Guia das Duplas – Roland Garros 2020

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© Peter Staples/ATP Tour

Os alemães Kevin Krawietz e Andreas Mies são os atuais campeões de Roland Garros. A dupla, que nunca havia disputado o torneio até o ano passado, retorna para tentar repetir as duas semanas mágicas e defender o título. Em 2020, Krawietz e Mies estão com dificuldades para manter o nível do ano passado, com sete vitórias e nove derrotas na temporada. A preparação para Roland Garros contou com a disputa de dois torneios: Roma, onde caíram na estreia, e Hamburgo, dando adeus nas quartas.

Em Paris, Krawietz e Mies são os cabeças de chave 8 da competição e vão estrear contra a dupla cazaque Bublik/Kukushkin. No caminho, podem voltar a enfrentar Klaasen/Marach nas oitavas, time que os alemães superaram na última semana, em Hamburgo. A maior ameaça da dupla, porém, está nas quartas, onde podem encontrar o espanhol Marcel Granollers e o argentino Horacio Zeballos, donos de três títulos no saibro nesta temporada.

R1Bublik/Kukushkin
R2Sitak/Zelenay ou Coria/Schwartzman
Oitavas[10]Klaasen/Marach
Quartas[2]Granollers/Zeballos, [13]Murray/Skupski
Semi[4]Kubot/Melo, [6]Herbert/Mahut, [9]Koolhof/Mektic, [16]Krajicek/Skugor
OS BRASILEIROS

[4] Marcelo Melo e Lukasz Kubot
Melo, campeão de Roland Garros em 2015, e seu parceiro, o polonês Lukasz Kubot, vão para mais uma disputa do Grand Slam francês, sendo a quarta vez da equipe em Paris. Ao todo, Melo e Kubot participarão do torneio pela 14ª vez em suas carreiras, disputando todas as edições desde 2007. Nos torneios de saibro preparatórios, o mineiro e o polonês caíram na estreia em Roma, com Melo sentindo dores no ombro, e ficaram nas quartas de Hamburgo, sendo superados pelos campeões Peers/Venus.

O sorteio definiu um bom começo de chave para Kubot/Melo, com jogos técnicos para a adaptação da dupla no pesado e lento saibro francês. Mais tarde, a dupla pode ter um duro caminho com os franceses Herbert/Mahut, campeões da edição de 2018, os embalados Koolhof/Mektic, que vêm de final no US Open e bons jogos nos torneios preparatórios do saibro, e pedreiras como Granollers/Zeballos e os atuais campeões Krawietz/Mies.

Melhor campanha da dupla em Roland Garros: oitavas (2018, 2019)
Melhor campanha de Melo: campeão (2015)
Melhor campanha de Kubot: semifinal (2016)

R1Cazaux/Mayot
R2Behar/Escobar ou Monroe/Paul
Oitavas[16]Krajicek/Skugor
Quartas[6]Herbert/Mahut, [9]Koolhof/Mektic
Semi[2]Granollers/Zeballos, [8]Krawietz/Mies, [10]Klaasen/Marach, [13]Murray/Skupski

[7] Bruno Soares e Mate Pavic
Os campeões do US Open não querem deixar a peteca cair. Embalada, a dupla jogou apenas um torneio de preparação, o Masters 1000 de Roma, onde fizeram bons jogos e caíram nas quartas de final para Granollers/Zeballos, que acabaram conquistando o título mais tarde. Na última semana, Bruno optou por descansar, enquanto Pavic foi para o ATP 500 de Hamburgo, no qual disputou ao lado do compatriota Ivan Dodig e ficou com vice-campeonato.

Assim como em Nova Iorque, a dupla não terá vida fácil desde o início. Com uma chave dura, Soares e Pavic estrearão contra os experientes Daniell/Oswald, podem ter os problemáticos Gille/Vliegen logo na segunda rodada e Rojer/Tecau, uma das maiores potências da atualidade, nas quartas.

