Andy Ram tem data marcada para aposentadoria

Um dos maiores ícones do tênis israelense anunciou que irá se aposentar em Setembro, após o confronto contra a Argentina pela repescagem da Copa Davis.

Aos 34 anos, o primeiro israelense a conquistar um Grand Slam disse que esta é a hora certa de aposentar e que nunca se recuperou totalmente da lesão sofrida no quadril no fim de 2012. “Não me arrependo e nem trocaria nada. Todas as lesões, as vitórias… nunca esquecerei,” declarou Ram em coletiva.

Os primeiros a saberem da notícia foram seus familiares, que foram surpreendidos com um vídeo sobre a carreira de Ram em um cinema israelense, emocionando muito o atleta.

Ram foi campeão do Australian Open em 2008 ao lado do compatriota Jonathan Erlich e duas vezes campeão de mistas com a russa Vera Zvonareva e com a francesa Nathalie Dechy, além de ter atingido o posto de 5º melhor duplista do mundo.

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Leander Paes inaugura academia na Índia

O indiano Leander Paes resolveu retribuir para a cidade em que conquistou seu primeiro título. Na última terça-feira, o veterano inaugurou uma academia de tênis em Khar Gymkhana, aonde, aos 9 anos, levantou seu primeiro troféu.

Paes dirigirá o novo projeto ao lado de seu pai, Vece Paes. “Ele é a razão de eu estar aonde estou hoje. Ele ainda se sente jovem o suficiente para ajudar a promover o esporte. A atenção que ele dá para os detalhes é espetacular, sempre garantindo a monitoria de todos os tenistas da academia. É importante ter todas as habilidades básicas corretas e que cada atleta desenvolva seu próprio jogo, para que nós ajustemos seu estilo de acordo com seus pontos fortes e fracos,” declarou o indiano.

Sobre formação de atletas, Paes foi direto. “É importante dar uma formação para os atletas desde o primeiro dia. Nosso nível iniciante começa aos 4 anos, seguido dos níveis intermediário e elite. O esporte pode ser tênis, mas nós não podemos esquecer que estamos amadurecendo atletas. Você precisa saber correr e pegar a bola antes de fazer qualquer coisa. Tênis vem muito depois disso.”

Leander também declarou que continuará a jogar para motivar os novos tenistas e que seu objetivo com a academia é formar futuros membros para a equipe indiana da Copa Davis. “Tempo atrás a Índia era o melhor país da Ásia, de longe. Nos últimos anos, nós decaímos um pouco e países como Japão e Coreia estão melhores do que a gente. Meu objetivo é formar campeões que possam jogar os melhores torneios de tênis e a Copa Davis,” declarou.

O foco da academia é desenvolver o tênis em escolas e clubes, formar tenistas para jogar estaduais, nacionais, Copa Davis e torneios do nível ATP/WTA, além do lado recreacional. Na equipe, o ex-capitão indiano da Copa Davis Nandan Bal e Vece Paes serão os diretores técnicos. Rupesh Roy, Saurabh Patil e Rajesh Jagwani, tenistas profissionais, serão os técnicos e Mrinal Roy, renomado preparador físico no país, cuidará da saúde dos atletas.

Sinceramente

Prometi que não discutiria ou daria minha opinião sobre o pessoal de simples jogar a chave de duplas, mas após discutir o assunto com um grupo de amigos em um fórum de duplas, resolvi dividir com vocês. De novo, é a minha opinião. O assunto é polêmico, eu entendo, por isso gostaria de saber o ponto de vista de vocês.

Todo ano, a chave de duplas de Indian Wells se enche de simplistas e a polêmica surge. Uma dupla formada por grandes nomes vence uma boa dupla fixa e vários dedos são apontados. Se eu acho bom um Roger Federer jogando duplas? Vejo mais pontos negativos do que positivos. Mas é bom lembrar que eu sempre tive uma natureza pessimista.

Vou pegar o Federer/Wawrinka x Bopanna/Qureshi como exemplo. Federer/Wawrinka possuem medalha de ouro olímpica em duplas e são ótimos na rede, não seria uma grande surpresa eles ganharem. A quadra 2 lotou e contou com os 8 mil assentos ocupados para assistir a partida. Quer dizer, para assistir Federer/Wawrinka. Nós sabemos muito bem que uma partida entre duplistas não daria um público de 8 mil pessoas.

“Mas isso não é bom? O estádio encheu e viu duplas! E teve transmissão da partida!” O problema é que isso não influencia em absolutamente nada nas duplas do dia-a-dia. Não muda em nada. Não atrairá um público maior, porque no fim do dia aquelas pessoas viram uma partida de Roger Federer e Stanislas Wawrinka. Não estão nem aí para Bopanna e Qureshi. Inclusive é aí que surgem os comentários ‘ah, esses duplistas não são de nada, os caras de simples vão lá e detonam esse pessoal’. Vira piada. Os grandes simplistas, com essas participações esporádicas, uma ou duas vezes por ano, não fazem efeito algum em público, prize money, transmissão ou qualquer outra coisa. E isso eu garanto, porque acontece todo santo ano e nada mudou até agora.

Esse conformismo que temos de que ‘ah, pelo menos o estádio encheu’ é o que trouxe as duplas para o estado atual. A ideia de que Djokovic jogando duas vezes por ano é bom e salva as duplas é um tanto quanto ridícula e está longe de solucionar algo. Mas é o que o público, a ATP e os veículos compram e, para a maioria, tudo está bem assim.

É claro que os simplistas ganham a maioria das partidas contra os duplistas. Hoje, no circuito, poucos times são baseados em um jogo de fundo sólido, como é o caso de Marrero/Verdasco. Foi o que vimos no último ATP Finals, aliás. Marrero/Verdasco derrubaram todos os times e foram campeões assim. Dá pra contar nos dedos de uma mão os times que são realmente bons no fundo, até porque houve essa especialização nas duplas e o jogo passou a ser totalmente colado na rede.

