Que duplista tem seis pessoas na equipe, Bartoli?

Após o anúncio do apoio financeiro fornecido pelos maiores órgãos do tênis para cerca de 800 tenistas de rankings mais baixos durante o período da pandemia do coronavírus, a discussão da distribuição de premiação reacendeu no mundo do tênis. Nesta semana, a ex-tenista Marion Bartoli, campeã de Wimbledon em 2013, entrou na discussão no último episódio do Match Points e deu mais uma de suas opiniões polêmicas na mesa redonda. A francesa argumentou que a premiação de duplas é muito alta e que deveria ser distribuída para jogadores de simples que disputam qualifyings e challengers.

“Sei que não farei amigos dizendo isso, mas precisamos falar: eu não entendo ter tantos torneios de duplas o ano inteiro. Eu entendo ter em Grand Slams e Jogos Olímpicos, já que duplas faz parte da história do tênis, mas estive em alguns torneios com a minha atleta (Bartoli treina Ostapenko) e eu vi… esses duplistas têm equipes enormes, tipo de seis pessoas! Quando eu jogava não conseguia pagar seis pessoas para viajar comigo o ano inteiro. Eles conseguem ter seis pessoas na equipe e só jogam duplas! Por que não pegamos parte do dinheiro das duplas e damos para qualifiers, para alguém que só joga Challengers? Eu não entendo. Em duplas você não faz o mesmo esforço que em simples. Você não treina tanto quanto. E eles (duplistas) continuam, toda santa semana, a ganhar todo aquele dinheiro. Não sei se devemos acabar com as duplas, mas diminuir o dinheiro e dar essa premiação para os qualifiers deveria ser uma solução.”

Marion Bartoli

Me pergunto qual duplista a Bartoli viu com uma equipe de seis pessoas. Eu nunca vi um na minha vida. Nem as duplistas tops da WTA, que na grande maioria também jogam simples e são bem-sucedidas nas duas áreas (a canadense Gabriela Dabrowski falou mais em seu twitter), têm equipes de seis pessoas. Na ATP, onde há mais especialistas em duplas, dá pra contar em uma mão as equipes que têm dois técnicos. O francês Nicolas Mahut, ex-número 1 do mundo nas duplas e dono de 30 títulos na categoria, ironizou a fala de Bartoli e pediu para que sua compatriota nomeasse um duplista que tivesse uma equipe tão grande assim. O também francês Edouard Roger-Vasselin, atual 18 do mundo e campeão de Roland Garros, lamentou as falas de Bartoli e refletiu a falta de prestígio das duplas na França em entrevista para o Eurosport.

A única situação que consigo imaginar de um time de duplas tendo algo parecido com seis pessoas presentes é quando algum familiar vai para os torneios. São duas pessoas querendo o companheiro, filhos ou amigos por perto. É essa a sua equipe paga de seis pessoas, Bartoli? Quando os jogadores de duplas conseguem ter alguma condição de bancar uma terceira pessoa, eles dividem um técnico. O belga Joran Vliegen, número 36 no ranking de duplas, reagiu aos comentários de Bartoli indicando que ele e seu parceiro, o compatriota Sander Gille, só foram conseguir ter condições financeiras para dividir um técnico recentemente.

Sim, as camadas mais baixas do tênis precisam de uma estrutura melhor, isso sempre foi discutido e ninguém irá dizer o contrário. Há diversas maneiras diferentes de executar isso e o momento para discutir o assunto é agora, mas sugerir a diminuição de premiação de uma parte do tênis que já é marginalizada não faz o menor sentido. O mesmo argumento (péssimo) que Bartoli utiliza, de que duplistas não deveriam ganhar o tanto que ganham porque fazem menos esforço e jogam menos tempo, poderia ser usado contra o tênis feminino. A própria Bartoli não concorda com isso, então por que dizer o mesmo para outro grupo de pessoas? No fim, não ficou parecendo ser meramente uma busca de soluções, como ela diz ser, e sim puro oportunismo em querer usar a atual situação do mundo para atacar um grupo de pessoas.

Tênis não é apenas esforço físico e muito menos um trabalho pago por hora. Simples e duplas são disciplinas diferentes, com especialidades completamente distintas. Sim, duplas exige menos do corpo, e por isso muitos duplistas conseguem ter uma carreira duradoura, além de também permitir que muitos simplistas façam a transição para as duplas, alongando a sua carreira (e isso é ótimo, não?), mas também exige mais inteligência tática, jogo de rede, um tempo de reação impecável, estratégia e comunicação. A categoria das duplas precisou se adaptar a outros moldes, com um formato mais curto, para que mais simplistas pudessem jogar também, se tornando uma renda extra para muitos, inclusive para você, Bartoli, que ganhou três torneios de duplas, disputou 199 partidas na categoria e ganhou mais de 350 mil dólares em sua carreira.

Me parece ser uma linha de pensamento muito estranha a de atacar colegas de trabalho, sugerir que uma parte da tour que já ganha menos receba ainda menos e achar que o problema da distribuição de dinheiro está ali, mas nem citar a quantidade exorbitante que um campeão de simples ganha nos Grand Slams, por exemplo. A solução, aliás, também não está aí. Ela deve ser pensada para que não afete o circuito e as pessoas que fazem parte dele, fazendo com que mais pessoas possam viver do esporte. Agregando e não excluindo ou beneficiando apenas um grupo.

Hoje, nenhum tenista começa a sua carreira mirando em ser duplista, e com razão. Ele sabe que vai ser impossível se sustentar no caminho até um bom ranking, que nunca será prioridade nos torneios, que conseguir patrocinador vai ser mais difícil, que a atenção da mídia é quase nula e muitos outros poréns. Um problema constante na ATP são os figurões que controlam os torneios não tendo a menor vontade de dar uma chance para o produto. Gerard Tsobanian, dono do Masters 1000 de Madri, já ameaçou não realizar a chave de duplas e recentemente declarou que “duplistas são um fardo para nós (torneio de Madri). Eles tiram vantagem do sistema, mas não vendem um único ingresso. São apenas gastos, não há retorno no investimento. Quando um produto não vende, você o tira da prateleira, não é?”

