Guia das duplas – Wimbledon 2021

Os atuais campeões
Juan Sebastian Cabal e Robert Farah campeões de Wimbledon 2019 (Foto: Reuters/Divulgação)

Juan Sebastian Cabal e Robert Farah foram os campeões de Wimbledon em 2019. Após um ano seguinte conturbado para a dupla, que passou por uma rápida suspensão de Farah por doping e altos e baixos, o 2021 veio mais promissor. Já com dois títulos nesta temporada (ATPs 500 de Dubai e Barcelona), os colombianos também fizeram semifinal em Roland Garros, estando em boa fase.

Na curta temporada de grama, a dupla disputou o ATP 500 de Queen’s e o ATP 250 de Eastbourne, fazendo quartas e semi, respectivamente. Se avançarem em Wimbledon, os grandes desafios dos colombianos devem ser nas quartas, podendo cruzar com Ram/Salisbury, e uma possível semifinal contra os embalados Mektic/Pavic.

R1Musetti/Paire
R2Bublik/Nedovyesov ou Cuevas/Mannarino
Oitavas[16]Purcell/Saville
Quartas[6]Ram/Salisbury, [12]Puetz/Venus
Semi[1]Mektic/Pavic, [8]Kubot/Melo, [10]Koohof/Rojer, [15]Daniell/Oswald
Projeção de Cabal/Farah
Brasileiros
[7]Bruno Soares e Jamie Murray

A preparação de Bruno e Jamie na grama não foi satisfatória para a dupla, que acabou caindo na estreia do ATP 250 de Stuttgart e o ATP 500 de Queen’s. Em Wimbledon, Bruno reconheceu a dificuldade da primeira rodada, enfrentando Vasek Pospisil, campeão do torneio em 2014, e o experiente Nicholas Monroe. “A chave já saiu e vi que vamos ter um jogo duro logo na estreia. O Pospisil é um cara que joga muito bem, todo mundo sabe, e também já foi campeão aqui. E o Monroe é um cara experiente, então vai ser pedreira logo de cara. O nosso jogo vai acontecer mais pra frente na semana, então temos mais alguns dias para treinar e nos preparar para encarar esse desafio”, disse o mineiro.

Mais uma vez próximos na chave, as duplas de Bruno e Demoliner podem se enfrentar logo na segunda rodada. No caminho do brasileiro e do britânico também estão Nicolas Mahut e Pierre-Hugues Herbert, com quem podem cruzar nas quartas. Os franceses são os atuais campeões de Roland Garros, além de também terem conquistado o título no ATP 500 de Queen’s.

Esta será a 13ª edição de Wimbledon para Bruno Soares, indo em busca de um título inédito em sua carreira. O mineiro, que tem três títulos de Grand Slam nas duplas masculinas, chegou nas quartas de final do torneio em cinco oportunidades, fazendo de Wimbledon o Grand Slam de pior desempenho do brasileiro. Focado em surpreender no torneio, Bruno optou por não disputar a chave de duplas mistas.

R1Monroe/Pospisil
R2Demoliner/Gonzalez ou Golubev/Haase
Oitavas[11]Kontinen/Roger-Vasselin
Quartas[2]Herbert/Mahut, [14]Klaasen/McLachlan
Semi[4]Granollers/Zeballos, [5]Dodig/Polasek, [9]Krawietz/Tecau, [13]Gille/Vliegen
Projeção de Murray/Soares
[8]Marcelo Melo e Lukasz Kubot

Wimbledon será apenas o segundo torneio de Melo e Kubot após o retorno da parceria. Campeões do torneio em 2017 e com um histórico positivo na grama, o mineiro e o polonês vão em busca de vitórias em uma chave que testará a dupla do início ao fim. Os norte-americanos Nathaniel Lammons e Jackson Withrow, que vêm tendo sucesso nos challengers, serão os primeiros adversários de Melo e Kubot, que também podem ter os imparáveis Nikola Mektic e Mate Pavic logo nas quartas de final.

