

Grupo B
Nestor/Zimonjic x Benneteau/Roger-Vasselin 2-1
Nestor/Zimonjic x Granollers/Lopez 1-0
Nestor/Zimonjic x Dodig/Melo 1-0
Benneteau/Roger-Vasselin x Granollers/Lopez 2-0
Benneteau/Roger-Vasselin x Dodig/Melo 0-0
Granollers/Lopez x Dodig/Melo 1-2

Melo e Dodig garantem classificação para o Finals

O brasileiro Marcelo Melo e o croata Ivan Dodig garantiram a classificação para o ATP Finals, torneio que reúne as oito melhores duplas em Londres, na tarde desta quinta-feira.

A dupla disputava a última vaga do torneio com o americano Eric Butorac e o sul-africano Raven Klaasen e precisava de uma derrota de seus adversários para garantir a classificação, o que veio a acontecer. Butorac e Klaasen foram derrotados por Rojer e Tecau em 2 sets a 1, com parciais de 5/7, 6/1 e 10-6, eliminando suas chances de jogar o Finals.

O mineiro e o croata estavam em quadra quando Butorac e Klaasen foram derrotados e, assim que souberam da notícia, desistiram de sua partida para poupar Dodig, que havia se lesionado no aquecimento, dando a vitória para Melzer e Matkowski em 6/3 e 2/1.

Além de Melo e Dodig, o ATP Finals contará com a presença dos irmãos Bryan, Nestor/Zimonjic, Peya/Soares, Benneteau/Roger-Vasselin, Rojer/Tecau, Granollers/Lopez e Kubot/Lindstedt.

Sobre o Finals

Estamos na última semana do calendário da ATP e prestes a conhecer os oito classificados para o ATP Finals. Com as crescentes perguntas de como funciona a classificação e da situação de cada uma das duplas, preparei um FAQ para vocês.

Ranking de 26 de Outubro.

Ranking de 26 de Outubro.

1) Por que Pospisil/Sock e Kubot/Lindstedt têm vantagem e se classificarão no lugar de Butorac/Klaasen mesmo estando em 8?

O Finals possui uma regra que classifica automaticamente um campeão de slam que está fora do top 8 da temporada, restando assim as 7 primeiras vagas. Este ano temos dois times que se encaixam nesta situação: Pospisil/Sock e Kubot/Lindstedt. Com um se classificando automaticamente, o outro time irá para o Finals como alternate, entrando na competição se um dos oito times desistirem.

Pospisil/Sock estão com 40 pontos na frente de Kubot/Lindstedt. Para garantir sua classificação, Pospisil/Sock precisam apenas igualar o resultado de Kubot/Lindstedt em Paris, com exceção de derrota na segunda rodada, uma vez que Pospisil/Sock são cabeças de chave e uma derrota na segunda rodada não somaria pontos, enquanto para Kubot/Lindstedt uma derrota na segunda rodada traria 90 pontos, passando na frente de seus adversários. Kubot/Lindstedt precisam ganhar uma rodada a mais que Pospisil/Sock. As únicas possibilidades de classificação para ambos é se um dos times conquistar o título ou chegar na final com Dodig/Melo perdendo na estreia.

2) O que Butorac/Klaasen precisam, então?

Butorac/Klaasen precisam ganhar o título ou fazer final com Dodig/Melo não chegando na semifinal.

3) E Dodig/Melo? 

  • Sem depender dos outros, o título
  • Se forem eliminados na estreia, Butorac/Klaasen, Pospisil/Sock e Kubot/Lindstedt não podem fazer final e Cabal/Farah não podem ser campeões
  • Se chegarem nas quartas, Butorac/Klaasen não podem fazer final e Pospisil/Sock, Kubot/Lindstedt e Cabal/Farah não podem ser campeões
  • Se chegarem na semi, Butorac/Klaasen, Pospisil/Sock e Kubot/Lindstedt não podem ser campeões
  • Se chegarem na final, apenas Butorac/Klaasen podem alcançá-los (sendo campeões)

4) E quanto aos outros?

