Marcelo Melo inicia defesa do título com vitória no Masters 1000 de Xangai

O brasileiro Marcelo Melo, terceiro colocado no ranking individual das duplas da ATP, começou com o pé direito no Masters 1000 de Xangai, na China. Marcelo, que ao lado do croata Ivan Dodig defende o título do torneio, derrotou nesta quinta, na primeira rodada, o colombiano Santiago Giraldo e o norte-americano Scott Lipsky por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 3/6 e 10/6, após 1h07min.

Durante a disputa, Melo e Dodig tiveram bom desempenho no saque, com 76% de aproveitamento em bolas vencedoras após o primeiro serviço, contra 67% dos adversários. Além disso, os atuais campeões conseguiram seis aces.

Em busca de pontos para garantir vaga no ATP Finals, que reunirá as oito melhores parcerias do ano em Londres, em novembro, o brasileiro e o croata encaram nas quartas de final o indiano Rohan Bopanna e o romeno Florin Mergea. “Bopanna é um jogador muito perigoso, especialmente no saque. Estamos jogando bem, mas não podemos perder o foco”, afirma Melo, que ao lado do seu parceiro é o sétimo colocado no ranking, com 3.210 pontos.

A dupla vencedora do confronto encara na semifinal os irmãos Bryan, atuais números um do mundo.

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Após o vice em Tóquio, Marcelo Melo atinge melhor ranking da carreira

Vivendo grande fase, o mineiro Marcelo Melo alcançou um importante feito nesta segunda-feira. Após o vice-campeonato do ATP 500 de Tóquio ao lado do croata Ivan Dodig, o tenista ganhou duas posições no ranking individual dos duplistas da ATP e foi para o terceiro lugar, com 6.080 pontos, atingindo sua melhor marca da carreira.

“Estou muito feliz por ter chegado ao terceiro lugar. Não tenho como explicar essa sensação. Foi uma longa jornada até chegar aqui. Virei duplista quando era apenas o 125º colocado”, conta o mineiro, que não deixou de agradecer as pessoas que o incentivaram desde o início. “Quero agradecer ao Daniel, meu treinador, e ao Sebastião Bomfim (CEO do Grupo SBF, proprietário da Centauro). Os dois estão comigo desde o começo, sempre acreditaram em mim”, complementa.

Na temporada, Melo conta com um título – ATP 250 de Auckland, ao lado do austríaco Julian Knowle – , e quatro vice-campeonatos – um com o espanhol David Marrero, no ATP 500 do Rio, e outros três com Ivan Dodig, sendo o Masters 1.000 de Monte Carlo, Masters 1.000 do Canadá e ATP 500 de Tóquio -.

Além da inédita marca, o brasileiro garantiu importantes pontos visando o ATP Finals, torneio que reúne em novembro, em Londres, as oito melhores parcerias do ano. Ao lado de Ivan Dodig, ele é o sétimo colocado com 3.210 pontos. “A final em Tóquio foi fundamental para Ivan e eu nos mantermos na briga por uma vaga no Finals, já que outras duplas também pontuaram na semana”, comenta.

Após o torneio no Japão, Melo se prepara para o Masters 1.000 de Xangai, na China, onde defende o título. Foi na competição chinesa que ele e o croata conquistaram o primeiro título da parceria. “É muito bom voltar para cá. Xangai tem um dos melhores torneios da temporada. Vamos tentar manter nosso ritmo e, jogo a jogo, alcançar a final”, finaliza.

Melo e Dodig se vingam de espanhóis e chegam à final em Tóquio

A primeira partida da semifinal do ATP 500 de Tóquio, no Japão, colocou frente a frente nesta sexta-feira as parcerias Marcelo Melo/Ivan Dodig e Marcel Granollers/Marc Lopez. O aguardado confronto, até então empatado na temporada (uma vitória para dupla do brasileiro, no Masters 1000 de Toronto, no Canadá, e outra dos espanhóis, no US Open), terminou com vitória da parceria entre o mineiro e o croata pelo placar de 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/3.

Além da inédita final, a dupla número oito do ranking da ATP garantiu 300 pontos na corrida por uma vaga no ATP Finals, torneio que reúne em novembro, em Londres, as oito melhores parcerias do ano. Assim, eles devem subir uma posição no ranking.

