Guia das Duplas – Roland Garros 2021

Os atuais campeões
(Foto by Clive Brunskill/Getty Images)

Os alemães Kevin Krawietz e Andreas Mies são os detentores do troféu de Roland Garros, tendo sido campeões em 2019 e 2020. A dupla, porém, não terá a oportunidade de defender o título em Paris, já que Mies continua a sua recuperação após operar o joelho direito no início da temporada.

Krawietz disputará o torneio ao lado do romeno Horia Tecau, com quem vem fazendo parceria enquanto aguarda o retorno de Mies. Em três meses, o time chegou em duas finais de ATP 500, terminando vice-campeões em Roterdã e Barcelona. Apesar do bom entrosamento, a estreia de Krawietz e Tecau deve ser complicada, com a dupla do uruguaio Ariel Behar e o equatoriano Gonzalo Escobar sendo seus adversários. Behar e Escobar vêm tendo sucesso nesta temporada, com dois títulos conquistados e outras duas finais disputadas.

R1 Behar/Escobar
R2 Millman/Monteiro ou Lu/Nishioka
Oitavas [7]Murray/Soares
Quartas [2]Cabal/Farah, [15]Klaasen/McLachlan
Semi [4]Granollers/Zeballos, [6]Herbert/Mahut, [10]Peers/Venus, [13]Chardy/Martin
Projeção de Krawietz/Tecau
Brasileiros
[7] Bruno Soares e Jamie Murray

Bruno é o atual vice-campeão do torneio, tendo feito a final de 2020 ao lado do croata Mate Pavic. Nesta edição, Bruno retorna ao lado de Jamie Murray para a disputa do quinto Roland Garros da dupla. A melhor campanha do mineiro e do britânico juntos aconteceu em 2017, quando atingiram as quartas de final. Na preparação para o torneio, a dupla disputou apenas os Masters 1000 de Madri e Roma, caindo na estreia em ambos.

Em busca de um título inédito em suas carreiras, Soares e Murray não terão um caminho fácil até o tão sonhado troféu. A estreia será contra os britânicos Luke Bambridge e Dominic Inglot, que fizeram bons jogos nos torneios preparatórios e foram vice-campeões em Estoril. Caso avancem, Bruno e Jamie podem ter o campeão Krawietz e Horia Tecau, os colombianos Cabal/Farah e boas duplas de saibro, como Granollers/Zeballos e Herbert/Mahut em sua chave.

R1 Bambridge/Inglot
R2 Demoliner/Gonzalez ou Marach/Qureshi
Oitavas [9]Krawietz/Tecau
Quartas [2]Cabal/Farah, [15]Klaasen/McLachlan
Semi [4]Granollers/Zeballos, [6]Herbert/Mahut, [10]Peers/Venus, [13]Chardy/Martin
Projeção de Murray/Soares
[8] Marcelo Melo e Lukasz Kubot

Eles estão de volta! Marcelo Melo e Lukasz Kubot haviam partido para caminhos diferentes após o Finals em 2020, com o mineiro jogando ao lado de Jean-Julien Rojer e o polonês seguindo com Wesley Koolhof. As duplas, porém, não produziram bons resultados e optaram pela separação. Assim, Melo e Kubot retornaram e Rojer e Koolhof juntaram forças, já mirando nos Jogos Olímpicos.

A breve pausa de meia temporada pode ser muito positiva para Melo e Kubot, que sentiram desgastes pela longa parceria, algo comum no circuito. Com novos ares e pontos de vista, a dupla campeã de Wimbledon em 2017 mira em uma boa campanha em Paris. O brasileiro, que já foi campeão em Roland Garros, tendo conquistado o troféu com Ivan Dodig em 2015, vai em busca de um terceiro título de Grand Slam em sua carreira.

Na estreia, a combinação do experiente duplista Monroe e do potente simplista Tiafoe pode incomodar o time, que disputará o seu primeiro torneio neste retorno. Os imparáveis Nikola Mektic e Mate Pavic também estão pelo caminho, sendo um possível confronto nas quartas. Os croatas conquistaram os títulos nos Masters 1000 de Monte Carlo e Roma, além de uma final em Madri.