Não sei o que é mais curioso, o figurão querendo esperar o maior retorno financeiro da história de um produto que as organizações, assim como ele, não dão a mínima durante o ano inteiro ou imaginar como que ele sabe se a pessoa comprou o ingresso pra ver dupla ou não. Gerard, te deixo duas imagens, uma R1 de duplas e uma R2 de simples, da última edição de Madri (a do ano passado, não o fiasco em forma de videogame deste ano). Questão de perspectiva.

Apesar dos percalços, as duplas percorreram um longo caminho nos últimos anos e a profissionalização e o nível de jogo nunca estiveram tão altos. Se hoje tem mais gente podendo viver de tênis, se sustentando jogando apenas duplas e podendo pagar um técnico, é por movimentos como ao dos irmãos Bryan, que 15 anos atrás processaram a ATP e impediram o fim das duplas. É por pessoas como Bruno Soares, Jamie Murray, Marcelo Melo e outros duplistas que fazem/fizeram parte do Conselho dos Jogadores da ATP e brigaram internamente por direitos que hoje são realidade. É pelos fãs, que dão a voz nas redes sociais, vão aos torneios e prestigiam a categoria. Temos mais jogos de duplas sendo transmitidos, algo que 4 anos atrás sequer existia na maioria dos Masters 1000. É uma luta que vale a pena comprar e que está gerando frutos. O tênis como um todo se beneficia de qualquer tipo de exposição e a dupla deveria ser tratada como parte do produto, não como extra. A mentalidade de exclusão não beneficia o esporte em nada, segregando e perdendo a oportunidade de alcançar novos públicos.

Como os tenistas organizam as suas viagens?

Vocês já pararam pra pensar em toda a logística de viagem envolvida na carreira de um tenista? Toda semana um torneio diferente, em diversos países e sem saber quando irá viajar, já que depende do desempenho naquela semana. Pensando nisso, conversei com Marcelo Melo, Bruno Soares e Marcelo Demoliner para entender como eles organizam o calendário de torneios, vôos, estadia e elas, as nossas queridas malas. Vem viajar com a gente! ✈

A gente sabe que é difícil definir um calendário, ainda mais naquelas semanas dos 250 e 500. O que mais influencia pra vocês nesse momento de decisão?

Bruno Soares: O que pesa muito pra mim são as condições de jogo, e depois vem a logística, mas ela tem um peso menor na escolha. Eventualmente vou mudar e ir para um lugar que eu gosto de jogar menos justamente pela questão da logística ser muito complicada. Que nem aconteceu agora com a gente, fomos para Dubai porque o Mate (Pavic) tinha que jogar a Copa Davis em Zagreb logo em seguida, e aí seria complicado seguir de Acapulco para Zagreb. Então aí, neste caso, rolou uma mudança por causa da logística, mas o que mais me influencia mesmo é a condição de jogo, com certeza.

Marcelo Melo: É, hoje em dia jogamos praticamente os mesmos torneios todos os anos, porém quando temos que mudar, escolhemos o que tem a melhor logística para viajar e o piso rápido.

Marcelo Demoliner: Agora, com parceiro fixo, a gente se reúne e vê onde jogamos melhor. Por exemplo, depois do Australian Open tivemos uma discussão porque o meu parceiro queria ter jogado Pune, Roterdã, Rio e Acapulco, e aí seriam quatro continentes em quatro semanas. Coloquei meu ponto de vista, que a ideia era viajar menos e se preparar pro Rio. O nosso jogo encaixa bastante no saibro, o Matwe (Middelkoop) gosta muito de jogar no saibro, e aí o convenci a fazer a gira sul-americana. É assim, colocar na balança.

Como vocês encaixam o retorno pro Brasil nessa loucura dos calendários?

Bruno Soares: É complicado. A parte boa do ranking em que estou agora é conseguir se planejar. Como eu sei que vou entrar nos torneios que eu quiser, também sei que posso fazer todo um planejamento, que fica meio que pré-estabelecido, mas sujeito a mudanças. Como você sabe que é 98% de chance de ter que fazer uma mudança na passagem e pagar uma multa, você coloca a passagem lá na frente e o dia que você decidir voltar para casa, você trocar a passagem, paga a multa e volta.

Marcelo Melo: Eu tento jogar no máximo 4 semanas seguidas, assim eu posso voltar ao menos uma para casa.

Marcelo Demoliner: É bem complicado, já que o ranking em que estou não entro direto em muitos torneios. Em todos os torneios que a gente entra, principalmente os 250, não podemos falhar. Temos que tentar somar e melhorar o ranking para poder entrar em torneios maiores. Às vezes a gira fica longa e acabo não conseguindo voltar pro Brasil. E, quando consigo, fico uma semana e já volto a viajar, aí não dá pra descansar muito. Até eu melhorar o meu ranking e conseguir entrar em todos os torneios tenho que aguentar o tranco e sobreviver a essa loucura que é o calendário da ATP.

Uma coisa que tenho muita curiosidade é a logística da compra de passagens de um tenista, imagino que cada um tenha uma maneira diferente de lidar com isso. Como vocês fazem?

Bruno Soares: A logística é muito confusa e cada um prefere fazer um jeito. Eu, depois de muitos anos viajando e pegando experiência com essa coisa de troca de passagem, já tenho uma maneira preferida. Como sempre saio do Brasil, acabo preferindo pegar ida e volta. Por exemplo, vamos imaginar que estou indo para a Europa começar a gira do saibro em Monte Carlo. Aí eu pego uma passagem indo para Monte Carlo e voltando de Paris, depois de Roland Garros, e não pego nenhum trecho interno. Por qual razão? Na Europa você consegue voar em companhias low cost, pegando um preço melhor. E também porque quando você linka vários trechos numa passagem só, toda vez que você faz uma mudança acaba recalculando a tarifa toda e aí isso tem um custo gigantesco. Bom, aí vamos imaginar que eu joguei Roma e depois resolvi voltar para casa. Aí eu pego essa passagem que botei pra depois de Roland Garros, mudo pra sair de Roma e volto. É assim que prefiro fazer, mas já vi de tudo: cara que bota tudo numa passagem só, cara que só compra ida, cara que prefere comprar no dia anterior…

Marcelo Melo: Sim, essa é uma parte muito importante, eu sempre tento pegar o voo mais rápido para evitar conexões e perda de tempo nos aeroportos. Prefiro comprar as passagens antes e fazer as mudanças conforme os resultados. E eu mesmo compro, na verdade gosto muito de ficar buscando as melhores opções.