O mineiro e o croata encaram na decisão a dupla vencedora da partida entre o francês Pierre-Hugues Herbert/polonês Michal Przysiezny e o norte-americano Eric Butorac/sul-africano Raven Klaasen.

Na partida contra os espanhóis, Melo e Dodig fizeram um jogo sólido. Das seis chances de quebra, eles conquistaram quatro. Além disso, salvaram quatro break-points. “Foi um belo jogo. Conseguimos imprimir nossa estratégia durante toda a partida. Se mantivermos esse alto nível, temos boas chances de título”, afirma Melo.

Marcelo Melo despacha indianos, vai à semi em Tóquio e reencontra espanhóis

O brasileiro Marcelo Melo segue firme em busca da inédita final do ATP 500 de Tóquio, no Japão. Ao lado do croata Ivan Dodig, o tenista garantiu vaga na semifinal do torneio ao vencer com tranquilidade, na madrugada desta quinta-feira, os indianos Rohan Bopanna e Leander Paes por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/2.

“Jogamos muito bem, sendo agressivos e aproveitamos todas as chances. Tudo saiu como planejamos”, comenta o brasileiro.

Com o resultado, Melo e Dodig reencontram os espanhóis Marcel Granollers e Marc Lopez. O confronto entre as duplas está empatado na temporada, sendo uma vitória para cada lado: o brasileiro e o croata venceram os adversários no Masters 1000 de Toronto, no Canadá, e foram derrotados no US Open. A partida no Japão acontece nesta sexta, às 6h (horário de Brasília). “Estamos focados em chegar à final. Vamos partir com tudo para cima deles. Vai ser um jogo duro, equilibrado”,  afirma Melo.

Retrospectiva 2013: Marcelo Melo

Ver também: Retrospectiva 2013: Bruno Soares

Marcelo Melo

Marcelo Melo e Ivan Dodig em Xangai, China. (Foto: Matthew Stockman/Getty Images)

Marcelo Melo e Ivan Dodig em Xangai, China. (Foto: Matthew Stockman/Getty Images)

Ranking: 6
Títulos: 2
Finais: 3 (1 vice)
Partidas disputadas: 60
Vitória/Derrota: 34/26
Premiação: $585,535
Pontos acumulados no ano: 5180
Times que mais foram vencidos: 3 vitórias – Bryan/Bryan; 2 vitórias – Qureshi/Rojer
Times que mais causaram derrotas: 3 derrotas – Peya/Soares; 2 derrotas – Gonzalez/Lipsky, Bryan/Bryan
Times enfrentados durante o ano: 49
Parceiros diferentes durante o ano: 10 – Tommy Robredo, Rohan Bopanna, Ivan Dodig, Bruno Soares, Daniele Bracciali, Marin Cilic, David Marrero, Mikhail Youzhny, Julian Knowle, André Sá.

Vitórias:
16 em 2 sets
14 em 3 sets
1 em 4 sets
3 em 5 sets

Derrotas:
12 em 2 sets
13 em 3 sets
1 em 4 sets

Desempenho em 2013
*Os pontos do mês entre parênteses pertencem ao mês equivalente no ano de 2012, apenas para efeito de comparação

Dezembro/Janeiro – ranking: 18º
30/12: Brisbane – campeão (com Tommy Robredo), derrotando Butorac/Hanley
07/01: Sydney – primeira rodada, derrota para Granollers/Lopez
14/01: Australian Open – primeira rodada, derrota para Bracciali/Dlouhy
Pontos do mês: 250. (45 em 4 torneios em 2012)
Vitória/Derrota: 3/2

Fevereiro – ranking: 16º
01/02: Copa Davis – vitória, derrotando Bob e Mike Bryan
04/02: Viña del Mar – primeira rodada, derrota para Kuznetsov/Sá
11/02: São Paulo – primeira rodada, derrota para Bellucci/Souza
18/02: Memphis – primeira rodada, derrota para Cilic/Sá
25/02: Delray Beach – primeira rodada, derrota para Brown/Kas
Pontos do mês: 50. (345 em 3 torneios em 2012)
Vitória/Derrota: 1/4

Março – ranking: 17º
07/03: Indian Wells – quartas de final, derrota para Gonzalez/Lipsky
20/03: Miami – segunda rodada, derrota para Lindstedt/Zimonjic
Pontos do mês: 270. (90 em 1 torneio em 2012)
Vitória/Derrota: 2/2

