Matos e Meligeni conquistam primeiro título de ATP em Córdoba

Foi dia de título brasileiro no ATP 250 de Córdoba, na Argentina. O gaúcho Rafael Matos e o paulista Felipe Meligeni conquistaram o título ao derrotarem o monegasco Romain Arneodo e o francês Benoit Paire em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/1.

Foto: Córdoba Open/Divulgação

Antes da conquista, Matos e Meligeni disputaram dois challengers em Antalya, na Turquia, onde fizeram uma quartas de final e uma semifinal. O gaúcho também vem de título no challenger de Concepción, disputado na última semana, no qual foi campeão ao lado de Orlando Luz. Disputando apenas o terceiro torneio do nível ATP de suas carreiras, este é o primeiro título deste nível de ambos os tenistas. O gaúcho e o paulista entram no hall dos brasileiros que conquistaram títulos de duplas em ATPs, se juntando a outros 23 atletas.

Com a conquista, os brasileiros superarão os melhores rankings de suas carreiras. Anteriormente de 119º e 130º, respectivamente, Meligeni e Matos agora devem ficar próximos de entrar no top 100 na próxima atualização do ranking.

Prestes a iniciar a parceria, Melo e Rojer fazem o primeiro treino juntos

O mineiro Marcelo Melo e holandês Jean-Julien Rojer estão perto de estrear a nova parceria. O tenista brasileiro desembarcou no país nesta semana e foi liberado para treinar após testar negativo para o coronavírus. Disputando o ATP 500 de Roterdã, na Holanda, a dupla fez o seu primeiro treino nesta sexta-feira e aguarda o sorteio da chave.

Foto: Divulgação

“Hoje foi o primeiro treino que conseguimos fazer aqui em Roterdã, após pegar o resultado negativo de Covid. Eu e o Jean-Julien fizemos um belo treino. Agora é a fase de adaptação do nosso jogo, mas já nos conhecemos há muito tempo. Acho que não vai ser um empecilho para nossa dupla”, disse o brasileiro. Amigos, Melo e Rojer já disputaram um torneio juntos, no ATP 250 de Munique, na Alemanha, em 2016.

Tanto Melo quanto Rojer vêm de términos de parcerias longas. O brasileiro jogou ao lado do polonês Lukasz Kubot por quatro temporadas, enquanto o holandês passou sete anos com o romeno Horia Tecau. “Estamos muito motivados, com ares novos. Acho que foi muito bom tanto para mim como para ele. Agora é ir com tudo. Passo a passo, construindo a dupla. Por mais que possa acontecer do resultado não vir agora, acho que temos boas chances de construir uma dupla muito forte para brigar por títulos grandes”, completou Marcelo.

O mineiro e o holandês unirão a sua experiência nesta parceria. Melo conquistou 35 títulos em sua carreira, incluindo Roland Garros e Wimbledon, sendo o quarto duplista ativo com mais conquistas no circuito, atrás apenas de Paes, Zimonjic e Tecau. Rojer, dono de 29 títulos, também é um dos duplistas mais vitoriosos do circuito. O tenista de 39 anos tem dois Grand Slams de duplas masculinas no currículo, em Wimbledon (2015) e no US Open (2017), conquistados com Tecau.

Bruno e Jamie encerram campanha no Australian Open

A campanha de Bruno Soares e Jamie Murray no Australian Open chegou ao fim. Na madrugada desta sexta-feira, a dupla foi superada pelos atuais campeões Rajeev Ram e Joe Salisbury, com parciais de 6/4 e 7/6(2), parando na semifinal do Grand Slam australiano.

“Foi um jogo no detalhe. Hoje estava bem quente, com a quadra bem rápida e difícil de devolver saque. Faltou um pouquinho de sorte no final do primeiro set. Em alguns pontos as bolas pegaram errado na raquete, pegaram na linha, e acabou virando o momento para eles. Nós começamos muito bem na partida, abrimos uma quebra logo de cara e estávamos muito firmes. Na quebra que tomamos de volta foi mais sorte do que competência deles, e aí o jogo mudou. Eles cresceram, começaram a sacar muito bem e não conseguimos mais ter muita chance”, resumiu o mineiro.

