Melo e Tecau avançam após 20 pontos disputados; dupla de Monteiro também vence

A estreia de Marcelo Melo e Horia Tecau no Australian Open foi curta. Na madrugada desta quinta-feira, o brasileiro e o romeno viram seus adversários, os sérvios Filip Krajinovic e Dusan Lajovic, desistirem da partida quando o placar marcava 3/0 e 0-40 para a dupla cabeça de chave 7 da competição.

Em uma partida dominante do time do brasileiro e do romeno, Krajinovic se retirou da partida com dores nas costas após apenas 20 pontos disputados. “Estávamos prontos para fazer um bom jogo. Vamos aproveitar para seguir com os treinos e ir com tudo na próxima partida”, disse Marcelo, já focado na segunda rodada, na qual enfrentará a dupla do moldavo Radu Albot e do britânico Daniel Evans.

Quem também venceu foi Thiago Monteiro. O cearense e o seu parceiro, o australiano John Millman, estrearam com vitória, derrotando os argentinos Federico Coria e Diego Schwartzman em 7/6(5) e 6/1. Na próxima rodada, a dupla enfrentará os irmãos britânicos Ken e Neal Skupski, cabeças de chave 16 da competição.

“Nós jogamos bem. Eu estava um pouco cansado, mas consegui jogar bem e solto. O Millman também, ele é um jogador muito firme. Muito feliz com a vitória, dá uma quebrada nesse gostinho da derrota em simples”, finalizou Thiago, feliz com a sua primeira vitória numa chave de duplas de Grand Slam.

Melo e Tecau estreiam na madrugada desta quinta; mineiro também joga mistas

Marcelo Melo e Horia Tecau estão prontos para estrear no Australian Open. Na madrugada desta quinta-feira, por volta das 3h, horário de Brasília, a dupla cabeça de chave número 7 enfrentará os sérvios Filip Krajinovic e Dusan Lajovic na primeira rodada do Grand Slam australiano.

“Treinamos, jogamos um torneio preparatório, conseguindo entrosamento, ritmo, uma boa preparação. Agora é focar na busca por bons resultados aqui”, afirmou o mineiro, focado na estreia. O brasileiro e o romeno disputaram um torneio juntos pela primeira vez na última semana, no ATP 250 de Melbourne. Sem seu parceiro fixo da temporada, o holandês Jean-Julien Rojer, que não foi para a Austrália para estar ao lado da esposa nos estágios finais de gravidez, Melo uniu forças com Tecau.

Além da chave de duplas masculinas, Melo também disputará duplas mistas. O mineiro voltará a se reunir com a russa Vera Zvonareva, com quem jogou a chave de Wimbledon em 2012. Ex-número 2 do mundo em simples e dona de cinco Grand Slams nas duplas, sendo três na feminina e dois nas mistas, Zvonareva tem um vasto e vitorioso currículo. “Muito legal poder jogar com a Vera de novo. Eu a conheço faz muito tempo e já tivemos a oportunidade de jogar juntos uma vez. Ela é uma jogadora muito experiente, tanto em simples como em duplas”, finalizou o mineiro, contente com a oportunidade.

Soares e Murray estreiam com vitória no Australian Open; dupla de Demoliner cai

Bruno Soares e Jamie Murray iniciaram a jornada no Australian Open com vitória. Os cabeças de chave 6 da competição superaram o time formado pelo norte-americano Marcos Giron e o britânico Cameron Norrie por 7/6(6) e 6/3, avançando à segunda rodada.

“Foi um jogo duro e acho que jogamos bem. O primeiro set foi bem disputado. Chegamos a salvar um set point no tie-break, mas conseguimos fechar, o que foi importante para dar uma respirada no jogo. No segundo, jogamos um set muito bom e conseguimos duas quebras para ganhar o jogo. Estamos mantendo o embalo e a confiança, e também trouxemos as boas energias e sensações da semana passada para cá. Obviamente um Grand Slam tem uma pegada e uma pressão diferente, mas estou bem contente com a estreia”, resumiu o mineiro, feliz com a fase da dupla.