R1 Monroe/Tiafoe
R2 Bopanna/Skugor ou Basilashvili/Begemann
Oitavas [12]Kontinen/Roger-Vasselin
Quartas [1]Mektic/Pavic, [14]Gille/Vliegen
Semi [3]Ram/Salisbury, [5]Dodig/Polasek, [11]Koolhof/Roger, [16]Daniell/Oswald
Projeção de Kubot/Melo
Marcelo Demoliner e Santiago Gonzalez

Atual número 50 do mundo, Demoliner divide a participação no circuito com o russo Daniil Medvedev, com quem disputa os Masters 1000, e com o mexicano Santiago Gonzalez, seu parceiro fixo para o restante da tour. Nos seis torneios de saibro que o gaúcho disputou,

R1 Marach/Qureshi
R2 [7]Murray/Soares ou Bambridge/Inglot
Oitavas [9]Krawietz/Tecau
Quartas [2]Cabal/Farah, [15]Klaasen/McLachlan
Semi [4]Granollers/Zeballos, [6]Herbert/Mahut, [10]Peers/Venus, [13]Chardy/Martin
Projeção de Demoliner/Gonzalez
Thiago Monteiro e John Millman

A participação da dupla na chave de duplas ainda está em dúvida. O australiano John Millman, sofrendo com dores nas costas, acabou desistindo da competição de simples nesta segunda-feira. Caso entrem em quadra, o cearense e o australiano voltarão a disputar um Grand Slam após a boa campanha no Australian Open, onde derrotaram bons times e foram às oitavas. Thiago e Millman estão no mesmo quadrante das duplas de Soares e Demoliner, podendo enfrentar um dos dois nas oitavas de final.

R1 Lu/Nishioka
R2 [9]Krawietz/Tecau ou Behar/Escobar
Oitavas [7]Murray/Soares
Quartas [2]Cabal/Farah, [15]Klaasen/McLachlan
Semi [4]Granollers/Zeballos, [6]Herbert/Mahut, [10]Peers/Venus, [13]Chardy/Martin
Projeção de Millman/Monteiro
Mais um ano com a FFT fazendo o que bem entende

A premiação de duplas sofreu outro enorme corte. Uma perda de 24% aconteceu em todas as rodadas, incluindo a primeira, enquanto simples reduziu em 6%, congelando a premiação das duas primeiras rodadas e do qualifying. O time que perder na estreia levará 11.500 euros para casa, com a premiação ainda precisando ser descontada por impostos e dividida entre os tenistas da dupla. A justificativa da Federação Francesa de Tênis é que Roland Garros é o único Grand Slam que foi afetado pela pandemia em duas edições, necessitando um corte nos gastos. O repasse do lucro que um Grand Slam faz por edição para os jogadores, porém, continua sendo muito baixo, com a grande maioria indo para os cofres da federação. Além disso, Roland Garros está recebendo mais público neste ano, com mais ingressos estando disponíveis.

Teoricamente, a proporção entre as premiações de simples e duplas deve ser de 80/20, mas a “evolução” durante os últimos anos não foi bem assim. Entre 2011 e 2021, a proporção passou de 80,7% para 89,2%, aumentando cada vez mais a disparidade entre as categorias. A premiação total de duplas em 2021, inclusive, chega a ser menor que a de 2013.

*..2011..2012..2013..2014..2015..2016..2017..2018..2019..2020..2021
Simples/Duplas80,7%81,5%82,9%83,5%84%84.6%85,2%85,8%86,4%87,1%89,2%
Simples ()6.032.000
.
6.555.000
+8.6%
7.984.000
+21.8
9.212.000
+15.3%
10.448.000
+13.4%
12.032.000
+15.1%
13.548.000
+12.6%
14.904.000
+10%
16.280.000
+9.2%
14.491.000
-10.9%
13.616.000
-6,04%
Duplas ()1.436.000
.
1.484.000
+3.3%
1.640.000
+10.5%
1.812.000
+10.4%
1.984.000
+9.4%
2.176.000
+9.6%
2.346.000
+7.8%
2.454.000
+4.6%
2.556.000
+4.1%
2.156.440
-15.6%
1.636.508
-24.11%
*Premiação de apenas uma chave de cada uma das disciplinas
Os imparáveis da temporada

Os croatas Nikola Mektic e Mate Pavic não param de produzir resultados positivos na temporada de 2021. Até agora, a dupla conquistou os títulos dos Masters 1000 de Miami, Monte Carlo e Roma, do ATP 500 de Roterdã e dos ATP 250 de Antalya e Melbourne, além dos vice-campeonatos no ATP 500 de Dubai e no Masters 1000 de Madri. Bem no saibro, a dupla número 1 da temporada terá muitas tenistas que também jogam bem no piso pelo seu caminho. O time também busca superar o resultado conquistado no Australian Open, no qual pararam na semifinal para Dodig/Polasek.