A gira australiana foi positiva para a dupla, que voltou a jogar junta após um ano e meio. No fim de 2019 e durante toda a temporada de 2020, Soares esteve ao lado do croata Mate Pavic. Além da semi no Australian Open, Bruno e Jamie foram campeões no ATP 250 de Melbourne, encerrando a campanha com oito vitórias e uma derrota.

“Nós fizemos um grande torneio. Estou super contente com esse começo de temporada, já com título, semifinal de Grand Slam, ritmo e confiança. Agora vamos descansar por três semanas e voltaremos em ação em Acapulco e Miami”, finalizou Bruno, que retornará às quadras no México, torneio com início no dia 15 de março.

Após cinco anos fora do circuito, Polasek chega em sua primeira final de Slam

Cinco anos foi o tempo em que Filip Polasek permaneceu aposentado. A história, que o eslovaco contou em um episódio de ATP Uncovered alguns anos atrás, parece surreal. Em 2013, figurando na 54ª posição e dono de 11 títulos de ATP 250, Polasek decidiu se ausentar das quadras por não conseguir lidar com as consequências que uma lesão estava lhe causando. Um problema em um dos nervos da coluna fazia com que o tenista perdesse o controle de sua perna esquerda, o que o impossibilitava de jogar 100% e que também o deixava sentindo muitas dores após qualquer atividade física. Sua última partida foi no challenger de Bratislava, no seu país natal, no fim daquele ano.

A pausa de Polasek em 2013 era para ter sido momentânea. O tenista estava sentindo muitas dores e decidiu tirar um tempo para descansar o seu corpo. O tempo passou, as dores continuaram, e Filip, então, pendurou a raquete definitivamente para abrir uma academia de tênis para crianças e adolescentes em seu país. O problema, porém, é que até mesmo dar aulas causavam um incômodo em seu corpo, deixando-o limitado a ser professor de crianças pequenas e sem poder fazer qualquer atividade física.

Anos depois e já estabelecido em sua academia, o até então ex-número 20 do mundo recebeu alguns convites de amigos para participar dos tradicionais torneios interclubes da Europa. Pensativo e um pouco resistente, o eslovaco acabou cedendo e aceitou participar das competições. Naquela mesma época, Mike Bryan, que estava passeando na Eslováquia com a sua namorada, decidiu treinar no clube de Filip, para a surpresa do eslovaco. O norte-americano notou que o tenista estava batendo muito bem na bola e o elogiou, o que deixou Polasek com uma pulga atrás da orelha.

Percebendo que não estava sentindo dores, o tenista decidiu tentar voltar e aceitou um convite na chave do challenger de Poprad Tatry, na Eslováquia, em junho de 2018. Quase cinco anos após a sua última partida, Polasek recomeçou a carreira e foi disputar torneios do nível future e challenger, precisando de apenas dez competições para retornar ao top 200. Filip, então, continuou subindo no ranking e voltou a defender a Eslováquia na Copa Davis, no início de 2019, derrotando os canadenses Auger-Aliassime e Shapovalov ao lado de Martin Klizan.

Logo após Roland Garros 2019, Ivan Dodig desfez a sua parceria com o francês Edouard Roger-Vasselin e estava em busca de um novo companheiro. O croata já conhecia Polasek de outros anos e decidiu mandar uma mensagem para o eslovaco, perguntando se ele gostaria de tentar uma parceria. Filip ficou surpreso, já que havia acabado de entrar no top 100 e um tenista como Dodig, na época 39 do mundo e campeão de Grand Slam, estava interessado em tê-lo como parceiro. O tenista aceitou o convite e a dupla disputou o seu primeiro torneio no ATP 250 de Antalya, na Turquia, em junho daquele ano. Esta foi a primeira competição do nível ATP de Polasek desde o seu retorno, apenas um ano após a retomada, e no qual ele e Dodig foram vice-campeões.