Melhor campanha da dupla em Roland Garros: estreia na competição
Melhor campanha de Soares: semifinal (2008, 2013)
Melhor campanha de Pavic: final (2018)

R1Daniell/Oswald
R2Gille/Vliegen ou Molteni/Nys
Oitavas[12]Rojer/Tecau
Quartas[3]Ram/Salisbury, [14]Chardy/Martin
Semi[1]Cabal/Farah, [5]Dodig/Polasek, [11]Peers/Venus, [15]Melzer/Roger-Vasselin

Marcelo Demoliner e Matwe Middelkoop
A preparação da dupla, apesar de curta, foi animadora. Dando continuação aos bons resultados conseguidos na gira de saibro da América do Sul, onde foram campeões em Córdoba e semifinalistas em Buenos Aires, Demoliner e Middelkoop fizeram uma ótima partida nas quartas de Kitzbuhel, caindo nos detalhes para os experientes Marach/Melzer. Em Hamburgo, o time disputou o qualifying, mas precisou desistir na fase final por uma emergência familiar do brasileiro. Já em Paris, Marcelo e Matwe terão uma estreia complicada pela frente, encarando os simplistas Evans/Hurkacz em um piso lento. Caso avance, a dupla pode ter Granollers/Zeballos logo na segunda rodada, tendo um início difícil na França.

Melhor campanha da dupla em Roland Garros: estreia na competição
Melhor campanha de Demoliner: segunda rodada (2018, 2019)
Melhor campanha de Middelkoop: segunda rodada (2018, 2019)

R1Evans/Hurkacz
R2[2]Granollers/Zeballos ou Johnson/Querrey
Oitavas[13]Murray/Skupski
Quartas[8]Krawietz/Mies, [10]Klaasen/Marach
Semi[4]Kubot/Melo, [6]Herbert/Mahut, [9]Koolhof/Mektic, [16]Krajicek/Skugor
A QUEDA DA PREMIAÇÃO

A premiação geral de Roland Garros sofreu uma queda de 10% nesta edição, um dos efeitos da pandemia do coronavírus. Para não afetar os jogadores de ranking mais baixo, o torneio remanejou a premiação, de modo que as rodadas finais de todas as chaves diminuíssem a premiação e a primeira rodada das chaves de simples, as duas primeiras das duplas e o qualifying aumentassem.

Somando as chaves principais de simples e duplas (masculino e feminino), a diferença de premiação entre 2019 e 2020 é de cerca de 4,3 milhões de euros. A redução da premiação nas chaves de simples foi de 11%, enquanto nas duplas foi de 15.6%. O maior baque foi para os campeões, com os de simples diminuindo em 30% e os de duplas perdendo incríveis 45%.

As chaves de simples deste ano correspondem a 87% da premiação total, sofrendo um pequeno aumento comparado aos 86,4% de 2019. É uma tendência que, infelizmente, está acontecendo não só em Roland Garros, como também em outros torneios. A proporção da premiação simples/duplas é, teoricamente, de 80/20, mas simples continua aumentando lentamente com o passar do tempo. Confira as proporções dos últimos 10 anos em Roland Garros:

*..2011..2012..2013..2014..2015..2016..2017..2018..2019..2020
Simples/Duplas80,7%81,5%82,9%83,5%84%84.6%85,2%85,8%86,4%87,1%
Simples ()6.032.000
.
6.555.000
+8.6%
7.984.000
+21.8
9.212.000
+15.3%
10.448.000
+13.4%
12.032.000
+15.1%
13.548.000
+12.6%
14.904.000
+10%
16.280.000
+9.2%
14.491.000
-10.9%
Duplas ()1.436.000
.
1.484.000
+3.3%
1.640.000
+10.5%
1.812.000
+10.4%
1.984.000
+9.4%
2.176.000
+9.6%
2.346.000
+7.8%
2.454.000
+4.6%
2.556.000
+4.1%
2.156.440
-15.6%

*A premiação apresentada é do total distribuído em apenas uma chave

OLHO NELES

Marcel Granollers e Horacio Zeballos são os grandes nomes da temporada de saibro de 2020. A dupla disputou quatro torneios na superfície e foi campeã em três (Buenos Aires, Rio de Janeiro e Roma), além do vice-campeonato em Kitzbuhel. São 16 vitórias e apenas uma derrota no piso. O espanhol e o argentino haviam planejado disputar o ATP 500 de Hamburgo antes de viajar para Paris, mas Zeballos acabou sentindo um incômodo nas costas e preferiu poupar o físico.

