Bruno e Jamie avançam às quartas do US Open

Bruno Soares e Jamie Murray continuam embalados no US Open. Nesta segunda-feira, a dupla superou o alemão Dominik Koepfer e o finlandês Emil Ruusuvuori em 7/6(6), 6/7(4-7) e 6/1 para se garantir nas quartas de final do Grand Slam de Nova Iorque.

Foto: Darren Carroll/USTA

“Foi mais um jogo duríssimo por aqui. Muito feliz mesmo de poder fazer mais uma quartas de final num Grand Slam, ainda mais em Nova Iorque, que gosto muito das condições e é o meu melhor Slam. Foi uma partida muito disputada e decidida no detalhe. Acho que a chave do jogo foi ter começado o terceiro set bem firme. No fim do segundo set nós sentamos ali, conversamos e resetamos a cabeça. Sabíamos que era necessário começar o terceiro set com tudo e deu tudo certo. Espero que a gente consiga seguir assim, passo a passo e rumo à final”, disse o mineiro.

Bruno, que ficou dois meses sem jogar um torneio e passou por uma cirurgia de apendicite durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, também refletiu o sucesso da campanha em seu primeiro torneio. “Toda vez que acontece esse tipo de coisa a nossa perspectiva de mundo muda um pouco, né? A gente começa a valorizar cada vez mais as coisas, mais detalhes que antes passavam batidos. Essa energia extra acabou funcionando muito bem”, finalizou.

Na próxima rodada, Bruno e Jamie terão a difícil missão de enfrentar o espanhol Marcel Granollers e o argentino Horacio Zeballos, os cabeças de chave 2 e maiores favoritos ao título após a queda de Mektic/Pavic na estreia.

Bruno defende o título no US Open. Em 2020, o mineiro foi campeão ao lado do croata Mate Pavic. O último Grand Slam do ano é o major mais vencedor de Soares, tendo também sido campeão em 2016, ao lado de Jamie Murray, e em mais duas outras oportunidades nas duplas mistas, com Ekaterina Makarova (2012) e Sania Mirza (2014).

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Duplas de Soares, Demoliner e Monteiro estreiam com vitória no US Open; Melo e Kubot se despedem

Bruno Soares e Jamie Murray estrearam com vitória no US Open. No retorno do mineiro ao circuito, que ficou dois meses fora de ação, a dupla superou o norte-americano Tommy Paul e o australiano Alexei Popyrin em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/2. Na próxima rodada, Bruno e Jamie enfrentarão os norte-americanos Chris Eubanks e Bjorn Fratangelo.

Foto: Manuela Davies/USTA

“Bela estreia aqui. O começo foi um pouquinho tenso, eu estava realmente fora de ritmo, mas o jogo foi passando e nós fomos melhorando. Subimos bem o nível e jogamos um segundo set muito firme”, disse Bruno, satisfeito com a evolução da dupla durante a partida.

“Muito feliz de poder competir, de conquistar essa vitória e de jogar um Grand Slam. E mais feliz ainda de ter o Noah, meu filho, aqui comigo, assistindo e curtindo os jogos. Realmente é muito especial. Agora é seguir firme e usar essa energia boa que está vindo de fora da quadra, do público, do Noah e da família, para continuar jogando bem”, finalizou o mineiro, contente de ter o filho assistindo aos jogos.

Esta foi a primeira partida de Bruno Soares após o diagnóstico de apendicite feito nos Jogos Olímpicos de Tóquio, onde acabou sendo operado. O mineiro não disputava um torneio desde Wimbledon, no início de julho.

Demoliner/Daniell e Millman/Monteiro também avançam

O gaúcho Marcelo Demoliner e o neozelandês Marcus Daniell viram a desistência de seus adversários durante a partida de estreia. Enfrentando os britânicos Daniel Evans e Lloyd Glasspool, a dupla avançou com 6/7, 6/4 e 2/1 ret após uma lesão sentida por Evans. Na segunda rodada, Demoliner e Daniell enfrentarão os franceses Herbert/Mahut, cabeça de chave 3 da competição.

Outro brasileiro que avançou foi Thiago Monteiro. Ao lado do australiano John Millman, o cearense superou a dupla de De Minaur/Reid em 6/3 e 6/2, se garantindo na segunda rodada. Lá, o time enfrentará os cabeças de chave 4 Ram/Salisbury.

“Acho que a gente jogou firme. A nossa energia bate bem e temos um bom entrosamento. Ele é um cara super alto astral, com uma energia que gosto muito, e ele é muito sólido em quadra. Hoje fomos bem firmes no saque. É manter esse entrosamento e buscar fazer um bom jogo na próxima rodada”, disse Monteiro, feliz por voltar a jogar com Millman.