Voltando para a partida citada parágrafos acima, Federer declarou na entrevista em quadra após a vitória que “duplas é uma parte muito importante do nosso esporte,” o que eu concordo. Mas o que veio a seguir, me intrigou. “Especialmente socialmente.” Assim, sabemos que os amadores jogam mais duplas do que simples, mas essa constante definição de ‘divertido’, ‘bom pra fazer social’ tira um pouco da seriedade dos profissionais. Sim, o jogo tornou-se uma espécie de exibição que ninguém parece levar a sério. Uma grande festa de confraternização.

Outra coisa são as regras de inscrição nas duplas, que são a favor do pessoal de simples ‘para aumentar o interesse nas duplas’. Federer também declarou na entrevista pós-jogo que gosta de jogar duplas, mas só joga quando os outros também jogam, porque é bacana ver todos em quadra. Ou seja, só joga se um Djokovic também jogar. De novo, uma grande festa de confraternização. Quer dizer, as regras estão aí a favor. A duração do jogo diminuiu, a inscrição pode ser feita com o ranking de simples, tudo certo… mas ou temos uma grande quantidade de simplistas na chave, ou temos absolutamente nada. 8 ou 80. E, de novo, isso não afeta positivamente em nada no jogo de duplas.

Em Indian Wells, apenas metade das 32 duplas são times fixos. Como falei acima, para você se inscrever nas duplas, é possível utilizar seu ranking de simples. Não há limite, é possível entrar tanto na pré-lista quanto na inscrição on site. Isso quase inutiliza o ranking de duplas, afinal, você pode entrar com o seu de simples. Pra que construir um ranking de duplas então? Você só não será cabeça de chave, mas entrará e provavelmente deixará um time especializado fora, como foi o caso de Cabal/Farah, Begemann/Emmrich e Gonzalez/Lipsky na Califórnia. Estes ficarão uma semana e meia sem disputar um torneio, porque alguns simplistas querem fazer a social.

Isso soa coitadismo, mas não é. Pela experiência, podemos ver que, sempre que a ‘invasão’ acontece, um time de simplistas elimina uma boa dupla, avança para a segunda rodada e… desiste. Pode ser na segunda, oitavas, ou qualquer outra fase. Eles desistem, porque ‘não querem se machucar’ ou ‘para poupar para simples’. Com isso, grandes times foram eliminados ou ficaram de fora, mas né, ‘é bom para as duplas’.

Ah, a questão da transmissão de jogos de duplas ainda me intriga. Este ano, a quantidade de partidas transmitidas diminuíram ainda mais. Os ATPs 250, em que tínhamos a garantia de poder ver todas as partidas de duplas em quadras com televisão, já não transmitem todas, nem mesmo a final. Já os ATP 500 possuem uma política de transmissão extremamente restrita. Nem mesmo a TennisTV possui os direitos, que são vendidos para o canal oficial de cada país, como pudemos ver no Rio de Janeiro. E aí fica no cargo de cada um desses canais, se eles querem passar ou não. Masters 1000, então, é só com muita reza. Já acompanhei muitas finais por livescore.

Quer dizer, aumenta em alguma coisa? Há alguma promoção vinda da ATP, dos torneios, de algum lugar? A cada ano que passa, a transmissão diminui, o foco diminui… até mesmo o twitter da ATP ignora as duplas. Os campeões da semana? Quem? Highlights da partida? Que partida?

Eu sinceramente acho o campo das duplas extremamente rentável, que pode sim trazer muito retorno. Não é puxa saquismo, é questão de grandes personalidades. A maioria dos times do topo são formados por pessoas muito interessantes, de personalidades brilhantes e que garanto que o público adoraria conhecê-los. Mesmo assim, vemos uma preferência da ATP ou seja lá quem for o responsável por isso, de querer promover as duplas apenas quando os simplistas jogam. Aí o público sabe quem é Federer, Djokovic e Murray, mas nunca saberá quem é Inglot, Bopanna e Rojer. E depois ainda nos perguntamos o porquê desse ostracismo todo.

158º no ranking de duplas, irlandês pede dinheiro na internet para disputar Wimbledon

Todos sabemos que a premiação das duplas é inferior que a de simples nos ATPs. Imaginem para quem disputa challengers e futures, então. James Cluskey, 158º no ranking de duplas da ATP, sonha em jogar Wimbledon, mas não possui dinheiro para continuar sua jornada.

Com dificuldades financeiras que qualquer tenista fora do top 100 tem, Cluskey não consegue disputar o calendário completo, que exige muitas viagens fora do mesmo perímetro. Com o sonho de tornar-se o primeiro irlandês top 100 da história e representar seu país em Wimbledon, Cluskey criou uma ‘vaquinha’ na internet e está divulgando em suas redes sociais.

Sua meta é de 10 mil libras e, com 10 dias faltando para o fim da vaquinha, já conseguiu arrecadar metade. Esse dinheiro será utilizado para cobrir os custos de viagens, hotéis, treinamento, equipamentos e taxas para entrar em torneios.

Para ajudar o irlandês a realizar seu sonho, há várias quantidades disponíveis para doar, com alguns ‘prêmios’ para cada doação, como camisas e ingressos para ver a Irlanda na Copa Davis. Também é possível tornar-se patrocinador do tenista, com todas as informações disponíveis no site da vaquinha. Para doar ou patrociná-lo, clique na imagem abaixo.

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Ideia de Bhupathi ganha vida e IPTL começa com grandes estrelas

Mahesh Bhupathi, dono de 52 títulos em duplas, resolveu tocar a carreira de empresário. Quase aposentado e trabalhando como agente de Andy Murray no mercado asiático, o indiano de 39 anos criou a International Premier Tennis League (IPTL), que tem personalidades como Boris Becker e Justin Gimelstob de apoiadores, para promover o tênis na Ásia. O torneio segue os moldes da Indian Premier League (IPL), liga de críquete criada em 2008 que gera muito dinheiro e publicidade para o esporte mais popular da Índia.

O torneio

O torneio consistirá em quatro times que representarão quatro cidades: Manila, Cingapura, Nova Déli e Dubai. As partidas ocorrerão entre 28 de Novembro e 13 de Dezembro, começando nas Filipinas e seguindo para Cingapura, Índia e Emirados Árabes Unidos. Todos os quatro times competirão em cada uma das cidades por três dias.