Marcelo Demoliner: É um quebra-cabeça desgraçado, com o passar dos anos eu fui melhorando nesse quesito. Antes eu pagava a multa fazendo a troca de passagem e hoje em dia eu prefiro comprar tudo em cima da hora. Perdi o jogo, compro naquele dia. Mesmo que eu pague um pouquinho a mais evito a perda de tempo de ter que ligar pra trocar a passagem. Eu mesmo faço a compra, já estou acostumado. Se você precisar de um sócio para abrir uma agência de viagens, é só me chamar!

Qual foi o maior perrengue que vocês já passaram em viagens para os torneios?

Bruno Soares: No início da carreira eu tive vários. O clássico era não ter onde ficar, e aí amontoavam cinco meninos num único quarto de hotel, ou não ter condições de pagar passar de avião e aí pegávamos ônibus no interior do Equador e numa estrada perigosa pra caramba.

Marcelo Melo: Acho que o maior foi quando caiu um raio no avião indo de Memphis para Miami, não foi nada legal!

Marcelo Demoliner: Olha, é cada perrengue que eu passo que dá pra escrever um livro. Estou ficando cada vez mais velho e mais cheio de mania, aí dá turbulência no avião e já começo a tremer junto e suar frio. Estou cada vez mais medroso!

Bom, no ano passado teve um, em Pune, que foi até quando eu conheci o Medvedev. Cheguei na Índia, liguei o celular e tinha uma mensagem do Matkowski, que seria meu parceiro no torneio. A mulher e a filha tinham ficado doentes e ele não poderia ir pra Índia… mas eu já estava lá! Eu só tinha um dia para procurar um parceiro e só tinha três opções: Chung, Cilic e Simon. Mandei mensagem para eles desesperado, contando todo o causo e, bom, nenhum aceitou porque não queriam jogar duplas naquela semana.

Aí eu comecei a entrar em pânico e pensar “Ferrou, não vou conseguir jogar aqui, vou passar uma semana na Índia pra nada, foram 26 horas de viagem pra nada.” Na mesma semana de Pune tinham os torneios de Brisbane e Doha, então comecei a olhar as listas e a fazer todo o dever de casa. Por sorte, lá em Brisbane, o Mischa Zverev ia jogar duplas com o Medvedev, só que acabou se machucando e desistiu. Assim que eu soube mandei uma mensagem pro Medvedev e contei a minha história, então ele se solidarizou e aceitou. Aí fui pro hotel, dormi 8 horas porque estava demolido da econômica e fui comprar a passagem para Brisbane. Eram mais 28 horas de viagem com duas escalas! Foi um perrengue, mas também foi aí que conheci o Medvedev. Construímos uma relação muito legal com ele e com o técnico. É legal porque eles gostam muito de treinar dupla, a gente até dá uns conselhos.

Alguns torneios não oferecem hotel, mas sim um dinheiro diário e os jogadores ficam livres para escolher onde querem ficar. Como vocês preferem?

Bruno Soares: Eu sou da época que não tinha Airbnb, era hotel mesmo. São poucos os torneios que não oferecem hotel, geralmente são os Grand Slams e Queen’s, e aí como a gente já joga esses torneios tem muitos anos, eu já tenho os meus cantos favoritos. Em Wimbledon eu alugo uma casa perto do complexo, e em Melbourne já tenho o contato do hotel que gosto de ficar. Ao longo do tempo você vai conhecendo melhor os lugares, fazendo contato, conseguindo tarifas melhores e se adaptando.

Marcelo Melo: Eu, neste caso, procuro um hotel bem localizado onde eu possa conhecer um pouco da cidade. Em Wimbledon eu alugo uma casa e, como normalmente chove muito, ficar perto das quadras ajuda demais.

Marcelo Demoliner: Eu fico em casa de amigos. Nova Iorque é o único lugar em que pego um Airbnb, e aí nos outros três Grand Slams tenho amigos que moram nas cidades e fico na casa deles, me ajuda bastante. Mas se estou com alguém da família aí pego um Airbnb ou algo do tipo por ser mais confortável. Toda vez que consigo sair de um hotel e ficar numa coisa mais caseira, eu prefiro. Gosto de ficar com amigos e família, me sinto mais em casa.

Bom, não tem como falar de avião sem falar de malas. Já tiveram muitos problemas com isso por causa das raquetes? Extravios? 

Bruno Soares: O engraçado é que tive pouquíssimos problemas com malas, ainda mais pro tanto que eu viajo. A minha vida inteira eu despachei a mala e a raqueteira, até porque nunca gostei de levar a raqueteira comigo, então nunca tive problema. A única vez que tive problema foi naquela época que estava tendo a erupção de um vulcão na Europa, e aí os vôos estavam atrasando pra caramba e acabei ficando 12 horas num aeroporto em Portugal. O voo ia sair às 8 da manhã e acabou saindo tipo às 10 da noite, foi uma bagunça danada. Eu estava vindo de uma Copa Davis e indo pra Madri, aí fiquei quatro dias sem as coisas e peguei tudo emprestado, roupa, raquete, tudo mesmo. Mas foi o único problema nesses 20 e tantos anos na estrada.

Marcelo Melo: Eu viajo com uma mala dura justamente para proteger as raquetes, alguns países não deixam você levar as raquetes a bordo. Eu já fiquei sem a mala alguns dias, por exemplo no Canadá ano passado.