GIRO DE NOTÍCIAS
  • Pierre-Hugues Herbert voltará ao lado de Nicolas Mahut após 7 meses. A dupla, que não disputa um torneio junta desde fevereiro, em Roterdã, retornará à disputa em Paris. Além da paralisação do circuito pela pandemia do coronavírus, a esposa de Herbert ganhou um filho e o francês optou por permanecer na Europa, disputando apenas os dois challengers de Praga em agosto.
  • Juan Sebastian Cabal ainda está se recuperando de uma lesão na coxa, sofrida na primeira rodada de Hamburgo. O colombiano disse no último domingo que ainda não está 100% e que segue treinando para conseguir competir no Grand Slam.
  • Na chave, dez tenistas já foram campeões em Roland Garros: Pablo Cuevas (com Horna, 2008), Roger-Vasselin (com Benneteau, 2014), Marcelo Melo e Ivan Dodig (2015), Feliciano Lopez (com Marc Lopez, 2016), Michael Venus (com Harrison, 2017), Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut (2018), e Kevin Krawietz e Andreas Mies (2019).
OS MELHORES JOGOS DE PRIMEIRA RODADA
  • [2]Granollers/Zeballos x Johnson/Querrey
  • [5]Dodig/Polasek x Kontinen/Struff
  • [6]Herbert/Mahut x Purcell/Saville
  • [9]Koolhof/Mektic x Bambridge/McLachlan
  • Bopanna/Shapovalov x Pospisil/Sock
ONDE ASSISTIR

Neste ano, o Brasil tem mais opções para acompanhar todas as emoções de Roland Garros. Além do Bandsports (televisão e site), o Sportv também está transmitindo o torneio em seu terceiro canal. Em adição aos canais de televisão, o site oficial do torneio oferece o serviço de streaming de todas as quadras e conteúdos extras pelo valor de R$39,90. Confira a chave de duplas completa e não perca nenhum momento do último Grand Slam do ano!

Melo e Kubot param nas quartas de Hamburgo

Marcelo Melo e Lukasz Kubot pararam nas quartas de final do ATP 500 de Hamburgo. A dupla cabeça de chave 3 foi superada pelo australiano John Peers e o neozelandês Michael Venus em 6/1 e 6/2, encerrando a sua participação no torneio alemão.

A partida viu Peers e Venus agressivos, ameaçando o serviço de seus adversários constantemente. “Hoje não tivemos muitas chances. Eles realmente jogaram muito bem, aproveitaram tudo o que podiam. Agora é seguir para Roland Garros”, afirmou o mineiro. A dupla viajará para Paris nesta sexta-feira, já mirando no último Grand Slam da temporada.

Esta será a 14ª participação de Melo no torneio francês, disputando todas as edições desde 2007. Campeão em 2015 ao lado do croata Ivan Dodig, o mineiro vai em busca do seu terceiro Grand Slam da carreira. O seu parceiro também disputará a sua 14ª edição de Roland Garros. A melhor campanha de Kubot em Paris foi uma semifinal em 2016, com o austríaco Alexander Peya. A chave de duplas masculinas de Roland Garros está programada para iniciar nesta próxima terça-feira, dia 29.

Melo e Kubot vencem a primeira no ATP 500 de Hamburgo

Marcelo Melo e Lukasz Kubot se garantiram nas quartas de final do ATP 500 de Hamburgo, na Alemanha. Nesta quarta-feira, a dupla cabeça de chave 3 do torneio estreou com vitória diante dos alemães Yannick Hanfmann e Mats Moraing em dois sets a um, com parciais de 7/6(6), 1/6 e 10-5.