Abril – ranking: 20º
14/04: Monte Carlo – primeira rodada, derrota para Raonic/Tomic
22/04: Barcelona – quartas de final, derrota para Lindstedt/Nestor
29/04: Oeiras – semifinal, derrota para Gonzalez/Lipsky
Pontos do mês: 180. (280 em 5 torneios em 2012)
Vitória/Derrota: 3/3

Maio – ranking: 20º
05/05: Madri – primeira rodada, derrota para Chardy/Kubot
27/05: Roland Garros – terceira rodada, derrota para Peya/Soares
Pontos do mês: 180. (540 em 2 torneios em 2012)
Vitória/Derrota: 2/2

Junho – ranking: 19º
10/06: Queen’s – segunda rodada, derrota para Murray/Peers
17/06: Eastbourne – primeira rodada, derrota para Paes/Stepanek
24/06: Wimbledon – final, derrota para Bryan/Bryan
Pontos do mês: 1200. (360 em 2 torneios em 2012)
Vitória/Derrota: 5/3

Julho – ranking: 14º
22/07: Atlanta – quartas de final, derrota para Erlich/Ram
29/07: Washington – primeira rodada, derrota para Fish/Stepanek
Pontos do mês: 45. (90 em 2 torneios em 2012)
Vitória/Derrota: 1/2

Agosto – ranking: 15º
05/08: Montreal – quartas de final, derrota para Peya/Soares
11/08: Cincinnati – primeira rodada, derrota para Blake/Johnson
26/08: US Open – semifinal, derrota para Peya/Soares
Pontos do mês: 900. (630 em 3 torneios em 2012)
Vitória/Derrota: 4/3

Setembro – ranking: 11º
13/09: Copa Davis – vitória, derrotando Brands/Emmrich
16/09: Metz – quartas de final, derrota para Hanley/Sá
23/09: Kuala Lumpur – primeira rodada, derrota para Huey/Inglot
30/09: Tóquio – quartas de final, derrota para Knowle/Melzer
Pontos do mês: 145. (100 em 3 torneios em 2012)
Vitória/Derrota: 3/3

Outubro – ranking: 11º
07/10: Xangai – campeão, derrotando Marrero/Verdasco
28/10: Paris – semifinal, derrota para Bryan/Bryan
Pontos do mês: 1360. (1060 em 5 torneios em 2012)
Vitória/Derrota: 6/1

Novembro – ranking: 5º
04/11: ATP World Tour Finals – semifinal, derrota para Marrero/Verdasco
Pontos do mês: 600. (0 em 0 torneios em 2012)
Vitória/Derrota: 3/1

2013, dois mineiros e o Finals

2013 foi um ano atípico para as duplas. Sim, atípico, pelos muitos motivos que citarei ao decorrer deste post.

Mike Bryan levantou uma importante questão em uma entrevista para o USA Today. Quando os gêmeos se aposentarem, quem levantará a bandeira das duplas? Daniel Nestor, Max Mirnyi, Leander Paes e Mahesh Bhupathi, por exemplo, provavelmente estarão aposentados também, até lá. O último, inclusive, aposentará no próximo ano. 

Os irmãos Bryan mostraram uma clara dominância nas duplas este ano. Não que não estivesse claro nos outros anos, mas em 2013 foi bem, bem maior. Foi o melhor ano da carreira do time, no qual bateram vários recordes que  achávamos impossíveis de serem batidos. Com um ano tão incrível assim, o destaque na mídia foi tão incrível quanto, certo? Errado. As duplas continuaram apagadas pelas mídias de todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos. Se nem com todos esses feitos da dupla mais bem sucedida de todos os tempos alguém prestou atenção, imagina sem eles?

Bob+Bryan+Barclays+ATP+World+Tour+Finals+Day+dxTmDMOTzugx

Pudemos sentir um pouquinho na pele de como seria sem as grandes estrelas das duplas em 2000/2002. A parceria de Todd Woodbridge e Mark Woodforde acabou em 2000, com a aposentadoria de Woodforde. Woodbridge continuou até 2005, mas a magia dos Woodies havia acabado. Neste exato período de 2000 até 2002, as duplas sofreram uma séria queda de status. Em 2002, a Masters Cup das duplas, o equivalente ao atual ATP Finals, não aconteceu por falta de público. Foi em 2002 também que os irmãos Bryan realmente apareceram para o mundo, mas foram se tornar os números 1 e o grande fenômeno que são hoje em meados de 2005. E foi neste mesmo ano de 2005, aliás, que a ATP implementou a mudança de regras nas duplas, utilizando o match tie-break e o ponto decisivo, com o objetivo de ter mais jogos de duplas na tv e mais simplistas jogando duplas, já que o tempo das partidas diminuíram.