Os times disputarão uma melhor de cinco sets, com as diferentes categorias disputando um set cada: simples masculino, simples feminino, duplas masculinas, duplas mistas e campeões do passado, sendo a ordem dos confrontos decidida pelo time da casa. Os sets serão no formato no-ad, ou seja, sem vantagem e cada confronto deverá terminar em até três horas e meia, feito nos moldes televisivos.

O tie-break, ao contrário do tênis clássico, que ocorre quando os tenistas atingem 6/6, será jogado no 5/5, mas no formato shoot out, que consiste em cinco minutos de jogo. A equipe que fizer mais pontos durante os cinco minutos, vence o set. Cada confronto será decidido de acordo com o total de games ganhos pelos times e caso esteja empatado, o super shoot out, nos mesmos moldes do shoot out, mas com sete minutos, será acionado, e somente o tenista que disputou a partida de simples masculino jogará o super shoot out, podendo ser substituído em caso de lesão.

O último set é decisivo. Se a equipe que estiver na frente vencer este set, o confronto terminará. Mas se a equipe que estiver atrás vencer e mesmo assim continuar com menos games, o set continuará a ser jogado até que a equipe com mais pontos vença um game ou que a equipe com menos games empate a partida, levando ao super shoot out.

O torneio conta com outras inovações, como o tempo técnico, que poderá ser chamado por uma vez em cada set, assim como o power point. Este, ao ser acionado, valerá dois pontos para o time que ganhar a disputa. Assim, será possível transformar um 0-15 em 30-15 ganhando apenas um ponto. Outro diferencial é a presença do relógio, o ‘shot clock’. Este será controlado pelos árbitros de cadeira, com os seguintes tempos devendo ser respeitados e qualquer violação resultando em um ponto para o time adversário: 20 segundos entre pontos, 45 segundos entre as trocas de lado, 60 segundos para tempo técnico e 3 minutos entre sets. Além disso, não há let e não é permitido errar o toss.

Os grandes nomes, marcados como ‘ícones’, podem jogar apenas em casa, na cidade em que seu time representa, não viajando para os outros países. Assim, cada time terá um ‘time titular’ e um ‘time de viagem’, além de um banco de reservas para eventuais lesões ou desistências. Cada cidade receberá seis partidas em três dias e cada time deverá ter um número mínimo de tenistas das diferentes categorias: ícones, categorias A, B, C e D e duplistas. Os times se enfrentarão num sistema todos contra todos em cada cidade, em casa e fora, totalizando 24 partidas.

Cada confronto ganho adicionará 4 pontos para a equipe. O time que perder o confronto mas somar mais de 20 games ganhará 2 pontos, entre 20-10 games ganhará 1 ponto e menos de 10 games dará 0 pontos. No final, a equipe que somar mais pontos será declarada a campeã da liga, levando um milhão de dólares para casa.

O draft

Os atletas se inscrevem para participar da liga e a escolha das equipes segue no estilo draft, com cada time escolhendo um tenista de cada vez. Os tenistas escolhidos receberão salário das equipes, que possuem um limite de dinheiro para ser gasto. Assim, terão que controlar os gastos e equilibrar as equipes. Os times poderão ter entre 6 e 10 membros. Um montante de $23,975,000 foram gastos no draft inicial.

Os times

Time Filipinas (28, 29 e 30 de Novembro): Andy Murray, Carlos Moya, Jo Wilfred Tsonga, Maria Sharapova, Daniel Nestor, Kirsten Flipkens, Treat Huey

Time Cingapura (2, 3 e 4 de Dezembro): Serena Williams, Andre Agassi, Patrick Rafter, Tomas Berdych, Lleyton Hewitt, Bruno Soares, Daniela Hantuchova, Nick Kyrgios

Time Índia (6, 7 e 8 de Dezembro): Roger Federer, Pete Sampras, Fabrice Santoro, Gael Monfils, Ana Ivanovic, Sania Mirza, Rohan Bopanna

Time Emirados Árabes Unidos: (11, 12 e 13 de Dezembro): Novak Djokovic, Caroline Wozniacki, Goran Ivanisevic, Nenad Zimonjic, Marin Cilic, Kristina Mladenovic, Malek Jaziri

A opinião de Bruno Soares

Bruno foi escolhido para jogar no time Cingapura, então bati um rápido papo com ele sobre a liga:

O que te mais atraiu para jogar a IPTL?
O que mais me atraiu para jogar a liga foram alguns fatores. Acho que o primeiro de todos, obviamente, é a parte financeira, que é muito boa. O segundo é a possibilidade de fazer parte de alguma coisa que pode ser revolucionária no nosso esporte. É um formato diferente, inovador e que está levando o que há de melhor do esporte para lá. Então acho que para mim, como tenista, vai ser muito bacana poder fazer parte de um grupo seleto de jogadores que vão estar participando deste evento.

A integração dos atletas parece que será a atração principal. Gostou do time em que foi escolhido?
Com certeza a integração entre os atletas vai ser a parte principal. O fato de você jogar por equipe, é uma experiência que a gente já tem na Copa Davis, te proporciona isso e é uma coisa muito agradável, muito bacana. E no caso da liga, ter a oportunidade de ter esse contato com pessoas de outros países, grandes jogadores, ex-jogadores, os famosos ‘legends’, como eles estão chamando, vai ser algo fantástico para mim.

E acho que foi legal o time em que fui escolhido. Eu me dou bem com todo mundo. Não tenho muita intimidade com as meninas, com a Serena e a Hantuchova, mas espero até lá conhecê-las um pouco melhor pessoalmente, né? Mas o resto dos caras são grandes atletas, pessoas que eu conheço e tenho uma relação boa, então acho que neste aspecto foi bem legal.