Foto: Hamburg Open

“Acho que fizemos um bom jogo no geral. Foi um bom primeiro set. No segundo, acabamos perdendo cada game praticamente no detalhe. Aí usamos a nossa experiência no match tie-break, onde fomos superiores e tivemos vários bons pontos. A energia foi ótima. É seguir amanhã desde o começo na mesma energia desse match tie-break”, disse o mineiro. Melo e Kubot possuem um alto aproveitamento em match tie-breaks, ganhando 52 dos 77 disputados até o momento.

Além de avançar no torneio, a ocasião foi especial para Melo, o aniversariante do dia. “Fiquei feliz de ter vencido no dia do meu aniversário. O nosso jogo acabou sendo na quadra central. Foi um momento especial, bem legal. Agora é focar para amanhã, quando vamos enfrentar uma dupla muito experiente”, completou Marcelo, feliz com a vitória.

Nesta quinta-feira, Melo e Kubot terão a difícil missão de enfrentar o australiano John Peers e o neozelandês Michael Venus, os algozes de Fognini/Kontinen na primeira rodada. Nesta partida que valerá uma vaga na semifinal, os quatro tenistas são campeões de Grand Slam: Marcelo Melo em Roland Garros (2015) e Wimbledon (2017), Lukasz Kubot no Australian Open (2014) e Wimbledon (2017), John Peers no Australian Open (2017) e Michael Venus em Roland Garros (2017).

Demoliner e Middelkoop desistem da disputa de Hamburgo

O brasileiro Marcelo Demoliner e o holandês Matwe Middelkoop desistiram do ATP 500 de Hamburgo, na Alemanha. A dupla, que disputava o qualifying do torneio, havia vencido na primeira rodada os alemães Marvin Moeller e Milan Welte em 6/1, 2/6 e 10-7 e enfrentariam o moldavo Radu Albot e o paquistanês Aisam-ul-Haq Qureshi por uma vaga na chave principal, quando veio o anúncio do WO.

Em suas redes sociais, o gaúcho comunicou que uma emergência familiar foi o motivo da desistência e pediu o apoio de todos.

Com ombro machucado, Melo para na estreia em Roma

Nesta quarta-feira, Marcelo Melo e Lukasz Kubot pararam na primeira rodada do Masters 1000 de Roma, na Itália. Com o ombro machucado o mineiro não entrou 100% em quadra e, ao lado de Lukasz Kubot, foi superado pelos franceses Nicolas Mahut e Benoit Paire em dois sets a um, com parciais de 7/6(8-6), 2/6 e 10-6.

“Foi um jogo muito duro. De qualquer maneira, eu não estava 100%, com o ombro machucado, fazendo fisioterapia. Agora, vou continuar tratando para ver se consigo me recuperar a tempo de jogar Hamburgo, na semana que vem. Senão, o próximo torneio será Roland Garros”, disse Melo, ainda sem saber se conseguirá se recuperar para o torneio alemão.

“Praticamente não consegui sacar, jogava mais com o segundo saque. Vamos torcer para que melhore e dê tudo certo. Era também um jogo muito difícil. Mahut joga muito bem, todos sabem, Benoit é um jogador perigoso. E, infelizmente, não deu para nós”, finalizou o mineiro.

Soares e Pavic vencem a sexta seguida e estreiam com vitória em Roma

Nesta quarta-feira, Bruno Soares estreou com vitória no Masters 1000 de Roma, na Itália. Ao lado do croata Mate Pavic, o mineiro venceu a sua sexta partida consecutiva após superar os cabeças de chave 5 Ivan Dodig e Filip Polasek em 6/1 e 6/3.

“Estou muito feliz com a estreia. A adaptação da quadra rápida para o saibro nunca é fácil, mas o mais importante é trazer na bagagem a confiança e a motivação. É tão difícil conseguir um momento assim que temos que aproveitar, e foi o que fizemos hoje super bem”, disse Soares, que vem de título no US Open, Grand Slam disputado nos Estados Unidos. A dupla chegou em Roma no sábado para iniciar a preparação no saibro.