Soares e Murray, que vêm de título no ATP 250 de Melbourne, vão em busca do terceiro título de Grand Slam da dupla. O time foi campeão do Australian Open em 2016, além de também ter conquistado o título do US Open no mesmo ano. Ao todo, Bruno é dono de seis títulos de Grand Slam, incluindo o do US Open em 2020, com o croata Mate Pavic, e outros três nas duplas mistas.

Com a pandemia controlada no país, o Australian Open está recebendo público nos jogos, situação muito diferente do restante do mundo. “Foi muito legal voltar a sentir a energia do público. É outra atmosfera, eu estava com saudades de jogar com torcida e sentir essa energia vindo de fora”, completou Soares.

Na próxima rodada, Bruno e Jamie enfrentarão a dupla do sérvio Laslo Djere e do italiano Stefano Travaglia, que superaram os convidados australianos Harris/Popyrin na estreia em sets diretos.

Demoliner se despede

Marcelo Demoliner não teve o mesmo destino. Ao lado do mexicano Santiago Gonzalez, o gaúcho foi superado pelo time do salvadorenho Marcelo Arevalo e do holandês Matwe Middelkoop de virada, com parciais de 6/7, 7/6 e 6/3. Agora a dupla seguirá para os torneios da América do Sul, fazendo toda a gira e também disputando o ATP 500 de Acapulco, no México.

Guia das duplas – Australian Open 2021

Foto: Getty Images

O norte-americano Rajeev Ram e o britânico Joe Salisbury são os atuais campeões do Australian Open. A dupla vem de derrota na estreia do ATP 250 de Melbourne, sofrida justamente contra o britânico Jonny O’Mara, que será um de seus adversários na primeira rodada do Grand Slam. A experiência do time, que entra na sua terceira temporada, é um ponto importante para avançar na chave, já que Ram e Salisbury terão muitas duplas formadas apenas para o torneio em seu caminho. O bom desempenho na última temporada também é favorável para a segunda melhor dupla de 2020, que ganhou confiança e foi longe na maioria dos torneios disputados.

R1O’Mara/Sitak
R2Brkic/Qureshi ou Andujar/Martinez
Oitavas[10]Peers/Venus, Bopanna/McLachlan
Quartas[3]Granollers/Zeballos, [14]Gille/Vliegen
Semi[1]Cabal/Farah, [6]Murray/Soares, [12]Chardy/Martin, [13]Haase/Marach
Os brasileiros

[6]Bruno Soares e Jamie Murray
Eles estão de volta com tudo! Após um ano e meio do fim da parceria, Bruno e Murray voltaram a unir forças e o resultado não poderia ter sido melhor. Na última semana, em seu primeiro torneio do ano, a dupla conquistou o título no ATP 250 de Melbourne 1, voltando a ganhar um troféu após dois anos. O último havia sido no ATP 250 de Sydney, também na Austrália, em 2019.

As primeiras rodadas estão favoráveis para o time, complicando apenas mais pra frente. No caminho, Bruno e Murray podem encontrar os franceses Chardy/Martin nas oitavas, que foram vice-campeões no ATP 250 de Melbourne 2, e os colombianos Cabal/Farah, que foram seus adversários na decisão de Melbourne no último domingo.

A experiência da dupla, que passou três anos e meia junta até o rompimento, é essencial e vantajosa, ainda mais num começo de temporada. Bruno declarou após o título que “já esperava algo assim, nós já provamos que podemos ganhar torneios grandes e estamos mais maduros agora do que antes, além de estar jogando melhor”, estando ciente que a maior arma da dupla é a sintonia e o entrosamento. O título em Melbourne, aliás, trouxe boas lembranças para o mineiro. “Começou bem o nosso déjà vu aqui e espero que siga assim”, disse o tenista, relembrando o início da parceria com Murray em 2016, quando o time conquistou o ATP 250 de Sydney e o Australian Open logo no primeiro mês de dupla.