Marcelo Demoliner: Todo ano tem mala que não chega, coisa que some… No ano passado, em Moscou, cheguei lá e nada das minhas malas e raquetes. O bom é que tenho um seguro viagem bem legal do cartão de crédito, aí consigo comprar umas coisas com o valor que me dão. Cheguei faltando dois dias para o meu jogo, que era na segunda-feira. Expliquei a situação para o torneio e pedi para atrasar para quarta, eles entenderam e foram bem legais. As minhas coisas finalmente chegaram na segunda e consegui treinar. Eu lembro bem desse caso porque a gente jogou muito bem e fomos campeões. Bom, quando acontece eu tenho que pedir roupa emprestada pro parceiro, mas o problema é o tamanho do meu pezinho 46, que pouca gente usa esse número. O que eu tenho feito agora é viajar com uma bolsa que vai comigo no avião com uma muda de roupa, tênis, corda e raquete. Mas tem umas empresas que não deixam levar raquete de jeito nenhum, fazem um auê que não pode!

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Road trip to Indian Wells 🚙🌵

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Escalas fazem parte desse mundo dos vôos. Qual o passatempo preferido de vocês?

Bruno Soares: Esse aí mudou muito ao longo dos anos, o passatempo pré-tecnologia e o pós-tecnologia. Antigamente era baralho. Hoje, com os tempos de internet e tudo mais, as coisas mudaram e estou sempre falando com alguém ou resolvendo alguma coisa. Tenho muitas coisas além do tênis também, então estou sempre procurando alguma coisa diferente, respondendo emails… E não vejo série, mas vejo muito filme, então meu passatempo é na base da tecnologia mesmo.

Marcelo Melo: Eu costumo ver algumas séries de TV, jogar alguns jogos no iPad… coisas assim para passar o tempo.

Marcelo Demoliner: Gosto bastante de ler, ver séries e filmes… Eu escrevia bastante, até tenho que voltar a ter este hábito para dar uma reavivada na cachola. As últimas séries que vi foram Vikings, Peaky Blinders, que gostei muito, e Suits. Quando vou na econômica tenho dificuldade de dormir, então me ocupo lendo e assistindo algo. Nas escalas eu tenho aquele cartãozinho de entrar nas salinhas boas dos aeroportos e isso ajuda muito para relaxar, é essencial para os tenistas ter o famoso cartãozinho.

Melo e Kubot salvam match point e conquistam o título em Acapulco

A madrugada deste domingo foi de alegria para Marcelo Melo e Lukasz Kubot. Pela final do ATP 500 de Acapulco, no México, a dupla superou os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah em uma disputada partida de mais de 2h30 de duração, com parciais de 7/6(6), (4)6/7 e 11-9. É a primeira conquista da dupla no ano, que agora soma 14 títulos.

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Foto: Divulgação

A partida foi decidida nos detalhes do início ao fim. O primeiro set foi marcado por duas trocas de quebra entre as equipes logo nos primeiros games, igualando no 3/3. Cabal e Farah ainda chegaram a ter um set point no décimo game, quando Melo e Kubot sacavam no ponto decisivo para confirmar o seu serviço. Com tudo igual, o set foi decidido no tie-break, onde Melo e Kubot se deram melhor.

No segundo set, a disputa foi ainda mais acirrada, com as equipes confirmando seus saques sem dar nenhuma chance de quebra para os adversários. Em mais um tie-break, Cabal e Farah conseguiram igualar a partida e levar a decisão para o match tie-break. Lá, os colombianos chegaram a ter match point, que foi salvo por Melo e Kubot. A dupla levou os últimos três pontos do jogo, sagrando-se campeã de Acapulco.

“Ficamos muito felizes com o título em Acapulco. Conseguimos executar muito bem a nossa estratégia de jogo hoje. Cabal e Farah terminaram como dupla número 1 do mundo, jogaram muito bem o torneio também. Salvamos match point. Foi realmente decidido muito no detalhe, praticamente todos os games. E especialmente o match tie-break. Acho que essa energia que a gente conseguiu trazer, pegar lá no Rio, ajudou muito a conquistar este título aqui”, disse Melo, comemorando a conquista.

Este é o segundo título de Melo em Acapulco, que conquistou o ATP 500 mexicano ao lado de Ivan Dodig em 2015. Kubot também voltou a levantar o troféu de Acapulco, sendo campeão pela terceira vez em sua carreira.  Além do 14º título, Acapulco também marca o sexto ano consecutivo que Melo e Kubot conquistam pelo menos um título por temporada.

O título também marca a carreira de Melo. É o 14º ano consecutivo, desde 2007, quando começou a disputar torneios do nível ATP, que o mineiro levanta pelo menos um troféu por temporada. Sendo o seu 34º título, Melo é o sexto duplista ativo que mais conquistou títulos de ATP.

Nos rankings, Melo e Kubot subirão tanto individualmente quanto juntos. No individual, o brasileiro e o polonês dividirão a quinta colocação, subindo três posições. Já no ranking da temporada, o time ganha 13 posições e entra no top 8 do ano, ocupando a 6ª colocação.

Agora, a dupla se prepara para a sequência de torneios nos Estados Unidos: o Masters 1000 de Indian Wells, na Califórnia, e o Masters 1000 de Miami, na Flórida.