“Independentemente da situação, das condições e do fuso horário, nós conseguimos jogar o nosso melhor e é o que precisamos continuar fazendo. Temos mais uma chave difícil, cheia de pedreira, e amanhã tem mais uma, mas é seguir neste mesmo embalo”, encerrou o brasileiro. Na próxima rodada, Soares e Pavic enfrentarão os belgas Sander Gillé e Joran Vliegen em um confronto inédito.

Soares e Pavic garantem classificação no ATP Finals

O título no US Open já rendeu frutos para Bruno Soares. Nesta segunda-feira, o mineiro e o seu parceiro, o croata Mate Pavic, receberam a confirmação da classificação para o ATP Finals, torneio que reúne os oito melhores times do mundo em Londres, na Inglaterra. Esta será a sexta participação de Soares na competição.

Foto: Darren Carroll/USTA

“Super feliz com mais uma classificação para o Finals, é sempre o objetivo número 1 quando começamos a temporada. Ainda mais num ano como este, em que vai estar mais duro pra classificar por ter menos torneios, a gente já conseguir se garantir agora é muito bom”, disse Soares, contente com o retorno ao Finals.

Bruno já esteve no Finals em outras cinco oportunidades, fazendo semifinal em quatro edições. A dupla do brasileiro foi a segunda se classificar para o torneio, seguindo Joe Salisbury e Rajeev Ram, os campeões do Australian Open. Encerrando a temporada, o ATP Finals acontecerá na O2 Arena, em Londres, entre os dias 15 e 22 de novembro.

O mineiro já está na Itália se preparando para o Masters 1000 Roma, que teve início nesta segunda-feira. “A transição da quadra rápida para o saibro não é fácil, são condições completamente diferentes, mas precisamos esquecer estas dificuldades para manter a energia e o embalo. Mais uma vez pegamos pedreira logo na estreia, mas vamos seguir firmes”, encerrou Bruno. Na estreia, Soares e Pavic enfrentarão Ivan Dodig e Filip Polasek, cabeças de chave 5 da competição.

O título do US Open, além da classificação para o ATP Finals, também foi positivo para o ranking de Soares. O brasileiro, que já foi número 2 do mundo, subiu nove posições e retornou ao top 20, figurando na 18º colocação.

Melo detalha os protocolos de Roma: “Estamos tomando todos os cuidados”

Após a disputa do US Open, Marcelo Melo partiu para a Europa. Já na Itália, o mineiro está se preparando para a disputa do Masters 1000 de Roma, que teve início nesta segunda-feira. No torneio que dá o pontapé inicial na gira europeia de saibro, Melo e seu parceiro, o polonês Lukasz Kubot, são os cabeças de chave 3 e enfrentarão os franceses Nicolas Mahut e Benoit Paire na estreia.

“O protocolo aqui em Roma está um pouco mais leve em comparação com os Estados Unidos. De qualquer maneira, tivemos de fazer o teste da Covid-19 e esperar 24 horas até sair o resultado. Negativo, eu já pude treinar. Deu para treinar tranquilo. Está tudo certo. O pessoal de braços abertos, todos receberam bem, tomando os cuidados”, disse Melo, detalhando os cuidados tomados no torneio italiano.

“Temos de usar, logicamente, a máscara, mas não está tão restrito assim. Bom que podemos fazer as refeições também no hotel. E o próprio hotel tem duas quadras de treino, se for o caso. Estamos tomando os devidos cuidados, mesmo com protocolos menos rígidos comparados aos Estados Unidos. No geral mesmo, vai ficar tudo igual. Os jogadores já vêm se protegendo. Só tiram a máscara quando estão comendo ou treinando. Tenho certeza que todos vão seguir assim, o que é muito importante”, completou o mineiro. Assim como Cincinnati e o US Open, o Masters 1000 também não contará com a presença do público.

No ano passado, Melo e Kubot chegaram até a semifinal em Roma. O torneio italiano é o primeiro da sequência do saibro europeu, que terminará em Roland Garros, o terceiro e último Grand Slam a ser disputado nesta temporada atípica.