R1Giron/Norrie
R2[WC]Harris/Popyrin ou Djere/Travaglia
Oitavas[12]Chardy/Martin
Quartas[1]Cabal/Farah, [13]Haase/Marach
Semi[3]Granollers/Zeballos, [5]Ram/Salisbury, [10]Peers/Venus, [14]Gille/Vliegen

[7]Marcelo Melo e Horia Tecau
A parceria fixa de Melo para 2021 é com o experiente Jean-Julien Rojer. O holandês, porém, não viajou para a Austrália para ficar com a sua esposa, que está nos estágios finais da gravidez. O mineiro, então, se uniu ao romeno Horia Tecau, ex-parceiro de Rojer, para a gira australiana de torneio. E aqui vai uma curiosidade: é parcialmente culpa minha que essa dupla se juntou. 😂 Após Rojer avisar que realmente não poderia ir para a Austrália, Marcelo viu que Tecau estava sem dupla… no meu Twitter! Tinder das duplas é só aqui. 👩‍💻

O ATP 250 de Melbourne 2 foi o primeiro torneio que Melo e Tecau jogaram juntos em suas carreiras. As duas partidas que a dupla disputou na última semana foram essenciais para que o time ganhasse entrosamento e entendesse melhor o jogo de cada um. O cenário da gira australiana, aliás, foi ideal para a dupla, que teve mais tempo do que o normal para poderem se habituar. Entrosamento é essencial nas duplas e o mineiro e o romeno tiveram a oportunidade de conhecerem melhor o jogo do outro também durante o período de quarentena.

A estreia no Australian Open será interessante para Melo e Tecau, que terão dois simplistas pela frente, sendo uma ótima maneira de medir forças e pegar ritmo. O caminho da dupla, aliás, está recheado de tenistas e times baseados em potência, como Dodig/Polasek, Koolhof/Kubot e os simplistas.

R1Krajinovic/Lajovic
R2Albot/Evans ou Molteni/Nys
Oitavas[9]Dodig/Polasek
Quartas[4]Koolhof/Kubot, [15]Purcell/Saville
Semi[2]Mektic/Pavic, [8]Herbert/Mahut, [11]Kontinen/Roger-Vaselin, [16]Skupski/Skupski

Marcelo Demoliner e Santiago Gonzalez
Mais uma dupla que também está de volta. Demoliner e Gonzalez tiveram uma primeira passagem na temporada de 2018, onde o gaúcho conquistou o seu primeiro título da carreira ao lado do mexicano, no ATP 250 de Antalya, na Turquia. A dupla, porém, parou a colaboração após uma final no ATP 250 de Antuérpia naquele mesmo ano. Demoliner, desde então, teve alguns parceiros diferentes e também esteve fixamente ao lado do holandês Matwe Middelkoop.

Foi com Middelkoop que o gaúcho formou a parceria mais vitoriosa de sua carreira, conquistando os títulos dos ATP 250 de Moscou e Córdoba, e também fazendo final no ATP 250 de Zhuhai e no ATP 500 de São Petersburgo. Mas como muitos dos dramas que aconteceram na dança das cadeiras das duplas em 2020, o holandês decidiu encerrar a parceria abruptamente e Demoliner se reencontrou com Gonzalez, já fazendo uma semi no ATP 250 de Melbourne 2. E como o mundo gosta de ironias, Demoliner e Middelkoop se enfrentarão logo na estreia do Australian Open.

R1Arevalo/Middelkoop
R2[13]Haase/Marach ou Kecmanovic/Ruud
Oitavas[1]Cabal/Farah
Quartas[6]Murray/Soares, [12]Chardy/Martin
Semi[3]Granollers/Zeballos, [5]Ram/Salisbury, [10]Peers/Venus, [14]Gille/Vliegen

Thiago Monteiro e John Millman
A surpresa brasileira na chave foi Thiago Monteiro. O Australian Open será o primeiro Grand Slam de duplas que Thiago disputará em sua carreira, tendo como melhor resultado no circuito de duplas uma semifinal no Rio Open 2020, jogando ao lado de Felipe Meligeni. Com o anfitrião Millman, o brasileiro terá os argentinos Coria e Schwartzman pela frente. Caso passem, os entrosados irmãos Skupski podem estar em seu caminho logo na segunda rodada.