Entry list – Indian Wells 2020

POS PLAYER NAME DBS SGL PARTNER NAME DBS SGL TEAM
RANK RANK RANK RANK RANK
1 Cabal, Juan Sebastian 2 Farah, Robert 1 3
2 Ram, Rajeev 6 Salisbury, Joe 5 11
3 Kubot, Lukasz 8 Melo, Marcelo 8 16
4 Dodig, Ivan 10 Polasek, Filip 7 17
5 Granollers, Marcel 15 142 Zeballos, Horacio 4 19
6 Herbert, Pierre-Hugues 19 78 Mahut, Nicolas 3 209 22
7 Wawrinka, Stan 247 16 Zverev, Alexander 99 7 23
8 Goffin, David 289 10 Schwartzman, Diego 47 13 23
9 Krawietz, Kevin 12 617 Mies, Andreas 13 25
10 Dimitrov, Grigor 752 22 Thiem, Dominic 96 4 26
11 Auger-Aliassime, Felix 299 19 Fognini, Fabio 124 11 30
12 Khachanov, Karen 79 17 Rublev, Andrey 84 14 31
13 Klaasen, Raven 11 Marach, Oliver 25 36
14 Bautista Agut, Roberto 12 de Minaur, Alex 132 25 37
15 Koolhof, Wesley 17 Mektic, Nikola 22 39
16 Pavic, Mate 16 Soares, Bruno 24 40
17 Rojer, Jean-Julien 21 Tecau, Horia 20 41
18 Carreno Busta, Pablo 109 27 Garin, Cristian 253 18 45
19 Peers, John 33 Venus, Michael 14 47
20 Mannarino, Adrian 345 42 Monfils, Gael 9 51
21 Hurkacz, Hubert 220 30 Paire, Benoit 77 21 51
22 Melzer, Jurgen 35 1308 Roger-Vasselin, Edouard 18 53
23 Bryan, Bob 27 Bryan, Mike 27 54
Alternates
POS PLAYER NAME DBS SGL PARTNER NAME DBS SGL TEAM
RANK RANK RANK RANK RANK
24 Bopanna, Rohan 38 Shapovalov, Denis 44 15 53
25 Murray, Jamie 26 Skupski, Neal 29 55
26 Chardy, Jeremy 34 59 Martin, Fabrice 23 57
27 Demoliner, Marcelo 52 Medvedev, Daniil 179 5 57
28 Krajinovic, Filip 450 33 Lajovic, Dusan 126 24 57
29 Evans, Daniel 149 37 Kyrgios, Nick 233 23 60
30 Isner, John 190 20 Querrey, Sam 158 41 61
31 Raonic, Milos 714 32 Skugor, Franko 30 62
32 Kontinen, Henri 32 Struff, Jan-Lennard 45 34 66
33 Cuevas, Pablo 118 60 Tsitsipas, Stefanos 85 6 66
34 Gonzalez, Santiago 43 Pella, Guido 63 26 69
35 Pospisil, Vasek 198 92 (73) Sock, Jack 129 (2) 767 75
36 Bambridge, Luke 50 McLachlan, Ben 48 98

Brasileiros encerram a campanha em Melbourne

Na madrugada deste sábado, Marcelo Melo e Lukasz Kubot, cabeças de chave número 2, parou na segunda rodada do Australian Open. A dupla foi superada pelo mexicano Santiago Gonzalez e o britânico Ken Skupski em sets diretos, com parciais de 7/5 e 7/6 (4).

No primeiro set, após um equilíbrio que durou até o final da série, os adversários conseguiram a quebra no décimo segundo game para sair na frente no jogo, marcando 7/5. Veio o segundo set e a partida continuou equilibrada. Sem breaks, a série foi definida nos detalhes, no tie-break, com Gonzalez e Skupski fechando em 7/6 (7-4)  para seguir na Austrália. Este foi o segundo torneio da dupla neste começo de temporada 2020, os dois na Austrália. Antes, jogaram o ATP 250 de Adelaide, preparatório para o Grand Slam, chegando até as quartas de final.

No dia seguinte, no domingo, Bruno Soares e o croata Mate Pavic também foram eliminados do primeiro Grand Slam do ano. Em uma batalha de 2h39min, eles perderam para os australianos James Duckworth e Marc Polmans por 7/6(2) 2/6 7/6(9), caindo nas oitavas-de-final da competição.

“Foi um dia duro, decidido no detalhe. Jogamos super bem, dominamos boa parte do jogo. No primeiro set criamos muitas oportunidades e eles acabaram vencendo em 7/6. O segundo set a gente jogou muito bem, ganhamos 6/2 e o terceiro o jogo subiu muito de nível. Todo mundo jogou bem. Tivemos dois match points e escapou. É triste. A gente estava jogando muito bem, estava confiante e é vida que segue”, analisou o brasileiro.

O próximo compromisso do mineiro será o Rio Open, o ATP 500 disputado no Rio de Janeiro que acontecerá entre os dias 15 e 23 de fevereiro no Jockey Club.

Duplas de Melo e Soares avançam no Australian Open

Após a estreia ter sido adiada por conta das fortes tempestades de areia em Melbourne, Marcelo Melo e Lukasz Kubot entraram em quadra na madrugada desta sexta-feira e estrearam com vitória. O time cabeça de chave 2 superou os argentinos Guillermo Duran e Diego Schwartzman em sets diretos, com parciais de 6/3 e 6/2.

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Foto: Getty Images

“Foi uma bela estreia. Conseguimos jogar muito bem, do começo ao fim. Muito bom encaixar bem o jogo. Tínhamos feito uma boa preparação. É aproveitar isso para a próxima rodada. Um jogo bem diferente agora, contra dois duplistas, mas estamos muito bem preparados. É ir com tudo em busca de passar mais uma rodada para frente, passo a passo”, explicou Marcelo, contente com a estreia. Agora, a dupla volta em quadra já nesta sexta-feira, por volta das 23h, horário de Brasília, para enfrentar o mexicano Santiago Gonzalez e o britânico Ken Skupski.

Quem também venceu foi Bruno Soares. Ao lado do croata Mate Pavic, a dupla avançou às oitavas ao derrotar o indiano Divij Sharan e o neozelandês Artem Sitak em 7/6(3) e 6/3. Na próxima rodada, a dupla aguarda os vencedores de Duckworth/Polmans x Koolhof/Mektic.

“Foi mais um grande jogo hoje. Jogamos super bem e felizmente o Mate está 100%. Estamos conseguindo jogar o nosso melhor. Agora é seguir isso”, disse Bruno, feliz com a recuperação física do parceiro, que havia lesionado as costas no início do ano. “Amanhã tenho a mista para manter o ritmo e o próximo jogo já é terceira rodada. Quem está nessa fase tem méritos para estar lá e está fazendo algo muito bem”, finalizou o mineiro.

Nas mistas, Bruno disputará mais uma vez ao lado da norte-americana Nicole Melichar. A estreia da dupla será contra Alicja Rosolska e Andreas Mies.

Bruno e Pavic vencem na estreia; Demoliner cai nos detalhes

Na madrugada desta quinta-feira, Bruno Soares e Mate Pavic estrearam com vitória no Australian Open. Disputando o primeiro Grand Slam do ano, a dupla derrotou o britânico Luke Bambridge e do japonês Ben McLachlan em sets diretos, com parciais de 7/6(4) e 7/5.