Ao lado de Pavic, Bruno Soares conquista o título do US Open

Bruno Soares conquistou mais um título de Grand Slam. Nesta quinta-feira, ao lado do croata Mate Pavic, o mineiro conquistou o US Open ao superar a dupla formada pelo holandês Wesley Koolhof e o croata Nikola Mektic em 7/5 e 6/3. A conquista em Nova York marca o terceiro título de Grand Slam nas duplas masculinas e o sexto na vitoriosa carreira de Soares.

Foto: Darren Carroll/USTA

“É uma sensação incrível. Mais um título de Grand Slam e mais um título em Nova York. É uma cidade que sempre joguei o meu melhor, desde a primeira vez que pisei aqui. Grandes jogos, grandes resultados e muita história. Pra mim, aos 38 anos de idade, depois de altos e baixos e quatro anos após o meu último título de Grand Slam, poder segurar um troféu desse é uma sensação muito especial. Sei que estou no estágio final da minha carreira e cada momento assim passa a ter um gostinho especial. Me dá muita força pra seguir trabalhando duro e seguir acreditando”, disse Soares, contente com a quarta conquista em Nova York.

O jogo foi marcado pela solidez da dupla. Seguros no saque, Bruno e Pavic não deram nenhuma chance de quebra para seus adversários durante toda a partida. A devolução foi chave para a dupla, e foi justamente com uma de Bruno que o time conseguiu a quebra e o set, fechando a parcial em 7/5. No segundo set, a quebra veio no sexto game após um lob de Pavic, que fez a dupla abrir 4/2 no placar. O time segurou a vantagem até o fim, trazendo o título para o Brasil e a Croácia.

“O nosso US Open foi uma trajetória bem 2020, né, bem maluca. Foi tudo muito diferente, desde o início, quando contraí o coronavírus 15 dias antes de viajar e tive que ficar isolado, sem treinar, e aí chegar nos Estados Unidos completamente despreparado. Em Cincinnati, acho que foi até bom perder na primeira rodada, porque conseguimos fazer uma bela semana de treino para o US Open. Consegui recuperar o meu físico, que estava bem abaixo depois de tudo isso, e a chave foi duríssima, né? O fato da chave estar pela metade fez tudo ficar mais difícil. Seríamos cabeça de chave num Grand Slam normal, mas aqui ficamos de fora e tivemos que matar um leão logo na primeira rodada. Foi tudo muito complicado, mas superamos e conseguimos crescer muito”, resumiu o mineiro, contando os altos e baixos do caminho até o título.

Soares comentou que descobriu que estava com o coronavírus após sentir um leve cansaço. “Eu estava treinando e senti um cansaço um pouco maior que o normal, além do nariz entupido. Fui lá testar para tirar isso da cabeça e deu positivo. O único problema é que foi exatamente 15 dias antes de viajar, mas quando deu negativo eu já fui pros Estados Unidos. Em Cincinnati senti que estava um pouco mais ofegante, mas no meu isolamento eu não tinha nada, foi assintomático”, relatou o mineiro.

“Eu e o Mate temos algo em comum, nós dois precisamos de uma ‘estilingada’ pra aumentar o nível. Ele tem um jogo muito agressivo, então quando ele encaixa as bolas é muito perigoso. Canhoto, saca bem e ser 10 anos mais novo ajuda na movimentação e na explosão. Eu sou um cara que meu ponto forte é ser consistente, tanto no mental quanto em quadra, e acho que foi o que fez a diferença hoje, passar essa tranquilidade pro Mate. Ele começou um pouquinho nervoso na devolução, mas ele me viu tranquilo e foi acalmando, entrando mais nas devoluções. Nós controlamos os nervos e sacamos super bem, não tivemos nenhum break point contra. Sempre acreditei no nosso potencial. No ano passado a gente perdeu muitos jogos de uns jeitos esquisitos e aqui conseguimos virar essa situação”, continuou Soares. Durante a semana, a dupla destacou a positividade como a chave para as conquistas durantes as duas semanas do Grand Slam.