Cabeças de chave fora

O dia foi complicado para quatro duplas cabeças de chave, que se despediram do torneio na estreia. Marcelo Melo e Lukasz Kubot, cabeças 9, foram surpreendidos pelos norte-americanos King/Reese em 7/6 e 6/4. A dupla sensação da temporada e principais favoritos da competição, os croatas Mektic/Pavic, foram eliminados pelos também norte-americanos Lammons/Withrow em 6/2 e 7/5. Cabal/Farah, cabeças 5, e Puetz/Venus, os 12º favoritos, também deram adeus ao US Open.

Após cirurgia, Soares retorna ao circuito e conhece adversários no US Open

Bruno Soares e Jamie Murray conheceram seus primeiros adversários do US Open. A chave de duplas masculinas foi sorteada neste domingo e a dupla, que é cabeça de chave 7 da competição, estreará contra o norte-americano Tommy Paul e o australiano Alexei Popyrin. Soares é o atual campeão do Grand Slam americano tendo vencido no ano passado com Mate Pavic.

De volta ao circuito após o susto passado nos Jogos Olímpicos de Tóquio, onde foi diagnosticado com apendicite e precisou ser operado, Bruno está animado para entrar em quadra. O mineiro não disputa um torneio desde Wimbledon, no início de julho.

“Voltar em Nova Iorque é sempre uma grande emoção. Sem dúvidas é o meu Grand Slam favorito e também é o que tenho os melhores resultados. Fui campeão no ano passado também, então é ainda mais especial. Mas a expectativa é um pouco diferente, já que estou sem competir há muito tempo e também não joguei nenhum torneio preparatório para o US Open”, disse Bruno, que ocupa a 11ª posição no ranking.

O brasileiro voltou aos treino há duas semanas, mas confessa que precisa de ritmo de jogo. “Venho fazendo a preparação por aqui com o Jamie e estamos usando esses últimos dias para afiar a sintonia. Treinei bem nas ultimas duas semanas, mas estou sem ritmo de jogo e isso é o mais importante para mim. Eu preciso jogar ponto, então espero que eu consiga jogar o máximo de jogos-treino até a nossa estreia”, continuou.

Já pensando na estreia, Soares sabe que será um jogo complicado. “Vai ser um jogo perigoso. Os dois são jogadores de simples que jogam forte e sacam muito, além de jogarem muito firme do fundo de quadra. Então vai ser aquela antiga dinâmica de nós, os duplistas, precisarmos pressioná-los para não deixar os adversários confortáveis em quadra. Esse ano vai ser diferente da última edição, com público, então estou bem empolgado com essa estreia”, finalizou.

O US Open é o Grand Slam de melhor desempenho de Bruno Soares. O tenista já foi campeão do torneio em quatro oportunidades: duas nas duplas masculinas, ao lado de Jamie Murray (2016) e Mate Pavic (2020), e mais duas nas duplas mistas, com Ekaterina Makarova (2012) e Sania Mirza (2014). O mineiro ainda está avaliando se disputará a competição de duplas mistas, depois de tanto tempo sem jogar.

Melo e Kubot param na estreia de Cincinnati; Demoliner volta a jogar com Daniell

Marcelo Melo e Lukasz Kubot se despediram do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos. O mineiro e o polonês foram superados na estreia por Tim Puetz e Michael Venus, com parciais de 6/2 e 6/3.

Em ritmo de retomada da parceria, Melo e Kubot agora seguem para o ATP 250 de Winston-Salem, também nos Estados Unidos, antes de partir para o US Open. No último Grand Slam do ano, o brasileiro e o polonês já foram vice-campeões em 2018 e vão em busca de um título inédito em suas carreiras.

Demoliner volta a jogar ao lado de Daniell

Uma novidade no circuito ficou por conta do retorno da parceria entre o gaúcho Marcelo Demoliner e o neozelandês Marcus Daniell. Os tenistas jogaram juntos entre as temporadas de 2015 até 2017, fazendo quatro finais de ATP. Demoliner é o atual número 50 do mundo e campeão de quatro torneios ATP, enquanto Daniell é o 43º do ranking, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio e dono de cinco troféus da ATP.

Melo e Kubot se despedem de Toronto

Marcelo Melo e Lukasz Kubot deram adeus ao Masters 1000 de Toronto. Os cabeças de chave 5 foram superados pelo russo Aslan Karatsev e o sérvio Dusan Lajovic num duplo 6/4, parando nas oitavas de final do torneio canadense.