Já prevendo que seria uma estreia difícil contra adversários que acabaram de conquistar o título em Auckland, Bruno comemorou a performance de sua parceria. “Depois de um início de dia com tempestade de areia atrasando os jogos, fizemos uma grande partida. A gente já sabia que seria difícil e foi muito no detalhe. O jogo poderia ter caído pro outro lado, mas o segredo foi ter jogado bem os pontos importantes. As poucas chances que conseguimos criar jogamos bem e aproveitamos”, disse Bruno, contente com a estreia.

“Não temos descanso e temos mais uma pedreira pela frente. A dupla ganhou um belíssimo jogo na primeira rodada e vamos precisar jogar com confiança e com a atitude de hoje”, finalizou o mineiro, já de olho na próxima rodada. Bruno e Pavic enfrentarão a dupla do indiano Divij Sharan e o neozelandês Artem Sitak já na noite desta quinta-feira. O brasileiro também jogará a competição de duplas mistas, ao lado da americana Nicole Melichar. Ainda sem data marcada, eles estreiam contra Rosolska e Mies.

Outro brasileiro que entrou em quadra foi Marcelo Demoliner. Ao lado do holandês Matwe Middelkoop, o time foi superado nos detalhes pelos norte-americanos Tennys Sandgren e Jackson Withrow em 4/6, 7/6 e 7/6. Marcelo Melo e Lukasz Kubot também estreariam nesta quinta-feira. A partida de estreia da dupla contra os argentinos Schwartzman e Duran, porém, foi adiada para a madrugada da sexta-feira após um atraso da rodada gerado pelos fortes ventos em Melbourne, que trouxeram a sujeira das queimadas que estão acontecendo em todo o país para as quadras do complexo do Australian Open.

Guia das Duplas – Australian Open 2020

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Foto: Reuters

Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut são os atuais campeões do Australian Open. Entrando no sexto ano de parceria, Herbert e Mahut vão em busca da defesa do título e do quinto Grand Slam da dupla. Em Melbourne, os franceses são os cabeças de chave 1 da competição e estrearão contra Simone Bolelli e Benoit Paire. O italiano já foi campeão na Austrália em 2015, ao lado de Fognini. No caminho, muitas pedras. Soltos na chave, Henri Kontinen (campeão do Australian Open em 2017) e Jan-Lennard Struff podem se encontrar com a dupla nas oitavas, assim como os cabeças de chave 15 Gonzalez/Martin, que foram os campeões do ATP 250 de Adelaide na última semana.

Projeção de Herbert/Mahut
R1: Bolelli/Paire
R2: Gille/Vliegen ou Andujar/Lopez
Oitavas: [15]Gonzalez/Martin, Kontinen/Struff
Quartas: [6]Granollers/Zeballos, [11]Ram/Salisbury, Demoliner/Middelkoop
Semi: [3]Krawietz/Mies, [5]Koolhof/Mektic, [10]Pavic/Soares, [14]Murray/Skupski

Os brasileiros
[2]Marcelo Melo e Lukasz Kubot
Marcelo Melo está de volta na Austrália. O mineiro, que não disputou a última edição por lesão, estará ao lado do seu parceiro Lukasz Kubot em busca do segundo Grand Slam da dupla. Os cabeças de chave 2 terão a sua estreia contra os argentinos Guillermo Duran e Diego Schwartzman. Os maiores desafios aparecerão a partir das quartas, com [8]Rojer/Tecau e [9]Klaasen/Marach no caminho. Em Adelaide, torneio preparatório para o Australian Open, Melo e Kubot enfrentaram Klaasen/Marach na estreia, vencendo a partida em sets diretos.

Melo conversou com o blog, estando otimista com a preparação da dupla. “Estamos treinando muito bem, hoje (segunda-feira) fizemos duas sessões de treino antes da chuva. É muito bom estar de volta depois de ter ficado de fora no ano passado por causa da lesão. Muito feliz mesmo, o complexo está até diferente, muito legal, algumas coisas mudaram e estão atualizadas”, disse o mineiro, feliz pelo retorno. “A estreia contra os argentinos vai ser difícil, o Schwartzman vem jogando muito bem em simples, mas estamos bem contentes com a forma que estamos jogando, fizemos um bom jogo em Adelaide. Agora temos que esperar o dia em que vamos jogar por causa da chuva, provavelmente na quinta-feira, eu acho”, completou Melo, já na expectativa para a estreia.

Projeção de Kubot/Melo
R1: Duran/Schwartzman
R2: Gonzalez/Skupski ou Kwon Millman
Oitavas: [16]Krajicek/Skugor
Quartas: [8]Rojer/Tecau, [9]Klaasen/Marach
Semi: [4]Dodig/Polasek, [7]Peers/Venus, [12]Melzer/Roger-Vasselin, [13]Bryan/Bryan

[10]Bruno Soares e Mate Pavic
O fim de 2019 foi bem animador para a dupla, que finalmente conseguiu transformar a performance em um troféu ao levantar o título do Masters 1000 de Xangai. Os torneios preparatórios para o Australian Open, porém, terminaram com uma vitória e duas vitórias. Em Melbourne, a dupla tem um começo de chave complicado, estreando contra Luke Bambridge e Ben McLachlan, campeões do ATP 250 de Auckland, e tendo uma segunda rodada contra Busta/Sousa, simplistas que estão sempre nas chaves duplas, ou  o time de especialistas Sharan/Sitak.

Bruno destacou o difícil início de ano marcado por lesões. “A nossa grande preocupação é que o Mate, no primeiro treino lá em Doha, sentiu as costas. Travou na parte de cima, perto do pescoço. Já tem duas semanas que ele está muito limitado. Jogou Doha bem no sacrifício, não conseguia nem sacar. A situação já estava bem melhor em Auckland, mas ainda não estava 100%. Treinamos super bem nos últimos dias, temos feitos belos treinos e bons sets contra duplas fortes… Mas até agora, nos três jogos da temporada, a gente não conseguiu jogar nenhum 100% fisicamente. Eu estou me sentindo super bem, fisicamente e tenisticamente, jogando bem. O Mate também, ele fez uma belíssima pré-temporada, mas infelizmente teve esse pepino bem no primeiro dia de treino”, disse o mineiro.