No evento seguinte, em Wimbledon, Filip e Ivan fizeram semifinal logo de cara. O primeiro título não tardou e chegou no quarto torneio em que disputaram juntos, no Masters 1000 de Cincinnati. Naquele ano, Polasek também foi campeão do ATP 250 de Kitzbuhel, com o austríaco Philipp Oswald, e no ATP 500 de Pequim, com Dodig. O grande desempenho recompensou a dupla, que com apenas quatro meses de parceria se classificou para o ATP Finals, o torneio que reúne as oito melhores duplas da temporada.

Pouco mais de dois anos após o seu retorno, Polasek construiu uma nova carreira do zero. Melhor do que na sua primeira passagem, o tenista atingiu a 7ª colocação no ranking em um circuito mais desafiador e praticando um tênis completamente diferente do que jogava anteriormente. Antes aposentado aos 28 anos, hoje, aos 35 anos, o eslovaco se vê entre os melhores tenistas do mundo e vai abrindo novos horizontes. O que parecia um fim para Polasek, na verdade, foi um recomeço. Chegando em sua primeira final de Grand Slam, o eslovaco pode afirmar que esta, sim, é a versão completa do seu tênis.

Bruno e Jamie vencem a oitava seguida e estão na semi

O grande início de temporada de Bruno Soares e Jamie Murray continua com tudo. A dupla, que voltou a se reunir após um ano e meio, venceu a sua oitava partida consecutiva em Melbourne e se garantiu na semifinal do Australian Open ao derrotar o salvadorenho Marcelo Arevalo e o holandês Matwe Middelkoop em 6/3 e 6/4.

Foto: Peter Staples/ATP Tour

“Mais um grande jogo aqui, do início ao fim. Fiquei bem feliz com a performance de hoje, nós conseguimos neutralizar bem os nossos adversários. Eles são caras que jogam muito firmes no fundo de quadra, mas nós conseguimos ser bastante agressivos e também sacamos muito bem”, disse o mineiro, contente com o desempenho.

Na luta por uma vaga na grande decisão, Soares e Murray terão a difícil missão de derrubar os cabeças de chave 5 e atuais campeões do torneio, o norte-americano Rajeev Ram e o britânico Joe Salisbury. “É mais uma semifinal de Grand Slam, a terceira seguida, e com gosto de final. Vamos jogar contra os atuais campeões, que é uma dupla top e que vem jogando super bem. Fiz um jogaço contra eles em Roland Garros no ano passado também. Muito feliz com tudo isso aqui”, continuou o atual número 5 do mundo.

“Foi um torneio sem muitas surpresas. Teve uma ou outra, mas restaram quatro times duríssimos na semifinal. Agora é o momento da linha de chegada, então nós temos que jogar o nosso melhor para ter uma chance de alcançar o objetivo final”, finalizou Soares. Na outra semifinal, os cabeças 2 Mektic/Pavic enfrentarão os cabeças 9 Dodig/Polasek.

Vindo de título no ATP 250 de Melbourne, Bruno e Jamie seguem embalados rumo ao seu terceiro troféu de Grand Slam. A dupla foi campeã do Australian Open e do US Open em 2016, ano em que também receberam a premiação da ATP de melhor dupla da temporada. Em grande fase, Bruno também vai em busca da sua terceira final de Grand Slam consecutiva. Em 2020, o mineiro de 38 anos foi campeão do US Open e finalista em Roland Garros com o croata Mate Pavic, também terminando a temporada no topo do ranking de times.