Uma coisa é muito clara e eu já disse muito por aqui: o esporte é feito de estrelas e essas estrelas são tratadas como astros do rock. Sempre em comerciais, anúncios, nas chamadas das partidas, a atração principal… Com os Bryan ou com qualquer outro duplista não é assim. As transmissões estão ficando escassas conforme o tempo passa, e o engraçado é que as mudanças no jogo de duplas, como a extinção do terceiro set e a inclusão dos games no-ad em que citei acima, foram implantadas justamente para aumentar o número de transmissões, de partidas jogadas nas quadras centrais e, assim, o interesse do público. Só que esse interesse não aumentou e a impressão que tenho é que a ATP desistiu de promover as duplas. Imaginem quando os Bryan, Mirnyi, Nestor e tantos outros pendurarem as suas raquetes, então.

Não sei se já notaram, mas as finais de duplas estão sendo agendadas para horários não muito interessantes para um possível público novo. Muito antes da final de simples ou até mesmo na quadra secundária. Claro, isso para as finais, porque as partidas de outras rodadas estão nas últimas e mais longínquas quadras.

E a bola de neve do desastre só aumenta. A Grã-Bretanha anunciou no último dia 8 que os duplistas não receberão mais o apoio financeiro que antes recebiam. Um tanto quanto irônico, já que são um dos maiores formadores de duplistas da atualidade, sendo 6 no top 100. Tirando Andy Murray, todo o sucesso do tênis britânico depende de caras como Jamie Murray, Colin Fleming e Dominic Inglot, todos no top 30. É extremamente triste esse rumo que as duplas estão tomando. O futuro é incerto e um tanto quanto assustador.

Trocando para um assunto mais feliz, a temporada de Bruno Soares e Marcelo Melo acabou, mesmo que com um final nem tão feliz assim. Não atingiram a final do ATP Finals, mas terminaram como primeiros de seus grupos. E bem, estavam lá no Finals! A eliminação de ambos doeu, mas o orgulho permaneceu. Bruno, neste ano, conquistou seis títulos, fez final em dois grand slams, 16 semifinais, atingiu o melhor ranking da carreira e terminou como a segundo melhor dupla da temporada ao lado de Alexander Peya , enquanto Marcelo levantou dois canecos, fez final em Wimbledon, atingiu o melhor ranking na carreira (5º do mundo) e junto a Ivan Dodig, formaram a terceira melhor dupla de 2013. Com tudo isso, o interesse nas duplas aqui no Brasil cresceu bastante, mesmo com a escassez de transmissões em torneios (com exceção dos grand slams). Eu não disse que tinha algo bem feliz em tudo isso?

Bruno+Soares+Barclays+ATP+World+Tour+Finals+hRHnDTe-_afx

Marcelo+Melo+Barclays+ATP+World+Tour+Finals+zXSozN2hJl8x

Sobre os outros no Finals, o torneio foi um repeteco do ano passado: uma dupla espanhola campeã, mesmo com uma temporada não tão forte. David Marrero e Fernando Verdasco conquistaram apenas o segundo título da temporada com o Finals. O outro? O 250 de São Petersburgo. Que os espanhois foram impecáveis no Finals, isso eu não posso negar. Fizeram um torneio muito sólido e tiveram apenas uma derrota, essa para Peya/Soares. Mas a sensação de ‘tá, no Finals foi bom, mas não mereceram pelo o que fizeram no resto do ano’ ainda fica. 

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Leander Paes e Radek Stepanek decepcionaram, mas foi o esperado, já que não jogavam juntos desde o título no US Open. Aisam-ul-Haq Qureshi e Jean-Julien Rojer encerraram os dois anos de parceria com outra campanha ruim no Finals. Assim como no ano passado, perderam todas as três partidas da fase de grupos, o que deixa um gosto amargo no fim da parceria. Já Mariusz Fyrstenberg e Marcin Matkowski impressionaram, apesar das duas derrotas. Fizeram um primeiro jogo muito bom e levaram para o match tie-break as outras duas. Com a classificação dias antes do Finals começar, a impressão que passavam é que seriam a dupla mais fácil do grupo, o que provou o contrário, já que a disputa pela segunda vaga do grupo foi direta na última partida contra os Bryan. E por fim, Marcel Granollers e Marc Lopez não conseguiram manter o forte ritmo que apresentaram no Finals do ano passado, perdendo duas partidas e não impressionando, assim como foi o ano de 2013 deles.