Questionado sobre as expectativas, Soares está animado. “A cabeça está boa, estamos bem empolgados. É um lugar que a gente joga bem, nós temos boas memórias, tanto eu quanto ele. Pegamos uma primeira rodada super complicada, uma dupla que foi campeã na semana passada, formada por dois caras que sacam super bem. Vai ser um jogo de muito detalhe, provavelmente com poucas oportunidades. Mas estamos muito focados no jeito em que terminamos a última temporada. Bom, tenisticamente, né, não de lesão, porque aí começou do jeito que terminou, com o Mate machucado. (risos) A gente sabe o nível que podemos jogar e que estamos de igual pra igual com qualquer dupla. É focar nisso, tentar trazer esse ritmo e a confiança de volta pra 2020”, finalizou Bruno, confiante nas chances da dupla.

Projeção de Pavic/Soares
R1: Bambridge/McLachlan
R2: Carreno Busta/Sousa ou Sharan/Sitak
Oitavas: [5]Koolhof/Mektic
Quartas: [3]Krawietz/Mies, [14]Murray/Skupski
Semi: [1]Herbert/Mahut, [6]Granollers/Zeballos, [11]Ram/Salisbury, [15]Gonzalez/Martin

Marcelo Demoliner e Matwe Middelkoop
A dupla, que começou a parceria no fim de 2019 e já tem um título e uma final, quer continuar com o mesmo ritmo em 2020. Tanto que Middelkoop fez sua pré-temporada no Rio de Janeiro ao lado de Demoliner para afinar a dupla. Os resultados nos primeiros torneios, porém, foram duros para o time, que caíram em duas primeiras rodadas resolvidas nos detalhes do match tie-break. Em Melbourne, Demoliner e Middelkoop podem enfrentar os cabeças 11 Ram/Salisbury logo na segunda rodada.

“Estamos jogando muito bem. Nós tivemos dois jogos agora no detalhe, com equipes fortes, então estamos felizes. Logo esses detalhes vão cair pra gente, tenho certeza”, disse o gaúcho, confiante no futuro da dupla. “Eu sempre gosto de jogar o Australian Open, já fiz duas oitavas nas duplas e também uma semi nas mistas, então me sinto bem aqui. Nós temos treinado forte aqui, duas vezes ao dia, e se preparando na melhor maneira que podemos. Não vamos dar moleza, não!”, completou Demoliner.

Projeção de Demoliner/Middelkoop
R1: Sandgren/Withrow
R2: [11]Ram/Salisbury ou Fucsovics/Norrie
Oitavas: [6]Granollers/Zeballos
Quartas: [1]Herbert/Mahut, [15]Gonzalez/Martin
Semi: [3]Krawietz/Mies, [5]Koolhof/Mektic, [10]Pavic/Soares, [14]Murray/Skupski

A grande ausência
Robert Farah é a ausência notável do Australian Open. Suspenso por doping, o colombiano não disputará o Grand Slam australiano, quebrando uma sequência de oito edições jogadas. Com a notícia sendo recente, Juan Sebastian Cabal buscou um parceiro de última hora e disputará o torneio ao lado do espanhol Jaume Munar, que estava inscrito nas duplas com o seu compatriota Fernando Verdasco.

Neste último domingo, o ciclista colombiano Fabián Puerta falou com a imprensa local. Também suspenso por doping da mesma substância, a boldenona, e na mesma circunstância, com provável ingestão de carne contaminada, o ciclista declarou que até hoje, 17 meses depois de ter recebido a notificação da WADA, não conseguiu provar a sua inocência e desejou boa sorte para Farah, já adiantando que o processo não será fácil. Resta saber os próximos passos de Cabal, que terá que continuar no circuito sem o seu parceiro fixo.

Uma última vez
Bob e Mike Bryan estão disputando o seu último Australian Open da carreira. Os gêmeos, que se aposentarão nesta temporada, estão em ritmo de adeus. Em sua vitoriosa carreira, Melbourne é o Grand Slam em que os norte-americanos mais conquistaram títulos, sendo campeões em seis oportunidades. O sucesso na Austrália foi tanto que entre os anos 2004 e 2013 a dupla chegou em nove finais, caindo antes em apenas um ano. Com o seu último título de Slam tendo sido conquistado em 2014, no US Open, resta saber se a atitude mais tranquila, que os gêmeos admitiram estar seguindo, adicionará mais um fator de perigo à maior dupla de todos os tempos.

Uai, mas já não tinha ido?
Se você deu uma olhadinha na chave completa, já percebeu que tem um nome que continua aparecendo. Lleyton Hewitt, que anunciou a aposentadoria em 2016, está em mais uma chave de duplas. Dessa vez, o australiano dividirá a quadra com o compatriota Jordan Thompson. Uma aposentadoria um tanto quanto flexível.

Melhores jogos de primeira rodada
[1]Herbert/Mahut x Bolelli/Paire
[7]Peers/Venus x Nielsen/Puetz
[8]Rojer/Tecau x Inglot/Qureshi
[10]Pavic/Soares x Bambridge/McLachlan
[14]Murray/Skupski x Hurkacz/Pospisil

Onde assistir
A tradicional transmissão de todas as quadras no site oficial do torneio não acontecerá este ano. Os assinantes dos canais ESPN, porém, poderão continuar acompanhando todos os jogos através da plataforma Watch ESPN. Na televisão, o torneio estará nos canais ESPN e ESPN2.

Número 1 do mundo, Farah é suspenso por doping

O colombiano Robert Farah, número 1 do mundo no ranking de duplas e atual campeão de Wimbledon e do US Open, anunciou nesta terça-feira que está suspenso após testar positivo para boldenona, substância anabolizante, em um exame antidoping. Ao lado de Cabal, Farah já havia anunciado a desistência do ATP 250 de Adelaide, que acontece nesta semana, e do Australian Open, o primeiro Grand Slam da temporada.

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Foto: Getty Images Europe

Nas redes sociais, Farah explicou que a amostra que assinalou a presença da boldenona foi coletada no dia 17 de outubro de 2019, em Cali, fora de competição. Duas semanas antes, quando o tenista estava disputando o Masters 1000 de Xangai, na China, Farah passou por outro teste, que deu negativo. No comunicado, o colombiano frisou que foi testado cerca de outras 15 vezes durante a temporada passada e que todas resultaram em negativo.