“Dias de treinos intensos por aqui, com o Daniel (técnico e irmão) e o Chris (preparador físico), tanto em quadra como físicos. Vamos seguindo na preparação e com foco em bons resultados”, disse o mineiro, que está em Londres desde o dia 20. Esta é a 14ª edição de Wimbledon de Marcelo, que já foi campeão no torneio e também fez uma outra final em 2013.

R1Lammons/Withrow
R2Begemann/Melzer ou Arends/Middelkoop
Oitavas[10]Koolhof/Rojer
Quartas[1]Mektic/Pavic, [15]Daniell/Oswald
Semi[3]Cabal/Farah, [6]Ram/Salisbury, [12]Puetz/Venus, [16]Purcell/Saville
Projeção de Kubot/Melo
Marcelo Demoliner e Santiago Gonzalez

O gaúcho e o mexicano tiveram uma excelente preparação na grama. Apesar das quedas nas primeiras rodadas de Halle e Mallorca, a dupla conquistou o título no ATP 250 de Stuttgart – o segundo troféu juntos e ambos na grama. Na estreia, a dupla enfrenta Golubev/Haase, um time perigoso e com muita potência no seu jogo, e pode ver Bruno Soares e Jamie Murray logo na segunda rodada. Desafios não vão faltar para Demoliner e Gonzalez, que vão em busca de pontos importantes para subir no ranking.

⭐ Para quem gosta de ver um pouco de backstage no tênis, o instagram do gaúcho está recheado de vídeos, sempre mostrando o seu dia a dia nos torneios pelo mundo.

R1Golubev/Haase
R2[7]Murray/Soares ou Monroe/Pospisil
Oitavas[11]Kontinen/Roger-Vasselin
Quartas[2]Herbert/Mahut, [14]Klaasen/McLachlan
Semi[4]Granollers/Zeballos, [5]Dodig/Polasek, [9]Krawietz/Tecau, [13]Gille/Vliegen
Projeção de Murray/Soares
Curtinhas
E pode vir mais Brasil aí!

Thiago Monteiro e Rafael Matos estão na lista de alternates do torneio e aguardam pouquíssimas desistências para poder entrar na chave. Caso consigam, será a primeira chave de Grand Slam da carreira do gaúcho de 25 anos, que é o atual número 89 do mundo.

Falando em desistências…

Não foi bem uma desistência, mas o dinamarquês Frederik Nielsen precisou ser retirado da chave de duplas masculinas após ser considerado um ‘contato próximo’ de um caso positivo de coronavírus: o seu próprio técnico. Ele e o croata Franko Skugor seriam os adversários de Melo e Kubot na estreia do torneio. Os norte-americanos Nathaniel Lammons e Jackson Withrow entraram no lugar e são os novos oponentes do brasileiro e do polonês.

O bonde continua sem freio

Nikola Mektic e Mate Pavic foram parados pelo coronavírus em Roland Garros, não disputando o torneio e ficando quarentenados em Paris. Isso não impediu a dupla de, após cair nas quartas do ATP 500 de Queen’s, ser campeã no ATP 250 de Eastbourne. Já são sete títulos na temporada de 2021 para os croatas. 👀

Importante lembrar!

Wimbledon é aquele Grand Slam que dá quentinho no coração dos amantes das duplas masculinas, já que é o único disputado em melhor de cinco sets. Não é à toa que é o Slam favorito da maioria dos duplistas! 🥰

Campeões dos torneios preparatórios

ATP 250 de Stuttgart – Demoliner/Gonzalez
ATP 500 Halle – Krawietz/Tecau
ATP 500 de Queens – Herbert/Mahut
ATP 250 de Eastbourne – Mektic/Pavic
ATP 250 de Mallorca – Bolelli/Gonzalez

Onde assistir

Sportv e Bandsports são as emissoras oficiais no Brasil. O primeiro transmite no canal Sportv3, enquanto o Bandsports também disponibiliza mais jogos através de seu aplicativo. Já quem tem conta no Bet365 pode curtir as emoções de todas as quadras e todos os jogos. Confira a chave completa de duplas masculinas e venha acompanhar todos as rebatidas de bolinha na grama!