R1Coria/Schwartzman
R2[16]Skupski/Skupski ou Auger-Aliassime/Hurkacz
Oitavas[2]Mektic/Pavic
Quartas[8]Herbert/Mahut, [11]Kontinen/Roger-Vasselin
Semi[4]Koolhof/Kubot, [7]Melo/Tecau, [9]Dodig/Polasek, [15]Purcell/Saville
As ausências

A dupla de Kevin Krawietz e Andreas Mies, os atuais campeões de Roland Garros, não estará presente nesta edição do Australian Open. Mies foi para a Austrália incerto de sua condição física, sofrendo com uma séria lesão no joelho nos últimos meses. O alemão não conseguiu competir na ATP Cup, um dos torneios preparatórios para o Australian Open, e precisou desistir da disputa dos torneios australianos. Assim, Krawietz estará ao lado do compatriota Yannick Hanfmann, com quem disputou alguns challengers antes de iniciar a parceria com Mies.

Raven Klaasen é outra grande ausência do torneio. O sul-africano contraiu o coronavírus poucos dias antes de sua viagem para Melbourne e não conseguiu se recuperar a tempo. Klaasen iria iniciar a sua nova parceria ao lado do japonês Ben McLachlan, mas precisou ficar no seu país, onde disputará dois challengers na cidade de Potchefstroom neste mês de fevereiro. McLachlan jogará o torneio com o indiano Rohan Bopanna, que também ficou sem seu parceiro original, o português João Sousa, pela testagem positiva para coronavírus do mesmo antes da viagem para a Austrália.

Em ritmo de despedida, o austríaco Jurgen Melzer também não estará presente em Melbourne. O tenista tinha a intenção de se aposentar no início deste o ano na Austrália, ao lado da lenda indiana Leander Paes, mas precisou mudar os seus planos após o anúncio da quarentena obrigatória na Austrália, que conflitaria com a sua agitada agenda. Melzer assumiu recentemente um papel coorporativo na federação austríaca de tênis, além de ter se tornado o técnico da compatriota Barbara Haas, a tenista número 1 da Áustria. Porém, nem tudo está perdido na tour de despedida do tenista, que agora tem planos de se aposentar em Roland Garros ou Wimbledon ao lado do alemão Philipp Petzschner, com quem conquistou os títulos do Grand Slam da grama (2011) e também do US Open (2011).

e AÍ, JUVENTUDE?

O austríaco Julian Knowle, de 46 anos, se aposentou oficialmente no ano passado. A última temporada completa do tenista, porém, foi em 2017, apesar de ter feito uma partida em 2020 no ATP 250 de Montpellier. Agora técnico de Krawietz/Mies, Knowle não imaginava que voltaria a disputar um Grand Slam, mas com a ausência de alternates que não estejam disputando as outras chaves do torneio (medida tomada para evitar que mais gente viaje para a Austrália) e algumas desistências colocaram o experiente tenista na chave com o sul-africano Lloyd Harris, que estava em busca de um parceiro. Aos 46 anos e 9 meses, Knowle será o tenista mais velho a disputar uma chave de duplas masculina de um Grand Slam, superando até mesmo Daniel Nestor, que disputou o US Open em 2018 prestes a completar 46 anos. Apenas uma pessoa pode superar esta marca do austríaco e todos nós sabemos quem é: Leander Paes! Será que o indiano de 47 anos voltará a disputar um Grand Slam em breve?

Dança das cadeiras

Grandes mudanças aconteceram nas principais duplas do circuito, e algumas até vieram com um barraco digno de novela mexicana de brinde. É facada nas costas e gritaria!