“Eles jogaram muito bem, em especial o Karatsev, que não errou uma bola. Tentamos fazer de tudo, trocamos de estratégia, mas não deu. Agora partimos para Cincinnati”, disse o mineiro. Este foi o terceiro torneio de Melo e Kubot na retomada da parceria. Antes da pausa para os Jogos Olímpicos, a dupla disputou Roland Garros e Wimbledon, fazendo quartas de final no último.

A preparação para o US Open, o último Grand Slam do ano, segue. A dupla disputará o Masters 1000 de Cincinnati e o ATP 250 de Winston-Salem antes de embarcar para Nova Iorque. Em Cincinnati, Melo já levantou o título de campeão em 2016, ao lado de Ivan Dodig.

Ao lado de Kubot, Melo estreia com vitória em Toronto

Marcelo Melo e Lukasz Kubot venceram a primeira no Masters 1000 de Toronto, no Canadá. Cabeças de chave 5 do torneio, a dupla superou o polonês Hubert Hurkacz e o italiano Jannik Sinner em sets diretos, com parciais de 7/5 e 6/4, para avançar às oitavas de final. Lá, Marcelo e Kubot enfrentarão o russo Aslan Karatsev e o sérvio Dusan Lajovic.

“Fizemos uma bela estreia aqui hoje. Um jogo muito duro contra o Sinner, que vem de muita confiança, de ter acabado de ganhar Washington, e o Hurkacz, que também vem de uma temporada muito boa. E conseguimos jogar bem. Salvamos, na teoria, o primeiro set, em que eles estavam na frente e quebramos de volta. E no segundo eles também ficaram em vantagem. O importante foi ter se mantido no jogo o tempo todo. Todos estavam jogando bem, então sabíamos que o placar poderia estar para qualquer lado”, contou Melo.

O brasileiro e o polonês estão de volta após a pausa dos Jogos Olímpicos. Ambos estiveram no Japão e, após a disputa, fizeram caminhos diferentes. Melo foi direto para Washington, onde disputou ao lado do neozelandês Marcus Daniell, e Kubot voltou para a Polônia.

Melo e Daniell param na semifinal de Washington

Marcelo Melo e Marcus Daniell se despediram do ATP 500 de Washington, nos Estados Unidos. A dupla foi superada pelo sul-africano Raven Klaasen e o japonês Ben McLachlan, cabeças de chave 4 da competição, em 6/4 e 7/5, parando na semifinal do torneio norte-americano.

Foto: Divulgação

“Eles realmente jogaram muito bem. Foram superiores, especialmente no primeiro set. No segundo tivemos uma chance, estávamos dois breaks abaixo e conseguimos voltar e buscar o jogo, mas eles quebraram de novo. Acho que o entrosamento deles acabou fazendo a diferença nesses momentos decisivos”, disse Melo.

“As condições hoje estavam bem diferentes das de ontem, bem mais úmido por causa da chuva, e eles souberam aproveitar melhor. Mas acho que foi uma semana realmente muito positiva. Foi um prazer ter jogado com o Marcus e agora amanhã estou indo para Toronto, onde encontro com o Kubot”, completou o mineiro.

Washington foi o primeiro torneio para quem está vindo direto dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o que causou muitas duplas pontuais para o torneio, como é caso de Melo e Daniell. O brasileiro voltará ao lado de seu parceiro fixo, o polonês Lukasz Kubot, no Masters 1000 de Toronto, e a dupla já conheceu os seus adversários de estreia. Melo e Kubot enfrentarão Hubert Hurkacz e Jannik Sinner na primeira rodada e vão em busca de um bom resultado no torneio.

Melo e Daniell vencem na estreia em Washington

Marcelo Melo e Marcus Daniell avançaram às quartas de final do ATP 500 de Washington, nos Estados Unidos. Nesta quarta-feira, o mineiro e o neozelandês venceram a dupla do salvadorenho Marcelo Arevalo e do holandês Matwe Middelkoop em sets diretos, com parciais de 7/6(8) e 6/2. Na próxima rodada, o time enfrentará os australianos Alex de Minaur e John Millman.

Foto: Divulgação

Melo e Daniell vieram diretamente dos Jogos Olímpicos de Tóquio, onde representaram seus países. O neozelandês, ao lado do compatriota Michael Venus, conquistou a medalha de bronze nas duplas masculinas.