Bruno e Murray viram partida de 2h31 e vão às quartas

Em partida apertada, a dupla de Bruno Soares e Jamie Murray venceu mais uma e segue avançando no Australian Open. O mineiro e o britânico derrotaram o time do italiano Simone Bolelli e do argentino Maximo Gonzalez de virada, com parciais de 6/7 (5-7), 6/2, 6/4 e 2h31 de duração, para avançar às quartas do torneio australiano.

“Foi um jogaço. Três sets e jogo longo, de quase três horas de duração. O primeiro set foi muito no detalhe, todo mundo sacou bem e ninguém deu muitas chances. Aí fomos para o tie-break, que foi duro. Nós demos um pouco de azar no finalzinho com uma bola que bateu na fita, que era pra gente abrir 6-4, mas eles conseguiram empatar em 5-5. Eles jogaram bem os dois pontos seguintes e levaram. O bom é que conseguimos voltar com uma energia boa no segundo set e já saímos quebrando, o que foi positivo para a gente poder inverter o momento deles. E o terceiro set foi muito no detalhe. As duas duplas tiveram chances e felizmente caiu para o nosso lado”, contou o mineiro, aliviado com o resultado.

Agora, os próximos adversários de Soares e Murray são o salvadorenho Marcelo Arevalo e o holandês Matwe Middelkoop. “Mais uma quartas de final com o Jamie. Agora temos uma partida contra uma dupla que vem jogando bem e ganhando bons jogos. É seguir o que a gente vem fazendo. Estamos com um bom ritmo de jogo, confiança e energia alta, então é colocar tudo isso em prática”, finalizou o atual número 5 do mundo.

Campeão no US Open e finalista em Roland Garros com Mate Pavic na última temporada, o mineiro segue em ótima fase nos Grand Slams. Na próxima rodada, Bruno vai em busca de retornar às semifinais do Australian Open, torneio em que o brasileiro e o britânico foram campeões em 2016. Naquele mesmo ano, Bruno e Jamie também conquistaram o título no US Open e terminaram a temporada no topo do ranking de times.

Bruno também segue vivo na chave de duplas mistas. Ao lado da compatriota Luisa Stefani, o mineiro entrará em quadra na madrugada desta terça-feira para enfrentar os anfitriões Matt Ebden e Samantha Stosur. O brasileiro, que já foi campeão de mistas no Australian Open (2016) e outras duas vezes no US Open (2012 e 2014), briga para adicionar mais um Grand Slam à sua coleção.

Melo e Tecau caem nas oitavas; mineiro avança nas mistas

O dia de Marcelo Melo foi de sensações mistas. Pela chave de duplas masculinas, o mineiro e o romeno Horia Tecau fizeram jogo duro contra os cabeças 9 Ivan Dodig e Filip Polasek, mas foram superados em 6/4 e 6/3 e se despediram nas oitavas do torneio. Poucas horas depois foi a vez de estrear nas duplas mistas com a russa Vera Zvonareva, virando uma partida emocionante contra a chinesa Yifan Xu e o argentino Maximo Gonzalez, com parciais de 4/6, 6/3 e 10-7.

“Eles começaram muito bem no primeiro jogo, quebrando. Conseguimos quebrar de volta até fazer 4/4, então tivemos duas ou três oportunidades de quebrar para passar na frente, 5/4 e saque. Depois nos quebraram em um game que estávamos sacando com 40/15. Tivemos a nossa chance e não conseguimos aproveitar. E eles acabaram aproveitando de novo uma chance que tiveram no segundo set. O primeiro set acabou dominando o jogo. Poderia ter sido 6/4 para nós, como foi para eles. Questão de uma bola ou outra. Foi de alto nível durante toda a partida. Faz parte, fizemos dois bons jogos. E agora é seguir adiante. Eu passo a jogar com Jean-Julien a partir de Roterdã”, completou.