Demoliner e Gonzalez conquistam o título em Stuttgart

O brasileiro Marcelo Demoliner voltou a conquistar um título da ATP. Ao lado do seu parceiro fixo, o mexicano Santiago Gonzalez, Demoliner foi campeão no ATP 250 de Stuttgart, na Alemanha, ao derrotar o time de Ariel Behar e Gonzalo Escobar de virada, com parciais de 4/6, 6/3 e 10-8 e 1h17 de duração.

“A gente sabia que vinha jogando bem e o segredo foi continuar acreditando que essa chave iria virar pro nosso lado”, escreveu o tenista brasileiro em suas redes sociais. Juntos desde o início da temporada, Demoliner e Gonzalez tiveram altos e baixos e estavam em busca de um grande resultado para engrenar a parceria.

Stuttgart marca a quarta conquista no nível ATP da carreira do gaúcho. Além do torneio alemão, Demoliner foi campeão dos ATP 250 de Antalya, também ao lado de Gonzalez, Moscou e Córdoba (com Middelkoop). Agora a dupla segue na Alemanha, disputando o ATP 500 de Halle. Em ritmo de preparação para Wimbledon, o brasileiro e o mexicano estão programados para estrear contra os irmãos Stefanos e Petros Tsitsipas.

Soares e Murray são superados em Roland Garros

Bruno Soares e Jamie Murray encerraram a sua campanha em Roland Garros. Na manhã deste sábado, a dupla cabeça de chave 7 foi superada pelo alemão Kevin Krawietz, o atual campeão do torneio, e o romeno Horia Tecau em dois sets a um, com parciais de 6/3 3/6 6/3, se despedindo nas oitavas de final do Grand Slam do saibro.

“Foi um jogo duro, muito parelho e com poucas chances para os dois lados. Os caras sacaram super bem e acho que nós jogamos bem também, foi o nosso melhor jogo aqui. Nós corremos atrás em boa parte do jogo e ali no fim do segundo set conseguimos embalar. Criamos uma chance no início do terceiro set, mas os caras fizeram uma mágica ali e conseguiram salvar. Dali pra frente eles acabaram jogando bem, tomamos uma quebra e não conseguimos correr atrás. Mas bem feliz com a campanha aqui, acho que realmente jogamos bem”, contou o mineiro.

A campanha de Bruno na chave de mistas também chegou ao fim. Ao lado da chinesa Yifan Xu, o mineiro foi superado na estreia pelo britânico Joe Salisbury e a norte-americana Desirae Krawczyk em 6/4 6/3.

Com a temporada de saibro finalizada, o mineiro e o britânico já estão de olho na grama. Agora, a dupla aguarda o desempenho de Murray na chave de mistas para definir se conseguirão disputar o ATP 250 de Stuttgart, na Alemanha, realizado nesta próxima semana. Bruno e Jamie também têm o ATP 500 de Queen’s e o ATP 250 de Eastbourne, ambos na Inglaterra, em seu calendário preparatório para Wimbledon.

Murray/Soares avançam em Roland Garros; Kubot/Melo param na estreia

Bruno Soares e Jamie Murray estrearam com vitória em Roland Garros. O mineiro e o britânico, cabeças de chave 7 do torneio francês, passaram por uma difícil primeira rodada contra os britânicos Luke Bambridge e Dominic Ingot, com parciais de 7/6(5) 6/7(4-7) 6/3 e 2h43 de duração. Na segunda rodada, Bruno e Jamie enfrentarão o austríaco Oliver Marach e o paquistanês Aisam-ul-Haq Qureshi.