Os melhores jogos de primeira rodada e onde assistir

Mektic/Pavic x Lopez/Munar
Kontinen/Roger-Vasselin x Arevalo/Middelkoop
Kubot/Melo x Monroe/Tiafoe
Herbert/Mahut x Norrie/O’Mara
Murray/Soares x Bambridge/Inglot
Demoliner/Gonzalez x Marach/Qureshi
Krawietz/Tecau x Behar/Escobar
Cabal/Farah x Skupski/Skupski

Roland Garros é transmitido em dois canais no Brasil, o Sportv e o Bandsports. No canal da Globo, o fã de tênis pode assistir aos jogos através do canal Sportv3, enquanto no Bandsports existe a opção do canal e também do aplicativo para Android e iOs, que transmite jogos diferentes da televisão. Confira a chave de duplas masculinas completa aqui, escolha a sua dupla favorita e venha torcer!

Matos e Goransson ficam com o vice em Belgrado

Disputando um torneio juntos pela primeira vez, o gaúcho Rafael Matos e o sueco Andre Goransson chegaram até a final do ATP 250 de Belgrado, na Sérvia. Na decisão, a dupla foi superada pelo experiente israelense Jonathan Erlich e o bielorrusso Andrei Vasilevski em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/1.

Jonathan Erlich e Andrei Vasilevski conquistaram o título em Belgrado (Foto: Belgrade Open)

Este é o primeiro título da parceria de Erlich e Vasilevski, que foram vice-campeões no ATP 250 de Pune, em 2020, e também em Montpellier neste ano. Aos 44 anos, o israelense conquistou o seu 22º troféu de sua longínqua carreira, 21 anos após levantar o seu primeiro título em Newport. Já o bielorrusso inaugurou a sua estante de troféus na ATP, levando o seu primeiro título do nível.

A ótima campanha de Matos e Goransson resultará em mais um salto no ranking para o brasileiro. O tenista, que conquistou o seu primeiro título de ATP neste ano, no ATP 250 de Córdoba, somará pontos importantes no ranking, figurando no top 90 de duplas pela primeira vez em sua carreira. Aos 25 anos, Matos é o quarto brasileiro a estar dentro do top 100 atualmente, acompanhado de seus veteranos Bruno Soares, Marcelo Melo e Marcelo Demoliner.

Ao lado de Felipe Meligeni, Rafael está na lista de alternates da chave de duplas de Roland Garros. Na décima posição, a dupla aguarda desistências para poder disputar um Grand Slam pela primeira vez em suas carreiras.

Demoliner e Medvedev se despedem nas oitavas de Roma

Marcelo Demoliner e Daniil Medvedev não resistiram na Itália. Disputando o Masters 1000 de Roma, o brasileiro e o russo foram superados pela dupla francesa de Adrian Mannarino e Benoit Paire em sets diretos, com parciais de 6/3 e 7/6, caindo nas oitavas de final do torneio.

Mannarino e Paire avançam às quartas de final de Roma. Lá, enfrentarão a dupla sensação da temporada, formada pelos croatas Nikola Mektic e Mate Pavic. Melhor time da temporada, Mektic e Pavic conquistaram cinco títulos e foram vice em outras duas oportunidades neste ano, incluindo o campeonato no Masters 1000 de Monte Carlo e o vice no Masters 1000 de Madri, ambos disputados no saibro.

Demoliner segue para a disputa do ATP 250 de Lyon, na França. Ao lado do seu parceiro habitual, o mexicano Santiago Gonzalez, Demo vai dando os toques finais antes do início de Roland Garros. Após Lyon, o brasileiro e o mexicano irão para a Sérvia, onde jogarão o ATP 250 de Belgrado, o seu último torneio antes do Grand Slam francês.

Melo e Kubot retomam parceria

A vitoriosa parceria de Marcelo Melo e Lukasz Kubot será retomada. Após a quebra do time no fim da temporada de 2020, o mineiro e o polonês seguiram caminhos opostos e tentaram despontar com seus novos parceiros. Os resultados, porém, não vieram, e os tenistas decidiram que o retorno seria melhor, voltando a reunir uma das duplas mais vitoriosas da última década.

Foto: Clive Brunskill/Getty Images Europe

“Acho que vai ser um retorno muito legal. Independentemente do encerramento da dupla no ano passado, eu e o Lukasz mantivemos uma boa relação de amizade pelo que fizemos juntos. Será uma energia muito boa, renovada, entre a gente. Nós dois enxergamos essa volta com bons olhos e com boa energia para tentar resgatar o que já fizemos. Nosso plano é jogar Roland Garros, Halle e Wimbledon, por enquanto, para então tomar decisões futuras”, disse o mineiro.