Você acha que isso atrapalha as férias e pré-temporada? Claro que só joga quem quer, mas o torneio pega novembro/dezembro e alguns dos tenistas que estão jogando são os que mais reclamam do calendário.
Eu acho que, sem dúvida nenhuma, atrapalha um pouco as férias e a pré-temporada. O grande lance de jogar a liga vai ser saber lidar muito bem com esse tempo que você vai ter. Vai ser importante você saber montar, não só sua pré-temporada, como seu descanso também, que, nessa época do ano, é extremamente importante para você chegar com gás e começar a pré-temporada e o ano que vem. Tem aquela declaração que todo mundo fala, que a temporada é longa, que tem muitos jogos… mas acho que isso é uma coisa de cada um. Cada um tem que colocar na balança o que vale a pena para ele e, sem dúvida, principalmente para o pessoal da simples, acho que o dinheiro pesa muito nesse evento. É uma coisa que faz um diferencial muito grande na hora da pessoa tomar essa decisão. Atrapalhar, vai, mas é muito importante saber se programar para que tudo ocorra bem.

A opinião dos fundadores e outros atletas

“Nós precisamos pensar fora da caixa, melhorar o esporte, ter ideias criativas e de pessoas criativas. Precisamos que as pessoas incentivem a deixar a ‘caixa’ maior, não menor. E, se fizermos isso, então todo mundo irá se beneficiar,” disse Gimelstob, um dos co-fundadores.

“É um plano muito grande e ambicioso. É algo que pode fazer nosso esporte mais atrativo e vantajoso para os tenistas e todos os fãs do mundo inteiro,” disse Berdych, que jogará pelo time Cingapura.

“Sendo um fã de críquete por muitos anos, pensei em como trazer a Indian Premier League para o tênis. O que seria difícil, já que é um esporte individual, mas aqui estamos. Nós temos alguns times incrivelmente fortes. Acho que dos 28 tenistas escolhidos, temos cerca de 21 campeões de Grand Slam,” declarou Bhupathi, o idealizador da IPTL.

“É divertido para os tenistas porque tênis é um esporte individual e é bom jogar alguma competição em times, como a Davis e a Fed Cup,” Bhupathi em meados do ano passado, quando anunciou a IPTL.

Direitos televisivos

A liga já ganhou atenção e a MP & Silva, gigante no ramo das transmissões esportivas, adquiriu os direitos televisivos do torneio. A MP & Silva possui os direitos de Roland Garros, NBA, Brasileirão, Premier League, Bundesliga e outros grandes eventos esportivos.

Missão

Promover o tênis na Ásia através de grandes exibições. Os fãs poderão escolher seus times e torcer, além de ver grandes estrelas do tênis com o torneio. O mercado asiático possui um potencial enorme de consumidores do esporte, seja assistindo na televisão, comparecendo ou praticando. A intenção de Bhupathi é crescer a liga a cada ano e adicionar mais times, trazendo outras estrelas.

O guia das duplas – Brasil Open

O guia voltou com informações do Brasil Open. Saiba tudo sobre os tenistas que disputarão a chave de duplas, curiosidades e as melhores partidas para acompanhar. Simbora prestigiar as duplas e torcer muito pelos brasileiros no Ibira? Vejo vocês lá!

As melhores partidas da primeira rodada
Peya/Soares x Garcia-Lopez/Oswald
Begemann/Emmrich x Haase/Kas
Cabal/Farah x Monroe/Stadler
Sá/Souza x Granollers/Riba
Cuevas/Zeballos x Cermak/Elgin

O tenista com mais títulos
Frantisek Cermak, com 29 títulos

O mais novo
Guilherme Clezar, 21 anos

O mais velho
Frantisek Cermak, 37 anos

O país com mais tenistas
Argentina, 6 (Gonzalez, Monaco, Zeballos, Bagnis, Delbonis e Mayer)

O tenista com mais vitórias
Frantisek Cermak, 385

Os tenistas com o melhor ranking na carreira
Bruno Soares e Alexander Peya, 3

O total de títulos
83 ATP 250 + 18 ATP 500 + 3 Masters 1000 +  1 Grand Slam duplas masculinas + 2 Grand Slam mistas + 1 Finals = 108

Os times que disputarão o torneio

bruno alex

Alexander Peya Bruno Soares
País: Áustria   País: Brasil  
Ranking: 3   Ranking: 3  
Títulos: 10 Títulos: 16  

A DUPLA
Títulos: 8
Segunda melhor parceria de 2013
Finalistas do US Open 2013
Campeões do Masters 1000 de Montréal
Bruno foi campeão de mistas no US Open 2012 com a russa Ekaterina Makarova

colombian power

Juan Sebastian Cabal Robert Farah
País: Colômbia   País: Colômbia  
Ranking: 42   Ranking: 47  
Títulos: 1 Títulos: 1  

A DUPLA
Títulos: 1
Os colombianos saíram do zero no Rio de Janeiro
Final em Viña del Mar, Brisbane e Nice
Campeões do challenger de Bucaramanga deste ano
Cabal já fez final em Roland Garros

beg emm

Andre Begemann Martin Emmrich
País: Alemanha   País: Alemanha  
Ranking: 49   Ranking: 41  
Títulos: 2 Títulos: 3  

A DUPLA
Títulos: 2
Campeões de Dusseldorf e Vienna
Final em Chennai e s-Hertogenbosch

cuevas zeballos

Pablo Cuevas Horacio Zeballos
País: Uruguai   País: Argentina  
Ranking: 53   Ranking: 40  
Títulos: 4 Títulos: 2  

A DUPLA
Títulos: 0
Final em Kuala Lumpur
Semifinal em Roland Garros
Cuevas já foi campeão de Roland Garros

ggl oswald

Guillermo Garcia-Lopez Philipp Oswald
País: Espanha   País: Áustria  
Ranking: 163 (53 em simples)   Ranking: 72  
Títulos: 1 Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
É o quarto torneio de disputarão juntos
Oswald fez uma parceria de 4 anos com o também austríaco Martin Fischer que rendeu 10 títulos em challengers
Garcia-Lopez fez quatro finais de duplas em ATP 250

gonzalez pico

Maximo Gonzalez Juan Monaco
País: Argentina   País: Argentina  
Ranking: 137   Ranking: 190 (42 em simples)  
Títulos: 1 Títulos: 2  