Rojer/Tecau e Granollers/Lopez se classificarão se fizerem quartas de final, independente de outros resultados. Para chegar nas quartas, Rojer/Tecau podem se encontrar com Kubot/Lindstedt e Granollers/Lopez com Cabal/Farah, assim podendo determinar o futuro dos quatro times na mesma rodada. Os colombianos, aliás, precisam ser campeões de Paris com Dodig/Melo caindo na estreia ou quartas de final para terem a chance de classificação, sendo a mais difícil das possibilidades entre os times.

5) Putz, me perdi. Tem resumão?

Veja os quadros abaixo.

rojer tecau

granollopez

dodig melo

booty klaasen

pospisock

kubot robert

colombian

Curiosidade:
Não teremos um indiano se classificando para o Finals este ano. A última vez que isto aconteceu foi em 1996.

Melo e Dodig vencem e se classificam para a semi da Basileia

Marcelo Melo e seu parceiro, o croata Ivan Dodig, engataram mais uma vitória no ATP 500 da Basileia e estão classificados para a semifinal. A dupla venceu, em partida dramática, o alemão Andre Begemann e o austríaco Julian Knowle por 2 sets a 1, com parciais de 7/6, 6/7 e 10-4.

Após saírem perdendo por 5/2 no primeiro set, o brasileiro e o croata conseguiram se recuperar e levaram o set para o tie-break, decidindo o vencedor no vigésimo ponto, fechando em 11-9. No segundo set, a história se repetiu e a dupla do brasileiro, que saiu atrás, levou para o tie-break, desta vez com resultado favorável para Begemann e Knowle. O match tie-break mostrou-se mais confortável, com vantagem sendo aberta logo cedo e administrada até o fim, dando a vitória para Melo e Dodig.

A boa campanha no torneio suíço aumentaram as chances de classificação para o ATP Finals, em Londres. O mineiro e o croata figuram na sétima posição, atrás de Rojer e Tecau, que também venceram a sua partida do dia em Valência, na Espanha.

Melo e Dodig estão classificados para as semifinais e enfrentarão o croata Marin Draganja e o finlandês Henri Kontinen, que venceram a dupla formada por Benjamin Becker e Dominic Thiem em sets diretos.

Melo e Dodig passeiam na estreia do ATP da Basileia

O brasileiro Marcelo Melo estreou com vitória no ATP 500 da Basileia, na Suíça. Ao lado do parceiro Ivan Dodig, o mineiro não teve dificuldades para vencer, nesta segunda-feira, o polonês Mariusz Fyrstenberg e o norte-americano Steven Johnson por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/2, após 48 minutos de jogo.

Jogando com o primeiro serviço (83% de aproveitamento), Melo e Dodig conseguiram neutralizar a parceria adversária. De seis chances de quebra, garantiram quatro, que foram fundamentais para dar tranquilidade e vitória a dupla.

Cabeças de chave número um do torneio, o brasileiro e o croata aguardam a dupla vencedora do confronto entre os suíços Marco Chiudinelli/Michael Lammer e o alemão Andre Begemann/austríaco Julian Knowle.

Marcelo Melo e Ivan Dodig continuam em busca de uma vaga para o ATP Finals, que reunirá as oito melhores parcerias do ano em Londres, entre 9 e 16 de novembro. A dupla ocupa a sétima posição no ranking com 3.390 pontos.

Peya/Soares e Dodig/Melo concorrem ao prêmio de dupla favorita dos fãs

A tradicional votação de fim de ano da ATP chegou e os fãs podem fazer parte apoiando seus tenistas favoritos até o dia 3 de Novembro. Os brasileiros Bruno Soares e Marcelo Melo estão concorrendo ao lado de seus parceiros Alexander Peya e Ivan Dodig como ‘dupla favorita’ mais uma vez, categoria existe há nove anos e que tem como seus únicos vencedores os americanos Bob e Mike Bryan.

Para votar, clique na imagem abaixo para ser redirecionado para o site. A seguir, escolha seu tenista de simples e sua dupla favorita, preencha o campo do e-mail e envie. Apenas um voto por e-mail é computado, sendo necessário outro endereço para votar novamente.

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