Durante este brilhante 2013, escrevi algumas coisas aqui no blog que talvez interessem vocês:
Mais do que motivos – a história de Ivan Dodig
10 motivos para gostar de Marcelo Melo
Sobre Paes, Bhupathi, Bopanna e Mirza
#brasilnasduplas – O que acontece no Brasil e no mundo quando se trata de duplas?
10 motivos para gostar de Alexander Peya

Marcelo Melo e Ivan Dodig conquistam o primeiro título da parceria em Xangai

Na madrugada deste domingo, Marcelo Melo e Ivan Dodig derrotaram Marrero/Verdasco para conquistar o Masters de Xangai. A partida foi muito disputada do começo ao fim com belíssimos ralis, mas foi no match tie-break que Marcelo e Ivan brilharam, fechando em 10-2.

A dupla formada pelo brasileiro e pelo croata fez uma campanha impecável, derrotando os convidados Federer/Zhang, os cabeças 4 Qureshi/Rojer e a dupla número 1 do mundo Bryan/Bryan no caminho para a Final.

Este foi o primeiro título da parceria, o qual os colocou em uma posição muito favorável na corrida para Londres, deixando-os na 3ª colocação. A vitória também trouxe outra agradável novidade: Melo subirá para a 8ª colocação no ranking individual, assim colocando dois brasileiros no top 10, algo que não acontecia há 30 anos.

E para celebrar essa conquista, nada melhor que uma bela galeria de imagens!

Marcelo+Melo+2013+Shanghai+Rolex+Masters+Day+YvlLuOnjkXQx   Continuar lendo

Bola na rede altera o placar.

No pique dessa final sensacional da Libertadores, nada mais justo que um post sobre futebol! O esporte mais popular do mundo transforma qualquer um em louco, até mesmo seus torcedores famosos e aqui eu listo alguns tenistas e seus clubes. No fim, todos nós fazemos as mesmas coisas: torcemos, cornetamos e damos opinião sobre esse esporte que move milhões.

Bruno Soares e Marcelo Melo – Cruzeiro
Os mineiros são cruzeirenses confessos, mas sempre tem alguém que pergunta se eles torcem pro Galo. É Cruzeiro!

[tweet https://twitter.com/marcelomelo83/status/330071770403061760]

André Sá – Atlético Mineiro
Esse é o mineiro que torce pro Galo. E ele aproveitou o bom momento do Atlético na Libertadores pra dar uma zoada nos amigos cruzeirenses.

[tweet https://twitter.com/Andre_Sa77/status/355336756318584832] Continuar lendo

A grama do vizinho nem sempre é mais verde.

Wimbledon é o torneio favorito da maioria dos tenistas, principalmente dos duplistas. Além de ser Wimbledon, com toda sua tradição e excelência, é o único torneio da tour que oferece qualifying para as duplas e os jogos são em melhor de 5 sets. Nada de match tie-break (ruim pro meu blog que fica sem merchan ambulante), o quinto set é longo e vemos batalhas épicas e longas durante as duas semanas.

Falando em épico, a grama inglesa ganhou tons de azul e amarelo esse ano. Os brasileiros mostraram que não vieram para brincar. Em seu torneio favorito, Marcelo Melo fez sua segunda final de slam (a primeira foi nas mistas em Roland Garros 2009, com Vania King), em uma campanha sólida, eliminando fortes adversários como Mirnyi/Tecau e Paes/Stepanek. Mais do que isso, fez história. Tornou-se o primeiro brasileiro a chegar na final de duplas masculinas e, junto com Bruno Soares, os primeiros desde Maria Esther Bueno em 1967 a chegar numa final de Wimbledon.