Soares adiciona mais um Grand Slam em sua vitoriosa carreira. O mineiro, que foi campeão do Australian Open e do US Open em 2016 com Jamie Murray, aumentou o número de conquistas em majors nas duplas masculinas para três. Nas mistas, Bruno também foi campeão em três oportunidades: US Open 2012 (com Ekaterina Makarova) e 2014 (Sania Mirza), e Australian Open em 2016 (Elena Vesnina). Ao todo, Bruno Soares é dono de 33 troféus em 63 finais disputadas no circuito da ATP. A parceria com Pavic, que foi iniciada durante a temporada de grama no ano passado, já havia rendido um título no Masters 1000 de Xangai, na China, além de uma final no ATP 250 de Estocolmo, na Suécia.

O brasileiro, ex-número 2 do mundo, é o atual 27º no ranking da ATP. Com a conquista do US Open, Soares voltará a figurar entre os 20 melhores do mundo. “Não estar tão bem ranqueado entra um pouco na cabeça, mas tenho uma coisa muito clara para mim: quando estou jogando o meu melhor sei que venço qualquer um. É isso que me faz seguir jogando tênis.”

Agora, a dupla seguirá para Roma, onde começará a gira europeia do saibro no Masters 1000 italiano. “Viajaremos amanhã para Roma. Com o título aqui e praticamente classificados pro Finals, vamos poder dar uma reajustada no calendário e disputar menos torneios do que estávamos planejando”, finalizou o mineiro.

Pavic/Soares superam Rojer/Tecau e disputam a final do US Open

Bruno Soares está de volta à final do US Open. Quatro anos após a sua conquista ao lado do britânico Jamie Murray, o mineiro disputará mais uma vez a decisão do Grand Slam norte-americano, desta vez com o croata Mate Pavic. Nesta terça-feira, a dupla superou o forte time do holandês Jean-Julien Rojer e do romeno Horia Tecau em 6/4 e 7/5, se garantindo na primeira final de Grand Slam da parceria.

Foto: Pete Staples/USTA

“Era difícil esperar qualquer coisa depois do tempo em que ficamos parados, era uma incerteza muito grande para todo mundo. Mas depois de alguns dias de treino aqui nós sentimos que estávamos jogando bem, muito próximos de pegar ritmo, e acabamos pegando uma primeira rodada muito dura e que subiu muito o nosso nível e a nossa energia”, disse Bruno, destacando que o desempenho na estreia foi essencial para o embalo da dupla.

“Nova York é um lugar muito especial para mim, é a minha quinta final de Grand Slam aqui”, continuou o mineiro. “A decisão vai ser mais uma pedreira, pegamos uma chave duríssima e não seria diferente em uma final de Grand Slam. O mais importante é a gente manter o nível de tênis que estamos jogando e também a nossa energia. Se conseguirmos colocar em prática, com certeza vamos ter as nossas chances. Agora é ir com tudo, descansar, fazer um bom dia de treino amanhã e preparar bem a cabeça para enfrentar mais esse grande desafio”, encerrou Soares, focado na conquista de um terceiro Grand Slam nas duplas masculinas.

Os adversários da final, que será disputada na quinta-feira, às 16h, horário de Brasília, serão o holandês Wesley Koolhof e o croata Nikola Mektic. A dupla, que iniciou a parceria neste ano, é formada por dois estreantes em finais de Grand Slam nas duplas masculinas.

Esta será a oitava final de Grand Slam da carreira de Bruno Soares, sendo a quinta no US Open. Além do título em 2016 com Jamie Murray, o mineiro também foi duas vezes campeão nas duplas mistas, em 2012 e 2014, e finalista nas duplas masculinas em 2013 com Alexander Peya. Nos outros Grand Slams, Bruno foi campeão do Australian Open em 2016 tanto nas duplas masculinas (com Jamie Murray) quanto nas duplas mistas (com Elena Vesnina). A final de duplas mistas com Lisa Raymond em Wimbledon na temporada de 2013 completa o grande desempenho de Soares nos majors.