“Foi um jogo duríssimo. Acho que, no geral, jogamos bem. Apesar de eu ter sacado mal hoje, as outras coisas nós fizemos muito bem. O Jamie estava super sólido e eu acompanhei bem na maior parte do jogo. Nós deixamos escapar o segundo set, acabou faltando um pouco de sorte ali. Nós dominamos e criamos muitas chances, mas acabamos não capitalizando e perdemos num tie-break com uns pontos malucos. Mas acho que tivemos tranquilidade ali no terceiro set, esfriamos a cabeça e não deixamos essa preocupação nos pegar. Muito feliz de estar na segunda rodada, Roland Garros é um torneio muito importante. Seguimos jogo a jogo”, disse o atual número 12 do mundo, contente com a estreia.

Bruno disputa a sua 14ª edição no Grand Slam francês, com a sua melhor campanha sendo o vice-campeonato alcançado em 2020, ao lado de Pavic. Ao todo, o brasileiro possui 34 títulos em sua carreira e vai em busca de um quarto troféu do nível Grand Slam nas duplas masculinas. Além do título no US Open em 2020 com Pavic, Bruno também foi campeão do Australian Open e do US Open em 2016, ambos com Jamie Murray.

Kubot/Melo e demoliner/gonzalez param na estreia

No primeiro jogo de retorno da dupla, Marcelo Melo e Lukasz Kubot acabaram sofrendo uma derrota. O mineiro e o polonês caíram na estreia em Roland Garros, com os norte-americanos Nicholas Monroe e Frances Tiafoe triunfando em 6/3 e 6/4.

“Eles jogaram bem e nós não começamos tão bem. Acabamos voltando depois de um break e tivemos chances de passar na frente, o que poderia ter mudado a história do jogo, mas eles acabaram jogando melhor. Tivemos chance de novo de quebrar e voltar no jogo, mas não conseguimos. O segundo set foi igual e eles aproveitaram uma oportunidade. Acho que o Tiafoe jogou muito bem. Agora é descansar um pouco e ajeitar os planos para os torneios de grama”, disse Marcelo, reconhecendo seus adversários.

Ainda decidindo seus calendários, Melo e Kubot devem disputar apenas Wimbledon na curta temporada de grama. Em ano olímpico e atípico, os tenistas estão planejando seus próximos passos no restante da temporada, que pode incluir os Jogos Olímpicos no fim de julho.

Quem também acabou caindo foi Marcelo Demoliner. Ao lado do mexicano Santiago Gonzalez, o gaúcho foi superado por Oliver Marach e Aisam-ul-Haq Qureshi em 3/6, 7/5 e 6/2, se despedindo na primeira rodada do Grand Slam francês.

Guia das Duplas – Roland Garros 2021

Os atuais campeões
(Foto by Clive Brunskill/Getty Images)

Os alemães Kevin Krawietz e Andreas Mies são os detentores do troféu de Roland Garros, tendo sido campeões em 2019 e 2020. A dupla, porém, não terá a oportunidade de defender o título em Paris, já que Mies continua a sua recuperação após operar o joelho direito no início da temporada.

Krawietz disputará o torneio ao lado do romeno Horia Tecau, com quem vem fazendo parceria enquanto aguarda o retorno de Mies. Em três meses, o time chegou em duas finais de ATP 500, terminando vice-campeões em Roterdã e Barcelona. Apesar do bom entrosamento, a estreia de Krawietz e Tecau deve ser complicada, com a dupla do uruguaio Ariel Behar e o equatoriano Gonzalo Escobar sendo seus adversários. Behar e Escobar vêm tendo sucesso nesta temporada, com dois títulos conquistados e outras duas finais disputadas.