A DUPLA
Títulos: 1
Conquistaram o ATP 500 de Valencia em 2008
Foram finalistas em Viña del Mar também em 2008

demo clezar

Marcelo Demoliner João Souza
País: Brasil   País: Brasil  
Ranking: 96   Ranking: 230 (163 em simples)  
Títulos: 0 Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
É a primeira vez que jogam juntos
Em challengers, Demoliner possui 10 títulos nas duplas
Clezar possui 7 títulos de duplas em futures

cermis elgin

Frantisek Cermak Mikhail Elgin
País: República Tcheca   País: Rússia  
Ranking: 71   Ranking: 68  
Títulos: 29 Títulos: 1  

A DUPLA
Títulos: 0
Cermak é campeão de 24 ATP 250, 5 ATP 500, um Grand Slam de mistas (em Roland Garros com Lucie Hradecka) e finalista em outros 22 torneios
Elgin foi campeão do torneio de Moscou com o usbeque Istomin

marcel riba

Marcel Granollers Pere Riba
País: Espanha   País: Espanha  
Ranking: 24   Ranking: 451 (122 em simples)  
Títulos: 9 Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
É a segunda vez que jogam juntos, sendo a primeiro em 2011, no ATP de São Petersburgo
Granollers é dono de nove títulos, sendo um deles o ATP Finals de 2012
Riba jogou este ano com o irmão de Granollers, Gerard

andre feijao

André Sá João Souza
País: Brasil   País: Brasil  
Ranking: 69   Ranking: 134 (123 em simples)  
Títulos: 7 Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
É a primeira vez que jogam juntos
André já fez semifinal em Wimbledon com Marcelo Melo
Feijão é campeão em duplas em 6 challengers

santi alejo

Santiago Giraldo Alejandro Gonzalez
País: Colômbia   País: Colômbia  
Ranking: 461 (40 em simples)   Ranking: 202 (76 em simples)  
Títulos: 0 Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
É o terceiro torneio juntos
Giraldo fez final em Gstaad com o compatriota Robert Farah
Gonzalez fez final no challenger de Bogotá com o compatriota Juan Sebastian Cabal

bagnis delbonis

Facundo Bagnis Federico Delbonis
País: Argentina   País: Argentina  
Ranking: 100   Ranking: 250 (61 em simples)  
Títulos: 1 Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
Jogaram alguns challengers juntos em 2013
Bagnis foi campeão com Thomaz Bellucci em Stuttgart

robin kas

Robin Haase Christopher Kas
País: Holanda   País: Alemanha  
Ranking: 294 (44 em simples)   Ranking: 50  
Títulos: 1 Títulos: 5  

A DUPLA
Títulos: 0
O time iniciou a parceria neste ano
Chegaram na segunda rodada do Australian Open
Haase fez final no Australian Open em 2013 com Igor Sijsling
Kas foi semifinalista em Wimbledon 2011 com Alexander Peya

bracciali leo mayer

Daniele Bracciali Leonardo Mayer
País: Itália   País: Argentina  
Ranking: 65   Ranking: 709 (59 em simples)  
Títulos: 5 Títulos: 1  

A DUPLA
Títulos: 0
É a primeira vez que jogam juntos
O melhor resultado de Bracciali em grand slam é quartas de finais em Roland Garros, Australian Open e Wimbledon
Leo Mayer foi campeão de Buenos Aires em 2011 com o austríaco Oliver Marach

lorenzi volandri

Paolo Lorenzi Filippo Lorenzi
País: Itália   País: Itália  
Ranking: 133 (110 em simples)   Ranking: 437 (81 em simples)  
Títulos: 1 Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
Melhor resultado: quartas em Viña del Mar
Lorenzi foi campeão de Viña del Mar em 2013 com Potito Starace
Volandri foi vice em Acapulco também com Starace

nick simon

Nicholas Monroe Simon Stadler
País: Estados Unidos   País: Alemanha  
Ranking: 54   Ranking: 52  
Títulos: 1 Títulos: 1  

A DUPLA
Títulos: 1
A parceria iniciou em 2012
Campeões de Bastad
Final em Umag e Buenos Aires

O guia das duplas – Rio Open

A chave do Rio Open foi sorteada e teremos confrontos muito interessantes logo na primeira rodada. Mas o que assistir? Será que o público brasileiro está preparado e conhece bem todas as duplas que estarão no Jockey Club? Foi pensando em vocês que preparei este guia gigantesco informando sobre todos os times que disputarão o Rio Open e as partidas mais legais para assistir. A chave completa do torneio está aqui. Confiram!

1 alex e bruno

Alexander Peya   Bruno Soares  
País: Áustria   País: Brasil  
Ranking: 3   Ranking: 3  
Títulos: 10   Títulos: 16  

A DUPLA
Títulos: 8
Segunda melhor parceria de 2013
Finalistas do US Open 2013
Campeões do Masters 1000 de Montréal

2 david e marcelo

David Marrero   Marcelo Melo  
País: Espanha   País: Brasil  
Ranking: 8   Ranking: 5  
Títulos: 10   Títulos: 13  

A DUPLA
Títulos: 0
Semifinal em Oeiras e Casablanca
Marrero foi campeão do ATP Finals 2013 com Fernando Verdasco
Melo fez final de Wimbledon com Ivan Dodig

3 marc e marcel

Marcel Granollers   Marc Lopez  
País: Espanha   País: Espanha  
Ranking: 25   Ranking: 24  
Títulos: 9   Títulos: 9  

A DUPLA
Títulos: 3
Quarta melhor parceria de 2013
Campeões do ATP Finals em 2012

4 treat dom

Treat Huey   Dominic Inglot  
País: Filipinas   País: Grã Bretanha  
Ranking: 21   Ranking: 28  
Títulos: 2   Títulos: 2  

A DUPLA
Títulos: 2
11ª melhor parceria de 2013
Campeões dos ATP 500 de Washington e Basileia

andre e pico

Juan Monaco   André Sá  
País: Argentina   País: Brasil  
Ranking: 188 (42 em simples)   Ranking: 71  
Títulos: 2   Títulos: 7  