A parceria provisória de Melo e Tecau nos torneios australianos rendeu três vitórias e bons jogos disputados. Agora, Melo volta suas atenções para o holandês Jean-Julien Rojer, o seu parceiro fixo desta temporada. O experiente tenista não foi à Austrália para estar ao lado de sua esposa, que estava nos estágios finais da gravidez. A estreia oficial de Melo e Rojer será no ATP 500 de Roterdã, na Holanda, que começará a disputa dos jogos no dia 1º de março.

O mineiro, porém, segue firme nas mistas com Zvonareva. “Na mista, eu tinha jogado uma vez com a Vera já em Wimbledon. Hoje ganhamos um jogo muito difícil, conseguimos virar depois de perder o primeiro set. No match tie-break também estávamos abaixo, 6-3. Foi legal. Agora amanhã jogamos na quadra grande, na Margaret. Então vamos aproveitar e ir com tudo, quem sabe com mais uma vitória”, finalizou Melo. O mineiro e a russa voltam em quadra na madrugada desta terça-feira para enfrentar a norte-americana Desirae Krawczyk e o britânico Joe Salisbury.

Duplas de Melo e Monteiro vão às oitavas

Marcelo Melo e Horia Tecau venceram mais uma no Australian Open. Na madrugada deste sábado, a dupla do mineiro e do romeno fez uma ótima partida e derrotou o time do moldavo Radu Albot e do britânico Daniel Evans em 6/1 e 7/6(2), avançando às oitavas de final do torneio australiano. Na próxima rodada, Marcelo e Tecau enfrentarão o croata Ivan Dodig e o eslovaco Filip Polasek, os cabeças de chave nove da competição.

Foto: Divulgação

“Jogamos muito bem hoje, desde o primeiro ponto. Foi a mesma maneira que conseguimos começar o jogo de estreia e a forma como atuamos na primeira rodada do torneio anterior. Impusemos nosso ritmo desde o início, acho que foi um jogo muito bom. Contornamos bem o tie-break. Fomos agressivos desde o começo, como temos de jogar. O Horia é um jogador agressivo, saca muito bem. Usamos todas as oportunidades que tivemos para jogar bem. Estamos muito felizes com essa atuação e é tentar jogar da mesma maneira no próximo”, explicou Marcelo, feliz com a apresentação da dupla. Em sua 13ª participação no torneio, Marcelo vai em busca de superar o seu melhor resultado na Austrália. O brasileiro foi semifinalista na edição de 2015, ao lado de Dodig.

Agora o mineiro se prepara para a estreia nas duplas mistas. Na madrugada deste domingo, Marcelo estará ao lado da russa Vera Zvonareva para enfrentar a dupla do argentino Maximo Gonzalez e da chinesa Yifan Xu. “Amanhã tenho mistas com a Zvonareva, então vai ser bom para poder continuar pegando cada vez mais ritmo aqui na Austrália”, completou Melo.

Monteiro também avança

Disputando a chave de duplas de um Grand Slam pela primeira vez, Thiago Monteiro segue avançando no Australian Open. Ao lado do anfitrião John Millman, o cearense superou os irmãos britânicos Ken e Neal Skupski, cabeças de chave 16, de virada, com parciais de 3/6, 7/6(5) e 6/4. A dupla, que voltará a entrar em quadra no fim deste sábado, terá pela frente o desafio de enfrentar os croatas Nikola Mektic e Mate Pavic, os cabeça de chave 2 da competição, por uma vaga nas quartas de finais.

“Fizemos um jogo bom, ganhamos de uma dupla muito forte. Nós conseguimos entrar no jogo e sacar melhor no segundo set, além de fazer um tie-break excelente. No terceiro, conseguimos ser superiores. Muito feliz pela vitória e de estar na segunda semana de um Grand Slam pela primeira vez. É ótimo ainda estar no torneio”, disse Thiago, contente com o grande resultado.