O mineiro e o croata mostraram como o time é entrosado e que nem as maratonas que Dodig precisou enfrentar os impediram de jogar em alto nível. Esta é apenas a segunda final da parceria, sendo a primeira em Memphis, no ano passado. Lugar de girafa é na grama mesmo. #seguraagirafa

Foto: Julian Finney/Getty Images Europe

Foto: Julian Finney/Getty Images Europe

Na final, enfrentaram os irmãos Bob e Mike Bryan, que também buscavam um recorde inédito: com a vitória em Wimbledon, são os únicos duplistas da história campeões dos quatro Grand Slams e medalha de ouro nas Olimpíadas ao mesmo tempo, o Golden Slam. Aliás, como Mike Bryan nomeou, ““O Golden non-calendar Bryan Slam. São muitas palavras”. O chamado ‘calendar Grand Slam’, que consiste em ganhar os quatro slams seguidos, só foi conseguido uma vez, pela dupla australiana Ken McGregor e Frank Sedgman em 1951.

Os irmãos, aliás, aumentaram a incrível sequência de vitórias seguidas para 24. Os americanos não perdem uma partida desde o Masters de Monte Carlo, quando caíram para Benneteau/Zimonjic na final. Desde então, colocaram no bolso os títulos de Madrid, Roma, Roland Garros e Queen’s, sendo dois deles (Madrid e Queen’s) disputados com Peya/Soares.

Bob Bryan, antes da final, falou um pouco sobre enfrentar Dodig e Melo: “Quando você joga contra um time novo, às vezes você está jogando contra o time durante a lua de mel deles. Tudo é novo e fresco. Estão atirando para todos os lados. É difícil. Quando um time novo dá certo, você realmente tem que assistir um vídeo deles e tentar descobrir o que que eles estão fazendo de diferente.”

Apesar de terem atingido o 15º slam, a mídia americana parece não dar bola. Em Wimbledon, noticiaram que todos os americanos haviam sido eliminados do torneio, o que pareceu um pouco estranho para os irmãos. Mike Bryan explica que “Os fãs hardcore de tênis adoram duplas, mas o fã normal de esportes não sabem nada. Eles amam estrelas. Duplistas não são estrelas.”

Nas mistas, Bruno Soares mostrou mais uma vez porque figura entre os melhores. Ao lado da norte-americana Lisa Raymond, foram os únicos da chave a não perder set no caminho para a final. Apesar de ser apenas o segundo torneio juntos, são dois tenistas sólidos, bons em todos os golpes e que procuraram não dar chances para os adversários. Receita para o sucesso.

A campeoníssima Raymond, dona de, agora, 12 títulos de Grand Slam, disse que se sentiu segura com Bruno durante a semana toda, o que resultou numa campanha perfeita no caminho para a final.

Na final, enfrentaram a forte dupla formada pelo canadense Daniel Nestor e a francesa Kristina Mladenovic, que vêm de final em Roland Garros, onde perderam para os tchecos Frantisek Cermak e Lucie Hradecka. Mladenovic foi sólida durante toda a partida, principalmente nas devoluções, encaixando paralelas maravilhosas. Nestor demorou para entrar no jogo, mas no segundo set o saque finalmente entrou, confirmando facilmente o serviço. Raymond teve dificuldade em variar seu saque e o jogo da americana com Bruno pareceu não encaixar em momentos cruciais.

Foto: Thomas Lovelock/AELTC

Foto: Thomas Lovelock/AELTC

Formalidades e estatísticas à parte, é muito bom ver que o tênis brasileiro voltou a ser referência mundialmente, sendo respeitado no circuito, e que o público está começando a se interessar por duplas. Mais do que isso, o público perceber que não é só de simples que vive o tênis. Os jovens que estão começando podem ver que ser duplista também é carreira, não última opção.

Num país que respira futebol, foi bom ver o Jornal Nacional noticiando as classificações de Melo e Soares para a final. Foi bom ver todos vocês comentando nas redes sociais e torcendo muito por nossos tenistas. Foi bom ver a mobilização que vocês fizeram para pedir a transmissão das finais no Sportv. São nessas pequenas coisas que o tênis se apoia, se promove e cria interesse.

A ideia do título deste post se apoia justamente nisso: é bom olhar para nossa própria grama e ver que ela é tão verde quanto a do vizinho. Eu acredito no tênis brasileiro, e você?