A DUPLA
Títulos: 0
É a primeira vez que jogam juntos
André já fez semifinal em Wimbledon com Marcelo Melo
Monaco foi finalista em duplas na Costa do Sauípe em 2009

robin kas

Robin Haase   Christopher Kas  
País: Holanda   País: Alemanha  
Ranking: 296 (46 em simples)   Ranking: 51  
Títulos: 1   Títulos: 5  

A DUPLA
Títulos: 0
O time iniciou a parceria neste ano
Chegaram na segunda rodada do Australian Open
Haase fez final no Australian Open em 2013 com Igor Sijsling
Kas foi semifinalista em Wimbledon 2011 com Alexander Peya

jim lukas

Jeremy Chardy   Lukas Dlouhy  
País: França   País: República Tcheca  
Ranking: 107 (45 em simples)   Ranking: 52  
Títulos: 2   Títulos: 10  

A DUPLA
Títulos: 0
Semifinal em Viña del Mar e Moscou
Dlouhy possui dois títulos de Grand Slam
Chardy foi finalista de duplas em quatro outros torneios

pablo sousa

Pablo Andujar   João Sousa  
País: Espanha   País: Portugal  
Ranking: 178 (43 em simples)   Ranking: 367 (49 em simples)  
Títulos: 0   Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
É a primeira vez que jogam juntos
Andujar chegou em quatro finais de duplas, sendo três em torneios da gira sul-americana

dolgo ggl

Alexandr Dolgopolov   Guillermo Garcia-Lopez  
País: Ucrânia   País: Espanha  
Ranking: 188 (53 em simples)   Ranking: 162 (52 em simples)  
Títulos: 1   Títulos: 1  

A DUPLA
Títulos: 0
É a primeira vez que jogam juntos
Dolgopolov foi campeão do Masters 1000 de Indian Wells com Xavier Malisse
Garcia-Lopez fez quatro finais de duplas em ATP 250

colombian power

Juan Sebastian Cabal   Robert Farah  
País: Colômbia   País: Colômbia  
Ranking: 41   Ranking: 45  
Títulos: 0   Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 0
Final em Viña del Mar, Brisbane e Nice
Campeões do challenger de Bucaramanga deste ano
Cabal já fez final em Roland Garros

bracciali fognini

Daniele Bracciali   Fabio Fognini  
País: Itália   País: Itália  
Ranking: 68   Ranking: 50 (14 em simples)  
Títulos: 5   Títulos: 2  

A DUPLA
Títulos: 0
Semifinal em Oeiras e Umag
Final em Casablanca
Fognini fez semifinal com Bolelli no Australian Open 2013

marach mergea

Oliver Marach   Florin Mergea  
País: Áustria   País: Romênia  
Ranking: 37   Ranking: 48  
Títulos: 13   Títulos: 2  

A DUPLA
Títulos: 1
Campeões em Viña del Mar
Iniciaram a parceria no fim de 2013, onde ganharam dois challengers (Rennes e Geneva)
Marach fez semifinal no Australian Open 2009 com Lukasz Kubot
Mergea foi um dos juvenis mais promissores de sua época, sendo bicampeão de duplas em Wimbledon e campeão de simples também em Wimbledon, além dos rankings de número 2 em simples e 1 em duplas

cuevas zeballos

Pablo Cuevas   Horacio Zeballos  
País: Uruguai   País: Argentina  
Ranking: 60   Ranking: 40  
Títulos: 4   Títulos: 2  

A DUPLA
Títulos: 0
Final em Kuala Lumpur
Semifinal em Roland Garros
Cuevas já foi campeão de Roland Garros

demo feijao

Marcelo Demoliner   João Souza  
País: Brasil   País: Brasil  
Ranking: 94   Ranking: 125  
Títulos: 0   Títulos: 0  

A DUPLA
Títulos: 5 (challengers)
Final nos challengers de Rio Preto, Rio de Janeiro, Quito e Cali
Campeões nos challengers de São Paulo, Santiago, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Campinas

beg emm

Andre Begemann   Martin Emmrich  
País: Alemanha   País: Alemanha  
Ranking: 49   Ranking: 42  
Títulos: 2   Títulos: 3  

A DUPLA
Títulos: 2
Campeões de Dusseldorf e Vienna
Final em Chennai e s-Hertogenbosch

Quem está no quali?
Huey/Inglot estrearão contra uma dupla que virá do qualifying. As quatro duplas que estão disputando o quali são:
*em negrito as duplas que venceram e disputarão a vaga

Haider-Maurer/Oswald x Gimeno-Traver/Montañes
Delbonis/Mayer x Bagnis/Klizan

As melhores partidas
Você que vai no Jockey e quer ver boas partidas, recomendo aqui algumas:

1ª rodada:
Peya/Soares x Monaco/Sá
Bracciali/Fognini x Marach/Mergea
Cuevas/Zeballos x Demoliner/Souza
Marrero/Melo x Begemann/Emmrich
Huey/Inglot x quali/quali

Em possível quartas de final:
Huey/Inglot x Marach /Mergea
Granollers/Lopez x Cabal/Farah

Ir para o tênis universitário ou tornar-se profissional?

A maioria dos grandes duplistas passaram pelo tênis universitário americano. Apesar de duplas não ser praticado pelos melhores tenistas universitários, o jogo melhora suas habilidades, sendo essencial. O efeito em suas carreiras foram tão fenomenais que alguns deram declarações para vários meios de comunicação comentando sobre o assunto.

Bob e Mike Bryan, Stanford University

Bob e Mike frequentaram Stanford por um ano, em 1998, onde Bob conquistou a tríplice coroa da NCAA, algo nunca mais repetido desde então. A tríplice coroa consiste em conquistar o título de simples, duplas e por time. Bob foi a segunda e última pessoa a ter esse feito, sendo Alex O’Brien o primeiro, também por Stanford, em 1992. Em sua vitória nas duplas, Bob e Mike derrotaram Robert Lindstedt, outro tenista que optou pelo tênis universitário e que competiu pela Pepperdine University.