Lukasz Kubot foi a parceria mais bem-sucedida da carreira de Marcelo Melo. Com 166 vitórias conquistadas, a dupla foi campeã em 15 torneios, com destaque para os títulos em Wimbledon e os Masters 1000 de Miami, Madri, Paris e Xangai, além de mais sete ATP 500. Juntos, Melo e Kubot chegaram ao topo do ranking de duplas, tanto de times, terminando 2017 como a melhor dupla da temporada, quanto no individual. O time também disputou o ATP Finals em todos os anos de parceria.

Demoliner vence duelo contra Soares e avança em Roma; Melo se despede

Nesta última segunda-feira, os brasileiros Marcelo Demoliner e Bruno Soares se enfrentaram na estreia do Masters 1000 de Roma. Ao lado do russo Daniil Medvedev, o gaúcho levou a melhor e superou o seu compatriota e Jamie Murray em 3/6, 7/6 e 10-4, avançando às oitavas de final. Lá, Demoliner e Medvedev aguardam os vencedores do duelo entre Mannarino/Paire e Sonego/Vavassori.

Este foi apenas o segundo torneio de Bruno e Murray no saibro europeu, com o mineiro retornando recentemente de uma lesão nas costas. A dupla continuará os seus treinos até Roland Garros, o segundo Grand Slam do ano. Atual vice-campeão do torneio, Soares vai em busca de um título inédito em sua carreira e de um terceiro Slam com Jamie.

Já nesta terça-feira foi a vez de Marcelo Melo entrar em quadra. Em busca de um novo parceiro, o mineiro esteve ao lado do croata Marin Cilic em Roma, voltando a jogar ao lado do campeão do US Open em 2014 após oito anos. A dupla foi superada pelo alemão Kevin Krawietz e o romeno Horia Tecau em 6/4 e 6/2, encerrando a campanha na Itália. Melo voltará em ação em Roland Garros com um novo parceiro a definir.

Brasileiros encerram campanha nas oitavas de Madri

As duplas de Marcelo Demoliner e Marcelo Melo foram superadas nesta quarta-feira, parando nas oitavas de final do Masters 1000 de Madri, na Espanha. Primeiros em quadra, o gaúcho e o russo Daniil Medvedev caíram para a dupla do holandês Wesley Koolhof e do polonês Lukasz Kubot em 7/5, 6/7 e 10-3. Também ao lado de Medvedev, Demoliner disputará o Masters 1000 de Roma, na Itália, na semana que vem.

Logo após foi a vez de Marcelo Melo e o holandês Jean-Julien Rojer. Disputando seu último torneio juntos, o time acabou sendo superado pelos alemães Tim Puetz e Alexander Zverev num duplo 6/4. Melo seguirá para Roma ao lado de Marin Cilic, com o qual já disputou torneios em outras cinco oportunidades. Semifinalistas nos Masters 1000 de Paris e Xangai em 2012, o mineiro e o croata voltarão a jogar juntos após oito anos.

“Foi o último jogo da nossa parceria, após tentarmos de tudo, e infelizmente não deu para avançar aqui. Eles jogaram melhor. Li as estatísticas e acho que a decisão mesmo foi nos break points. As porcentagens de saque, de devolução e outras foram praticamente as mesmas. Só que eles aproveitaram melhor os break points e isso deu a vantagem para eles”, analisou Marcelo.

Melo/Rojer superam Murray/Soares e avançam em Madri

Em ritmo de despedida, Marcelo Melo e Jean-Julien Rojer estrearam com vitória na Espanha. O mineiro e o holandês, que disputam seu último torneio juntos no Masters 1000 de Madri, derrotaram Bruno Soares e Jamie Murray em sets diretos, com parciais de 6/3 e 6/4, para avançar às oitavas de final do torneio espanhol.

Foto: Clive Brunskill/Getty Images

“Hoje conseguimos jogar muito bem, já vínhamos bem nos treinos e conseguimos imprimir isso no nosso jogo. Jogamos bem em momentos importantes, salvamos um 0/40 e também um 15/40. Isso dá muita confiança, especialmente neste momento que estamos passando, de poucas vitórias. Poder jogar assim uma primeira rodada foi realmente muito bom para nós e espero poder continuar da mesma maneira para ir avançando no torneio”, disse o mineiro, contente com o desempenho apresentado.

Antes de Madri, a parceria de Melo e Rojer sofreu sete derrotas em oito jogos disputados, não resistindo após dois meses de circuito. O mineiro e o holandês seguirão caminhos distintos depois da disputa do Masters 1000 espanhol. Rojer entrou em ritmo de Jogos Olímpicos e continuará no circuito ao lado do compatriota Wesley Koolhof, enquanto Melo ainda está em busca de um novo parceiro.