R1 Behar/Escobar
R2 Millman/Monteiro ou Lu/Nishioka
Oitavas [7]Murray/Soares
Quartas [2]Cabal/Farah, [15]Klaasen/McLachlan
Semi [4]Granollers/Zeballos, [6]Herbert/Mahut, [10]Peers/Venus, [13]Chardy/Martin
Projeção de Krawietz/Tecau
Brasileiros
[7] Bruno Soares e Jamie Murray

Bruno é o atual vice-campeão do torneio, tendo feito a final de 2020 ao lado do croata Mate Pavic. Nesta edição, Bruno retorna ao lado de Jamie Murray para a disputa do quinto Roland Garros da dupla. A melhor campanha do mineiro e do britânico juntos aconteceu em 2017, quando atingiram as quartas de final. Na preparação para o torneio, a dupla disputou apenas os Masters 1000 de Madri e Roma, caindo na estreia em ambos.

Em busca de um título inédito em suas carreiras, Soares e Murray não terão um caminho fácil até o tão sonhado troféu. A estreia será contra os britânicos Luke Bambridge e Dominic Inglot, que fizeram bons jogos nos torneios preparatórios e foram vice-campeões em Estoril. Caso avancem, Bruno e Jamie podem ter o campeão Krawietz e Horia Tecau, os colombianos Cabal/Farah e boas duplas de saibro, como Granollers/Zeballos e Herbert/Mahut em sua chave.

R1 Bambridge/Inglot
R2 Demoliner/Gonzalez ou Marach/Qureshi
Oitavas [9]Krawietz/Tecau
Quartas [2]Cabal/Farah, [15]Klaasen/McLachlan
Semi [4]Granollers/Zeballos, [6]Herbert/Mahut, [10]Peers/Venus, [13]Chardy/Martin
Projeção de Murray/Soares
[8] Marcelo Melo e Lukasz Kubot

Eles estão de volta! Marcelo Melo e Lukasz Kubot haviam partido para caminhos diferentes após o Finals em 2020, com o mineiro jogando ao lado de Jean-Julien Rojer e o polonês seguindo com Wesley Koolhof. As duplas, porém, não produziram bons resultados e optaram pela separação. Assim, Melo e Kubot retornaram e Rojer e Koolhof juntaram forças, já mirando nos Jogos Olímpicos.

A breve pausa de meia temporada pode ser muito positiva para Melo e Kubot, que sentiram desgastes pela longa parceria, algo comum no circuito. Com novos ares e pontos de vista, a dupla campeã de Wimbledon em 2017 mira em uma boa campanha em Paris. O brasileiro, que já foi campeão em Roland Garros, tendo conquistado o troféu com Ivan Dodig em 2015, vai em busca de um terceiro título de Grand Slam em sua carreira.

Na estreia, a combinação do experiente duplista Monroe e do potente simplista Tiafoe pode incomodar o time, que disputará o seu primeiro torneio neste retorno. Os imparáveis Nikola Mektic e Mate Pavic também estão pelo caminho, sendo um possível confronto nas quartas. Os croatas conquistaram os títulos nos Masters 1000 de Monte Carlo e Roma, além de uma final em Madri.

R1 Monroe/Tiafoe
R2 Bopanna/Skugor ou Basilashvili/Begemann
Oitavas [12]Kontinen/Roger-Vasselin
Quartas [1]Mektic/Pavic, [14]Gille/Vliegen
Semi [3]Ram/Salisbury, [5]Dodig/Polasek, [11]Koolhof/Roger, [16]Daniell/Oswald
Projeção de Kubot/Melo
Marcelo Demoliner e Santiago Gonzalez

Atual número 50 do mundo, Demoliner divide a participação no circuito com o russo Daniil Medvedev, com quem disputa os Masters 1000, e com o mexicano Santiago Gonzalez, seu parceiro fixo para o restante da tour. Nos seis torneios de saibro que o gaúcho disputou,

R1 Marach/Qureshi
R2 [7]Murray/Soares ou Bambridge/Inglot
Oitavas [9]Krawietz/Tecau
Quartas [2]Cabal/Farah, [15]Klaasen/McLachlan
Semi [4]Granollers/Zeballos, [6]Herbert/Mahut, [10]Peers/Venus, [13]Chardy/Martin
Projeção de Demoliner/Gonzalez
Thiago Monteiro e John Millman

A participação da dupla na chave de duplas ainda está em dúvida. O australiano John Millman, sofrendo com dores nas costas, acabou desistindo da competição de simples nesta segunda-feira. Caso entrem em quadra, o cearense e o australiano voltarão a disputar um Grand Slam após a boa campanha no Australian Open, onde derrotaram bons times e foram às oitavas. Thiago e Millman estão no mesmo quadrante das duplas de Soares e Demoliner, podendo enfrentar um dos dois nas oitavas de final.