“Se não tivesse ido para Stanford, não estaríamos aonde estamos hoje. Os técnicos Dick Gould e John Whitlinger foram ótimos técnicos e líderes. Eles realmente ajudaram o nosso jogo, e claro, nossas duplas. Gould focava em um estilo de jogo agressivo e sempre nos dizia para trabalhar a devolução de backhand. Já Whitlinger passou horas e horas treinando com a gente e estava lá quando ganhamos o título de duplas da NCAA.”

Dick Gould, na época, via um futuro brilhante para os Bryan. Gould gostava tanto do entusiasmo que os gêmeos traziam para quadra que chegou a comentar que os dois poderiam ser os futuros duplistas no time americano da Copa Davis. Acertou em cheio.

Eric Butorac, Gustavus Adolphus College

Butorac é um dos raros casos que conseguiram se dar bem no circuito profissional vindo de uma faculdade de divisões inferiores da NCAA. Booty, como é conhecido, declarou que jogar duplas no tênis universitário o ensinou a trabalhar em equipe. “Tênis é um esporte individual, mas nas duplas você tem que trabalhar com outra pessoa. Isso inclui viagens, planejamento, estratégia, trabalho físico e lidar com vitórias e derrotas difíceis pela temporada. Levar as necessidades de outra pessoa em consideração foi uma habilidade que com certeza comecei a desenvolver na faculdade.”

Rajeev Ram, University of Illinois

Ram conquistou dois troféus da NCAA em seu tempo de faculdade, sendo um em duplas. Rajeev frisou a importância do tênis universitário em sua vida “Antes de ir para a faculdade, eu podia contar em uma mão as vezes que realmente joguei duplas, mas na faculdade eu jogava todos os dias. Essa quantidade de vezes explica o porquê das pessoas melhorarem seu jogo de duplas enquanto frequentam a faculdade.”

Perguntado se é melhor ir para o tênis universitário ou persistir na carreira de profissional, Ram mostrou sua experiência. “Se você não está tendo sucesso aos 17 ou 18 anos como Roddick e Querrey tiveram, não tem motivos para não ir para o tênis universitário. Você olha para caras sucedidos na carreira como John Isner, James Blake e Kevin Anderson… eu não acho, e eles provavelmente dirão o mesmo, que estariam aonde estão se não fosse pelo tênis universitário.”

Abigail Spears, University of California, Los Angeles (UCLA)

As mulheres também aproveitaram o tempo de faculdade para alavancar a carreira. Abigail Spears, 23ª do ranking de duplas da WTA, tornou-se profissional em 2000 após jogar tênis universitário pela UCLA. Sua parceira, Raquel Kops-Jones, também jogou tênis universitário, tendo um título de duplas da NCAA pela University of California-Berkeley.

Spears conta que aprendeu na UCLA a sempre ser positiva e trabalhar em equipe. “Encorajar e apoiar faz parte das duplas. Uma atitude positiva é a coisa mais frustrante que seu adversário pode ver em quadra, pois o fará duvidar do sucesso no andar da partida.”

Alguns profissionais, como o tenista Amer Delic e o técnico Nick Saviano, deram conselhos sobre seguir o tênis universitário antes de tornar-se profissional. 

Nick Saviano: A decisão de ir para a universidade ou tornar-se profissional é muito complicada, influenciada por diversos fatores. O primeiro é se você é homem ou mulher. São caminhos são completamente diferentes, porque os homens se desenvolvem mais devagar e acaba não sendo tão crítico para eles se desenvolverem tão precocemente. Com as mulheres, mesmo que não estejam se desenvolvendo tão rapidamente quanto costumava ser antigamente, ainda sim é mais rápido do que os homens.

Outros fatores são: você tem uma boa equipe? Você tem dinheiro para se sustentar durante os três anos que são necessários para uma boa transição para o profissional? Você está preparado, com um bom técnico e o físico impecável? Todas essas perguntas são componentes críticos para ser bem sucedido no circuito profissional, principalmente ter uma boa equipe com você, apoiando em todos os momentos.

Amer Delic: Eu joguei na universidade e foi, provavelmente, os melhores três anos da minha vida. Estar em um ambiente de equipe na universidade foi essencial. Infelizmente, no tênis, a única oportunidade que você tem de estar em um time é na Copa Davis, e nem todos conseguem chegar neste nível. Eu pude estar nestes dois ambientes, é incrível. É essencial para o desenvolvimento, já que muitos tenistas podem não estar prontos para tudo o que envolve o tênis: as viagens, todo o planejamento fora das quadras… eles não estão maduros o suficiente para isso.

Se eu tivesse um atleta comigo que precisasse decidir entre universidade ou tornar-se profissional, eu o aconselharia a ir para a universidade, por pelo menos um ano. Sabe, usar esse tempo para se preparar, e bem, você terá grandes técnicos, academias, tudo. Tudo será fornecido para você, então use, aproveite.

Idade não é apenas um número

O circuito de duplas tem o predomínio de atletas experientes. Tenistas como Leander Paes, 40 anos, e Daniel Nestor, 41, ainda competem em alto nível, conquistando Grand Slams e permanecendo entre os melhores no ranking. Alguns fatores contribuem para esse envelhecimento do circuito:

  • A evolução da preparação física dos atletas, tendo uma maior longevidade
  • Jovens tenistas não jogam duplas o suficiente no juvenil, dificultando e aumentando o tempo para o surgimento de novos talentos
  • A introdução do match tie-break diminuiu o tempo das partidas, assim tornando-se algo menos intenso, ao contrário do que acontece em simples, e mais voltado para a durabilidade, aumentando o tempo de competição do atleta
  • Leva tempo para achar um parceiro que encaixe com seu estilo de jogo e que possa competir com você nos torneios

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Os novos times para 2014

Demorou, mas a dança das cadeiras das duplas começou e algumas mudanças que ocorreram foram interessantíssimas e até surpreendentes! Tentarei atualizar este post assim que souber de outras mudanças.