Esta é apenas a segunda vez que Monteiro e Millman competem juntos. A primeira aconteceu no challenger de Aix en Provence em 2018, quando atingiram as quartas de finais. Se reunindo após quase três anos, ambos vão fazendo as suas melhores campanhas nas duplas de suas carreiras.

Soares e Murray vencem mais uma no Australian Open

Bruno Soares e Jamie Murray seguem avançando no Australian Open. A dupla cabeça de chave 6 precisou de apenas 58 minutos para despachar o sérvio Laslo Djere e o italiano Stefano Travaglia por 6/1 6/2, e se classificar para as oitavas de final do primeiro Grand Slam do ano. Lá, a dupla enfrentará o italiano Simone Bolelli e o argentino Maximo Gonzalez.

“Foi um grande jogo. Jogamos muito firmes do início ao fim e praticamente não cometemos nenhum erro não forçado. Sacamos super bem também. O placar parece que foi relativamente fácil, mas teve games bastante duros. Em alguns momentos eles tiveram chances de complicar a situação, mas muito feliz com a apresentação, em um dia que teve condições climáticas estão bem diferentes. De um dia para o outro está uma loucura, é 30 e poucos graus num e 18 graus no outro. Hoje estava bem mais frio do que na primeira rodada. Agora é descansar e se preparar para o que vem por aí”, contou o mineiro, satisfeito com o domínio na partida.

Além das duplas masculinas, Bruno também está na chave de mistas. O mineiro fará uma inédita parceria com a brasileira Luisa Stefani, a número 31 do ranking de duplas feminina. Cabeças de chave 8 da competição, Bruno e Luisa enfrentarão a letã Jelena Ostapenko e o holandês Matwe Middelkoop na estreia.

“Eu e a Luisa já tínhamos combinado de jogar no ano passado, mas infelizmente não teve mistas nem em Roland Garros e nem no US Open. Queríamos jogar juntos faz tempo, acho muito legal uma dupla brasileira e poder jogar com a Luisa, que está numa grande fase. Obviamente tenho vontade de jogar com ela nos Jogos Olímpicos também. Acredito que, independentemente dos meus resultados com ela, quem estiver com o melhor ranking entre eu e o Marcelo (Melo) será escolhido, como aconteceu no Rio, e é o que acho o mais justo a ser feito. Não é uma pretensão olímpica, mas sim de formar uma parceria com ela”, encerrou Bruno, feliz com a oportunidade de estar ao lado de Stefani.

Melo e Tecau avançam após 20 pontos disputados; dupla de Monteiro também vence

A estreia de Marcelo Melo e Horia Tecau no Australian Open foi curta. Na madrugada desta quinta-feira, o brasileiro e o romeno viram seus adversários, os sérvios Filip Krajinovic e Dusan Lajovic, desistirem da partida quando o placar marcava 3/0 e 0-40 para a dupla cabeça de chave 7 da competição.

Em uma partida dominante do time do brasileiro e do romeno, Krajinovic se retirou da partida com dores nas costas após apenas 20 pontos disputados. “Estávamos prontos para fazer um bom jogo. Vamos aproveitar para seguir com os treinos e ir com tudo na próxima partida”, disse Marcelo, já focado na segunda rodada, na qual enfrentará a dupla do moldavo Radu Albot e do britânico Daniel Evans.

Quem também venceu foi Thiago Monteiro. O cearense e o seu parceiro, o australiano John Millman, estrearam com vitória, derrotando os argentinos Federico Coria e Diego Schwartzman em 7/6(5) e 6/1. Na próxima rodada, a dupla enfrentará os irmãos britânicos Ken e Neal Skupski, cabeças de chave 16 da competição.

“Nós jogamos bem. Eu estava um pouco cansado, mas consegui jogar bem e solto. O Millman também, ele é um jogador muito firme. Muito feliz com a vitória, dá uma quebrada nesse gostinho da derrota em simples”, finalizou Thiago, feliz com a sua primeira vitória numa chave de duplas de Grand Slam.