R1 Lu/Nishioka
R2 [9]Krawietz/Tecau ou Behar/Escobar
Oitavas [7]Murray/Soares
Quartas [2]Cabal/Farah, [15]Klaasen/McLachlan
Semi [4]Granollers/Zeballos, [6]Herbert/Mahut, [10]Peers/Venus, [13]Chardy/Martin
Projeção de Millman/Monteiro
Mais um ano com a FFT fazendo o que bem entende

A premiação de duplas sofreu outro enorme corte. Uma perda de 24% aconteceu em todas as rodadas, incluindo a primeira, enquanto simples reduziu em 6%, congelando a premiação das duas primeiras rodadas e do qualifying. O time que perder na estreia levará 11.500 euros para casa, com a premiação ainda precisando ser descontada por impostos e dividida entre os tenistas da dupla. A justificativa da Federação Francesa de Tênis é que Roland Garros é o único Grand Slam que foi afetado pela pandemia em duas edições, necessitando um corte nos gastos. O repasse do lucro que um Grand Slam faz por edição para os jogadores, porém, continua sendo muito baixo, com a grande maioria indo para os cofres da federação. Além disso, Roland Garros está recebendo mais público neste ano, com mais ingressos estando disponíveis.

Teoricamente, a proporção entre as premiações de simples e duplas deve ser de 80/20, mas a “evolução” durante os últimos anos não foi bem assim. Entre 2011 e 2021, a proporção passou de 80,7% para 89,2%, aumentando cada vez mais a disparidade entre as categorias. A premiação total de duplas em 2021, inclusive, chega a ser menor que a de 2013.

*..2011..2012..2013..2014..2015..2016..2017..2018..2019..2020..2021
Simples/Duplas80,7%81,5%82,9%83,5%84%84.6%85,2%85,8%86,4%87,1%89,2%
Simples ()6.032.000
.
6.555.000
+8.6%
7.984.000
+21.8
9.212.000
+15.3%
10.448.000
+13.4%
12.032.000
+15.1%
13.548.000
+12.6%
14.904.000
+10%
16.280.000
+9.2%
14.491.000
-10.9%
13.616.000
-6,04%
Duplas ()1.436.000
.
1.484.000
+3.3%
1.640.000
+10.5%
1.812.000
+10.4%
1.984.000
+9.4%
2.176.000
+9.6%
2.346.000
+7.8%
2.454.000
+4.6%
2.556.000
+4.1%
2.156.440
-15.6%
1.636.508
-24.11%
*Premiação de apenas uma chave de cada uma das disciplinas
Os imparáveis da temporada

Os croatas Nikola Mektic e Mate Pavic não param de produzir resultados positivos na temporada de 2021. Até agora, a dupla conquistou os títulos dos Masters 1000 de Miami, Monte Carlo e Roma, do ATP 500 de Roterdã e dos ATP 250 de Antalya e Melbourne, além dos vice-campeonatos no ATP 500 de Dubai e no Masters 1000 de Madri. Bem no saibro, a dupla número 1 da temporada terá muitas tenistas que também jogam bem no piso pelo seu caminho. O time também busca superar o resultado conquistado no Australian Open, no qual pararam na semifinal para Dodig/Polasek.