Rohan Bopanna e Aisam-ul-Haq Qureshi

O Indo-Pak Express voltará após dois anos de hiato. O último torneio juntos foi no Finals 2011, quando Bopanna decidiu seguir com Bhupathi como preparação para as Olimpíadas de Londres. A parceria, que havia começado em 2007, atingiu a final do US Open 2010, conquistou o título do Masters de Paris e classificou para o Finals em 2011. O indiano declarou que “É sempre bom jogar com um velho amigo e com alguém que eu me entendo muito bem dentro e fora de quadra.”

Além do lado competitivo, o time tinha caráter de ‘embaixadores da paz’, já que seus países, Índia e Paquistão, possuem um histórico de guerras. Em Wimbledon 2010, usaram camisetas do Stop War Start Tennis, projeto criado para promover a paz pelo tênis, além de ajudar pessoas atingidas por guerras. Com este projeto, ganharam vários prêmios humanitários e reconhecimento no mundo.

Pessoalmente, um dos meus momentos favoritos do tênis foi o discurso que Qureshi deu na premiação da final de duplas do US Open 2010. Lá, Qureshi declarou: “Nós somos muito amigáveis, amamos e respeitamos, e queremos paz no mundo tanto quanto vocês.”

Jean-Julien Rojer e Horia Tecau

É, provavelmente, o novo time mais interessante para 2014. Não haverá mudanças drásticas em comparação ao Qureshi/Rojer, visto que, como Rojer disse, tanto Tecau quanto Qureshi possuem características parecidas. Bons amigos fora do circuito há muitos anos, Juls e Horia decidiram reunir forças no próximo ano. Uma dupla que promete.

Jurgen Melzer e Robert Lindstedt

[tweet https://twitter.com/jojomelzer/status/388694131616546816]

A parceria, que devia ter iniciado no Masters de Xangai, foi ‘abortada’ por uma lesão no ombro de Melzer, que o fez encerrar a temporada precocemente. Lindstedt declarou ao EuroSport que Melzer é um cara interessante, já que “ele sabe como ganhar um Grand Slam”. Melzer, dono de dois títulos de Grand Slam, sendo Wimbledon 2010, justamente contra Lindstedt (na época com Horia Tecau), e US Open 2011 (ambos com Philipp Petzschner), parece estar animado para a próxima temporada. Ambos se conhecem faz muito tempo e decidiram tentar algo juntos.

Lindstedt, dono de 20 títulos e Melzer, campeão em 12 torneios, pode ser uma boa parceria para 2014. Resta saber se durará, visto que em 2013 nenhum dos dois conseguiram firmar um time para o ano inteiro, e se o sueco terá paciência para voltar a jogar o circuito de duplas com um simplista.

Daniel Nestor e Nenad Zimonjic

Uma das mais bem sucedidas parcerias dos últimos tempos voltará a unir forças em 2014. Nestor e Zimonjic, que possuem 24 títulos juntos, incluindo três grand slams e dois Finals, querem ver se a ‘magia ainda continua’, como Nestor declarou para o site canadense The Globe and Mail.

A temporada de 2013 de Daniel Nestor foi um verdadeiro fracasso. Com 6 parceiros diferentes durante o ano, Daniel não conseguiu resultados sólidos o suficiente com ninguém, o que o deixou fora do ATP Finals. “A temporada com certeza foi muito frustrante. Tivemos bons momentos na Copa Davis e os últimos dois meses não foram tão ruins, apenas azarados,” declarou no mês de Outubro.

Edouard Roger-Vasselin e Julien Benneteau

Jogaram juntos uma única vez, no Australian Open deste ano, onde pararam na R16. Foram três boas partidas no torneio, inclusive eliminando Lindstedt/Zimonjic, passando uma boa impressão. Será interessante acompanhá-los, uma vez que, individualmente, fizeram boas campanhas em 2013. Roger-Vasselin, que jogou 8 torneios no final da temporada com Rohan Bopanna, fez semi em Wimbledon e foi campeão de Tóquio, além de um vitória/derrota positivo de 16/7.

Colin Fleming e Ross Hutchins

Essa é a boa notícia do ano. Hutchins, recuperado do Linfoma de Hodgkins que o tirou dessa última temporada inteira, voltará a jogar com Colin Fleming. A parceria britânica possui 3 títulos e está mais animada do que nunca para voltar. Bem vindo de volta, Rosco!

Oliver Marach e Florin Mergea

O romeno Florin Mergea chegou a pensar em desistir da temporada de 2013 no começo de outubro. Felizmente, para a sua carreira, não desistiu e foi campeão em três challengers seguidos, sendo dois deles já com Oliver Marach. Florin teve uma carreira juvenil promissora, sendo campeão nas duplas em Wimbledon 2002 e 2003 com o compatriota Horia Tecau, mas enfrentou problemas com lesões no ombro, joelhos e tornozelo, o que atrasou sua carreira.

Marach, dono de 12 títulos, sendo dois deles com o compatriota Alexander Peya, é um dos grandes nomes das duplas no saibro, sendo 9 de seus títulos conquistados na superfície.

Os outros

  • Mahesh Bhupathi aposentará após a próxima temporada também, mas aparentemente não terminará o ano. Há boatos que será após Wimbledon. Mahesh, que também trabalha como agente de Andy Murray, andou tão ocupado no fim de 2013 que decidiu desistir da ideia inicial de aposentar após 2013. Seu parceiro ainda não está definido.
  • Michael Llodra, um dos últimos moicanos a jogar no estilo saque e voleio, também aposentará após a próxima temporada. Decidiu terminar a carreira ao lado do amigo, compatriota e atual parceiro Nicolas Mahut.
  • Jonny Marray, que jogou em 2013 com Fleming, estará sem parceiro a partir do momento em que Hutchins voltar.
    Update: Marray jogará com o australiano Paul Hanley.
  • Outro que ainda está sem parceiro é o bielorrusso Max Mirnyi. Max será submetido a uma cirurgia durante as férias e aparentemente não quer se comprometer com alguém sem saber quando estará apto a jogar.