“Foi um belo jogo, é a primeira vez que estamos jogando juntos. O Marcus vem com uma energia muito boa, ele ganhou a medalha de bronze agora na olimpíada. Tivemos um primeiro set muito duro, 10-8 no tie-break e cada ponto bem jogado. Jogamos muito bem e eles também. Foi muito bom para nós. Marcus está muito feliz por estar jogando esta semana também. E agora é passo a passo. Conseguimos a primeira vitória. Vamos manter a mesma energia, o mesmo foco, rodada a rodada, para quem sabe ir bem no torneio”, disse Melo.

O mineiro e o neozelandês jogarão juntos apenas em Washington. Na próxima semana, no Masters 1000 de Toronto, Melo voltará ao lado do seu parceiro fixo, o polonês Lukasz Kubot. A preparação para o US Open também contará com a disputa do Masters 1000 de Cincinnati.

Diagnosticado com apendicite, Soares opera e não disputa Jogos Olímpicos de Tóquio

O tênis brasileiro amanheceu com uma má notícia. Na manhã desta quarta-feira, Bruno Soares desistiu da disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio após ser diagnosticado com apendicite. O mineiro já passou pela cirurgia de retirada do apêndice e está em repouso.

Marcelo Melo e Marcelo Demoliner (Foto: Divulgação)

“O Bruno começou a passar mal no segundo voo que pegamos, na escala nos Estados Unidos. Ele começou a falar que estava se sentindo mal, com dores no abdômen. O tempo passava e ele não melhorava. Durante o procedimento de chegada no aeroporto do Japão, de quase 5 horas, ele precisava ficar deitado de tantas dores que estava sentindo”, contou Marcelo Melo, que jogaria ao lado de Soares em Tóquio.

“Dava pra ver que não era algo comum. Quando chegamos na Vila, ele já foi direto visitar o pessoal do Comitê Olímpico Brasileiro para se consultar. Ontem ele até chegou a fazer um tratamento com antibióticos para ver se melhorava, mas sabemos como apendicite é perigoso. Quando inflama, então, fica complicado. Então o Bruno, juntamente ao COB, o COI e o médico pessoal dele chegaram na conclusão de que seria melhor operar”, continuou o mineiro.

Soares disputaria a sua terceira edição dos Jogos Olímpicos, sendo todas ao lado de Melo. Como o imprevisto aconteceu antes do sorteio da chave, o time brasileiro pôde remanejar as suas duplas participantes. Com isso, Melo passará a jogar ao lado de Marcelo Demoliner, que antes fazia dupla com Thiago Monteiro. A troca permite que Melo continue a disputar os Jogos Olímpicos e que também possa disputar a chave de duplas mistas ao lado de Luisa Stefani.

“O Demo veio muito empolgado pras Olimpíadas e eu tenho muita confiança nele, nós jogamos bem juntos nas vezes que entramos em quadra. O sonho da medalha continua vivo como nunca. Estamos na torcida pela recuperação do Bruno, o sonho dessa medalha também é dele, mas vamos ter que dar a conta do recado. A chave estará fortíssima, todas as duplas vieram para o torneio. Acho que eu e o Demo estaremos como “azarões” na disputa, vindo pela sombra”, finalizou Marcelo.

Melo e Demoliner disputaram dois confrontos de Copa Davis juntos, vencendo em ambas as oportunidades. Uma das vitórias foi contra o time dos colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, uma das duplas favoritas em Tóquio.

Agora, a segunda dupla brasileira precisará esperar uma desistência para entrar na chave. Monteiro se inscreveu ao lado de João Menezes, que também representará o Brasil na chave de simples.

Demoliner se classifica e disputa os Jogos Olímpicos de Tóquio

As desistências dos Jogos Olímpicos de Tóquio renderam uma ótima notícia para o tênis brasileiro. Nesta quinta-feira, o gaúcho Marcelo Demoliner, atual número 53 do mundo, herdou uma das vagas para a disputa da competição, sendo o quinto tenista a compor a equipe brasileira no Japão.

“O sonho vai virar realidade, recebi a notícia de que vou jogar a Olimpíada! Um obrigado a todos vocês que me empurram a cada dia para realizar novos sonhos. Não foi fácil e nunca é, mas a sensação neste momento é indescritível”, escreveu o tenista em suas redes sociais.

Aos 32 anos, Demoliner disputará o primeiro Jogos Olímpicos de sua carreira. O gaúcho atuará ao lado do cearense Thiago Monteiro, que também estará na chave de simples. Os duplistas mineiros Marcelo Melo e Bruno Soares, que vão para o seu terceiro ciclo olímpico juntos, sendo o quarto de Melo, e o também mineiro João Menezes completam a delegação brasileira.