Wimbledon 2013 – campanha dos brasileiros nas duplas

Duplas masculinas

  • André Sá e Marcelo Demoliner
    1ª rodada: Bryan/Bryan 6/4 6/4 6/1 Demoliner/Sá
  • Bruno Soares e Alexander Peya (Áustria)
    1ª rodada: Peya/Soares 6/4 3/6 6/3 6/4 Butorac/Ram

    2ª rodada: Peya/Soares 4/6 6/1 6/7 7/5 10/8 Hanley/Smith
    3ª rodada: Bopanna/Roger-Vasselin 6/4 4/6 7/6 6/2 Peya/Soares
  • Marcelo Melo e Ivan Dodig (Croácia)
    1ª rodada: Dodig/Melo 6/3 7/6 6/2 Giraldo/Russell

    2ª rodada: Dodig/Melo 7/6 7/5 6/4 Bednarek/Kowalczyk
    3ª rodada: Dodig/Melo 6/7 2/6 6/4 6/2 6/4 Mirnyi/Tecau
    Quartas: Dodig/Melo 7/5 6/0 6/7 6/4 Blake/Melzer
    Semi: Dodig/Melo 3/6 6/4 6/1 3/ 6/3 Paes/Stepanek
    Final: Bryan/Bryan 3/6 6/3 6/4 6/4 Dodig/Melo

Duplas mistas

  • Bruno Soares e Lisa Raymond (EUA)
    1ª rodada: bye

    2ª rodada: Raymond/Soares 6/2 6/3 Husarova/Polasek
    Oitavas: Raymond/Soares 6/3 6/4 Arvidsson/Nielsen
    Quartas: Raymond/Soares 7/6 7/6 Barty/Peers
    Semi: Raymond/Soares 6/4 6/4 Dushevina/Rojer
    Final: Mladenovic/Nestor 5/7 6/2 8/6 Raymond/Soares
  • Marcelo Melo e Liezel Huber (EUA)
    1ª rodada: bye

    2ª rodada: Huber/Melo 4/0 (ret) Schiavone/Ram
    Oitavas: Barty/Peers 6/4 1/6 6/2 Huber/Melo

Juvenil – duplas masculinas

  • Rafael Matos e Marcelo Zormann
    1ª rodada: Kokkinakis/Kyrgios 4/6 6/3 6/4 Matos/Zormann

Juvenil – duplas femininas

  • Carolina Meligeni Alves e Sara Tomic (Austrália)
    1ª rodada: Alves/Tomic 6/2 6/1 Ferro/Lombardo

    2ª rodada: Alves/Tomic 6/4 6/7 6/0 Brogan/Lumsden
    Quartas: Krejcikova/Siniakova 6/4 6/0 Alves/Tomic

Brasileiros que possuem títulos de Grand Slam

  • Maria Esther Bueno
    Simples:
    Wimbledon (1959, 1960, 1964)
    US Open (1959, 1963, 1964, 1966)
    Duplas:
    Australian Open (1960)
    Roland Garros (1960)
    Wimbledon (1958, 1960, 1963, 1965, 1966)
    US Open (1960, 1962,1966, 1968)
    Mistas:
    Roland Garros (1960)
  • Thomaz Koch
    Mistas:

    Roland Garros (1975)
  • Gustavo Kuerten
    Juvenil (duplas):
    Roland Garros (1994) 
    Simples:
    Roland Garros (1997, 2000, 2001)
  • Tiago Fernandes
    Juvenil (simples):

    Australian Open (2010)
  • Bruno Soares
    Mistas:

    US Open (2012)

Brasileiros que fizeram final em Grand Slam

Juvenil: Ivo Ribeiro, Ronald Barnes, Edison Mandarino, Thomaz Koch, Luis Felipe Tavares, Ricardo Schlachter, Guilherme Clezar, Beatriz Haddad Maia 
Profissional: Maria Esther Bueno, Cláudia Monteiro, Cássio Motta, Jaime Oncins, Marcelo Melo, Bruno Soares

10 Motivos Para Gostar de Marcelo Melo

Não que alguém precise de mais motivos para gostar do Marcelo, mas é justo que tenha um post da série ’10 Motivos’ pros brasileiros, certo? Certo. Simbora conhecer os 10 motivos então.

1. O Blog da Girafa.
Quem lembra? Marcelo tinha o Blog da Girafa e era fantástico. Eu simplesmente amava aquilo (#voltablogdagirafa). Meus vídeos favoritos eram os bate-bola com os tenistas que ele e André Sá, o entrevistador bilíngue oficial, encontravam por aí. Confiram o de Nenad Zimonjic, que até arriscou um português. Bravo, cara!

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