Bruno Soares e Jamie Murray retomaram a vitoriosa parceria após o término do brasileiro com Mate Pavic. O croata, logo após a final do Masters 1000 de Paris, argumentou com Bruno que não estava satisfeito com a dupla, o que deixou Soares surpreso. Pavic e Soares conquistaram o título do US Open em 2020, além do vice-campeonato de Roland Garros, e terminaram a temporada como a melhor dupla do ano.

Pavic, porém, já estava com tudo pronto. O croata havia fechado uma parceria com o seu compatriota Nikola Mektic, que também terminou a dupla com Wesley Koolhof de maneira abrupta. Pavic e Mektic começaram a temporada de 2021 da melhor maneira possível, conquistando os títulos dos ATP 250 de Antalya e Melbourne. É aqui o bingo da amizade?

Falando em Koolhof, assim como Bruno e Pavic, ele também foi pego de surpresa com a quebra da parceria por parte de Mektic e ficou bem chateado, já que o holandês e o croata já haviam combinado que continuariam a jogar juntos em 2021. Isso tudo aconteceu na época do Masters 1000 de Paris e do ATP Finals, em novembro. Coincidentemente foi quando Marcelo Melo e Lukasz Kubot anunciaram que romperiam a parceria de quatro anos. O mineiro já havia acertado com o holandês Jean-Julien Rojer, mas o polonês ainda estava procurando um novo parceiro. Após uma conversa no ATP Finals, Koolhof e Kubot, então, uniram forças para 2021 e prometem ser uma das duplas mais explosivas da temporada.

Onde assistir

A ESPN é dona dos direitos de transmissão do torneio no Brasil. Além de jogos no canal ESPN, a emissora também disponibiliza todas as quadras na plataforma WatchESPN. Confira a chave completa das duplas masculinas, pegue uma xícara de café e venha acompanhar toda a ação do Australian Open!

Soares e Murray iniciam 2021 com título

O retorno da parceria de Bruno Soares e Jamie Murray não poderia ter sido melhor. Na madrugada deste domingo, a dupla conquistou o título do ATP 250 de Melbourne, torneio preparatório para o Australian Open, ao derrotar os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah em sets diretos, com parciais de 6/3 e 7/6(7).

“Começou bem o nosso déjà vu aqui e espero que siga assim”, disse o brasileiro, lembrando do início da parceria em 2016, quando Bruno e Jamie conquistaram o título do ATP 250 de Sydney e o Australian Open logo no primeiro mês juntos. “Foi um jogaço, os quatro estavam super bem em quadra e foi no detalhe. Jogamos muito bem neste torneio, o que é importante, já que é um pré-Grand Slam. Começamos o ano já com confiança e ritmo de jogo”, continuou Bruno, analisando o jogo.

Soares somou mais um troféu para a sua coleção. São 34 títulos conquistados pelo mineiro, que é dono de três títulos de Grand Slam nas duplas masculinas, sendo dois (Australian Open e US Open 2016) ao lado de Murray. O britânico é o parceiro mais vitorioso da carreira de Bruno, com o qual venceu onze torneios. O último torneio disputado pela equipe havia sido na temporada de 2019, em Roland Garros. Após o término, Bruno jogou ao lado do croata Mate Pavic, com quem conquistou o título do US Open e o vice campeonato de Roland Garros, ambos em 2020.

“Muito feliz de começar o ano e a parceria assim. Acho que pro Jamie também é muito importante, ainda mais depois da temporada cheia de altos e baixos que ele teve no ano passado. Começar firme assim é otimo. E com o Jamie não tinha mistério, sabíamos que seria uma retomada. Eu já esperava algo assim, nós já provamos que podemos ganhar torneios grandes e estamos mais maduros agora do que antes, e jogando melhor. Agora é encaixar tudo isso que os resultados podem aparecer”, finalizou o mineiro, confiante na dupla.

Agora, a dupla volta as suas atenções para o Australian Open. Também na madrugada deste domingo, Soares e Murray conheceram os seus adversários da estreia no Grand Slam australiano. A caminhada em busca de um segundo título no torneio começará contra o time formado pelo norte-americano Marcos Giron e o britânico Cameron Norrie.