Os melhores jogos de primeira rodada e onde assistir

Mektic/Pavic x Lopez/Munar
Kontinen/Roger-Vasselin x Arevalo/Middelkoop
Kubot/Melo x Monroe/Tiafoe
Herbert/Mahut x Norrie/O’Mara
Murray/Soares x Bambridge/Inglot
Demoliner/Gonzalez x Marach/Qureshi
Krawietz/Tecau x Behar/Escobar
Cabal/Farah x Skupski/Skupski

Roland Garros é transmitido em dois canais no Brasil, o Sportv e o Bandsports. No canal da Globo, o fã de tênis pode assistir aos jogos através do canal Sportv3, enquanto no Bandsports existe a opção do canal e também do aplicativo para Android e iOs, que transmite jogos diferentes da televisão. Confira a chave de duplas masculinas completa aqui, escolha a sua dupla favorita e venha torcer!

Matos e Goransson ficam com o vice em Belgrado

Disputando um torneio juntos pela primeira vez, o gaúcho Rafael Matos e o sueco Andre Goransson chegaram até a final do ATP 250 de Belgrado, na Sérvia. Na decisão, a dupla foi superada pelo experiente israelense Jonathan Erlich e o bielorrusso Andrei Vasilevski em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/1.

Jonathan Erlich e Andrei Vasilevski conquistaram o título em Belgrado (Foto: Belgrade Open)

Este é o primeiro título da parceria de Erlich e Vasilevski, que foram vice-campeões no ATP 250 de Pune, em 2020, e também em Montpellier neste ano. Aos 44 anos, o israelense conquistou o seu 22º troféu de sua longínqua carreira, 21 anos após levantar o seu primeiro título em Newport. Já o bielorrusso inaugurou a sua estante de troféus na ATP, levando o seu primeiro título do nível.

A ótima campanha de Matos e Goransson resultará em mais um salto no ranking para o brasileiro. O tenista, que conquistou o seu primeiro título de ATP neste ano, no ATP 250 de Córdoba, somará pontos importantes no ranking, figurando no top 90 de duplas pela primeira vez em sua carreira. Aos 25 anos, Matos é o quarto brasileiro a estar dentro do top 100 atualmente, acompanhado de seus veteranos Bruno Soares, Marcelo Melo e Marcelo Demoliner.

Ao lado de Felipe Meligeni, Rafael está na lista de alternates da chave de duplas de Roland Garros. Na décima posição, a dupla aguarda desistências para poder disputar um Grand Slam pela primeira vez em suas carreiras.

Demoliner e Medvedev se despedem nas oitavas de Roma

Marcelo Demoliner e Daniil Medvedev não resistiram na Itália. Disputando o Masters 1000 de Roma, o brasileiro e o russo foram superados pela dupla francesa de Adrian Mannarino e Benoit Paire em sets diretos, com parciais de 6/3 e 7/6, caindo nas oitavas de final do torneio.

Mannarino e Paire avançam às quartas de final de Roma. Lá, enfrentarão a dupla sensação da temporada, formada pelos croatas Nikola Mektic e Mate Pavic. Melhor time da temporada, Mektic e Pavic conquistaram cinco títulos e foram vice em outras duas oportunidades neste ano, incluindo o campeonato no Masters 1000 de Monte Carlo e o vice no Masters 1000 de Madri, ambos disputados no saibro.

Demoliner segue para a disputa do ATP 250 de Lyon, na França. Ao lado do seu parceiro habitual, o mexicano Santiago Gonzalez, Demo vai dando os toques finais antes do início de Roland Garros. Após Lyon, o brasileiro e o mexicano irão para a Sérvia, onde jogarão o ATP 250 de Belgrado, o seu último torneio antes do Grand Slam francês.

Melo e Kubot retomam parceria

A vitoriosa parceria de Marcelo Melo e Lukasz Kubot será retomada. Após a quebra do time no fim da temporada de 2020, o mineiro e o polonês seguiram caminhos opostos e tentaram despontar com seus novos parceiros. Os resultados, porém, não vieram, e os tenistas decidiram que o retorno seria melhor, voltando a reunir uma das duplas mais vitoriosas da última década.