Farah também argumentou que o Comitê Olímpico Colombiano, no ano passado, afirmou que a boldenona é encontrada nas carnes colombianas e que a substância pode afetar os testes de antidoping dos atletas do país. O número 1 do mundo chegou a ir para Adelaide, onde disputou uma exibição ao lado de Cabal, Simona Halep e Angelique Kerber. A dupla colombiana, porém, anunciou a desistência do torneio alegando doença e problemas nas costas de Cabal.

No comunicado, Farah escreveu que já está trabalhando com a sua equipe para provar a inocência e voltar às quadras o mais rápido possível. Com a lista de inscritos já divulgada, resta saber com quem Juan Sebastian Cabal disputará o Australian Open.

Entry list – Australian Open 2020

POS PLAYER NAME DBS SGL PARTNER NAME DBS SGL TEAM
RANK RANK RANK RANK RANK
1 Cabal, Juan Sebastian 1 Farah, Robert 1 2
2 Herbert, Pierre-Hugues 6 65 Mahut, Nicolas 3 189 9
3 Kubot, Lukasz 5 Melo, Marcelo 7 12
4 Krawietz, Kevin 9 618 Mies, Andreas 11 20
5 Dodig, Ivan 12 Polasek, Filip 13 25
6 Granollers, Marcel 26 109 Zeballos, Horacio 4 30
7 Koolhof, Wesley 18 Mektic, Nikola 14 32
8 Peers, John 25 Venus, Michael 10 35
9 Pavic, Mate 17 Soares, Bruno 21 38
10 Rojer, Jean-Julien 20 Tecau, Horia 19 39
11 Klaasen, Raven 8 Marach, Oliver 32 40
12 Ram, Rajeev 24 Salisbury, Joe 22 46
13 Melzer, Jurgen 36 1310 Roger-Vasselin, Edouard 15 51
14 Kontinen, Henri 16 Struff, Jan-Lennard 56 35 51
15 Bryan, Bob 27 Bryan, Mike 27 54
16 Murray, Jamie 23 Skupski, Neal 31 54
17 Gonzalez, Maximo 34 Martin, Fabrice 29 63
18 Carreno Busta, Pablo 111 27 Sousa, Joao 37 59 64
19 Cuevas, Pablo 124 45 Pella, Guido 57 25 70
20 Krajicek, Austin 41 Skugor, Franko 35 704 76
21 Gille, Sander 46 Vliegen, Joran 38 84
22 Daniell, Marcus 47 Oswald, Philipp 40 87
23 Duran, Guillermo 78 Schwartzman, Diego 39 13 91
24 Bambridge, Luke 51 McLachlan, Ben 43 94
25 Gonzalez, Santiago 49 Skupski, Ken 50 99
26 Demoliner, Marcelo 44 Middelkoop, Matwe 55 99
27 Chardy, Jeremy 30 54 Lindstedt, Robert 70 100
28 Humbert, Ugo 366 56 Tiafoe, Frances 440 47 103
29 Rublev, Andrey 74 23 Vasilevski, Andrei 81 104
30 Nielsen, Frederik 45 Puetz, Tim 62 107
31 Hurkacz, Hubert 247 37 Pospisil, Vasek 443 148 (73) 110
32 Inglot, Dominic 59 Qureshi, Aisam-Ul-Haq 53 112
33 Sharan, Divij 52 Sitak, Artem 61 113
34 Bolelli, Simone 90 402 Paire, Benoit 101 24 114
35 Cecchinato, Marco 451 75 Djere, Laslo 39 114
36 Kecmanovic, Miomir 187 62 Ruud, Casper 223 53 115
37 Andujar, Pablo 64 Lopez, Feliciano 54 61 118
38 Albot, Radu 99 46 Jarry, Nicolas 73 77 119
39 Cacic, Nikola 87 1310 Lajovic, Dusan 115 34 121
40 Fritz, Taylor 120 31 Paul, Tommy 576 90 121
41 Bublik, Alexander 339 55 Kukushkin, Mikhail 138 66 121
42 Seppi, Andreas 294 71 Sonego, Lorenzo 449 51 122
43 Fucsovics, Marton 341 70 Norrie, Cameron 159 52 122
44 Dellien, Hugo 258 73 Londero, Juan Ignacio 342 50 123
45 Molteni, Andres 58 Nys, Hugo 66 438 124
46 Barrere, Gregoire 219 83 Mannarino, Adrian 225 43 126
47 Guccione, Chris (40) Reid, Matt 88 128
48 Johnson, Steve 450 84 Querrey, Sam 76 44 128
49 Jebavy, Roman 64 Zelenay, Igor 65 129
50 de Minaur, Alex 139 18 Vega Hernandez, David 112 1818 130
51 Arevalo, Marcelo 69 351 O’Mara, Jonny 63 132
52 Lopez, Marc 189 (92) Ramos-Vinolas, Albert 289 41 133
53 Delbonis, Federico 125 74 Mayer, Leonardo 60 88 134
54 Bopanna, Rohan 42 Uchiyama, Yasutaka 425 92 134
55 Kwon, Soonwoo 275 86 Millman, John 708 48 134
56 Sandgren, Tennys 255 68 Withrow, Jackson 67 135
57 Arends, Sander 68 Berankis, Ricardas 292 67 135
Alternates
POS PLAYER NAME DBS SGL PARTNER NAME DBS SGL TEAM
RANK RANK RANK RANK RANK
58 Bedene, Aljaz 447 58 Behar, Ariel 77 135
59 Munar, Jaume 168 89 Verdasco, Fernando 190 49 138
60 Hsieh, Cheng-Peng 72 Lu, Yen-Hsun (71) 143
61 Evans, Daniel 147 42 Smith, John-Patrick 103 301 145
62 Nishioka, Yoshihito 285 72 Ymer, Mikael 1050 76 148
63 Arneodo, Romain 80 Erlich, Jonathan 71 151
64 Knowle, Julian (68) Stebe, Cedrik-Marcel 164 (95) 163
65 Pel, David 93 Raja, Purav 86 179
66 Molchanov, Denys 85 Monroe, Nicholas 97 182