Além das duplas masculinas, Bruno também disputará a chave de duplas mistas. Com três títulos conquistados (Australian Open 2016 e US Open 2012 e 2014), Soares vai em busca de mais um troféu de Grand Slam em sua carreira ao lado de Luísa Stefani, a atual número 30 do mundo no ranking de duplas feminina. A parceria é inédita e une os melhores brasileiros ranqueados nas duplas.

Murray/Soares voltam a fazer final; dupla de Demoliner cai na semi

Bruno Soares e Jamie Murray estão na final do ATP 250 de Melbourne. Disputando seu primeiro torneio da temporada e o primeiro após um ano e meio da última partida da dupla, Bruno e Jamie fizeram rodada dupla na madrugada deste sábado, vencendo os dois jogos e voltando a decidir um campeonato.

Na partida válida pelas quartas de final, Soares e Murray derrotaram os cazaques Alexander Bublik e Andrey Golubev em dois sets a um, com parciais de 6/4, 4/6 e 10-7. Poucas horas depois, a dupla voltou para as quadras do Melbourne Park para enfrentar Ivan Dodig e Filip Polasek, cabeças de chave 3 da competição, vencendo em 6/2 e 7/6(0).

“Grande dia por aqui, foram dois jogaços. Depois de uma partida dura nas quartas, nós jogamos super bem na semi. Muito feliz de já fazer uma final logo no primeiro torneio. Eu e o Jamie já nos conhecemos, então não tinha muito mistério. Era trabalharmos juntos para pegar ritmo de jogo, porque o entrosamento nós já temos”, resumiu Soares.

Na decisão, Bruno e Jamie enfrentarão os colombianos Robert Farah e Juan Sebastian Cabal, atuais números 1 e 2 do ranking individual de duplas. Os times já mediram forças em outras nove oportunidades, com seis vitórias para o mineiro e o britânico. “Mais um jogo contra os colombianos amanhã, deve ser o 20º ou 25º”, brincou Soares. “É pedreira, eles também estão jogando bem e nós quatro nos conhecemos muito bem. É tentar executar o nosso jogo e espero que seja um déjà vu”, finalizou Bruno, fazendo referência aos títulos de Sydney e do Australian Open que ele e Jamie conquistaram em 2016, quando iniciaram a parceria.

Esta é a primeira final da dupla desde o ATP 500 de Barcelona em 2019, no qual foram vices. Donos de 10 títulos, incluindo o Australian Open e o US Open, Bruno e Murray buscam adicionar mais um troféu na história do time. A final também marca a 66ª decisão que Soares, campeão em 33 torneios, disputa em sua carreira, sendo a 20ª ao lado de Murray.

No outro ATP 250 de Melbourne, Marcelo Demoliner e Santiago Gonzalez encerraram a rodada com derrota. Após passarem pelos britânico Norrie/O’Mara em dois sets a um, a dupla voltou às quadras em busca de uma vaga na grande final. Os franceses Jeremy Chardy e Fabrice Martin, porém, levaram a melhor, superando o gaúcho e o mexicano no match tie-break, com parciais de 7/6(4), 6(2)/7 e 10-8.

Melo e Tecau param nas quartas do ATP 250 de Melbourne

Disputando o ATP 250 de Melbourne, na Austrália, Marcelo Melo e Horia Tecau pararam nas quartas de final do torneio. Na madrugada deste sábado, a dupla foi superada pelo uruguaio Ariel Behar e o equatoriano Gonzalo Escobar em sets diretos, com parciais de 7/6(4) e 6/3.

“Eles jogaram muito bem. É uma dupla que vem com muita confiança, eles ganharam o ATP 250 de Delray Beach em janeiro. Eles aproveitaram os momentos importantes e acabaram jogando melhor. Nós tivemos algumas chances no primeiro set, alguns break points que não conseguimos converter. No tie-break, como sempre, é um ponto pra cá e outro pra lá. E eles também jogaram melhor no segundo set”, resumiu o mineiro, reconhecendo o desempenho dos adversários.