Foto: Clive Brunskill/Getty Images Europe

“Acho que vai ser um retorno muito legal. Independentemente do encerramento da dupla no ano passado, eu e o Lukasz mantivemos uma boa relação de amizade pelo que fizemos juntos. Será uma energia muito boa, renovada, entre a gente. Nós dois enxergamos essa volta com bons olhos e com boa energia para tentar resgatar o que já fizemos. Nosso plano é jogar Roland Garros, Halle e Wimbledon, por enquanto, para então tomar decisões futuras”, disse o mineiro.

Lukasz Kubot foi a parceria mais bem-sucedida da carreira de Marcelo Melo. Com 166 vitórias conquistadas, a dupla foi campeã em 15 torneios, com destaque para os títulos em Wimbledon e os Masters 1000 de Miami, Madri, Paris e Xangai, além de mais sete ATP 500. Juntos, Melo e Kubot chegaram ao topo do ranking de duplas, tanto de times, terminando 2017 como a melhor dupla da temporada, quanto no individual. O time também disputou o ATP Finals em todos os anos de parceria.

Demoliner vence duelo contra Soares e avança em Roma; Melo se despede

Nesta última segunda-feira, os brasileiros Marcelo Demoliner e Bruno Soares se enfrentaram na estreia do Masters 1000 de Roma. Ao lado do russo Daniil Medvedev, o gaúcho levou a melhor e superou o seu compatriota e Jamie Murray em 3/6, 7/6 e 10-4, avançando às oitavas de final. Lá, Demoliner e Medvedev aguardam os vencedores do duelo entre Mannarino/Paire e Sonego/Vavassori.

Este foi apenas o segundo torneio de Bruno e Murray no saibro europeu, com o mineiro retornando recentemente de uma lesão nas costas. A dupla continuará os seus treinos até Roland Garros, o segundo Grand Slam do ano. Atual vice-campeão do torneio, Soares vai em busca de um título inédito em sua carreira e de um terceiro Slam com Jamie.

Já nesta terça-feira foi a vez de Marcelo Melo entrar em quadra. Em busca de um novo parceiro, o mineiro esteve ao lado do croata Marin Cilic em Roma, voltando a jogar ao lado do campeão do US Open em 2014 após oito anos. A dupla foi superada pelo alemão Kevin Krawietz e o romeno Horia Tecau em 6/4 e 6/2, encerrando a campanha na Itália. Melo voltará em ação em Roland Garros com um novo parceiro a definir.

Brasileiros encerram campanha nas oitavas de Madri

As duplas de Marcelo Demoliner e Marcelo Melo foram superadas nesta quarta-feira, parando nas oitavas de final do Masters 1000 de Madri, na Espanha. Primeiros em quadra, o gaúcho e o russo Daniil Medvedev caíram para a dupla do holandês Wesley Koolhof e do polonês Lukasz Kubot em 7/5, 6/7 e 10-3. Também ao lado de Medvedev, Demoliner disputará o Masters 1000 de Roma, na Itália, na semana que vem.

Logo após foi a vez de Marcelo Melo e o holandês Jean-Julien Rojer. Disputando seu último torneio juntos, o time acabou sendo superado pelos alemães Tim Puetz e Alexander Zverev num duplo 6/4. Melo seguirá para Roma ao lado de Marin Cilic, com o qual já disputou torneios em outras cinco oportunidades. Semifinalistas nos Masters 1000 de Paris e Xangai em 2012, o mineiro e o croata voltarão a jogar juntos após oito anos.

“Foi o último jogo da nossa parceria, após tentarmos de tudo, e infelizmente não deu para avançar aqui. Eles jogaram melhor. Li as estatísticas e acho que a decisão mesmo foi nos break points. As porcentagens de saque, de devolução e outras foram praticamente as mesmas. Só que eles aproveitaram melhor os break points e isso deu a vantagem para eles”, analisou Marcelo.