Os próximos adversários da dupla serão definidos nesta terça-feira. Marcelo, campeão de Madri em 2017, e Rojer, que triunfou nas edições de 2016 e 2019, aguardam os vencedores do duelo entre a dupla alemã de Tim Puetz e Alexander Zverev contra o time do canadense Felix Auger-Aliassime e do polonês Hubert Hurkacz.

Demoliner também vence

O gaúcho Marcelo Demoliner também avançou no torneio espanhol. Ao lado do russo Daniil Medvedev, o brasileiro estreou com grande vitória em Madri, derrotando os britânicos Daniel Evans e Neal Skupski, vice-campeões dos Masters 1000 de Miami e Monte Carlo, em 6/3 e 7/6. A dupla aguarda os vencedores de Koolhof/Kubot e Tsitsipas/Tsitsipas.

Melo e Rojer terminam parceria

A parceria entre Marcelo Melo e Jean-Julien Rojer chegou ao fim. Iniciada em fevereiro, no ATP 500 de Roterdã, a dupla tentou engatar o ritmo, mas sofreu sete derrotas em oito jogos disputados e acabou sendo desfeita. Em buscar de um novo parceiro, Melo disputará o ATP 250 de Munique com Mischa Zverev, o Masters 1000 de Madri com Rojer e o Masters 1000 de Roma com Marin Cilic.

Com estilos de jogo diferentes de seus parceiros passados, Melo e Rojer tentaram se adaptar para fazer a parceria funcionar. Ambos rápidos e habilidosos na rede, o brasileiro e o holandês chegaram a testar suas devoluções nos dois lados da quadra durante os torneios que disputaram, mas não tiveram sucesso.

“Conversamos em Barcelona e chegamos a um acordo que seria melhor para cada um buscar um caminho novo. Tentamos de todas as formas fazer a dupla funcionar. Troquei de lado, o Jean-Julien trocou de lado. Jogamos no saibro, na quadra dura, na coberta. Buscamos de várias maneiras possíveis. Mas infelizmente a nossa parceria não casou”, disse Marcelo.

“Às vezes acontece. Por isso, a dupla também é muito difícil nesse aspecto. Tem de achar um parceiro ideal. Por mais que tenhamos semelhança em muita coisa, não deu. Então, seguimos adiante e vou pensar nessas próximas semanas nas opções, em quem seria esse parceiro ideal”, completou.

Melo/Rojer e Demoliner/Gonzalez caem na primeira rodada

As duplas de Marcelo Melo e Marcelo Demoliner caíram em suas estreias. Disputando o ATP 500 de Barcelona, Melo e seu parceiro, o holandês Jean-Julien Rojer, foram superados pelos australianos John Peers e Luke Saville em 6/1 e 6/4, se despedindo do torneio espanhol na última terça-feira. A parceria, que se iniciou no mês passado, sofreu sua sexta derrota consecutiva.

Já Demoliner e Santiago Gonzalez estavam disputando o ATP 250 de Belgrado, na Sérvia. Os australianos John Millman e John-Patrick Smith foram os algozes da dupla do brasileiro, que foi derrotada em 6/4 e 6/3. O gaúcho e o mexicano seguem para Portugal, onde competirão no ATP 250 de Estoril.

Duplas de Melo e Demoliner estão fora de Monte Carlo

Marcelo Melo e Marcelo Demoliner não tiveram sorte. Nesta terça-feira, as duplas dos brasileiros se despediram do Masters 1000 de Monte Carlo, em Mônaco, torneio que faz parte da gira europeia de saibro.

Melo e Jean-Julien Rojer tiveram a difícil missão de enfrentar o time do norte-americano Rajeev Ram e do britânico Joe Salisbury logo na estreia. Finalistas no Australian Open e semifinalistas em Miami, Ram e Salisbury viraram a partida e levaram em 4/6, 6/1 e 10-8, avançando às oitavas. Em busca de uma boa sequência para ajustar a parceria, Melo e Rojer agora disputam o ATP 500 de Barcelona, na Espanha, seguido do ATP 250 de Munique e dos Masters 1000 de Madri e Roma.

Já Demoliner não teve chance de entrar em quadra. O gaúcho foi retirado da chave após o russo Daniil Medvedev, sua dupla no torneio, ter sido testado positivo para o coronavírus. Demo voltará ao lado do seu parceiro fixo, o mexicano Santiago Gonzalez, no ATP 250 de Belgrado, disputado na semana que vem.