“Não acho que jogamos mal, jogamos normal. Foi bom ter feito dois jogos para melhorar o meu entrosamento com o Horia. O entrosamento deles acabou prevalecendo um pouco nos momentos importantes, mas acho que foi um bom jogo. O importante agora é saber que treinamos bem, fizemos dois jogos aqui e estamos prontos para ir bem no Australian Open”, completou Melo, já focado no Grand Slam.

Este foi apenas o primeiro torneio que Melo e Tecau disputaram juntos em suas carreiras. Agora, a dupla segue se preparando para o Australian Open, o primeiro Grand Slam do ano, que terá início nesta segunda-feira, dia 8. O mineiro está ao lado do romeno na gira australiana já que o seu parceiro fixo, o holandês Jean-Julien Rojer, se tornará pai em breve e optou por não viajar para a Austrália. A parceria entre Melo e Rojer começará após a Austrália.

Melo e Tecau vencem e vão às quartas

Marcelo Melo e Horia Tecau estrearam no ATP 250 de Melbourne com vitória. Os cabeças de chave 4 derrotaram os norte-americanos Nicholas Monroe e Frances Tiafoe em sets diretos, com parciais de 7/6(6) e 6/2, para avançar às quartas de final do torneio que antecede o Australian Open.

Foto: Divulgação

“Foi um bom início, com vitória. Começamos jogando bem, com um break acima, mas eles acabaram quebrando de volta. Aí fomos bem no tie-break e no segundo set conseguimos deslanchar, jogando melhor ainda. Logicamente, depois de treinar tanto tempo e sendo apenas o primeiro jogo da temporada, temos algumas coisas para acertar. Eu vejo como muito positiva essa primeira rodada. É muito bom ter a chance de jogar mais uma partida e ir pegando ritmo para o Australian Open, que é o nosso principal objetivo”, explicou Marcelo, feliz com a vitória.

A dupla retornará às quadras no início da madrugada deste sábado, por volta da meia-noite, quando enfrentarão o uruguaio Ariel Behar e do equatoriano Gonzalo Escobar. Com a descoberta de um caso positivo de coronavírus entre os funcionários de um dos hotéis em que os jogadores passaram a quarentena, todos os torneios que estão sendo disputados no Melbourne Park não tiveram jogos na última quarta-feira, sofrendo um atraso na programação. Com isso, caso vençam, Melo e Tecau farão jornada dupla, disputando a semifinal ainda na madrugada deste sábado.

Após o ATP 250 de Melbourne, Melo e Tecau disputarão o Australian Open. O mineiro está ao lado do romeno na gira australiana já que o seu parceiro fixo de 2021, o holandês Jean-Julien Rojer, se tornará pai em breve e optou por não viajar para a Austrália. A parceria entre Melo e Rojer começará após a Austrália.

Duplas de Soares e Demoliner avançam; Melo tem estreia adiada

Bruno Soares e Jamie Murray estrearam com vitória na Austrália. Retomando a vitoriosa parceria após um ano e meio, a dupla superou os espanhóis Pablo Andújar e Pedro Martínez em 7/6(4) e 6/3 para avançar às quartas do ATP 250 de Melbourne 1. Agora, a dupla aguarda os vencedores da partida entre Bublik/Golubev e Kecmanovic/Khachanov.

“Foi um jogo duro. Eles jogaram muito bem, mas nós jogamos melhor nos pontos importantes. Conseguimos recuperar bem o nosso entrosamento durante todos esses dias de treino, e agora é pegar ritmo de jogo, já que faz 2 ou 3 meses que estamos sem competir. Temos que seguir firmes. Precisamos fazer a maior quantidade de jogos possível para chegar bem no Australian Open e jogar o nosso melhor”, explicou Soares, motivado para o primeiro Grand Slam do ano.

Esta foi a primeira partida de Bruno e Murray desde a edição de 2019 de Roland Garros, quando os tenistas encerraram a parceria. O mineiro, então, disputou o restante do ano e a temporada de 2020 ao lado do croata Mate Pavic, com quem conquistou os títulos do US Open e do Masters 1000 de Xangai. Juntos, Bruno e Murray foram campeões em 10 torneios, incluindo o Australian Open e o US Open, ambos em 2016.

Quem também retomou uma antiga parceria e estreou com vitória foi Marcelo Demoliner. Voltando a jogar ao lado do mexicano Santiago Gonzalez, o gaúcho avançou no ATP 250 de Melbourne 2 ao derrotar os anfitriões James Duckworth e Marc Polmans em 6/4 e 6/2. Na próxima rodada, a dupla, que disputou alguns torneios em 2018 e faturou o título no ATP 250 de Antalya daquele mesmo ano, aguarda os vencedores de Ram/Salisbury x Norrie/O’Mara.

Já Marcelo Melo, que estrearia em Melbourne no fim desta quarta-feira, terá que esperar. Após a descoberta de um caso positivo de coronavírus entre os funcionários do Grand Hyatt, hotel que recebeu muitos jogadores, árbitros e trabalhadores durante a quarentena obrigatória, os jogos de todos os torneios foram suspensos. Mais de 500 pessoas foram colocadas novamente em quarentena para que todos sejam testados. O mineiro e seu parceiro na gira australiana, o romeno Horia Tecau, aguardam a decisão do governo local em relação aos jogos para enfrentar os norte-americanos Nicholas Monroe e Frances Tiafoe.

Soares e Murray entram na reta final de preparação em Melbourne

Bruno Soares está nos ajustes finais da sua preparação. O mineiro e o seu parceiro, o britânico Jamie Murray, disputarão o ATP 250 de Melbourne, torneio com início dos jogos na madrugada desta segunda-feira. Agora fora da quarentena, Bruno e Jamie estão podendo treinar com outras duplas para afinar a sintonia.

“Está tudo certo por aqui e melhor agora com essa liberdade e tranquilidade que estamos podendo viver. Parece que estamos em outro planeta, pra ser sincero. Estamos começando a preparação em quadra e está uma loucura para treinar, é muita gente e muitos torneios acontecendo ao mesmo tempo no complexo. O pessoal da organização está se virando para acomodar todo mundo, mas está dando tudo certo”, explicou o mineiro, que saiu da quarentena e está podendo circular normalmente pela cidade. Além do torneio que Bruno disputará, outro ATP 250, a ATP Cup e mais três WTAs acontecerão simultaneamente no Melbourne Park, complexo que também recebe o Australian Open.

Bruno e Murray são os cabeças de chave 2 da competição. Saindo de bye na primeira rodada, a dupla terá mais dias para treinar e aguarda os vencedores do duelo entre Laslo Djere/Stefano Travaglia e Pablo Andujar/Pedro Martinez para conhecer os seus adversários da estreia.

“Agora que estamos podendo treinar com outras pessoas, temos que aproveitar para jogar muitos pontos e voltar com o entrosamento, fazendo os ajustes finais. Nós treinamos bastante e fizemos muitos exercícios, mas agora é hora de entrar no modo competição. Como saímos de bye, temos alguns dias a mais para treinar e provavelmente vamos estrear na quarta-feira. Então agora é isso, ajustes finais e começar a pegar ritmo de jogo para estar preparado da melhor maneira possível para o Australian Open”, encerrou Bruno, focado no entrosamento.

Após a disputa do ATP 250 de Melbourne, a dupla voltará as suas atenções para o Australian Open, com início no dia 8 de fevereiro. O torneio traz boas lembranças para a dupla de Soares e Murray. A parceria teve a sua primeira passagem pela Austrália em 2016, quando tiveram um início meteórico e conquistaram os títulos no ATP 250 de Sydney e no Australian Open, sendo o primeiro título de Grand Slam nas duplas masculinas de suas carreiras.